Resumo: Pâncreas Endócrino | Ligas

Visão integrada do metabolismo energético Fase Digestória Os combustíveis entram no corpo por meio da dieta, a dieta que inclui formas monoméricas e poliméricas (esses que são convertidos em formas monoméricas durante a digestão e absorção), sendo que essas substâncias podem ser os monossacarídeos, ácidos graxos de livre cadeia longa ou ainda aminoácidos. A dieta ainda que pode incluir outros combustíveis como etanol. Durante a fase digestória, os combustíveis absorvidos são repartidos e utilizados para diferentes fins. A insulina regula todos os aspectos do metabolismo durante a fase digestória, sendo a glicose o principal combustível utilizado para produção de energia, portanto a glicose é considerada um combustível universal na medida que a maior pare das células pode realizar: Importar glicose via GLUT.Aprisionar e ativar a glicose importada convertendo-a em glicose-6-fosfato, essa forma que não é capaz de atravessar os transportados GLUT (aprisionamento) e agora é um substrato para ativação enzimática (ativação).Metabolizar G6P em piruvato pela via glicolítica que produz pequena quantidade de ATP sem requerer mitocôndria ou O2. Células sem mitocôndria fermentam o piruvato em lactato e exportam ele como resíduo. A maioria das células, no entanto, importa o piruvato das mitocôndrias converte ele em acetil coenzima A e condensa a acetil coA com o oxaloacetato para formar citrato que é ciclado para o ciclo do ácido tricarboxílico de volta em oxaloacetato. Esse metabolismo que libera CO2 como resíduo e produz GTP, juntamente com FADH2 e NADH que são utilizados pelos sistemas de elétrons e pela fosforilação oxidativa para produzir ATP por um processo dependente de O2. Dessa forma, é necessário a manutenção da glicemia acima de um determinado limiar mínimo para evitar sintomas relacionados ao SNC, começando por aqueles causados por uma

Disruptores endocrinológicos na infância | Colunistas

O que é um disruptor endócrino (DE)? É uma substância química, natural ou sintética, presente no meio-ambiente, que tem a capacidade de mimetizar ou de interferir com a síntese, secreção, transporte, ligação, ação ou eliminação de hormônios.  Pode-se citar como exemplo o DDT e outros pesticidas; bisfenol A (BPA) e ftalatos, utilizados em produtos infantis, produtos de higiene pessoal e em recipientes para alimentos; retardadores de chamas utilizados em móveis e pavimentos; parabenos; metais pesados, como mercúrio, chumbo, cádmio, cobre, níquel e arsênico; fitoestrógenos, presentes na soja, legumes e lentilhas. Além desses já conhecidos, suspeita-se da existência de inúmeros outros disruptores endócrinos ou de substâncias químicas que nunca foram testadas. Como agem os disruptores endocrinológicos? – Imitando a ação de um hormônio produzido naturalmente pelo organismo, como o estrógeno ou a testosterona, desencadeando deste modo reações semelhantes (efeito agonista).  – Bloqueando os receptores nas células que recebem os hormônios, impedindo assim a ação dos hormônios naturais (efeito antagonista).  – Afetando a síntese, o transporte, o metabolismo, a ligação a proteínas carreadoras e a excreção dos hormônios, alterando as concentrações dos hormônios naturais. Por meio destes mecanismos, mesmo em microdoses, os DE podem interferir na regulação do crescimento e desenvolvimento corporal, metabolismo, reprodução, imunidade e comportamento. Fonte:  Endocrine Disruptors. (2021). Retrieved 20 June 2021, from https://www.niehs.nih.gov/health/topics/a Qual é a importância dessas substâncias para a pediatria? Os disruptores endócrinos constituem um problema global visto que sua exposição é amplamente difusa nos ambientes e podem ser, até mesmo, transferidos da gestante ao feto através da placenta, ou para o lactente através do leite materno.  Gestantes e crianças são a população mais

Mel Amorim

5 min há 120 dias

Diretrizes Brasileiras para o diagnóstico e tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa | Ligas

