Primeiro plantão médico: dicas e estratégias para o recém-formado

O primeiro plantão médico, para muitos, é o atestado de que “sim, formei, e agora sou médico(a)!”. Ele é quase como um rito de passagem para a carreira na Medicina. Mesmo que você seja daqueles que se formam e, de cara, começam a se preparar para a especialização… Não há quem não passe pelos plantões, pelo menos por um tempo. Por isso, criamos este pequeno guia de sobrevivência para que você possa encarar seu primeiro plantão com muito mais confiança e otimismo! Vamos lá! Qual é o tipo de primeiro plantão ideal para mim? Gostaríamos muito de trazer aqui uma fórmula mágica para responder essa pergunta, mas infelizmente ela não existe. O tipo certo de plantão para você pode variar entre UPAs de menores fluxos em locais mais remotos até setores de referência em emergência porta aberta na capital. Isso vai depender muito de você, do seu perfil, objetivo e a segurança que tem. É importante que você respeite isso e leve em consideração seus pontos fracos e fortes. Entretanto, independente de qual será o seu primeiro plantão escolhido, ao longo desse texto traremos diversas dicas para que você possa encará-lo da melhor forma possível. Antecipe algumas situações que podem aparecer no seu primeiro plantão médico Na escolha do seu primeiro plantão, tente se preparar para os tipos de situações com que você pode se deparar. Então, reflita sobre alguns cenários: Estou pronto para o protocolo de PCR sozinho? Sou capaz de intubar na emergência e usar um ventilador? Me

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5 min16 days ago

COVID-19 e Apps de Medicina: Que arma nós temos?

Novos tempos estão sendo vivenciados pelas novas gerações de médicos mundo afora. A pandemia da COVID-19 é um desafio aos profissionais na gestão do cuidado aos pacientes. Em meio a isso, a tecnologia na área de saúde pode fornecer a melhora dos cuidados. Estamos vivendo um contexto atípico: a pandemia do SARS-CoV-2. A medicina, a biotecnologia, a biologia molecular, a engenharia e os sistemas de gestão em saúde evoluíram massivamente, mas não estavam à espera do colapso das redes de saúde promovido pela COVID-19. O Brasil, conforme pontuado pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), dentre outros estudos internacionais, desponta como um dos próximos epicentros da pandemia, que até 12 de maio atingiu a marca de 4,1 milhões de casos em todo o mundo, configurando-se como o 6º país em mortalidade. Segundo o monitoramento  da universidade norte-americana Johns Hopkins, os EUA ainda se constituem como epicentro da pandemia, com 1,38 mi de casos e mais de 80.500 mortos.  O nosso modelo de desenvolvimento de sociedade e as relações estabelecidas entre o homem e a natureza nos últimos anos têm gerado a emergência de novas doenças e também o ressurgimento de doenças antigas, considerando a urbanização e a interação com animais silvestres. Segundo a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, em entrevista à Agência Fiocruz de Notícias (AFN), há uma tendência de emergência de novas viroses respiratórias, nos próximos anos, o que se tornará um desafio a mais para as novas gerações de médicos.  Com tantas condutas, como ficam os pacientes? Assim, nesse ínterim de incertezas e de busca por um tratamento com fundamentos em Medicina Baseada em Evidências, há uma enxurrada de informações

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3 min19 days ago

Prova de título em Medicina de Emergência: um caminho para ser especialista

Se você está interessado na Prova de Título em Medicina de Emergência, então você acredita que a atuação se resume em muito mais do que dar plantão durante a famosa fase de “recém formado”. A emergência é um cenário que exige muita habilidade, responsabilidade e aptidão, afinal, estamos lidando com pacientes que estão vivendo, talvez, o pior dia de suas vidas. Então, vamos entender mais sobre a Medicina de Emergência como especialidade: A Medicina de Emergência no Brasil Muito antes de existir a Prova de Título em Medicina de Emergência no Brasil, a área engatinhava subvalorizada. Assim, apenas em 2010, o Conselho Federal de Medicina e outros conselhos regionais começaram a discutir o tema com mais expressividade. Como resultado, em 2015, a surpresa veio para os médicos defensores da Emergência: finalmente, oficializava-se a Medicina de Emergência como especialidade no Brasil! Nessa época, já fazia mais de um século que a Emergência era encarada como carreira médica de especialista em mais de 80 países ao redor do mundo.  Porém, hoje, finalmente, o futuro é otimista para essa especialização no nosso país. A previsão é de que logo em breve todo paciente crítico no ambiente de emergência seja atendido por um médico especialista na área, ou, ao menos, por um serviço coordenado por tal. A Associação Brasileira de Medicina de Emergência A Prova de Título em Medicina de Emergência é regulamentada pela ABRAMEDE – Associação Brasileira de Medicina de Emergência.   A associação foi fundada em 2008 em Porto Alegre e vem desde então lutando pelos interesses da Medicina de Emergência no

