Doença Hepática Não Alcoólica (NAFLD) | Colunistas

–Doença Hepática Não Alcoólica (NAFLD) –  Recomendações do Guideline da Sociedade Norte Americana de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição pediátricas (NASPGHAN – 2017) A Doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD) tem incidência crescente, e forte associação com obesidade, porém o crescimento de incidência da NAFLD supera o crescimento de iincidência da obesidade. – A NALFD pode ocasionar doença hepática avançada/ termina, e  já se tornou uma das principais causas de transplante hepático em adultos. –  Ultimo Guideline da Sociedade Norte Americana de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição pediátricas (NASPGHAN) era de 2012 e focava no dianóstico, enquanto as recomendações do documento atual são mais abrangenttes. – Dados limitados sobre a historia natural em pediatria permanecem relativamente limitados. – O documento da NASPGHAN usa o sistema GRADE, realiza a revisão de literatura ate Maio/2015 e faz 27 recomendações, a maioria com nível de evidencia moderado, o que é melhor do que acontece na maioria dos guidelines em pediatria, que muitas vezes trabalham com nível de evidencia fraca ou moderado. Usa-se “Recomendação”/“Deve-se” para recomendação forte/bom nível de evidencia; e “Sugestão”, “pode-se”, “considerar” para recomendação Condicional. Definições NAFLD => Todos o espectro da doença hepática gordurosa não alcoólica NAFL => “fígado gorduroso” – estatose sem inflamação/esteatohepatiteNASH => Esteatose com inflamação, com ou sem balonização NAFLD com fibrose: NAFL ou NASH com fibrose periportal, portal, sinusoidal ou em ponte.NAFLD com cirrose: cirrose no contexto de NAFLD – Prevalência: Variável conforme método diagnostico, de 0,7% em crianças pequenas com de 2-4 anos (autópsia), ate 38% em crianças obesas (considerando métodos diagnósticos de ALT e autópsia). Prevalência aumentou 2,7 vezes desde o final de 1980 até 2010. –

Brena

5 min há 7 dias

Ausculta e sons pulmonares | Colunistas

A ausculta pulmonar é o método semiológico mais importante no EF pulmonar, pois permite analisar o funcionamento pulmonar, devendo ser realizado em ambiente silencioso e posição cômoda, quando possível. O paciente deve estar com tórax despido e respirar pausada e profundamente, com a boca aberta, sem fazer ruído, idealmente. A ausculta é realizada com diafragma do estetoscópio, de maneira simétrica nas faces posterior, laterais e anterior do tórax. Classificação dos sons pleuropulmonares Sons normais Som traquealSom brônquicoMurmúrio vesicularSom broncovesicular Sons anormais Descontínuos: estertores finos e grossosContínuos: roncos, sibilos e estridorSoprosAtrito pleural Sons vocais Broncofonia,EgofoniaPectorilóquia fônica e afônica. Sons Respiratórios Normais Som traqueal: audível na região de projeção da traqueia, no pescoço e região esternal. Origina-se da passagem de ar da fenda glótica e na própria traqueia. Há componente inspiratório – composto por ruído soproso, um pouco rude – e expiratório – ruído forte e prolongado que ocorre após curto intervalo silencioso. Som brônquico: som traqueal audível na zona de projeção dos brônquios de maior calibre, na face anterior do tórax, nas proximidades do esterno. Assemelha-se ao som traqueal, diferenciando-se dele apenas por ter componente expiratório menos intenso. Som broncovesicular: somam-se características do som brônquico com murmúrio vesicular. Desse modo, intensidade e duração da inspiração e expiração são de igual magnitude, ambas um pouco mais forte que murmúrio vesicular, mas sem alcançar a intensidade do som brônquico. Em condições normais, é auscultado na região esternal superior, interescapulovertebral superior e no nível da terceira e quarta vértebras dorsais. Em outras regiões, indica condensação pulmonar, atelectasia por compressão ou presença de caverna, ou seja, mesmas condições que originam

