Inteligência artificial e Medicina: o que os estudantes precisam saber? | Colunistas

A mídia explora bastante o fato de que a inteligência artificial (IA) é o futuro de muitas áreas profissionais, incluindo a Medicina. Acontece que ela já tem feito parte, também, do presente. No Brasil, por exemplo, instituições como o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês já adotam a inteligência artificial como ferramenta de suporte a decisões clínicas e à prestação do cuidado. Contrariando o sensacionalismo midiático, não, a inteligência artificial não vai roubar o emprego dos médicos! Mas a IA tem conquistado um espaço cada vez mais importante na área médica, por isso, eis aqui alguns pontos importantes que você precisa saber sobre ela. 01) Antes de mais nada, vamos aos conceitos… Inteligência artificial (artificial intelligence), aprendizado de máquina (machine learning), aprendizado profundo (deep learning)… Se você não entende nada quando se trata desses conceitos (ou se nunca sequer ouviu falar deles), agora é a hora de entender cada um. O termo inteligência artificial se refere a sistemas que desempenham tarefas usualmente dependentes de inteligência humana. Trata-se, em outras palavras, da incorporação de inteligência a máquinas. Aprendizado de máquina compreende técnicas de inteligência artificial que possibilitam às máquinas o aprendizado a partir do reconhecimento de padrões em dados, sem a necessidade de serem explicitamente programadas. Já aprendizado profundo é um tipo de aprendizado de máquina cujos algoritmos incorporam as “redes neurais profundas” (arquiteturas de processamento “análogas” às redes neurais biológicas). Figura 01: O Aprendizado profundo é um ramo do aprendizado de máquina, que, por sua vez, é um ramo da inteligência artificial. Quando lemos sobre a IA num contexto atual, normalmente estamos lendo, mais especificamente, sobre aprendizado

Elena Caires

4 minhá 57 dias

Será a tecnologia o mais novo agente etiológico? | Colunistas

1.A tecnologia e o brasileiro Mais do que uma ferramenta ocasional, a tecnologia é hoje uma parte importante da vida de muitos. De acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2019, cerca de 134 milhões de brasileiros acessam a internet, e dentro desse grupo 90% fazem uso dela diariamente (1). Contudo, não pense que tal uso se restringe aos aplicativos de mensagens, redes sociais e vídeo chamadas, pois muitos já adotaram a internet para verificar serviços de saúde, fazer transações financeiras, se aprimorar profissionalmente, além de muitas outras atividades não relacionadas com o lazer (1). E quando falamos da forma de acesso, os smartphones se tornam esmagadoramente mais populares e democráticos, pois são usados por 99% daqueles com acesso à internet, em comparação aos 42% de uso dos computadores. Desse modo, pode-se dizer que todo esse avanço está “na palma da mão” e disponível para nós 24 horas por dia (1). 2. Conceitos: uso nocivo e dependência Estamos familiarizados com tais conceitos quando se fala de substâncias psicoativas, tanto as lícitas quanto as ilícitas. De acordo com o CID-10 (Classificação Internacional das Doenças), o uso nocivo (ou prejudicial) de substâncias pode ser percebido quando o padrão de uso causa um dano real à saúde física ou mental do usuário, sem que sejam preenchidos os critérios de dependência. Podemos dizer que o uso nocivo representa o abuso de substâncias (2). Já quando falamos da dependência propriamente dita, é necessário que nos últimos 12 meses tenham sido exibidos 3 ou mais critérios dentre cerca de 6 descritos. Para fim de discussão no presente texto, citaremos apenas alguns deles (2): Forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância;Dificuldades em

Heloísa Sanders

3 minhá 79 dias

Medicina do Futuro: como desenvolver aplicativos de mHealth e mLearning na área de Saúde | Colunistas

As novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) revolucionaram a forma como interagimos com o mundo, sobretudo após a era digital e a popularização dos dispositivos móveis. Assim, no atual paradigma da hiperconectividade global, os aplicativos (apps) para smartphones e tablets são ferramentas essenciais para instrumentalizar a Saúde Móvel (“Mobile Health” ou mHealth) e a Aprendizagem Móvel (“Mobile Learning” ou mLearning). Tendo em vista que a criação de apps com conteúdo direcionado para a Saúde é um mercado em constante expansão e que muitos desses softwares são criados sem a participação de profissionais dessa área, você conhece as etapas básicas para desenvolver aplicativos de mHealth e mLearning para médicos? O que são mHealth e mLearning? A Saúde Móvel – ou mHealth – surgiu com advento dos dispositivos móveis e é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a oferta de serviços médicos e/ou de Saúde Pública por meio de telefones celulares, sensores ou outros equipamentos diretamente conectados ao usuário (OLIVEIRA; SANTOS, 2018). É válido ressalvar que você não deve confundir o conceito de mHealth com o de Telemedicina. Essa última consiste no exercício da medicina à distância, no qual você, como médico, e seu paciente comunicam-se por chamada de vídeo (tal como no Skype). Portanto, o mHealth abrange um conjunto mais diversificado de práticas, realizadas por meio de app ou de plataformas, que vão desde o agendamento de consultas via Wathsapp até mesmo a realização de procedimentos (um exemplo disso é a aferição de marcações para implantes de lentes intraoculares pelo app “Eye Axis Check”). Dentro do panorama da “ubiquidade” da informação, ou seja, da onipresença das TICs, a Aprendizagem Móvel, ou mLearning, é a aplicação dos dispositivos móveis à área de Educação (MARÇAL; ANDRADE; RIOS, 2005). Nesse

