Posicionamento Oficial SBD n° 05/2019 – Neuropatia Diabética | Ligas

O Posicionamento Oficial SBD n° 05/2019 – Neuropatia Diabética consiste em uma tradução formal elaborada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) do Posicionamento da American Diabetes Association (ADA) acerca da neuropatia diabética. Desse modo, ele possui grande importância, pois aborda a complicação crônica do diabetes mellitus (DM) mais prevalente na população, de modo que seu rastreamento e manejo adequados são essenciais. A princípio, vê-se que esse documento é uma ferramenta fundamental para difundir informações atualizadas. Dessa forma, objetiva a disseminação de conhecimentos sobre a neuropatia diabética, por exemplo, abordagem preventiva, diagnóstico, exclusão de outras causas, tratamento das formas dolorosas e intervenções para prevenir complicações. Assim, visa melhorar sintomas e a qualidade de vida dos indivíduos acometidos por essa condição. Definição e classificação As neuropatias diabéticas, como já dito, são as complicações crônicas mais comuns em pacientes com DM. Ademais, compreendem um grupo heterogêneo de condições, o qual pode afetar porções distintas do sistema nervoso, assim como apresentar inúmeras manifestações clínicas e sintomas. Vale ressaltar que grande parte delas pode não gerar sintomas. Desse modo, elas podem ser classificadas em: 1. Neuropatia difusa 1.1 Polineuropatia distal simétrica (PNDS): Subdividida em neuropatia de fibras finas, neuropatia de fibras grossas e neuropatia de fibras mistas (finas e grossas). A PNDS é a presença de sinais de disfunção nervosa periférica em indivíduos diabéticos, após a exclusão de outras possíveis causas. Sua patogênese é multifatorial, de modo a ter sido associada à taxa de glicemia, ao tabagismo, à pressão arterial, à taxa de lipídeos e ao peso. Esse subtipo de neuropatia é a causa mais comum de ulcerações do pé, além de um pré-requisito para desenvolvimento de neuroartropatia de Charcot (NC). Leva

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12 min há 78 dias

Posicionamento oficial SBD nº 03/2020: Conduta terapêutica em pessoas com diabetes e hipertensão arterial | Ligas

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é muito frequente em pessoas com diabetes sendo diretamente influenciada por fatores como o tipo de diabetes, etnia, sexo, idade, Índice de Massa Corporal (IMC), presença ou não de doença renal e nível de controle glicêmico (considerando o histórico do paciente). Em se tratando do estudo do diabetes mellitus, tratar da hipertensão arterial sistêmica é imprescindível. Além de impactar diretamente no estilo de vida do diabético, a HAS é um fator de risco para a doença cardiovascular aterosclerótica (DCVAS), insuficiência cardíaca e complicações microvasculares. Todas elas são consideradas as principais causas de morbimortalidade em pessoas com diabetes, além de serem fatores contribuintes para o aumento dos custos diretos e indiretos dispensados para o cuidado desse público. Introdução O Posicionamento oficial SBD nº 03/2020: Conduta terapêutica em pessoas com diabetes e hipertensão arterial é um informe produzido pela Sociedade Brasileira do Diabetes que define uma série de conceitos e práticas que são recomendadas no manejo do paciente diabético e portador de hipertensão arterial.                                                           Primeiramente, o posicionamento aborda conceitos de epidemiologia, definição da HAS e recomendações de como medir a pressão arterial (PA) e, consequentemente, identificar situações de anormalidade. O texto também discorre sobre o intervalo ideal de PA em diabéticos, tratamento da hipertensão e recomendações específicas da SBD para pessoas com diabetes e que são hipertensas. Com uma linguagem direta e instrutiva, o informe orienta de modo detalhado como deve ser estruturada a conduta do profissional de saúde que atende um paciente portador do diabetes e HAS, atualizando o pensamento em saúde no que se refere à avaliação, tratamento e cuidado da hipertensão arterial. Vale destacar, ainda, que além de estabelecer uma orientação generalizada, o documento também destaca

