Minha Experiência no Internato da Especialidade de Cirurgia do Aparelho Digestivo | Colunistas

Para os acadêmicos amantes das áreas cirúrgicas nada é mais aguardado durante a graduação que os rodízios nessas especialidades. Aos que preferem “unicamente” a Clínica, sempre há oportunidade de se surpreender! Essa foi a minha experiência no Internato da Especialidade de Cirurgia do Aparelho Digestivo em um Hospital-Escola Referência vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS) na região norte do país. O rodizio em área cirúrgica é de grande valia, uma vez que, para muitos discentes será o único contato curricular com especialidades cirúrgicas. Segundo o estudo “Demografia Médica no Brasil 2020”, realizado pela Faculdade de Medicina da USP em cooperação com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em janeiro de 2020 haviam 478.010 médicos em atividade no Brasil, sendo que destes: 38.583 (8,9%) são especialistas em Cirurgia Geral e 3.232 (0,7%) são subespecialistas em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Tais números demonstram que menos de 10% dos médicos mantiveram aproximação com as práticas cirúrgicas após o ingresso ao mercado de trabalho. Corroborando, portanto, com a importância de se ter a oportunidade e a aproximação com as especialidades cirúrgicas durante a formação acadêmica. No serviço onde fui interno, a jornada de trabalho era dividida entre as Enfermarias, os Ambulatórios e o Bloco Cirúrgico propriamente dito. Cada qual com suas características, os revezamentos entre as áreas de atuação permitem ao discente o contato de modo holístico com a jornada laboral do Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Durante os atendimentos ambulatoriais, tem-se o primeiro contato com os pacientes que, provavelmente, serão operados nas próximas semanas. Então, faz-se necessário e de suma importância exercitar, acima de tudo, o raciocínio semiológico, juntando os dados clínicos do exame físico com a avaliação de exames de imagem, a fim de se tecer o diagnóstico

Rafael Nôvo Guerreiro

3 min há 220 dias

Minha experiência no Internato em Atenção Secundária à Saúde | Colunistas

Muitas especialidades médicas, contato com diversos especialistas e diversas formas diferentes de atendimentos e cuidado, hoje eu trago para você um pouco da minha experiência no internato em atenção secundária à saúde. A atenção secundária é formada por serviços especializados, em nível ambulatorial e, em alguns casos, hospitalar. Caracteriza-se por ser de média complexidade, com médicos especializados, serviços de apoio diagnóstico e terapêutico e atendimento de urgência e emergência (ERDMANN et al, 2013), sendo muito importante para ter o contato com o seguimento dos pacientes. Quando estamos na atenção primária, encaminhamos os pacientes para as especialidades, e eles seguem para as consultas com os especialistas na secundária, por esse motivo, um encaminhamento bem escrito, com detalhes sobre a condição do paciente é tão importante. Oportunidade de conhecer outras especialidades Além disso, é um ótimo momento para conhecer especialidades pouco vistas nos anos anteriores da faculdade e, quem sabe, se interessar por alguma delas, pois, na nossa formação, quanto mais contatos melhor. Não é incomum mudar de ideia sobre a especialidade nos dois últimos anos e, muitas vezes, você ainda nem escolheu uma especialidade. Em geral, é no internato que decidimos de verdade o que vamos escolher de residência. Muitas coisas são boas e valem a pena o destaque, como exemplos, o contato com as inúmeras especialidades diferentes, os encaminhamentos, as várias formas de atendimentos diferentes que vemos, algumas mais direcionadas e outras mais abrangentes, casos onde podemos realizar o atendimento completo e, em certas ocasiões, precisamos acompanhar o especialista. Cada dia você tem uma experiência diferente com o estágio. Aprendemos como abordar muitas queixas e, de todas essas partes, a minha preferida: vemos como as coisas podem ter ligação entre

Thays Davanço

4 min há 220 dias

Minha experiência no internato de Reumatologia | Colunistas

A reumatologia é uma das áreas mais intrigantes e ricas da medicina. Sem dúvida, as doenças possuem rica fisiopatologia e imensa possibilidade de manifestações sistêmicas, o que exige um exímio raciocínio clínico para o diagnóstico, bem como o conhecimento aprofundado de várias outras especialidades da Clínica Médica. Ainda assim, muitas vezes, não encontramos explicação completa e detalhada para todas as doenças reumáticas, além de existir uma combinação de múltiplos fatores, como a genética, a exposição ambiental e o funcionamento do sistema imune do indivíduo, que trazem incerteza ao diagnóstico. Para se tornar um reumatologista, é preciso passar por 2 anos na residência de Clínica Médica e 2 anos na residência de Reumatologia. Além disso, outra possibilidade é realizar uma pós-graduação em Reumatologia e realização de prova de título. Há quem recomende apenas o primeiro caminho, pois, na maioria dos casos, os pacientes com doenças reumatológicas exigem extensa revisão semiológica, laboratorial, radiológica e interclínica para se chegar a um diagnóstico definitivo, o que, apenas na residência médica, o médico estará devidamente capacitado. A reumatologia estuda as doenças que acometem o aparelho musculoesquelético e os tecidos colagenosos, como articulações, tendões, ligamentos e vasos sanguíneos. No entanto, é preciso ficar claro que as doenças reumáticas frequentemente simulam diversas condições, como neoplasias, infecções, distúrbios metabólicos, hematológicos ou cardiovasculares. Doenças como lúpus eritematoso sistêmico, fibromialgia, vasculites e sarcoidose, por exemplo, costumam causar sintomas em vários sistemas e levar à extensa busca etiológica que pode demorar anos e gerar gastos exorbitantes, além dos danos físicos e mentais que acarretam. A rotina da especialidade é tipicamente ambulatorial e clínica, isto é, não são realizados procedimentos ou cirurgias. O médico reumatologista também pode atuar como consultor ou assistente hospitalar nas enfermarias ou unidades de tratamento intensivo (UTI), em casos