Luis Guilherme Andrade

6 min há 11 dias

Mudanças climáticas e saúde – por onde começar? | Colunistas

O que são as mudanças climáticas? Todos nós já ouvimos falar sobre o derretimento das geleiras, vivenciamos as queimadas no Pantanal, vimos o desmatamento desenfreado da Amazônia e já cansamos de escutar sobre os gases do efeito estufa e do aquecimento global. Estes termos estão amplamente presentes no cenário do século 21, estes termos podem ser substituídos por um simples termo: mudanças climáticas. É nítido que o nosso planeta está em mudança, e ela é totalmente compreensível. Ao longo da história, a Terra passou por inúmeras fases e estados até se tornar o nosso querido lar. O grande problema da atual mudança, que ela está sofrendo atualmente, é que a humanidade quem está sendo o agente de transformação (e não necessariamente está sendo para o melhor!). Por conta do crescimento urbano caótico, avanço das cidades diante dos ecossistemas, a exploração prejudicial dos recursos naturais e o pior, o modo como se explora o planeta, está prejudicando de uma maneira quase irreversível toda a natureza. Uma das principais consequências dessa relação desarmoniosa é a mudança climática. Mas afinal de contas, o que são as mudanças climática? Em termos gerais, são as variações climáticas: desde a precipitação da chuva, nebulosidade até a temperatura, numa escala global. Um ponto importante para se destacar é que quando se fala das mudanças climáticas, não se entende uma variação do dia para outro, mas sim ao longo prazo, ao longo de vários anos ou décadas. E o principal erro que muitos cometem é confundir que as mudanças climáticas são a mesma coisa que o aquecimento global. O aquecimento global é uma consequência direta das mudanças climáticas (que já vem acontecendo ao longo de vários anos!), mas não é a única. Entretanto, se

Marco Aurélio Ferreira

5 min há 11 dias

Intoxicação por Organofosforados | Colunistas

Introdução A intoxicação é uma questão de saúde pública, podendo ser ela acidental ou proposital, como em casos de tentativas de suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1,5 a 3% da população intoxicam-se todos os anos, sendo que uma fração dessas pessoas intoxicadas podem evoluir para estado de óbito. Por esse motivo, a intoxicação exógena (por substâncias químicas, agrotóxicos, e metais pesados) configura um agravo de notificação compulsória semanal, conforme estabelecido pela Portaria n° 204 de 17/02/2016. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) é um instrumento para a notificação dessas intoxicações exógenas. Nesse sentido, através de dados epidemiológicos, estudos relataram que o Estado do Rio Grande do Sul contém grande número de notificações de intoxicação por Organofosforados. Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande Do Sul (CEVS), de 1,56 casos por 100 mil habitantes notificados no ano de 2012, o RS atingiu 7,08 casos por 100 mil habitantes em 2018. Figura 1: Taxa de notificação de intoxicação aguda por agrotóxicosFonte: https://www.cevs.rs.gov.br/gtagrotoxicos-intoxicacao-exogena Esses números alarmantes indicam a importância do conhecimento sobre a intoxicação por organofosforados e a relevância desse assunto para a prática médica. Fases de intoxicação Todo o processo de intoxicação pode ser dividido de maneira didática em 4 fases distintas, que vão desde a exposição até a manifestação dos sintomas. Fase de Exposição: Nessa fase introdutória devemos levar em consideração a dose, a concentração do agente tóxico e suas propriedades físico-químicas, além da suscetibilidade individual e da via de exposição (via respiratória, pela mucosa gastrointestinal ou pela pele). Fase Toxicocinética: Essa fase pode ser dividida em 4 subfases que ocorrem de

