Minha experiência no internato de Reumatologia | Colunistas

A reumatologia é uma das áreas mais intrigantes e ricas da medicina. Sem dúvida, as doenças possuem rica fisiopatologia e imensa possibilidade de manifestações sistêmicas, o que exige um exímio raciocínio clínico para o diagnóstico, bem como o conhecimento aprofundado de várias outras especialidades da Clínica Médica. Ainda assim, muitas vezes, não encontramos explicação completa e detalhada para todas as doenças reumáticas, além de existir uma combinação de múltiplos fatores, como a genética, a exposição ambiental e o funcionamento do sistema imune do indivíduo, que trazem incerteza ao diagnóstico. Para se tornar um reumatologista, é preciso passar por 2 anos na residência de Clínica Médica e 2 anos na residência de Reumatologia. Além disso, outra possibilidade é realizar uma pós-graduação em Reumatologia e realização de prova de título. Há quem recomende apenas o primeiro caminho, pois, na maioria dos casos, os pacientes com doenças reumatológicas exigem extensa revisão semiológica, laboratorial, radiológica e interclínica para se chegar a um diagnóstico definitivo, o que, apenas na residência médica, o médico estará devidamente capacitado. A reumatologia estuda as doenças que acometem o aparelho musculoesquelético e os tecidos colagenosos, como articulações, tendões, ligamentos e vasos sanguíneos. No entanto, é preciso ficar claro que as doenças reumáticas frequentemente simulam diversas condições, como neoplasias, infecções, distúrbios metabólicos, hematológicos ou cardiovasculares. Doenças como lúpus eritematoso sistêmico, fibromialgia, vasculites e sarcoidose, por exemplo, costumam causar sintomas em vários sistemas e levar à extensa busca etiológica que pode demorar anos e gerar gastos exorbitantes, além dos danos físicos e mentais que acarretam. A rotina da especialidade é tipicamente ambulatorial e clínica, isto é, não são realizados procedimentos ou cirurgias. O médico reumatologista também pode atuar como consultor ou assistente hospitalar nas enfermarias ou unidades de tratamento intensivo (UTI), em casos

Welberth Fernandes

3 minhá 73 dias

Alegrias do Internato de Pediatria

O internato de Pediatria está entre os desafiadores e também entre os que mais reservam alegrias e novas experiências. Pediatria é a segunda das especialidades com maior número de médicos, atrás apenas de Clínica Médica. Segundo a Demografia Médica no Brasil em 2018, eram 39.234 pediatras, sendo 18,39 por 100 mil habitantes. Nesse mesmo período, 12% de todos os recém-formados em Medicina tinham a residência médica em Pediatria como primeira opção. O programa de residência tem acesso direto com duração de 3 anos e é ofertado na maioria das grandes instituições do país. Para entender um pouco mais das alegrias do internato em Pediatria, convidamos Felipe Anthony, interno do 5º ano de Medicina na Universidade de Estado da Bahia. O seu rodízio em pediatria foi realizado no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador-BA. O Internato de Pediatria Os internos são acompanhados pelos residentes e preceptores. Felipe conta um pouco como seu rodízio de pediatria foi organizado: “Como interno você tem a responsabilidade de dividir com os outros internos as admissões dos pacientes, evoluir seus pacientes e discutir os casos com seu residente e preceptor, sendo a carga horária semanal de regime integral”, explica Felipe. Ele conta como acontece o rodízio nos dois últimos anos da graduação. “Na minha faculdade, os internos passam pelo rodízio de Pediatria durante o quinto ano e novamente no sexto ano. Durante o quinto ano atuamos na enfermaria e durante o sexto ano na área de urgência/emergência e neonatologia”, revela. É um período de muito aprendizado, mas que também depende do interesse e esforço do interno. “Os aprendizados vão desde medicina preventiva, crescimento e desenvolvimento até aprendizado

Sanar Residência Médica

3 minhá 116 dias

Desafios do Internato de Pediatria

O internato é um período em que o estudante coloca em prática os aprendizados adquiridos durante os períodos básico e intermediário do curso. São dois anos que envolvem muita dedicação e novas experiências, e são vários os desafios do internato de Pediatria, sobre o qual falaremos aqui. Pediatria é uma das especialidades com maior número de médicos. Segundo a Demografia Médica no Brasil em 2018, eram 39.234 pediatras, sendo 18,39 por 100 mil habitantes. Nesse mesmo período, 12% de todos os recém-formados em Medicina tinham a residência médica em Pediatria como primeira opção. O programa de residência tem acesso direto com duração de 3 anos e é ofertado na maioria das grandes instituições do país. Leia também: Rotina na residência de Pediatria Para entender um pouco mais dos desafios do internato em Pediatria, convidamos Beatriz Câmara, interna do 5º ano de Medicina na Universidade de Estado da Bahia. O seu rodízio em pediatria foi realizado no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador/BA. Conhecer um pouco do que estar por vir é fundamental para conseguir aproveitar o internato de pediatria ao máximo. Confira abaixo os maiores desafios do internato de Pediatria e dicas para essa etapa. A importância da Pediatria no internato O internato é um momento muito importante que além de muito aprendizado, possibilita ao estudante o contato diário com a especialidade. É o que nos diz Beatriz. “É um momento para conhecer um pouco mais da área, o que ajudará na decisão de escolher a especialidade que deseja seguir. Além disso, o rodízio de Pediatria é fundamental para romper alguns mitos acerca dos atendimentos às crianças e desenvolver as habilidades necessárias”, afirma.