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15 min há 78 dias

Diretriz de Retinopatia Diabética | Ligas

A retinopatia diabética (RD) é umas das principais complicações relacionadas ao diabetes mellitus (DM) e a principal causa de cegueira em pessoas com idade entre 20 e 74 anos. Quanto maior o tempo de evolução do diabetes mellitus, maior o risco do paciente apresentar retinopatia diabética, sendo encontrada em mais de 90% de pacientes com DM juvenil ou tipo 1 e em 60% dos DM tipo 2, após 20 anos de doença sistêmica. A gravidade da retinopatia diabética aumenta com o inadequado controle glicêmico e o tempo da doença. O que mudou na diretriz de 2017 em relação à anterior Gravidade da RetinopatiaAchados à oftalmocospia sob dilatação pupilar 2014-20152017-2018Sem retinopatia aparenteSem alteraçõesSem alteraçõesRetinopatia diabética não proliferativa leveMicroaneurismas apenasSomente microaneurismasRetinopatia diabética não proliferativa moderadaAchados mais abundantes que na retinopatia não proliferativa leve, e menos abundantes que na retinopatia não proliferativa graveMicroaneurismas + outras alterações que não caracterizem retinopatia severaRetinopatia diabética não proliferativa gravePresença de um dos seguintes achados: ·       mais de 20 hemorragias retinianas em cada um dos quatro quadrantes retinianos ·         Ensalsichamento venoso em dois quadrantes ou microanormalidades vasculares intrarretinianas em um quadrante                 Qualquer uma das 3 alterações: hemorragias nos 4 quadrantes da retinadilatações venosas em 1 quadrantealterações vasculares intra retinianas em 1 quadrante  Retinopatia diabética proliferativaPresença de neovasos e/ou hemorragia vítrea ou pré-retinianaPresença de neovascularização: disco óptico ou na retina, hemorragia vitrea. Epidemiologia/Etiologia Estima-se que existam 415 milhões de pessoas com diabetes no mundo atual e 93 milhões de pessoas apresentem algum grau de retinopatia diabética, sendo que 1/3 desta população necessite de algum tratamento para a retinopatia diabética. Outros trabalhos estimam que a retinopatia diabética afete cerca de 35-40% dos pacientes com DM, ou seja, aproximadamente 4 milhões de

Simplificando a síndrome metabólica

Conceito  A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina.  Diagnóstico Segundo o National Cholesterol Education Program’s Adult Treatment Panel III (NCEP-ATP III), a SM representa a combinação de pelo menos três componentes dos apresentados no Quadro 1. Fonte: I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica. Apesar de não fazerem parte dos critérios diagnósticos da síndrome metabólica, várias condições clínicas e fisiopatológicas estão frequentemente associadas, tais como: síndrome de ovários policísticos, acanthosis nigricans.  Fonte: Organização Panamericana de Saúde Investigação São objetivos da investigação clínica e laboratorial: confirmar o diagnóstico da síndrome metabólica (SM) e identificar fatores de risco cardiovascular associados. História clínica  Na anamnese vamos colher dados relevantes como: idade, tabagismo, prática de atividade física, história de doenças crônicas, uso de medicamentos hiperglicemiantes (corticosteróides, betabloqueadores, diuréticos).  Exame físico •Medida da circunferência abdominal   •Níveis de pressão arterial.  •IMC.  •Exame da pele para pesquisa de acantose nigricans.  •Exame cardiovascular.  Exames laboratoriais . • Glicemia de jejum    • Dosagem do HDL-colesterol e dos triglicerídeos  Leia também sobre Acromegalia. Não deixe esse diagnóstico passar despercebido no seu atendimento! Tratamento  Tratamento não-medicamentoso A dieta elegível para a síndrome metabólica deve estar direcionada para a perda de peso e da gordura visceral. A dieta do tipo Mediterrâneo mostrou-se capaz de reduzir eventos

