Linfedema: O que é? O que provoca? Como Trata? | Colunistas

Introdução Este é um tema que carece de referências para profissionais de saúde e principalmente para leigos. Por essa razão, há uma grande nebulosidade à respeito dessa doença, algo  que esta coluna ao final diminuirá um pouco, principalmente para as pessoas que não são discentes da área de saúde, mas se interessam pelo tema. Sistema Linfático É um sistema composto por Capilares Linfáticos, Vasos linfáticos, Ductos Linfáticos e Linfonodos, onde circula a linfa, um líquido similar ao plasma, porém hipoproteico, que também é composto por células reticulares e de defesas, como mastócitos, macrófagos e linfócitos, e está presente em vários locais do corpo, principalmente nos órgão linfoides (como baço e timo). Tem como função principal a eliminação de patógenos, células danificadas e envelhecidas. Por isso, é de extrema importância que esse sistema esteja bem conservado. O que é Linfedema? O Linfedema nada mais é que o acúmulo de proteínas no interstício, além de uma alteração histológica que ocorre de forma gradativa gerando repercussões graves na qualidade de vida da pessoa portadora, como inchaço e úlceras em membros. O edema pode ser causado por insuficiência linfática dinâmica ou insuficiência linfática mecânica. Na primeira forma, mesmo com o aumento compensatório da absorção do transporte linfático, a carga linfática ultrapassa a capacidade total de transporte causando o edema. Exemplos disso são Insuficiência Cardíaca Congestiva e Edemas Venosos. Na segunda forma, há hipofunção dos vasos e mesmo cargas linfáticas normais acabam extravasando. Este, ao contrário do primeiro tipo, é um edema com grande quantidade de proteínas. Uma das mais temíveis complicações do linfedema é sua malignização, porém, felizmente, só ocorre em 1% dos casos. Causas

Comunidade Sanar

3 minhá 539 dias

Os 10 erros mais comuns em Cirurgia Vascular

Prof. Dr. Vergilius Neto 1.“Paciente internado em UTI por insuficiência cardíaca descompensada, evoluiu com TVP de veia tibial posterior direita e foi iniciado anticoagulação. No 3º dia de anticoagulação, apresentou hemorragia digestiva baixa, teve anticoagulação suspensa enquanto prosseguia a investigação diagnóstica. Implante de filtro de veia cava inferior está indicado nessa situação?“ NÃO! As indicações são: TVP proximal* e/ou tromboembolismo com contraindicação à anticoagulação plena:– cirurgia recente / AVC 4-6 semanas / sangramento ativo– anafilaxia, plaquetopenia prévia, etcTEP ou progressão de trombose (mesmo que distal) em vigência de anticoagulação (não é indicação absoluta, não há comprovação de benefícios). TVP em pacientes com baixa reserva cardiopulmonar com alto risco de óbito em caso de TEP (não é indicação absoluta, não há comprovação de benefícios).Trombo flutuante (trombose secundária não aderida a parede do vaso que se movimenta de acordo com o fluxo sanguíneo)  * TVP proximal: trombose que ocorre na veia poplítea e proximal a ela. 2.“Paciente diabético com mal perfurante plantar infectado, está indicado desbridamento cirúrgico?” NÃO! Pelo menos não só com esses dados. A palpação dos pulsos deve ser realizada, não havendo pulsos palpáveis o ITB deve ser calculado e valores <0,4 contraindicam a realização do desbridamento sem que antes seja realizado uma revascularização. A drenagem de abscesso pode ser realizada caso a revascularização deva ser postergada por qualquer motivo. 3.“Mulheres e diabéticos apresentam maior risco de desenvolver aneurisma, enquanto homens negros apresentam maior risco de rotura?” NÃO! Fatores de risco para desenvolvimento do aneurisma e rotura do aneurisma são diferentes. Enquanto que mulheres apresentam menor risco de desenvolver aneurisma de aorta, uma vez que possua o aneurisma, estão sujeitas a maior risco de