Sanar Residência Médica

3 minhá 117 dias

Desafios do Internato de Cirurgia Geral

São vários desafios do Internato de Cirurgia Geral, afinal a especialidade é uma das mais temidas pelos internos. É um rodízio intenso, com carga horária elevada e além das demandas de conteúdos, há também atividades no centro cirúrgico para acompanhar e/ou instrumentar as cirurgias. Segundo a Demografia Médica no Brasil em 2018, a Cirurgia Geral é a terceira especialidade com mais profissionais, atrás apenas de Clínica Médica e Pediatria. São 34.065 especialistas no país (8% do total de especialidades). Como consequência, também é uma das especialidades mais concorridas nas provas de residência. Na prova da USP de 2020, por exemplo, Cirurgia Geral esteve entre as mais concorridas, com 9,8 candidatos/vaga. Leia também: Rotina da residência em Cirurgia Geral Sem dúvidas é uma área que envolve muitas complexidades. Para conhecer um pouco mais sobre os desafios do Internato de Cirurgia Geral, convidamos Edvaldo Pereira, interno do 5º ano na Universidade do Estado da Bahia. O seu estágio em Cirurgia Geral foi feito no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador/BA. A importância da Cirurgia Geral no internato A Cirurgia Geral é uma área indispensável durante o internato. Além do aprendizado teórico, o rodízio possibilita treinamento em emergências e acompanhamento do paciente desde o início do atendimento, passando pela clínica e cirurgia, como nos conta Edvaldo: “O rodízio de Cirurgia geral foi um divisor de águas. Tive a oportunidade de ter contato com muitas emergência cirúrgicas e isso contribuiu para minha formação. Além disso, a experiência em acompanhar os casos da porta até a sala de cirurgia e, em seguida, o pós cirúrgico foi um diferencial. Acompanhar de perto a evolução dos pacientes foi uma experiência que guardo até

Sanar Residência Médica

3 minhá 117 dias

Alegrias do Internato de Cirurgia Geral

O internato é um período de grande aprendizado na formação médica. O rodízio de Cirurgia Geral é um dos mais intensos, e ao mesmo tempo em que traz vários desafios, também oferece muitas experiências. Falaremos sobre isso nesse texto para abordar as alegrias do internato de Cirurgia Geral. A Cirurgia Geral é a terceira especialidade com mais profissionais, atrás apenas de Clínica Médica e Pediatria, segundo a Demografia Médica no Brasil em 2018. São 34.065 especialistas no país (8% do total de especialidades). Como consequência, também é uma das especialidades mais concorridas nas provas de residência. Na prova da USP de 2020, por exemplo, Cirurgia Geral esteve entre as mais concorridas, com 9,8 candidatos/vaga. Sem dúvidas é uma área que envolve diversos desafios e alegrias desde o internato. Para conhecer um pouco mais sobre as alegrias do internato de Cirurgia Geral, convidamos Felipe Oliveira, interno do 5º ano na Universidade do Estado da Bahia. O seu estágio em Cirurgia Geral foi feito no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador/BA. O Internato de Cirurgia Geral A Cirurgia Geral é uma área indispensável durante o internato. Além do aprendizado teórico, o rodízio possibilita treinamento em diversas áreas e discussões de casos clínicos, como nos conta Felipe: “O rodízio na Cirurgia Geral, no serviço o qual atuei, era dividido em 4 blocos de atuação, sendo eles: Enfermaria de Cirurgia Geral, Centro Cirúrgico, Emergência da Cirúrgica Geral e Cirurgia Vascular. Atuei nesses blocos realizando admissões médicas a partir de entrevistas clínicas, exames físicos, análise de históricos médicos. Atuei ainda participando de discussões de casos clínicos com a equipe médica responsável”, explica. Além disso, Felipe também conta um pouco da sua experiência com a realização

Sanar Residência Médica

4 minhá 117 dias

Desafios do Internato de Obstetrícia

Os dois últimos anos da formação médica é um período de muito aprendizado e novas experiências. O Internato de Obstetrícia é um dos mais desafiadores, afinal o interno tem contato com partos, um dos momentos mais delicados da Medicina e que pode envolver diversas complicações. Segundo a Demografia Médica no Brasil 2018, são 30.415 especialistas em Ginecologia e Obstetrícia, o que corresponde a 8% do total de especialidades. São 14,65 especialistas por 100 mil habitantes e a maioria (51,3%) está no Sudeste. O programa de residência é de acesso direto e é ofertado pela maioria das grandes instituições do país. Para entender um pouco mais dos desafios do internato de obstetrícia, a Sanar Residência Médica conversou com Mariana Pacheco, interna do 5º ano de Medicina da Universidade do Estado da Bahia. Ela realizou o estágio em Obstetrícia no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador/BA. A importância da Obstetrícia no internato O estágio em obstetrícia é fundamental para desenvolver habilidades gerais sobre a avaliação de gestantes durante o pré-natal, puerpério e na condução de alguns partos. Mariana conta por que considera um período de grande aprendizado: “O internato em obstetrícia é muito amplo, com oportunidades de atendimento de emergências, experiência cirúrgica e de enfermaria, tendo então grande aprendizado tanto de aspectos cirúrgicos como clínicos, de grande valia para a formação”. Além disso, também considera conhecimentos essenciais para o médico generalista. “Para o recém-formado, as oportunidades de emprego em geral são mais abundantes em emergências e unidades de saúde da família. Em ambas, exigem conhecimento da área, tanto para realizar pré-natal na unidade básica quanto na identificação de emergências obstétricas para atendimentos em UPA”. De acordo com Mariana,

Sanar Residência Médica

3 minhá 119 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Áreas
Ciclos da medicina
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.