Vacina nasal contra o coronavírus: vanguarda da imunização? | Colunistas

Introdução Sempre que se fala em vacinas, existe aquele engraçadinho que dispara: “só vou tomar a vacina quando sair em gota”. A Universidade de São Paulo (USP) está desenvolvendo uma vacina contra o SARS-CoV-2/COVID-19 que não é em gota, nem oral, porém tem via de aplicação tão simples quanto. O estudo, realizado no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com parceria da Universidade de Campinas (UNICAMP) visa à elaboração e aprovação de uma vacina contra o coronavírus por via nasal. A vacina, que é 100% nacional, começou a ser desenvolvida em Abril de 2020, e já está sendo testada em camundongos. Espera-se que a vacina comece a ser testada em humanos ao final de 2021 ou início de 2022. O termo vanguarda vem do francês “avant garde”, literalmente significa “a parte frontal de um exército, aquela que entra primeiro na guerra”, mas é utilizada como sinônimo de “pioneirismo”; “inovação”. Seria o desenvolvimento da vacina por via nasal vanguarda para novas formas de imunização que não a tradicional “injeção”? A Vacina Após estudo laboratorial de amostras séricas de 220 pacientes infectados pelo COVID-19, os cientistas identificaram o principal alvo da resposta imune: uma proteína presente na espícula do vírus chamada RBD (Receptor Binding Protein – Proteína ligante ao receptor). Essa proteína se acopla ao receptor da enzima conversora de angiotensina-2 (ECA-2 ou ACE-2 em inglês), e a partir de sua ligação, o vírus penetra as defesas do organismo e passa a infectar o hospedeiro. A partir disso, os cientistas começaram a desenvolver uma vacina que combina fragmentos que induzem a resposta de células T e fragmentos da RBD, por meio

João Flávio Almeida

5 minhá 16 horas

Vacinação contra a Covid-19: o que observar! | Colunistas

A pandemia de Covid-19, declarada pela OMS desde março de 2020, culminou, dentre outras consequências, com a corrida contra o tempo, por cientistas em todo mundo, em busca de vacinas para imunizar a população e controlar a doença. Diante disso, graças, principalmente, ao empenho e sucesso de cientistas e pesquisadores do Instituto Butantan, em 18 de janeiro de 2021, deu-se início à vacinação contra a Covid-19 no Brasil. No entanto, algumas irregularidades vêm sendo relatadas em relação ao não cumprimento do protocolo de vacinação por alguns profissionais de saúde. Portanto, saiba agora ao que você precisa estar atento durante esse procedimento! Figura 1: Primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Brasil. Fonte: Portal R7, 2021. Saiba o que é necessário levar para ser vacinado! Figura 2 – Ilustração: uso de máscara de proteção. Fonte: Prefeitura Municipal de Ilha Solteira, 2020. A máscara de proteção é um item essencial ao sair de casa e seu uso tornou-se obrigatório, em espaço públicos e privados, desde julho de 2020, logo, seu uso é igualmente indispensável para tomar a vacina. No que tange à documentação necessária, de acordo com o Plano de Vacinação apresentado pelo Ministério da Saúde, nenhum brasileiro deixará de receber a vacina por não estar portando alguma documentação pessoal. No entanto, embora a ausência de documentos não inviabilize a sua vacinação, a apresentação ou do número do CPF ou do Cartão Nacional de Saúde (Cartão do SUS), favorece o controle das aplicações das doses. Todavia, vale ressaltar que, se você fizer parte de algum grupo prioritário, tais quais idosos, trabalhadores de saúde e doentes crônicos, precisa comprovar que faz parte daquele determinado grupo correspondente ao

Daiane Lima

4 minhá 16 horas

Como o isolamento social afetou a medicina | Colunistas

A Telemedicina e o EAD vieram para ficar? Entenda porque algumas mudanças podem estar presentes na realidade pós pandemia. O que mudou O isolamento social foi, e é, importante para impedir a propagação do Corona vírus e proteger a população, sobretudo aqueles que pertencem ao grupo de risco. Contudo, trouxe desafios para os mais variados setores da sociedade brasileira e mundial, incluindo a educação e o mercado de trabalho que precisaram se adaptar às novas demandas sanitárias e contaram com o auxílio da tecnologia. Universidades em geral, incluindo o curso de medicina, tiveram o aval do Ministério da Educação para realizar aulas teóricas no formato EAD (ensino à distância). Já aos médicos do país foi permitido o uso da telemedicina como veículo de trabalho, pelo Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina, Senado e a Agência Nacional da Saúde. Por que manter as mudanças pode ser positivo? Segundo o Departamento de Telemedicina da USP, em países como Estados Unidos e Canadá, o atendimento médico à distância era uma realidade anterior à pandemia e traz benefícios para o paciente, como a redução dos custos com saúde, melhoria no acesso à informação, facilidade no acesso a tratamentos medicamentosos, sem a necessidade de automedicação. Melhorias que são bem vindas no Brasil, principalmente no interior e nas regiões mais remotas, onde a disponibilidade de médicos de algumas especialidades são menores. Já no âmbito educacional, universidades públicas e particulares aderiram ao ensino virtual, o que contribuiu para inclusão de universitários portadores de deficiência física, que lidam diariamente com dificuldade de locomoção até o local de estudo. Ademais, algumas universidades públicas, como a UFRJ, disponibilizaram editais de auxílio inclusão digital, os quais forneceram

