Início

Conteúdo médico sobre geriatria

Diferencial entre Lewy e Parkinson

As patologias em questão são demências primárias, mas você sabe explicar o diferencial entre Lewy e Parkinson? Demência com Corpos de Lewy A Demência com Corpos de Lewy (DCL) é um dos tipos mais comuns de demência, sendo a segunda forma mais comum depois da Doença de Alzheimer, afetando de 20 a 30% dos pacientes. Os sintomas costumam ser observados da sexta a nona década de vida, geralmente surgindo na metade da sétima década. Para ter uma demência diagnosticada, o paciente precisa manifestar comprometimento em pelo menos duas das seguintes áreas cognitivas: memória, função executiva, linguagem, função visuoespecial e personalidade/comportamento. Espera-se então que haja o declínio significativo do nível funcional anterior. Esses acometimentos devem ser detectados o mais cedo possível em pacientes mais velhos para que possam ser investigadas causas secundárias. Os Corpos de Lewy são inclusões intraneuronais encontradas na substância negra de pacientes com Doença de Parkinson (DP). Nos anos 70 foi proposta a denominação de um novo quadro demencial a partir da observação dessas inclusões em outras regiões do encéfalo, incluindo córtex cerebral. Essa nova etiologia teria como característica o quadro demencial associado à síndrome parkinsoniana e alucinações visuais. Portanto, as principais características da DCL são: ParkinsonismoFlutuação do déficit cognitivoAlucinações visuais (60 a 85% dos pacientes com DCL confirmada após necropsia) A presença de uma dessas características sugere possível DCL, enquanto a presença de duas a três características sugere provável DCL. Existem também outros achados sugestivos como: Distúrbio do Sono REMAlta sensibilidade a antipsicóticos Além de características adicionais como insuficiência autonômica, síncope e depressão. Esses achados são comuns a outros quadros demenciais, fazendo necessária a exclusão de outros

Sanar Pós Graduação

4 min há 16 dias

Resumo: Grandes Síndromes Geriátricas

1. Incapacidade cognitiva Entende-se como cognição a capacidade de compreensão e resolução de situações cotidianas. Ou seja, há um conjunto de funções corticais, como linguagem, memória, função executiva, praxia, gnosia e função visuoespacial. Assim, o envelhecimento fisiológico não afeta a cognição de forma significativa. A incapacidade cognitiva compromete a funcionalidade do indivíduo e a execução das atividades de vida diária (AVD), tais como: alimentação, ir ao banheiro, tomar banho e vestir-se. Tal situação impacta diretamente na autonomia do idoso e sua consequente dependência do auxílio de cuidadores. Nesse contexto, muitas são as causas reversíveis e irreversíveis dessa incapacidade, dentre elas temos: demência, depressão, delirium e esquizofrenia. Dessa forma, é essencial saber diferenciar essas causas. Primeiramente, o delirium, se caracteriza como um quadro confusional agudo com intervalos de lucidez, o qual tem a capacidade de simular demência ou depressão. Enquanto isso, o diagnóstico de demência prioriza excluir ou confirmar causas tratáveis e reversíveis do quadro, através de avaliação clínica e complementar, que avalia causas tóxicas, infecciosas, metabólicas e estruturais. Dentre as demências mais importantes, tem-se: Doença de Alzheimer, demência de corpos de Lewy, demência frontotemporal, demência vascular e a mista. No que tange detecção e diagnóstico, existem as escalas de Lawton-Brody e de Katz, que servem como instrumento de identificação de alterações na funcionalidade e no desempenho dos idosos em atividades instrumentais ou básicas, respectivamente. Além disso, o Mini Exame do Estado Mental é de fundamental importância na triagem cognitiva, sendo um teste influenciado pela escolaridade do paciente. Sua pontuação de corte para analfabetos é 18, enquanto para indivíduos com escolaridade superior é 26. Outros testes de triagem cognitiva que podem ser adotados e são de fácil aplicação são: teste do relógio, teste da

Resumo: Cuidados paliativos e suas abordagens | Ligas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. De acordo com a definição proposta pela OMS, pode-se perceber que os cuidados paliativos não estão restritos aos pacientes considerados “terminais”. A abrangência desse tipo de cuidado é muito mais ampla do que o senso comum afirma ser, ainda é preciso que os cuidados paliativos sejam mais difundidos e popularizados para que esse tipo de conotação negativa por parte da população possa ser esclarecida e chegar ao seu fim. A quem se destinam os cuidados paliativos? Os cuidados paliativos estão associados diretamente às doenças graves, evolutivas e com grande potencial de sofrimento. Sendo assim, pacientes que apresentem esse quadro estão aptos para receberem os cuidados paliativos. Além disso, também podem precisar desse tipo de cuidado, os indivíduos fragilizados pela soma de doenças que sozinhas não trariam risco. Exemplos nos quais os cuidados paliativos podem ser aplicados: Câncer;Doenças genéticas;Doenças que desencadeiem falência de órgãos;Doenças degenerativas, como Alzheimer, artrite grave, Parkinson, esclerose múltipla etc. Como deve funcionar a abordagem dos cuidados paliativos? Para uma abordagem adequada, deve-se seguir os princípios gerais dos cuidados paliativos determinados pela OMS, que são: Proporcionar alívio da dor e outros sintomas que causam desconforto;Afirmar a vida e considerar a morte como um processo normal;Não pretende nem apressar nem adiar a morte;Integrar os aspectos psicológicos e espirituais do cuidado