O conhecimento sobre a Diretriz Brasileira para o diagnóstico e tratamento da osteoporose em mulheres pós-menopausa é de extrema importância para o médico generalista, uma vez que a osteoporose atinge mais de 200 milhões de pessoas no mundo, e está relacionado a maior risco de fratura em mulheres pós-menopausa. A osteoporose é caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, ocasionando alto risco de fratura e perda da qualidade de vida. É um distúrbio esquelético crônico e progressivo, multifatorial que acomete, principalmente, mulheres após menopausa. As fraturas da osteoporose são mais frequentes em vértebras, no rádio distal e fêmur proximal gerando um quadro de dor, alterações anatômicas, comprometimento físico e piora a morbimortalidade destes pacientes. A maioria dos enfermos que sofreram fraturas de quadril tornam-se dependentes e precisam de ambiente institucionalizado para assegurar condições adequadas de vida. Epidemiologia A prevalência varia com alguns fatores, mas tende a ser 50% para mulheres na oitava década e 20% para os homens de mesma idade. No Brasil, nesta faixa etária, 1 em 3 mulheres e 1 em 5 homens tem fratura relacionada à osteoporose. Fratura de punho ocorre com mais frequência na 5ª década, as vertebrais depois dos 60 anos, e as de fêmur após os 70 anos. Fisiopatologia O osso é um tecido conjuntivo rígido formado por osteócitos, osteoblastos (Ob) e osteoclastos (Oc). Os osteócitos estão na matriz proteica com sais minerais, especialmente fosfato de cálcio. A matriz contém colágeno, proteínas e glicosaminoglicanos na fase orgânica, na fase inorgânica tem-se hidroxiapatita (fosfato de cálcio) e outros minerais em menor quantidade. Os Ob e Oc estão no periósteo e endósteo formando matriz óssea. As fibras colágenas são elasticidade e

Posicionamento Oficial SBD n° 05/2019 – Neuropatia Diabética | Ligas

O Posicionamento Oficial SBD n° 05/2019 – Neuropatia Diabética consiste em uma tradução formal elaborada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) do Posicionamento da American Diabetes Association (ADA) acerca da neuropatia diabética. Desse modo, ele possui grande importância, pois aborda a complicação crônica do diabetes mellitus (DM) mais prevalente na população, de modo que seu rastreamento e manejo adequados são essenciais. A princípio, vê-se que esse documento é uma ferramenta fundamental para difundir informações atualizadas. Dessa forma, objetiva a disseminação de conhecimentos sobre a neuropatia diabética, por exemplo, abordagem preventiva, diagnóstico, exclusão de outras causas, tratamento das formas dolorosas e intervenções para prevenir complicações. Assim, visa melhorar sintomas e a qualidade de vida dos indivíduos acometidos por essa condição. Definição e classificação As neuropatias diabéticas, como já dito, são as complicações crônicas mais comuns em pacientes com DM. Ademais, compreendem um grupo heterogêneo de condições, o qual pode afetar porções distintas do sistema nervoso, assim como apresentar inúmeras manifestações clínicas e sintomas. Vale ressaltar que grande parte delas pode não gerar sintomas. Desse modo, elas podem ser classificadas em: 1. Neuropatia difusa 1.1 Polineuropatia distal simétrica (PNDS): Subdividida em neuropatia de fibras finas, neuropatia de fibras grossas e neuropatia de fibras mistas (finas e grossas). A PNDS é a presença de sinais de disfunção nervosa periférica em indivíduos diabéticos, após a exclusão de outras possíveis causas. Sua patogênese é multifatorial, de modo a ter sido associada à taxa de glicemia, ao tabagismo, à pressão arterial, à taxa de lipídeos e ao peso. Esse subtipo de neuropatia é a causa mais comum de ulcerações do pé, além de um pré-requisito para desenvolvimento de neuroartropatia de Charcot (NC). Leva

LADHAS UNIFAL-MG

12 min há 157 dias

Posicionamento oficial SBD nº 03/2020: Conduta terapêutica em pessoas com diabetes e hipertensão arterial | Ligas