Larissa Amaral

3 minhá 17 horas

Manifesto de 65 entidades médicas reforça uso de máscara contra COVID-19

No último domingo (28/02), 65 entidades médicas brasileiras publicaram um manifesto reforçando a importância de medidas para conter a disseminação do vírus, especialmente o uso de máscara contra COVID-19 e da correta orientação da população com informações seguras e científicas.    “É urgente que as medidas efetivas para diminuir a transmissão da doença sejam assumidas pela população como compromisso social para diminuir a possibilidade do surgimento de novas variantes do vírus e o colapso total dos serviços de saúde de todo país”, destaca o manifesto. O documento vem um dia após o Brasil registrar a pior média móvel de mortes por COVID-19 em toda a pandemia. Segundo dados divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa, uma média de 1180 brasileiros infectados perderam a vida nos últimos setes dias. Uso de máscara contra COVID-19 O documento enfatiza também a importância do uso de máscaras: “Máscaras são instrumentos eficazes para a redução da transmissão de vírus respiratórios e são preconizadas na atual pandemia para uso, não apenas por profissionais da saúde no cuidado de indivíduos com suspeita ou diagnóstico de COVID-19, mas por todos. O uso correto da máscara é a ação pessoal com efeito coletivo fundamental para diminuir a circulação do vírus da COVID-19 que assola o país neste momento”. Em sua transmissão ao vivo da última quinta-feira (25/02), o presidente Jair Bolsonaro citou um estudo alemão para dizer que as máscaras podem ser prejudiciais à saúde de crianças. Nós fizemos um post explicando que se trata de mais uma fake news: as informações estão descontextualizadas e o estudo não estabelece relação causal entre máscaras e problemas de saúde. Situação agravada O manifesto também defende a orientação

Sanar

3 minontem

Fake news: estudo alemão não prova que máscaras são prejudiciais para crianças

Mais uma informação falsa está circulando. Durante transmissão ao vivo, ocorrida na última quinta-feira (25/02), o presidente Jair Bolsonaro citou um estudo alemão que provaria que máscaras são prejudiciais para crianças, e não uma proteção contra a COVID-19, e que provocariam sintomas como irritabilidade, dor de cabeça e dificuldade de concentração. A agência de checagem de informações AFP Checamos, porém, identificou que embora o estudo realmente exista, os próprios autores enfatizam que se trata de uma “versão preliminar de um manuscrito não revisado por pares” e que dizem pouco sobre as relações causais entre sintomas e uso de máscaras. As evidências até agora disponíveis comprovam que o uso de máscaras em ambientes públicos, em associação com outras medidas públicas de saúde, podem reduzir de forma bem sucedida da transmissão do SARS-CoV-2 (e também de outros vírus). Contexto da fake news que afirma que máscaras são prejudiciais para crianças “Pessoal, começam a aparecer estudos aqui, não vou entrar em detalhe, né?, sobre o uso de máscaras. Que, num primeiro momento aqui, uma universidade alemã fala que elas são prejudiciais a crianças”, disse Bolsonaro, durante sua transmissão ao vivo. Ele continua citando os supostos efeitos colaterais das máscaras em crianças, identificados pelo estudo:  “Levam em conta vários itens aqui, como irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa em ir para a escola ou creche, desânimo, comprometimento da capacidade de aprendizado, vertigem, fadiga… Então começam a aparecer aqui os efeitos colaterais das máscaras, tá ok?”. Porém, a AFP Checamos identificou que o estudo citado trata-se de um artigo publicado em dezembro de 2020 no site Research Square, que divulga resultados preliminares de estudos que ainda não foram

Sanar

4 minontem

Câncer e Covid-19 | Colunistas

O vírus SARS-CoV-2, também conhecido como coronavírus, é o causador da doença COVID-19. Foi descoberto no final de 2019 na China e se alastrou rapidamente pelo mundo todo, dando origem à pandemia atual. O vírus aparenta ter capacidade de se espalhar pelo corpo todo, podendo causar uma gama enorme de sinais e sintomas. Pacientes com câncer são pacientes vulneráveis, principalmente aqueles em tratamento, que são imunocomprometidos. É importante que o cuidado seja redobrado para essas pessoas. Transmissão do vírus A principal forma de transmissão do vírus é a direta, de pessoa para pessoa. O vírus pode ser transmitido através de espirro, tosse e até mesmo da fala. Outra característica importante é que ele possui mecanismos que o faz sobreviver por algumas horas nas superfícies, então é possível se contaminar só de estar em um ambiente onde uma pessoa com a doença antes esteve. Risco para pacientes com câncer A Sociedade Americana de Pesquisa de Câncer fez um estudo onde comparava a incidência de complicações graves e risco de morte entre 105 pacientes com câncer e 536 pacientes sem câncer. Sabe-se que a idade avançada é um importante fator de risco, por isso a pesquisa teve o cuidado de equiparar indivíduos com idades similares. Além dos fatores de risco comum a todas as populações, pessoas com câncer apresentam fatores de risco que também influenciam no prognóstico do paciente após se infectar com o novo coronavírus, como: tipos de câncer, estágios do câncer, tipo de tratamento. O estudo concluiu que pacientes com câncer hematológico, de pulmão ou com metástase, pacientes em tratamento de imunoterapia ou que fizeram cirurgia recentemente apresentam maior incidência de complicações graves e morte. Indivíduos com câncer apresentaram maior

Victória Brancalhoni

4 minanteontem
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