Luciana Ferreira Xavier

4 minhá 105 dias

Inteligência Artificial: uma nova forma de exercer a medicina | Colunistas

Eu, Robô e o futuro da sociedade produtiva O ano é 2035, robôs inteligentes e seres-humanos dividem espaço na sociedade e interagem de forma harmônica. Algumas tarefas mais tediosas, como varrer a casa ou fazer compras, agora são responsabilidade integral da máquina. Numa simbiose de dar inveja, essa é a proposta do “Eu, robô”, filme inspirado na obra literária de Isaac Asimov, que brinca com o imaginário ao criar uma interação quase mágica entre humanos e máquinas. Isaac Asimov – autor de Eu, Robô Nos contos publicados em 1950, Asimov traça o desenvolvimento dos robôs artificialmente inteligentes e seus papéis sociais, elaborando um sistema de deveres e obrigações aos dispositivos inteligentes.¹ Desde pequenas engenhocas até máquinas extremamente complexas, os robôs tornaram-se, na obra de Asimov, reais facilitadores da vida cotidiana e permitiram que seres humanos pudessem desfrutar de mais tempo livre para trabalhar suas relações interpessoais. Hoje, o fantástico mundo de “Eu, Robô”, com suas inteligências artificiais, mescla-se à nossa realidade e assume os mais diversos setores da sociedade produtiva quando o assunto é automatização dos serviços. Eu, Inteligência Artificial Do programa de streaming que recomenda os melhores filmes até laudar uma radiografia, a inteligência artificial (IA) tem gradualmente se inserido no nosso cotidiano e mudado a forma como interagimos com a tecnologia. A transformação, muitas vezes sutil e silenciosa, esconde algumas nuances desafiadoras deste novo mundo tecnológico. Profissões, relações interpessoais e a até a forma como consumimos e votamos – veja os relatos da Cambridge Analytica – estão sendo alteradas graças à IA e, ao contrário do que se imaginava, ninguém está livre dessa interferência

Rafael Lobo

8 minhá 108 dias

Tecnologia e medicina: dados de pacientes e a eficiência médica | Especialistas

Nesse séries de 4 artigos, eu, Cezar Taurion e Felipe Costa, estamos cavando fundo, desvendando e apontando os 4 pilares do declínio da relação médico-paciente e como a tecnologia, particularmente a face mais sedutora dessa — Inteligência Artificial, poderá ajudar no resgate ao Juramento de Hipócrates. Enxergaremos o problema pelo ângulo do paciente e prescreveremos — perdão pela presunção, um modelo de resgate do compromisso que jamais será atingido pela máquina: a empatia pelo seu semelhante — humanologia.  Se você ainda não leu o primeiro pilar (artigo), sugerimos fortemente a fazer isso agora!   Além da dificuldade de extrair os dados da anamnese, exame físico ou exames complementares, de forma completa, previsível e confiável, o médico também não consegue centralizar todos os dados coletados em uma grande base. Esse é o segundo pilar. O problema do segundo pilar, não reside simplesmente em ter que registrar os dados para formalizar um exigência legal, ou padronizar o “como” de se fazer o registro, mas sim na capacidade de recuperar esse dados no futuro para assim poder tomar as decisões da forma mais embasada o possível. Hoje, há uma redundância do registro dados no prontuário devido à necessidade legal por detrás dos documentos médicos, o que gera a desinformação e confusão, ao invés de contribuir de forma vetorial única para uma solução voltada e centrada no paciente. Segundo o Conselho Federal de Medicina o “o prontuário médico é um documento elaborado pelo profissional e é uma ferramenta fundamental para seu trabalho. Nele constam, de forma organizada e concisa, todos os dados relativos ao paciente, como seu histórico familiar, anamnese, descrição e evolução de sintomas e exames, além das indicações de tratamentos e prescrições. Feito no consultório ou hospital, o prontuário é composto de informações valiosas tanto para o paciente como

Vinicius Côgo Destefani

5 minhá 110 dias

Inovações tecnológicas nas especialidades médicas

Inovações tecnológicas na comunicação e na saúde têm promovido transformações profundas na medicina. Embora a saúde digital já tenha um grande impacto na forma como os médicos trabalham, é claro que importa muito o tipo de tarefas que eles assumem. As inovações tecnológicas servirão para otimizar a rotina dos médicos, coletando dados para análise e realizando tarefas repetitivas ou de baixa complexidade. Desse modo, especialistas poderão se concentrar no atendimento ao paciente e tomada de decisões importantes, como o melhor tratamento para uma pessoa com doença grave. Com essa transformação de cenário, há uma necessidade maior de criatividade e habilidades únicas de resolução de problemas dos médicos. Essas são as atividades que nenhum dispositivo ou software digital de saúde pode e irá substituir. Portanto, o processo de entrada da tecnologia digital na área de saúde é mais complexo do que apenas dizer que a inteligência artificial (IA) ou a robótica assumirão os empregos. Tal como acontece com outros campos de inovação, haverá áreas ou empregos que serão mais afetados do que outros. Algumas especialidades terão mais sucesso do que outras.  Aqui você encontra dez especialidades médicas que se beneficiarão com a inovações tecnológicas. CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA DA SANAR 1. Pediatria Há uma janela de tempo muito limitada para avaliar o estado e a saúde de um bebê ou da mãe grávida. Dispositivos que monitoram os sinais vitais da mãe e da criança garantirão que, em caso de emergência, o atendimento não dependa da sorte da mãe. Os avanços na tecnologia prometem até mesmo tratar a maioria das doenças genéticas. Condições graves e debilitantes, como a distrofia muscular de Duchenne, podem ser tratadas ainda no útero, antes

SanarMed Pós Graduação

5 minhá 125 dias
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