Métodos contraceptivos e uma análise crítica | Colunistas

Os métodos contraceptivos são formas de prevenir a gestação em mulheres em idade fértil e que possuem vida sexual ativa. São muito importantes para o planejamento familiar e para prevenir gravidez indesejada e as consequências dessa situação que, infelizmente e apesar das opções que serão mostradas ao longo do texto, é muito comum. Traremos informações sobre os métodos contraceptivos disponíveis para o uso da população, uma visão da eficácia de cada método, critérios de elegibilidade e quais são os disponibilizados pelo SUS. Estão disponíveis para o uso da população diversos métodos contraceptivos. Eles podem ser definitivos ou reversíveis, dependendo da capacidade da mulher de engravidar ou não após a cessação de seu uso. Além disso, há uma grande variedade de características entre eles: eficácia, segurança e critérios de elegibilidade. O advento do uso de métodos contraceptivos contribuiu significativamente para a queda da taxa de natalidade e de gestações indesejadas, assim como melhor planejamento familiar. No entanto, apesar de muito difundidos, estes métodos e sua utilização não são de conhecimento pleno por todos, principalmente pela população mais carente e menos escolarizada. Este é um dos principais motivos de ainda se ver um número grande de gravidez não planejada, gravidez na adolescência, abortos e abandono de menores. Vamos agora, de maneira sucinta, conhecer tais métodos e seus usos. Métodos contraceptivos existentes Os métodos contraceptivos são divididos em: Reversíveis: comportamentais, de barreira, dispositivos intrauterinos, hormonais e de emergência;Definitivos ou cirúrgicos: esterilização cirúrgica feminina e esterilização cirúrgica masculina. Métodos comportamentais: são conhecidos como métodos naturais e que levam em consideração o reconhecimento do período fértil. Compreende a abstenção periódica, em que o casal evita

Brunna Gabi

5 minhá 72 dias

As melhores residências em Ginecologia e Obstetrícia

Definir as melhores residências em Ginecologia e Obstetrícia não é tarefa fácil. Todas as regiões do Brasil têm pelo menos uma Residência em Ginecologia e Obstetrícia de referência e reconhecida pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). A Ginecologia e Obstetrícia A especialidade de Ginecologia e Obstetrícia tem como objetivo promover a saúde e prevenir, diagnosticar e tratar as afecções relacionadas à mulher, nas diferentes fases da vida, desde a infância até a terceira idade. A Ginecologia é a área responsável por tratar afecções relacionadas ao sistema reprodutor feminino e também atua na saúde da mulher de forma geral. A Obstetrícia estuda a reprodução humana, acompanhando a mulher durante a gestação, o parto e o puerpério, abordando os aspectos fisiológicos e patológicos que envolvem cada fase. Mercado de trabalho Em 2018, de acordo com a Demografia Médica no Brasil, foi revelado que havia cerca de 30 mil médicos ginecologistas e obstetras no país, o equivalente a 8% do total de médicos registrados. Neste mesmo ano, os recém-formados que optaram pela especialização, formavam 245 no total.  Segundo o site Salario.com.br um Médico Ginecologista e Obstetra no Brasil ganha em média R$ 6.642,47 para uma jornada de trabalho de 22 horas semanais. A faixa salarial do Médico Ginecologista e Obstetra fica entre R$ 5.399,14 salário médio e teto salarial de R$ 15.112,13. A Ginecologia e Obstetrícia é uma das especialidades mais completas, com atuação clínica e cirúrgica. O profissional pode atuar em maternidades e hospitais, clínicas e maternidades públicas e privadas, além de atendimento em consultório particular. O profissional também pode atuar nas seguintes áreas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM): endoscopia ginecológica, densitometria óssea, medicina fetal, sexologia, ultrassonografia

Sanar Residência Médica

5 minhá 79 dias

Rotina da residência em Ginecologia e Obstetrícia

Muitos médicos querem saber como é a rotina da residência em Ginecologia e Obstetrícia (G&O). Afinal, essa formação traz uma série de desafios que demandam preparo específico para essa residência médica.  É possível obter a especialização em: Ginecologia, que estuda o aparelho genital feminino;Obstetrícia, que se debruça sobre a reprodução humana e aspectos como gestão, parto e puerpério;Ginecologia Obstetrícia, na qual o profissional atua tanto em relação à rotina da mulher quanto à gestão e parto, além de cirurgias e operações como retirada de útero ou mama. O Brasil conta com 30.415 especialistas em Ginecologia e Obstetrícia, que por sua vez são 8% do total de especialidades. São 14,65 especialistas por 100 mil habitantes e a maioria (51,3%) está no Sudeste, de acordo com a Demografia Médica no Brasil 2018, do Conselho Federal de Medicina (CFM).  Entre os recém-formados em Medicina do mesmo ano, 245 escolheram a especialização, que dura 3 anos (acesso direto). Pelo levantamento, 3.018 médicos cursavam G&O, que possui total de 4.548 vagas autorizadas. Para falar mais sobre a rotina da residência em Ginecologia e Obstetrícia, a Sanar Medicina conversou com duas médicas: Catharina Braga, do R1 no Hospital Roberto Santos, e Priscilla Pessoa, do R2 no Hospital Albert Einstein. As duas contaram um pouco sobre a experiência que estão tendo ao longo dos respectivos programas da especialidade. Catharina conta que o Hospital Roberto Santos não era a sua primeira opção, mas foi onde passou e está gostando bastante da residência. Questionada por que escolheu Ginecologia e Obstetrícia, revela que optou por ser uma área pré-requisitada por outra especialidade. “Durante toda a faculdade, eu queria cirurgia. No internato, vi que gostava da área cirúrgica,