Sanar Pós Graduação

3 min há 83 dias

Pós-Graduação em Endocrinologia e Metabologia

A pós-graduação em endocrinologia e metabologia é uma ótima oportunidade para médicos com interesse em uma especialidade com uma boa projeção no mercado. As    patologias endócrinas na população brasileira e no mundo possuem alta prevalência, a  obesidade, por exemplo, afeta cerca de 42% da população brasileira, e a diabetes cerca de 7,4%. Conceito  A Endocrinologia é uma especialidade da clínica médica que estuda as alterações do sistema endócrino constituído principalmente pelas glândulas pineal, hipófise, tireoide, paratireóides, pâncreas endócrino, suprarrenais e gônadas, bem como as alterações do metabolismo como um todo. Essa é uma especialidade eminentemente ambulatorial, com poucas urgências e eventuais internações para acompanhamento dos pacientes que evoluem com alguma descompensação clínica. Onde o endocrinologista atua? Mercado de trabalho As oportunidades de trabalho são variadas: Atendimento em ambulatório/consultório;Médico responsável pelo setor de provas funcionais em laboratórios de análises clínicas;Aulas para graduação e pós graduação em endocrinologia;Parecerista em hospital geral. Áreas de atuação As principais áreas de atuação do endocrinologista são: AndropausaColesterol e TriglicerídeosCrescimentoDiabetesDistúrbios da MenstruaçãoDistúrbios da PuberdadeDoenças da Glândula Supra-RenalDoenças da HipófiseExcesso de PelosObesidadeOsteoporoseReposição Hormonal da MenopausaTireoide Porque não começar com a leitura de um dos temas?Explore um pouco sobre a abordagem da Síndrome Metabólica Como vai funcionar a pós-graduação de endocrinologia na Sanar ? Duração do curso O Curso de pós-graduação médica em Endocrinologia e Metabologia, modalidade Lato Sensu, tem uma carga horária total de 510 horas.  A carga horária prevista contempla os estudos realizados de três maneiras: à distância com aulas online por intermédio do ambiente virtual de aprendizagem,além de

Sanar Pós Graduação

2 min há 83 dias

Caso Clínico: Diabetes Mellitus | Ligas

Paciente comparece à UPA, na qual você trabalha, para a realização de uma consulta. Identificação do paciente M.T.P, 70 anos, sexo masculino, bancário aposentado, divorciado, natural e procedente de Salvador, negro, católico e heterossexual. Grau da informação: bom  Queixa principal Aumento da frequência e volume urinário há 2 meses. História da doença Atual (HDA) Paciente refere que, após grande ganho de peso, por conta de um estilo de vida inadequado, há cerca de 3 anos teve diagnóstico de Diabetes mellitus (DM). Entretanto, relata que não obteve um acompanhamento médico regular e não fez uso das medicações previamente prescritas. Informa que há aproximadamente 02 meses vem cursando com mal-estar impreciso, tontura, a qual surge durante períodos de jejum prolongados – duração média de 10 minutos, polifagia, poliúria e polaciúria, perda ponderal de 06 kg, no último mês, e uma ingesta excessiva de água – cerca de 05 L por dia. Antecedentes pessoais, familiares e sociais Antecedentes patológicos: nega hipertensão arterial sistêmica, patologias anteriores e alergias medicamentosas. Antecedentes familiares: Pais e irmãos diabéticos, tendo a mãe falecida por complicação do diabetes (já com amputação e realizando hemodiálise). Pai teve infarto do miocárdio aos 50 anos, falecido devido a complicações agudas associadas ao evento isquêmico. Irmãos com obesidade. Nega outras comorbidades  Hábitos de vida: Nega etilismo ou tabagismo. Sabe que precisa, mas não consegue fazer dieta e não tem disposição para atividade física, embora na última semana tenha feito algumas mudanças e começado a caminhar 20min, 3x/semana. Em relação à dieta, refere ingerir muita massa (carboidratos), fritura (gordura), além de poucos vegetais/verduras. Às vezes tem vontade de comer melhor, mas não consegue. Adora comer doces. História psicossocial: divorciou-se há 8 anos e mora sozinho atualmente. Tem uma única filha,

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7 min há 90 dias
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