SanarMed Pós Graduação

3 min29 days ago

Resumo: afogamento | Ligas

Definição A OMS define afogamento como dificuldade respiratória secundária a aspiração de líquido durante o processo de imersão ou submersão em meio líquido. Pode ser subdivido em afogamento fatal e não fatal, sendo definido como não fatal o incidente que ocorra a sobrevivência, mesmo momentaneamente, após a asfixia por submersão em meio líquido. Epidemiologia O afogamento é uma causa comum de morte no mundo (0,7% de todas as mortes), acometendo aproximadamente 500.000 pessoas/ano, entretanto acredita-se que esse número deveria ser muito maior uma vez que muitos casos de óbito por afogamento não são notificados, inclusive em países desenvolvidos.           No Brasil, diariamente morrem 16 brasileiros por afogamento (aproximadamente 1 a cada 92 minutos), representando uma das principais causas de morte em crianças e adultos jovens no país. A maior incidência de afogamento ocorre entre homens (6,7 vezes mais que mulheres), crianças com idade entre um e cinco anos, pessoas com baixo nível socioeconômico e pessoas que ingeriram bebida alcoólica antes de entrar na água. A distribuição etária por afogamento é bimodal, sendo o primeiro pico entre crianças menores de cinco anos, devido a má supervisão em piscinas, banheiros ou recipientes com líquidos, e o segundo pico entre homem de 15 a 25 anos sendo os lagos, rios e praias os principais cenários do afogamento dessa faixa etária. Fatores de risco Sexo masculinoIdade inferior a 14 anosBaixa renda familiarBaixo nível educacionalResidência ruralMaior exposição ao meio aquáticoSupervisão adulta inadequadaIncapacidade de nadar ou superestimar a capacidade de nataçãoUso de álcool e drogas ilícita (responsável por mais de 50% das mortes por afogamento em adultos)Epilepsia (risco 15 a 19 vezes maior) Fisiopatologia do

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6 min60 days ago

Resumos: resumo completo sobre síndrome de dressler | Ligas

Definição e epidemiologia: A Síndrome de Dressler (SD) trata-se de um tipo de pericardite, condição inflamatória das células miocárdicas,  desencadeada por uma hiperativação do sistema imunológico em resposta a exposição a antígenos miocárdicos.  A epidemiologia ainda é escassa, mas calcula-se que ocorre em 6% dos doentes com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) caracterizando-se pelo aparecimento, semanas a meses após o evento, de dor torácica pleurítica, febre, atrito pericárdico e elevação dos marcadores inflamatórios. Em 28% dos casos desenvolve-se também derrame pericárdico e pode ocorrer em pessoas de qualquer idade ou raça, mas parece ser mais comum em pessoas de 20 a 50 anos. Fisiopatologia             A causa exata da síndrome é desconhecida, porém, admite-se que a vizinhança com o miocárdio necrótico pós-infarto possa causar inflamação do pericárdio que, quando ocorre tardiamente, é denominado de síndrome de Dressler. A doença, em geral, ocorre entre 2 a 10 semanas após o início do quadro de infarto do miocárdio. Acredita-se que a patogênese da SD seja imunomediada, como evidenciado pelo início tardio da síndrome. A sequência patogênica começa com a lesão miocárdica que libera antígenos cardíacos e estimula a formação de anticorpos. Os complexos imunes que são gerados então se depositam no pericárdio, na pleura e nos pulmões, provocando resposta inflamatória. A inflamação do pericárdio pode causar acúmulo de líquidos no saco (derrame pericárdico). O fluido pode pressionar o coração, forçando-o a trabalhar mais e reduzindo sua capacidade de bombear sangue com eficiência. Inflamações recorrentes ou crônicas podem causar espessamento ou cicatrização do pericárdio. Além das cicatrizes, que podem reduzir a capacidade do coração de bombear sangue com eficiência (pericardite constritiva). A resposta do sistema imunológico que leva à SD também pode causar acúmulo de líquido nas membranas