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é muito frequente em pessoas com diabetes sendo diretamente influenciada por fatores como o tipo de diabetes, etnia, sexo, idade, Índice de Massa Corporal (IMC), presença ou não de doença renal e nível de controle glicêmico (considerando o histórico do paciente). Em se tratando do estudo do diabetes mellitus, tratar da hipertensão arterial sistêmica é imprescindível. Além de impactar diretamente no estilo de vida do diabético, a HAS é um fator de risco para a doença cardiovascular aterosclerótica (DCVAS), insuficiência cardíaca e complicações microvasculares. Todas elas são consideradas as principais causas de morbimortalidade em pessoas com diabetes, além de serem fatores contribuintes para o aumento dos custos diretos e indiretos dispensados para o cuidado desse público. Introdução O Posicionamento oficial SBD nº 03/2020: Conduta terapêutica em pessoas com diabetes e hipertensão arterial é um informe produzido pela Sociedade Brasileira do Diabetes que define uma série de conceitos e práticas que são recomendadas no manejo do paciente diabético e portador de hipertensão arterial.                                                           Primeiramente, o posicionamento aborda conceitos de epidemiologia, definição da HAS e recomendações de como medir a pressão arterial (PA) e, consequentemente, identificar situações de anormalidade. O texto também discorre sobre o intervalo ideal de PA em diabéticos, tratamento da hipertensão e recomendações específicas da SBD para pessoas com diabetes e que são hipertensas. Com uma linguagem direta e instrutiva, o informe orienta de modo detalhado como deve ser estruturada a conduta do profissional de saúde que atende um paciente portador do diabetes e HAS, atualizando o pensamento em saúde no que se refere à avaliação, tratamento e cuidado da hipertensão arterial. Vale destacar, ainda, que além de estabelecer uma orientação generalizada, o documento também destaca

LADHAS UNIFAL-MG

15 min há 157 dias

Diretriz de Retinopatia Diabética | Ligas

A retinopatia diabética (RD) é umas das principais complicações relacionadas ao diabetes mellitus (DM) e a principal causa de cegueira em pessoas com idade entre 20 e 74 anos. Quanto maior o tempo de evolução do diabetes mellitus, maior o risco do paciente apresentar retinopatia diabética, sendo encontrada em mais de 90% de pacientes com DM juvenil ou tipo 1 e em 60% dos DM tipo 2, após 20 anos de doença sistêmica. A gravidade da retinopatia diabética aumenta com o inadequado controle glicêmico e o tempo da doença. O que mudou na diretriz de 2017 em relação à anterior Gravidade da RetinopatiaAchados à oftalmocospia sob dilatação pupilar 2014-20152017-2018Sem retinopatia aparenteSem alteraçõesSem alteraçõesRetinopatia diabética não proliferativa leveMicroaneurismas apenasSomente microaneurismasRetinopatia diabética não proliferativa moderadaAchados mais abundantes que na retinopatia não proliferativa leve, e menos abundantes que na retinopatia não proliferativa graveMicroaneurismas + outras alterações que não caracterizem retinopatia severaRetinopatia diabética não proliferativa gravePresença de um dos seguintes achados: ·       mais de 20 hemorragias retinianas em cada um dos quatro quadrantes retinianos ·         Ensalsichamento venoso em dois quadrantes ou microanormalidades vasculares intrarretinianas em um quadrante                 Qualquer uma das 3 alterações: hemorragias nos 4 quadrantes da retinadilatações venosas em 1 quadrantealterações vasculares intra retinianas em 1 quadrante  Retinopatia diabética proliferativaPresença de neovasos e/ou hemorragia vítrea ou pré-retinianaPresença de neovascularização: disco óptico ou na retina, hemorragia vitrea. Epidemiologia/Etiologia Estima-se que existam 415 milhões de pessoas com diabetes no mundo atual e 93 milhões de pessoas apresentem algum grau de retinopatia diabética, sendo que 1/3 desta população necessite de algum tratamento para a retinopatia diabética. Outros trabalhos estimam que a retinopatia diabética afete cerca de 35-40% dos pacientes com DM, ou seja, aproximadamente 4 milhões de
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