Sanar Residência Médica

10 minhá 87 dias

A infertilidade e a síndrome dos ovários policísticos (SOP) | Colunistas

A infertilidade na síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma questão importante, pois gera sofrimento aos casais que desejam um bebê e não conseguem. Esse tema, de forma geral, tem ganhado espaço nas últimas décadas por conta do envelhecimento da população, da inserção da mulher no mercado de trabalho e do desenvolvimento de métodos contraceptivos, visto que isso permite que as mulheres façam um planejamento familiar e decidam ter filhos cada vez mais velhas. Como a infertilidade ocorre na SOP? Um casal é considerado infértil após 12 meses tendo relações sexuais desprotegidas sem gravidez. Essa condição pode ocorrer mediante diversos fatores, como alterações genéticas, endocrinológicas, imunológicas, idade, entre outros, sendo a SOP um desses fatores. Ela tem prevalência de 6 a 16% e é responsável por 80% dos ciclos anovulatórios. Esta síndrome causa infertilidade justamente pela anovulação, gerada pelas taxas elevadas de hormônio luteinizante (LH) e pela resistência à insulina. Mas também está relacionada a possíveis alterações endometriais em mediadores moleculares (moléculas de adesão celular, citocinas, fatores de crescimento e lipídios) que dificultam o processo de nidação nos casos em que há ovulação. É importante para a prática médica saber identificar esta síndrome precocemente e, nos casos em que há uma mulher com desejo de engravidar, saber direcioná-la para o melhor plano terapêutico. Quais os principais sinais e sintomas da síndrome?  Disfunção menstrual Esse sintoma varia de amenorreia a oligomenorreia, chegando a menometrorragia episódica com anemia, quadro que geralmente ocorre por conta da anovulação presente na SOP, pois ela impede a produção de progesterona, ocasionando a menstruação. Além disso, os níveis elevados de androgênios podem neutralizar o estrogênio e produzir endométrio atrófico, o que

Beatriz Joia

4 minhá 95 dias

Conceitos básicos sobre síndrome dos ovários policísticos | Colunistas

Introdução A síndrome dos ovários policísticos (SOP) corresponde ao distúrbio endocrinológico mais comum nas mulheres no período da menacme (período reprodutivo). Geralmente essa patologia costuma ser identificada por ciclos anovulatórios ou oligoanovulação, hiperandrogenismo e a presença de múltiplos cistos ovarianos pequenos. A SOP é classificada como uma doença metabólica devido ao grande poder de ocasionar alterações lipídicas, diabetes mellitus (DM), obesidade, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e aumento do risco cardiovascular. A SOP representa a endocrinopatia mais comum na menacme, estando presente em cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, além de ser a causa mais comum de hiperandrogenismo em mulheres. A etiologia da síndrome dos ovários policísticos ainda é desconhecida, sendo provavelmente de origem genética multifatorial e poligênica. A SOP também é responsável pela anovulação crônica e, consequentemente, infertilidade feminina.   Fisiopatologia A síndrome dos ovários policísticos é causada devido à alteração na pulsatilidade do hormônio GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina) liberado pelo hipotálamo, provocando o aumento da relação LH/FSH, isto é, elevação das quantidades de LH (hormônio folículo estimulante) e redução de FSH (hormônio luteinizante). O aumento das concentrações de LH provoca a elevação da produção dos androgênios, como a testosterona, pelas células da teca. Já a redução relativa de FSH causa a diminuição da aromatase (enzima responsável pela conversão de androgênios em estrogênios) nas células da granulosa, com consequente redução da conversão de androgênios em estrogênios. O aumento dos androgênios ovarianos tem como consequência um desenvolvimento folicular anormal, provocando a estimulação da atresia folicular e, por causa disso, o acúmulo de múltiplos pequenos folículos no ovário. Sendo assim, ocorrem quadros de anovulação crônica, nos quais pode ser detectada oligomenorreia (menstruação com intervalos maiores que 35 dias) ou

Wesley Vinicius

4 minhá 108 dias

A Mulher e o Câncer de Mama | Colunistas

Entre as doenças que atingem a glândula mamária, a que mais preocupa é o câncer, por ser o mais incidente e a principal causa de mortalidade por câncer em mulheres no Brasil. Hoje o câncer de mama pode ser diagnosticado precocemente e dispõe de tratamento e possibilidades de cura. Esse câncer é resultado de uma multiplicação incontrolável de células anormais, que surgem de alterações genéticas. Existem vários tipos, alguns evoluem de forma rápida e agressiva; outros, na sua maior parte, têm evolução favorável quando diagnosticado e tratado em tempo adequado. Seus principais tipos são: carcinoma ductal – se origina nos ductos mamários e há vários subtipos, além de ser o mais comum, cerca de 80% dos casos; e o carcinoma lobular – que se origina nos lóbulos que são responsáveis pela produção do leite materno e costuma ser diagnosticado em cerca de 5 a 10% dos casos. O principal sinal da doença é o endurecimento fixo do nódulo mamário e é geralmente indolor, enquanto seus outros sinais são: endurecimento de partes da mama, mudança na pele (retração ou aparência de “casca de laranja”), saída espontânea de líquido do mamilo, vermelhidão ou mudança na posição ou formato do mamilo e nódulo no pescoço ou nas axilas. Registros históricos do câncer de mama Os egípcios e gregos foram os primeiros a fazerem registros sobre tumores nos seios, tratando a doença com amputações e remédios da época. Era descrito como Karkinos, palavra grega para caranguejo, câncer que se manifesta como tumor deformando a pele sobre os vasos sanguíneos. Na antiguidade, médicos extraíam mamas doentes, causando sofrimento e mortes, mas, com o surgimento de anestesias mais eficazes e da assepsia,

Elisa Salomão Henrique

4 minhá 115 dias
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