Welberth Fernandes

3 min há 265 dias

Alegrias do Internato de Pediatria

O internato de Pediatria está entre os desafiadores e também entre os que mais reservam alegrias e novas experiências. Pediatria é a segunda das especialidades com maior número de médicos, atrás apenas de Clínica Médica. Segundo a Demografia Médica no Brasil em 2018, eram 39.234 pediatras, sendo 18,39 por 100 mil habitantes. Nesse mesmo período, 12% de todos os recém-formados em Medicina tinham a residência médica em Pediatria como primeira opção. O programa de residência tem acesso direto com duração de 3 anos e é ofertado na maioria das grandes instituições do país. Para entender um pouco mais das alegrias do internato em Pediatria, convidamos Felipe Anthony, interno do 5º ano de Medicina na Universidade de Estado da Bahia. O seu rodízio em pediatria foi realizado no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador-BA. O Internato de Pediatria Os internos são acompanhados pelos residentes e preceptores. Felipe conta um pouco como seu rodízio de pediatria foi organizado: “Como interno você tem a responsabilidade de dividir com os outros internos as admissões dos pacientes, evoluir seus pacientes e discutir os casos com seu residente e preceptor, sendo a carga horária semanal de regime integral”, explica Felipe. Ele conta como acontece o rodízio nos dois últimos anos da graduação. “Na minha faculdade, os internos passam pelo rodízio de Pediatria durante o quinto ano e novamente no sexto ano. Durante o quinto ano atuamos na enfermaria e durante o sexto ano na área de urgência/emergência e neonatologia”, revela. É um período de muito aprendizado, mas que também depende do interesse e esforço do interno. “Os aprendizados vão desde medicina preventiva, crescimento e desenvolvimento até aprendizado

Sanar Residência Médica

3 min há 308 dias

Desafios do Internato de Pediatria

O internato é um período em que o estudante coloca em prática os aprendizados adquiridos durante os períodos básico e intermediário do curso. São dois anos que envolvem muita dedicação e novas experiências, e são vários os desafios do internato de Pediatria, sobre o qual falaremos aqui. Pediatria é uma das especialidades com maior número de médicos. Segundo a Demografia Médica no Brasil em 2018, eram 39.234 pediatras, sendo 18,39 por 100 mil habitantes. Nesse mesmo período, 12% de todos os recém-formados em Medicina tinham a residência médica em Pediatria como primeira opção. O programa de residência tem acesso direto com duração de 3 anos e é ofertado na maioria das grandes instituições do país. Leia também: Rotina na residência de Pediatria Para entender um pouco mais dos desafios do internato em Pediatria, convidamos Beatriz Câmara, interna do 5º ano de Medicina na Universidade de Estado da Bahia. O seu rodízio em pediatria foi realizado no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador/BA. Conhecer um pouco do que estar por vir é fundamental para conseguir aproveitar o internato de pediatria ao máximo. Confira abaixo os maiores desafios do internato de Pediatria e dicas para essa etapa. A importância da Pediatria no internato O internato é um momento muito importante que além de muito aprendizado, possibilita ao estudante o contato diário com a especialidade. É o que nos diz Beatriz. “É um momento para conhecer um pouco mais da área, o que ajudará na decisão de escolher a especialidade que deseja seguir. Além disso, o rodízio de Pediatria é fundamental para romper alguns mitos acerca dos atendimentos às crianças e desenvolver as habilidades necessárias”, afirma.

Sanar Residência Médica

3 min há 308 dias

Desafios do Internato de Cirurgia Geral

São vários desafios do Internato de Cirurgia Geral, afinal a especialidade é uma das mais temidas pelos internos. É um rodízio intenso, com carga horária elevada e além das demandas de conteúdos, há também atividades no centro cirúrgico para acompanhar e/ou instrumentar as cirurgias. Segundo a Demografia Médica no Brasil em 2018, a Cirurgia Geral é a terceira especialidade com mais profissionais, atrás apenas de Clínica Médica e Pediatria. São 34.065 especialistas no país (8% do total de especialidades). Como consequência, também é uma das especialidades mais concorridas nas provas de residência. Na prova da USP de 2020, por exemplo, Cirurgia Geral esteve entre as mais concorridas, com 9,8 candidatos/vaga. Leia também: Rotina da residência em Cirurgia Geral Sem dúvidas é uma área que envolve muitas complexidades. Para conhecer um pouco mais sobre os desafios do Internato de Cirurgia Geral, convidamos Edvaldo Pereira, interno do 5º ano na Universidade do Estado da Bahia. O seu estágio em Cirurgia Geral foi feito no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador/BA. A importância da Cirurgia Geral no internato A Cirurgia Geral é uma área indispensável durante o internato. Além do aprendizado teórico, o rodízio possibilita treinamento em emergências e acompanhamento do paciente desde o início do atendimento, passando pela clínica e cirurgia, como nos conta Edvaldo: “O rodízio de Cirurgia geral foi um divisor de águas. Tive a oportunidade de ter contato com muitas emergência cirúrgicas e isso contribuiu para minha formação. Além disso, a experiência em acompanhar os casos da porta até a sala de cirurgia e, em seguida, o pós cirúrgico foi um diferencial. Acompanhar de perto a evolução dos pacientes foi uma experiência que guardo até

Sanar Residência Médica

3 min há 308 dias
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