O transtorno depressivo maior em tempos de pandemia | Colunistas

O Transtorno de Depressão Maior (TDM), também chamado de depressão unipolar, é a forma mais “clássica” da depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo, revelando um dado importante sobre esse transtorno que precisa de atenção. A depressão é um transtorno psiquiátrico complexo, cuja característica mais marcante é o humor deprimido, por vezes melancólico. Em alguns casos, o paciente pode não apresentar o humor deprimido de forma evidente, mas experimenta a incapacidade de se alegrar, vibrar e sentir prazer genuíno com as situações da vida. A depressão afeta o sujeito como um todo, não apenas no âmbito psíquico, mas também ocasiona manifestações no corpo físico. Acomete mais o sexo feminino quando comparado ao sexo masculino e, nos últimos anos, mostrou uma prevalência ao longo da vida estimada entre 11% a 15% da população mundial, porém, com a pandemia de COVID-19, esses índices se acentuaram muito e é esperado um crescente nos próximos anos, visto que a exposição crônica a situações de ansiedade e estresse é um dos principais fatores de risco para o aumento do TDM. Tristeza comum x TDM Em uma situação de pandemia, com um cenário de saúde comprometido pelo grande número de pacientes infectados, ao mesmo tempo em que se torna necessário um isolamento social como forma de prevenção, sentimentos de angústia, tristeza, estresse, ansiedade são comuns para todos os seres humanos. É normal o indivíduo experienciar a tristeza, não só em um contexto de pandemia, mas também diante de acontecimentos do próprio cotidiano e da vida pessoal, acadêmica, profissional. Mas normalmente, mesmo estando tristes, geralmente conseguimos seguir com o trabalho, relacionamentos interpessoais e compromissos sociais, ou seja, encontra-se alguma motivação

Gabriella Mares

12 minhá 16 dias

Você sabe como o SARS-CoV-2 invade uma célula? | Colunistas

Olá, caro leitor! Minha intenção nesse texto é discutir, primeiramente, um pouco o contexto da COVID-19, para que depois possamos falar especificamente do processo de invasão celular. Desejo que você tenha uma boa leitura! Uma breve introdução O primeiro caso de COVID-19 foi relatado em dezembro de 2019, na província chinesa de Hubei, como uma pneumonia grave de origem desconhecida. Amostras do epitélio respiratório dos doentes foram analisadas e então descobriu-se que se tratava de um novo vírus da família Coronaviridae, denominado mais tarde como Sars-CoV-2. O termo pandemia teve sua aplicação oficial no dia 11 de março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No momento em que esse texto está sendo redigido, o número de infectados no mundo é superior a 44,5 milhões e as mortes ultrapassam a marca assustadora de 1,1 milhão de pessoas. O Sars-CoV-2 é um betacoronavírus de ácido ribonucleico (RNA), sentido positivo e envelopado com 1273 aminoácidos. As extremidades do Sars-CoV-2 possuem projeções em espículas, denominadas proteínas spike, você pode ver com outros nomes, como proteína S ou spike protein, mas se referem à mesma estrutura. “Ah, Vinícius, eu vi uma denominação com número”. Sim, provavelmente a nomenclatura vista por você é: proteína S1 e proteína S2. Essas estruturas são subdivisões da estrutura maior, que é a proteína S, e possuem papeis importantíssimos no mecanismo de invasão celular. Mais adiante veremos a função dessas subunidades. A COVID-19, causada pelo Sars-CoV-2, é uma doença infecciosa grave que pode acometer o ser humano em diversos sistemas, com destaque para o desenvolvimento da síndrome respiratória aguda grave (SRAG), pneumonia intersticial bilateral atípica, síndrome da tempestade de citocinas e hipóxia sistêmica. Ademais, é relatado na literatura que o

Vinícius Faustino

3 minhá 18 dias

Coronavírus e vacinas: estamos perto da solução? | Colunistas

O ano de 2019 terminou com o mundo acompanhando o surgimento de um novo vírus. Com os primeiros casos ocorrendo na província de Wuhan (China), entramos em 2020 e passamos a acompanhar a disseminação desses casos pelo mundo. Primeiramente como casos isolados. Logo após, como algo que há algum tempo não presenciávamos na história. Descobrimos tratar-se do novo coronavírus, nomeado tecnicamente de Sars-Cov-2. Passaram-se algumas semanas até que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarasse que estávamos diante de uma pandemia. Percebemos, a partir desse momento, que tínhamos a nossa frente um desafio que mexeria com todos os aspectos de nossas vidas e nos faria repensar as diversas atividades de nosso cotidiano no âmbito do que fazer, como fazer, quando fazer e por que fazer. Dentre as iniciativas das quais lançou-se mão como forma de combater o novo patógeno, como as campanhas de conscientização sobre a importância do uso de máscaras, da correta higienização das mãos e da necessidade de praticar o distanciamento (em alguns momentos, o isolamento) social, a mais esperada foi o início de uma corrida pelo desenvolvimento de uma vacina que seja capaz de freá-lo. A história da vacinação tem início em 1789 (mesmo ano da Revolução Francesa) quando Edward Jenner passou a observar que as pessoas que atuavam na ordenha das vacas não contraíam a varíola quando tinham adquirido a forma animal da doença. Jenner, que nasceu em 1749 e havia se formado em medicina em Londres, realizou a extração de pus da mão de uma mulher que havia contraído a varíola bovina, inoculando, na sequência, o material em um menino de 8 anos. Estávamos no ano de 1796 e James Phipps ficou curado após contrair a doença de forma branda. Dr.