Envelhecimento e Osteoporose, uma breve abordagem | Colunistas

Envelhecimento do aparelho locomotor Entre os idosos o aparelho locomotor apresenta o maior e pior nível de implicações, contudo não corresponde ao maior risco de mortalidade (que é relacionado certamente ao aparelho cardiorrespiratório) e sim ao maior risco de incapacidade física entre os indivíduos idosos. Visto que o critério de saúde para os idosos está muito relacionado à autonomia e independência do que à presença ou a quantidade de doenças, dessa forma, podemos afirmar que as afecções do aparelho locomotor estão entre as que mais comprometem a saúde do deles. Assim, levando a um comprometimento progressivo e a limitações com maior ou menor intensidades. Epidemiologia Usando os dados que temos, de acordo com o Suplemento de Saúde da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2008, o percentual de idosos que não conseguiam ou tinham grande dificuldade em caminhar 100 metros passou de 12,2 (2003) para 13,6% (2008). Entre os acima de 75 anos, o percentual dos que declararam dificuldade ou incapacidade era de 27,2%. Entre as mulheres (maioria nesse grupo), 15,9% tinham dificuldade de caminhar 100 metros, contra 10,9% dos homens. Esses valores refletem na incidência aumentada de quedas e suas complicações nesse grupo etário. Quando se analisa os dados do DATASUS referentes a 2009, em relação à fratura de quadril, pode-se perceber que essa condição é muito mais prevalente na população idoso, principalmente entre as mulheres.   Diante do envelhecimento da população certamente aumentaram esses dados aumentaram, tendo como atualização do Ministério da Saúde de 2007-2016 os seguintes dados: Figura 1: Distribuição percentual por sexo das internações hospitalares por fratura do fêmur em idosos, Brasil, 2007 a 2016. Autor: MACEDO GG et al. Fraturas do

Leonardo Parreira Castro

6 min há 108 dias

Suicídio em idosos: manifestações e fatores associados | Colunistas

A população idosa é a que mais cresce no Brasil. Junto disso, cresce também a preocupação com as taxas de suicídio nessa população, sendo que a consumação apresenta altas taxas em comparação aos demais públicos. Saber identificar as manifestações e os principais eventos desencadeantes para a ideação e tentativa de suicídio pode auxiliar consideravelmente essa população e evitar desfechos fatais. Ideação, tentativa e consumação A ideação suicida compreende uma série de manifestações verbais e/ou comportamentais que remetem à vontade de autoextermínio. Nota-se, na maioria das vezes, que os pacientes apresentam queixas como “cansaço de viver”, “falta de esperança” e extremo pessimismo. Essas manifestações podem ser percebidas pelos companheiros, médicos e familiares próximos que observam que o idoso apresenta alterações de comportamento. Já a tentativa é o ato contra a própria vida, sendo que a via pode variar na população idosa, sobretudo considerando o grau de dependência e autonomia desse paciente. Por último, a consumação é quando o paciente consegue efetivar a tentativa. Ressalta-se que na população idosa a proporção entre a tentativa e a consumação é bastante próxima. Estudos indicam que essa proporção pode chegar a 2:1, contrapondo a população jovem de 36:1. Além disso, quando a tentativa não é consumada, frequentemente causa algum tipo de sequela nessa população. Figura 1. Ciclo de idealização, tentativa, fracasso e consumação do suicídio Manifestações verbais Apesar de ser bastante variável, alguns pontos parecem ser mais comuns na população idosa que já apresenta ideação suicida ou está sob grande risco de iniciá-la. No caso dos pacientes idosos com ideação suicida, nota-se que muitos deles podem ser mais incisivos no assunto e comentam sobre o desejo com amigos e

Víctor Miranda Lucas

5 min há 108 dias

Anemia no Idoso, como conduzir

1. Definição  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a anemia é definida como um nível de hemoglobina abaixo de 12 g/dL em mulheres e de 13 g/dL em homens. A anemia no idoso assume valores de referência mais permissivos. 2. Apresentação clínica  Os sintomas de fadiga, fraqueza e dispnéia são presentes com bastante frequência em pessoas idosas que estão com anemia. Esses sintomas , todavia , são vagos e poucos específicos e muitas vezes são ignorados com, tanto pelo paciente quanto por profissionais de saúde, pois os consideram como sintomas normais causados pela velhice”. Nossa especificidade de diagnóstico aumenta quando a palidez conjuntiva está presente, ela surge nos pacientes com hemoglobina <9 g/dL. Outros sintomas/sinais podem indicar uma causa específica dentro do grupo das anemias, são eles:  glossite associada a  diminuição dos sentidos vibratório e posicional, ataxia, parestesia, confusão, demência e cabelo precocemente grisalho tudo isso são sinais que vão sugerir uma anemia que tem como etiologia deficiência de vitamina B12. Quando ocorre deficiência de folato podemos ter sinais bem parecidos no paciente , exceto os sintomas/sinais de déficits neurológicos. Quando ocorre uma carência de ferro temos como sinais presentes:  coiloníquias (unhas em colher), glossite ou disfagia. Outras manifestações da anemia são icterícia e esplenomegalia. E podemos pensar em hemólise como a etiologia da anemia quando a icterícia está presente. E caso haja  esplenomegalia podemos  levantar como hipóteses diagnósticas talassemia ou neoplasia. 3. Investigação da anemia no idoso Se inicia a investigação da anemia solicitando um hematócrito com medida dos índices hemáticos, esfregaço do sangue periférico e contagem de reticulócitos. Após isso, com base nos resultados dos

Sanar Pós Graduação

4 min há 124 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Áreas
Ciclos da medicina
Política de Privacidade © Copyright, Todos os direitos reservados.