Sanar Residência Médica

5 minhá 613 dias

Amputações

INTRODUÇÃO: Amputação de um membro danificado é um dos mais antigos e, indiscutivelmente, mais eficazes procedimentos cirúrgicos. A amputação corretamente realizada mantém a promessa de alívio da dor para pacientes com isquemia avançada, de controle da infecção no quadro de sepse da extremidade e cura da malignidade confinada ao membro. Amputações maiores das extremidades inferiores continuam a fazer parte de todas as práticas vasculares, apesar da abordagem geral agressiva de salvamento de membros. Embora muitas vezes seja vista como um fracasso do tratamento, a amputação maior deve ser considerada reconstrutiva, quando possível, e uma opção de tratamento definitivo. A convergência de vários fatores importantes, incluindo o aumento da expectativa de vida da população e das epidemias de diabetes e da doença arterial periférica (DAP), sugere que as amputações continuarão sendo uma questão importante para pacientes e cirurgiões. A amputação de membros superiores permanece pouco frequente na prática de cirurgia vascular atualmente. A perda parcial do braço ou da mão é geralmente um acontecimento devastador e que traz alterações na qualidade de vida. Embora as intervenções cirúrgicas possam objetivar ou concluir as tentativas de recuperação inicial, considerando os princípios de reconstrução do membro, ou maximizar a função do membro pós-amputação, tais esforços são apenas o início de uma vida cheia de desafios para estes indivíduos. É essencial considerar a reabilitação psicológica, financeira e social, pois esses fatores podem fazer a diferença para pacientes que sofreram perda de membros inferiores. SE LIGA NO CONCEITO! Amputação maior da extremidade inferior refere-se a qualquer amputação realizada acima do nível do tornozelo. Já a amputação maior da extremidade superior é definida como amputação proximal à articulação do punho. O objetivo da amputação é remover todo o tecido infectado, gangrenoso e isquêmico e fornecer ao paciente o membro funcional mais longo possível. A prevenção de amputações

SanarFlix

7 minhá 630 dias

Varizes, e agora? Os novos tratamentos de varizes com técnicas minimamente invasivas | Colunistas

1. Introdução As varizes são muito mais do que um problema estético, fazendo parte do complexo da insuficiência venosa crônica, de forma que a úlcera venosa é a forma mais grave da doença. Estima-se que 30 a 40% da população adulta tenha varizes e que até 6% dos portadores de varizes desenvolverão úlcera em algum momento da vida. Assim, o seu tratamento está indicado e deve ser o mais precoce possível para garantir um melhor e mais definitivo resultado. O principal fator de risco que leva ao surgimento das varizes é a genética, ou seja, a tendência herdada dos nossos pais e avós.         Desde 1994, a classificação das doenças venosas, baseada em dados clínicos (C), etiologia (E), distribuição anatômica (A) e a fisiopatologia (P), denominada classificação CEAP, vem sendo utilizada globalmente, com algumas modificações realizadas em 2004 para aprimorá-la. O objetivo principal da cirurgia de varizes é tratar primeiro a causa das varizes, na maioria dos casos incompetência das veias safenas. A safenectomia é a cirurgia tradicionalmente realizada associada a retirada de perfurantes, implicando uma incisão na região da virilha (ao longo da sua prega) e a sua extração. Contudo, cada vez mais são procurados métodos menos invasivos e que envolvam menos complicações, permitindo uma mais fácil e rápida recuperação. 2. Tratamento conservador        O tratamento clínico se baseia no repouso com membros elevados, medicações venoativas e utilização de meias de compressão. A maioria dos pacientes pode se beneficiar do tratamento compressivo. A compressão é contraindicada em portadores de obstrução arterial e pacientes com ausência de pulsos. A ação de drogas venoativas inclui a diminuição da permeabilidade capilar, efeito linfocinético, menor apoptose das células endoteliais e uma ação anti-inflamatória por

Dr. Italo Abreu

3 minhá 635 dias
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