Leonardo Cardoso

7 minhá 43 dias

Infecção pelo coronavírus e achados histopatológicos | Ligas

1. Infecção pelo SARS-CoV-2 e Achados Histopatológicos Após a inalação ou ingestão do vírus, o local de infecção inicial desse agente etiológico é o trato respiratório superior. Ele começa atacando as células da fossa nasal, avançando pela garganta, gerando os primeiros quadros clínicos, como anosmia, odinofagia, tosse e congestionamento nasal. (PETRAROLHA, 2020) Dependendo do aspecto viral, dos fatores ambientais e dos fatores idiossincráticos do hospedeiro, como o sistema imunológico, o agente viral pode se alastrar pelo trato respiratório inferior, causando inflamação nos alvéolos e, consequentemente, pneumonia. (MACHADO, 2020). Veja a aula completa: 1.1   Achados Histopatológicos Os achados anatomopatológicos são resultantes de exames microscópico e macroscópico de células e tecidos retirados do corpo de um paciente por meio de biópsia ou outra técnica para obtenção de material. Embora haja inúmeros estudos descrevendo características clínicas e achados radiográficos característicos (principalmente tomografias computadorizadas de tórax) de pacientes infectados pelo novo coronavírus, poucos estudos patológicos foram realizados com base em biópsias ou autópsias. Algumas das causas para a escassez desses procedimentos são a súbita epidemia, falta de profissionais de saúde, alta quantidade de pacientes em hospitais e elevada taxa de transmissão, fazendo com que os procedimentos diagnósticos invasivos não sejam uma prioridade clínica. (Tian, S et al. 2020). De acordo com amostras de biópsias coletadas dos pulmões, fígado, coração, linfonodos, rins, baço e cérebro de pacientes diagnosticados com a COVID-19 (Doença do Coronavírus 2019), pode-se analisar o dano causado por esse vírus aos diferentes tecidos e órgãos do corpo, o que contribui para um estudo mais aprofundado dessa patologia. Diante disso, o resultado de algumas biópsias de pulmão revelou: Espessamento das paredes alveolares com lesão difusa bilateral e

ABLAM

18 minhá 78 dias

#AulaCoronavírus: Uso do plasma convalescente na COVID-19 | Ligas

A COVID-19 é a Síndrome Respiratória Aguda Grave causada pelo vírus SARS-CoV-2 e foi inicialmente descrita na cidade de Wuhan, na China, em dezembro de 2019. A princípio, foi detectado um grupo de pacientes com pneumonia apresentando febre, tosse e dispneia de etiologia desconhecida. Uma investigação preliminar demonstrou que a primeira geração de pacientes com esses sintomas estava geograficamente ligada ao Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huanan, e os pacientes com esses sintomas que viviam fora de Wuhan tinham viajado para a cidade há pouco tempo ou tinham tido contato com residentes da cidade. Veja a aula completa aqui: Atualmente, sabe-se que a transmissão da doença ocorre principalmente por gotículas respiratórias, por contato, e há evidências que pode ocorrer por transmissão fecal-oral, porque identificou-se que em estágios mais tardios da infecção o vírus pode ser detectável em swabs anais. Além disso, ainda não há indícios de que há transmissão vertical da doença. Um estudo realizado em Shangqiu, na China, foi publicado no dia 7 de maio de 2020 mostrando que dos 38 pacientes avaliados, 6 apresentavam o vírus SARS-CoV-2 no sêmen (15,8%), o que levanta a necessidade de serem realizados mais estudos para esclarecer se há transmissão sexual do vírus. O vírus SARS-CoV-2 é o 7º coronavírus que infecta humanos já identificado, sendo que alguns desses outros coronavírus são o vírus da SARS (síndrome respiratória aguda grave), identificado em 2002 e o vírus da MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio), identificado em 2012. A família dos coronavírus apresenta 4 gêneros, os alfa, beta, gama e teta. O SARS-CoV-2 é do gênero beta, e tem a aparência de uma coroa quando visto à microscopia eletrônica, o que dá nome ao vírus, e são

ABLAM

8 minhá 79 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Áreas
Ciclos da medicina
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.