Gabriel Moreira Fonseca

4 min há 11 dias

Mieloma Múltiplo e proteína de Bence Jones: qual a relação? | Colunistas

O Mieloma Múltiplo é uma das principais Neoplasias Plasmocitárias que acarreta em várias disfunções orgânicas e sintomas. É definido pela presença de 10% ou mais células plasmáticas no exame de medula óssea, além de evidência de anemia, hipercalcemia, insuficiência renal, lesões e dores ósseas, proteína M no soro e na urina. Os homens são mais comumente afetados do que as mulheres, e a idade média para o seu aparecimento é de cerca de 65 anos, sendo raros os casos em pacientes com menos de 40 anos. Sua etiologia não está bem esclarecida, e sua origem indeterminada apesar de algumas mutações conhecidas, como em RAS e p53, metilação do p16, anormalidades no MYC e translocação secundária. Na maioria dos pacientes, a creatinina encontra-se elevada, acima de 2 mg/dL, sendo que as duas principais causas de insuficiência renal são a nefropatia com cilindros de cadeia leve e a hipercalcemia. A pesquisa do componente M (ou paraproteína M) é imprescindível para o acompanhamento do Mieloma Múltiplo, podendo ser composto por IgG, IgM, cadeia leve isolada, e IgD. Em cerca de 80% dos casos de Mieloma Múltiplo aparecem na urina cadeias leves de proteínas, filtradas rapidamente pelos glomérulos, chamadas proteínas de Bence Jones, que por serem tóxicas aos túbulos renais, podem provocar uma Nefropatia crônica nestes doentes, o conhecido “Rim do Mieloma”. Figura 1. Alterações no Mieloma múltiploFonte:https://www.creative-biolabs.com/drug-discovery/diagnostics/ivd-antibody-development-services-for-bence-jones-protein-marker.htm Gamopatias monoclonais e proteína de Bence Jones A produção não controlada de um único clone anormal de linfócitos B ou células plasmocitárias são conhecidas como gamopatias monoclonais, sendo reconhecida como uma banda de migração restrita na eletroforese de soro ou de urina. Quando a banda representa uma cadeia leve, a proteína correspondente é conhecida como proteína de Bence Jones.

Maria Eduarda Vieira Garcia

4 min há 16 dias

Resumo de Exame Físico da Tireoide | Colunistas

Introdução O exame físico da tireoide tem como base a inspeção, a palpação e a ausculta. Por meio da inspeção e da palpação, podem-se definir a forma e o tamanho da glândula. Se houver aumento, deve-se esclarecer se é global ou localizado. Inspeção Normalmente a tireoide não é visível, exceto em pacientes muito emagrecidos. O paciente deverá estar sentado e a glândula é mais facilmente visualizada quando se estende a cabeça do paciente para trás e com a deglutição. Como a glândula é fixa à fáscia pré-traqueal, ela se desloca para cima com a deglutição do paciente. Assim, muitos bócios difusos ou nodulares são facilmente documentados durante a deglutição. Nos aumentos difusos da glândula, as duas faces laterais e a anterior do pescoço ficam uniformemente abauladas. É importante frisar que adiposidade cervical algumas vezes é confundida com bócio, devendo-se notar, porém, que ela não se desloca à deglutição. Nos crescimentos nodulares da glândula (bócios nodulares) ocorrem abaulamentos locais, surgindo assimetrias no pescoço. Deve-se observar, também, desvios da traqueia, uma vez que o desvio lateral poderá sugerir lobo tireoidiano aumentado, bócio subesternal ou outra anormalidade torácica. Inspeção da TireoideFonte: https://core.ac.uk/download/pdf/268326112.pdf Palpação O pescoço do paciente deverá ficar com a cabeça discretamente fletida para frente, uma vez que a palpação é mais difícil quando os músculos esternocleidomastoideos ficam estendidos. A glândula tireoide é palpável na maioria dos indivíduos normais, apresentando lobos com cerca de 3 a 5 cm no sentido vertical e o istmo com diâmetro aproximado de 0,5 cm. O 1º passo na palpação é localizar a glândula. Para localizá-la deveremos verificar a posição das cartilagens tireóidea e cricóide, uma vez que o istmo da glândula tireoide se

Bárbara Barreto

4 min há 16 dias
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