LEM.DF

2 min81 days ago

Resumo: acidente vascular cerebral ( AVC) | Ligas

Definição e Epidemiologia O acidente vascular cerebral (AVC), usualmente denominado como derrame, ocorre quando há obstrução ou rompimento de vasos sanguíneos no cérebro, trata-se de uma síndrome de evolução rápida com visíveis alterações clínicas da função cerebral. O AVC possui duas grandes classificações: o Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) e o Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH). Vale ressalta que o AVC é um dos maiores fatores de incapacidade e óbito no mundo. No Brasil, observa-se maior recorrência de AVCI, que representa 85% dos casos de AVC. Ademais, as mulheres brasileiras têm maior percentil de prevalência de AVC (51,8%) que os homens. A faixa etária com maior mortalidade decorrente do AVC são as pessoas com idade superior a 80 anos. Fisiopatologia O AVCI ocorre quando há comprometimento do fluxo sanguíneo de uma região determinada gerando danos teciduais irrecuperáveis. A obstrução é decorrente de um trombo ou êmbolo, assim, classifica-se em AVCI trombótico ou embólico. A diferenciação encontra-se no local de formação, o êmbolo é um trombo formado em outra região, que se move e obstrui uma artéria cerebral, já o trombótico é originado na própria artéria e causa obstrução. A obstrução do aporte sanguíneo  pode ocorrer de forma passageira e não causar alteração na função dos tecidos, nesse caso, chama-se Ataque Isquêmico Temporário (ATI). Geralmente, o ATI precede o AVCI. As causas de AVCI se subdividem pela seguinte classificação: AVC isquêmico aterotrombótico: constituição de ateroma em pacientes ateroscleróticos;AVC isquêmico cardioembólico: quando há formação de coágulo originado no coração e este desloca-se para o cérebro;AVC isquêmico de outra etiologia: comumente associado a disfunções de coagulação;AVC isquêmico criptogênico: causa idiopática. Já o AVCH decorre do rompimento do vaso

LEM.DF

6 min81 days ago

Caso Clínico: Volvo de Sigmoide | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 48 anos de idade, cor parda, natural de Queimadas-BA, residente em Feira de Santana-BA, com história de etilismo, tabagismo (carga tabágica de 15 maços/ano) e depressão, sem outras comorbidades, deu entrada no hospital, com queixa de dor abdominal intensa e difusa há aproximadamente 15 horas da admissão na UPA, associada a náuseas e vômitos e ausência de dejeções. Nega hipertensão, diabetes, alergias, cirurgias prévias e uso de medicações. Refere diagnóstico de dengue há um ano, e apresentava cartão vacinal completo. Relata que a mãe é diabética, pai hipertenso que faleceu aos 64 anos devido à doença de chagas e irmão que apresenta casos constantes de verminoses. Relata morar com seus pais e irmão em região sem saneamento básico e água encanada. Pratica caminhada uma vez na semana e joga futebol duas vezes no mês. Ao exame físico, apresentava-se em regular estado geral, lúcido e orientado no tempo e espaço, apresentando fáceis de dor e mucosas hipocrômicas (++/4+). O abdome encontrava-se distendido, hipertimpânico à percussão, tenso e doloroso à palpação difusa, e sem sinais de irritação peritoneal. Os demais sistemas não apresentaram quaisquer alterações. Dados vitais constavam frequência respiratória de 26 ipm; PR 120 bpm; PA de 138 x 100 mmHg; afebril. Diante do quadro clínico do paciente, a suspeita inicial foi de abdome agudo obstrutivo, pela clássica apresentação dos sinais e sintomas. Porém, pela enorme possibilidade de diagnósticos diferenciais, foram solicitados exames laboratoriais e de imagem para elucidar melhor o diagnóstico e avaliar as possibilidades de tratamento. Possíveis diagnósticos: .Sindrômico – 1. Abdome Agudo Obstrutivo .Etiológico – 1. Abdome Agudo Obstrutivo:

Emergências oncológicas | Colunistas

Ainda que uma pequena porcentagem dos pacientes oncológicos apresente uma complicação emergencial relacionada ao câncer, para alguns, essa complicação pode ser a primeira manifestação da doença. O Instituto Nacional do Câncer estima que em 2020 haverá mais de 625 mil novos casos de câncer no país, justificando a importância do médico no diagnóstico e manejo de tais emergências. Nesse artigo, as emergências serão abordadas de acordo com os sistemas que acometem. 1. Emergências Metabólicas 1.1 Hipercalcemia A presença de hipercalcemia no paciente oncológico representa um fator de mau prognóstico e de menor sobrevida. Essa emergência oncológica responde por 80% dos casos de hipercalcemia, envolvendo principalmente tumores sólidos. A causa mais comum dessa condição é a produção de proteína relacionada ao hormônio da paratireóide (PTHrP) e de paratormônio (PTH) pela célula tumoral, estimulando a atividade de osteoclastos. A hipercalcemia também pode ocorrer devido à destruição óssea (osteólise) por conta de metástases nesse local. Quando severa e de início rápido, a hipercalcemia pode causar disritmias cardíacas, como bradicardia, encurtamento do intervalo QT e até mesmo parada cardíaca. Entretanto, o manejo terapêutico adequado tanto da hipercalcemia quanto do câncer melhora esses desfechos clínicos. 1.2 Síndrome da Lise Tumoral A Síndrome da Lise Tumoral (SLT) é resultante da morte de células neoplásicas, cujo conteúdo intracelular é liberado na circulação. Essa emergência é mais comum após quimioterapia citotóxica e em pacientes com câncer de comportamento agressivo como linfoma de alto grau, leucemias agudas carcinoma de pulmão de pequenas células. Devido ao catabolismo do conteúdo da célula tumoral, o paciente apresenta primeiramente hipercalemia (podendo resultar em arritmias cardíacas fatais), hiperuricemia (com risco de injúria renal aguda), hiperfosfatemia, e subsequente hipocalcemia. A SLT envolve sabidamente convulsões, arritmias

Marina Baeta

8 min84 days ago

Resumo: Queimaduras no contexto da emergência | Ligas

Definição e Epidemiologia A queimadura é definida como o quadro resultante da ação, direta ou não, do calor sobre o organismo, resultando na lesão dos tecidos orgânicos; ao mesmo tempo, a lesão pode ocorrer por um trauma causado por um agente térmico (inclusive frio), elétrico, químico ou radioativo. Essas feridas traumáticas atuam fundamentalmente nos tecidos de revestimento do corpo, mas além de destruir a pele, podem atingir o tecido celular subcutâneo, os músculos, os tendões e os ossos, causando diversos distúrbios físicos e psicológicos. Dentre os quais se destacam as alterações metabólicas, a perda de volume de líquidos, a dor, o risco de infecção e a ocorrência de deformidades corporais. As queimaduras representam no Brasil a quarta causa de morte e hospitalização, principalmente no caso de crianças e adolescentes de até 14 anos de idade. Diversos estudos têm demonstrado que, no Brasil, em torno de 1 milhão de acidentes por queimadura ocorrem ao ano, sendo que apenas 100.000 pacientes procuram o atendimento hospitalar e, em torno de 2.500 morrem por causa (direta ou indireta) das lesões causadas por queimaduras. Fisiopatologia Dependendo da extensão e profundidade das queimaduras, estas comprometem a integridade funcional da pele, afetando a homeostase hidroeletrolítica, o controle da temperatura interna, a flexibilidade e a lubrificação da superfície corporal. Isso se dá devido à ocorrência de necrose de coagulação tecidual (e à consequente colonização do tecido por parte das bactérias) e à trombose dos vasos adjacentes, de caráter progressivo no período entre 12 e 48 horas após a ocorrência. Em casos mais graves ainda ocorre dano à integridade capilar, circulação hiperdinâmica, ritmo metabólico acelerado, alteração da função hipotalâmica e perda de calor e de fluidos, sendo que quando a

LEM.DF

3 min105 days ago
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