O envelhecimento do sistema imune: Imunossenescência | Colunistas

Diante da melhoria e os avanços na área da saúde a expectativa de vida aumentou, assim como novos desafios frente a destruir estereótipos relacionados aos idosos como aqueles “velhinhos” sábios e menos ativos, os idoso atualmente tem se mostrado muito ativos e em busca cada vez mais de participação social. Tomando como norte a máxima exposta, para que se obtenha um envelhecer saudável e com qualidade de vida, é preciso repensar e redesenhar o cuidado ao idoso, com foco nesse indivíduo e em suas particularidades. Saiba mais: https://www.sanarmed.com/artigos-cientificos/envelhecer-no-brasil-a-construcao-de-um-modelo-de-cuidado Envelhecer faz parte de um processo dinâmico e progressivo, com modificações bioquímicas, psicológicas, morfológicas e funcionais que determinam perda de capacidade de adequação do indivíduo ao meio ambiente ocasionando maior vulnerabilidade. Além de ser caracterizado pela redução da capacidade de adaptação homeostática perante situações de sobrecarga funcional do organismo. O papel sistema imunológico (SI) A principal função do sistema imunológico é combater os agentes infecciosos e eliminar células malignas, função desempenhada pela imunidade inata e adaptativa. De um lado, a imunidade inata em contato com os patógenos atua de maneira rápida e não específica, do outro lado o adaptativo que age de forma mais tardia, apresenta especificidade e memória de longa duração. Além disso, o SI depende do poder de regeneração das células percussoras hematopoiéticas cuja homeostase sofre ameaças constantes. A senescência do SI Alterações progressivas ocorrem com a idade, atingindo principalmente a imunidade adaptativa, a qual procura equilíbrio entre a manutenção da homeostase e a adaptação às agressões externas. Assim, o envelhecer do SI está associado ao progressivo declínio da função imunológica que torna o indivíduo mais suscetível a infecções, doenças autoimunes e câncer, além de redução da

Beatriz Oliveira Correia

6 min há 83 dias

Soroprevalência de anticorpos contra SARS-COV-2 em Wuhan, China | Colunistas

Wuhan, na China, foi o primeiro epicentro do COVID-19, com estimativa de quase 500 mil pessoas infectadas pela doença em 2020. Após um pouco mais de um ano de pandemia, sendo considerada uma das cidades “mais seguras”, será que a população da província conseguiu desenvolver anticorpos contra a doença? Por meio de alguns estudos com testes sorológicos, pode-se realizar a análise na situação do local. Importância dos Testes sorológicos Em dezembro de 2019 foi registrado o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus humano (SARS-COV-2) em Wuhan, província chinesa. Covid-19, um vírus grave, com alta transmissibilidade que em apenas três meses dos primeiros casos registrados se espalhou pelo mundo, e em 11 de março de 2020 a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia. Após o primeiro ano de pandemia, o mundo superou 102 milhões de infecções. Os sintomas da infecção são variados, podendo ser inespecíficos ou até mesmo não existir, o que contribui para a existência de casos não notificados e assim mascarando os verdadeiros números de infectados pela doença. O teste padrão ouro para diagnóstico da Covid-19 é o RT-PCR que consiste na detecção direta do patógeno. Como geralmente os casos testados e relatados são aqueles que apresentaram sintomas previamente e/ou teve contato com caso sintomático, a aplicação de testes sorológicos complementa o rastreamento feito pelo RT-PCR, pois detectam a presença de anticorpos, indicando atividade imunológica do organismo em resposta ao contato com o vírus. Sendo a imunoglobulina IgM a principal formada pelo organismo após a infecção, podendo ser detectada via teste sorológico nos primeiros dias pós contágio. Com a evolução da infecção, as taxas de IgM vão diminuindo e as taxas da imunoglobulina IgG aumentam, indicando uma infecção passada e imunidade ao vírus.

Camila Figueira

4 min há 89 dias

Aleitamento materno e sua importância:

 Características do leite materno: O aleitamento materno é uma prática essencial para a saúde das crianças, uma vez que fornece tudo que a criança precisa para crescer e se desenvolver durante esse período da amamentação. Entre suas características, podemos citar a presença de diversos fatores imunológicos que protegem a criança contra infecções. A IgA secretória é o principal anticorpo, atuando contra microrganismos presentes nas superfícies mucosas. Além da IgA, o leite materno contém outros fatores de proteção, como: Anticorpos IgM e IgG;Macrófagos;Neutrófilos;Linfócitos B e T;Lactoferrina;Lisosima;Fator bífido. Fases do leite materno: Durante os 5 primeiros dias após o início da lactação, o leite passa pelo estágio de colostro (desde o terceiro trimestre da gestação). O colostro contém mais proteínas e mineiras do que o leite maduro e menos gorduras e carboidratos. Sua quantidade inicial no 1° dia é pequena, variando entre 10 a 50 ml. Mesmo ingerindo pouco colostro nos primeiros dois a três dias de vida, recém-nascidos normais não necessitam de líquidos adicionais além do leite materno, pois nascem com níveis de hidratação tecidual relativamente altos. Figura 1: Fases do leite materno Fonte: https://www.help-sc.com.br Após esse período, até o 15° dia, ocorrem mudanças químicas e imunológicas, gerando o leite de transição, com um aumento considerável de produção pela puérpera. Esse tipo de leite possui mais gorduras e outros tipos de nutrientes, que favorecem o crescimento da criança. Após essas mudanças, o leite começa a apresentar características de leite maduro (leite definitivo). Esse é o tipo de leite que irá alimentar o bebê até o final da amamentação. Ele contém os nutrientes indispensáveis para o desenvolvimento corporal e cognitivo da criança. Tipos

Marina Pezzetti

4 min há 90 dias

Imunização de rebanho em Israel | Colunistas

Tudo que você precisa saber sobre a imunização de rebanho da COVID-19 em Israel! Introdução Em primeira análise, é de suma importância atentarmos para o atual foco de debate no cenário global: a infecção da COVID-19, uma vez que, desde o primeiro caso reportado oficialmente em Wuhan, província de Hubei, na China, no início do mês de dezembro em 2019, a doença se mostrou com elevada taxa de transmissibilidade e rápida disseminação entre os mais diversos países, fazendo com que a Organização Mundial de Saúde (OMS) a classificasse como uma pandemia. O surto do novo coronavírus, o chamado SARS-Cov-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2), causador do COVID-19, evidenciou um período de muitas inseguranças na vida das pessoas, pois, em comparação com a rapidez do alastramento mundial da doença, pouco se sabia sobre o vírus, os possíveis métodos de combate e a possibilidade de serem criadas vacinas efetivas contra o agente patológico em questão. Assim, em meio às inúmeras incertezas e preocupações, a população mundial adotou medidas preventivas preconizadas pela OMS. Entre elas, temos: a higienização adequada das mãos, o uso de álcool em gel, o uso de máscaras, além do distanciamento social em locais com outras pessoas. Já no caso de profissionais da área da saúde, o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) se tornou algo essencial, sendo eles: óculos de proteção ou protetor facial (face shield), máscara cirúrgica/N95, avental, luvas de procedimento, além da adequada lavagem das mãos e do uso de álcool em gel. Sendo assim, tais adequações no estilo de vida e medidas de prevenção são necessárias a fim de proporcionar uma redução na taxa de ascensão dos números de contaminados e de óbitos pelo COVID-19, pois, ainda

Shaira Salvadora Cunha

4 min há 94 dias
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