Impressão 3D na medicina: o futuro já começou! | Colunistas

        Quantas vezes já imaginamos imprimir um órgão e ajudar a retirar um paciente da lista de transplante? Ainda não chegamos em tal feito, mas os diversos progressos obtidos através da impressão 3D têm proporcionado avanços significativos na medicina. É o que você vai descobrir com essa leitura, vamos lá? Biomodelos tridimensionais e educação             Os modelos anatômicos impressos em 3D são valiosos tanto para os estudantes de medicina quanto para os médicos residentes. Diante da dificuldade para obtenção de peças cadavéricas muitos estudantes podem não ter acesso, sendo assim, os modelos em 3D são úteis e necessários ao longo da graduação para a obtenção do conhecimento, além do mais, diversas variações anatômicas podem ser impressas proporcionando uma vasta experiência ao aluno. Bem como a aplicação dessa tecnologia vem sendo incorporada cada vez mais aos residentes de cirurgia, uma vez que podem reproduzir a estrutura anatômica com mais precisão, facilitando a visualização das estruturas, o debate do pré-operatório, a comunicação com o paciente e até um feedback positivo na prática cirúrgica. Próteses personalizadas             Inicialmente a impressão 3D foi inserida na medicina com o objetivo de produzir próteses personalizadas de acordo com a necessidade de cada paciente, permitindo o aumento de êxito no resultado. Outro ponto importante para o mercado investir cada vez mais nesse tipo de prótese é o custo-benefício, o barateamento ocorre por conta do tipo de material usado, mas isso não significa que a qualidade seja alterada. Desta forma, o indivíduo pode obter uma prótese de boa qualidade com baixo custo. Assim como o Estado tem investido cada vez mais nessa tecnologia, a fim de reduzir gastos com próteses convencionais e aumentar a quantidade de pacientes beneficiados.             Em maio

Vitória Araújo Bernardo

4 min há 37 dias

Cgh-array | Colunistas

Investigação diagnóstica laboratorial pela técnica de hibridização genômica comparativa em microarranjos de DNA (CGH-array) para o transtorno do espectro autista, esquizofrenia, transtorno do déficit de atenção ou hiperatividade, epilepsia idiopática e atraso no desenvolvimento psicomotor ou deficiência mental A citogenética é a parte da genética que estuda os cromossomos, especialmente com alterações numéricas e estruturais, e suas implicações em patologias herdadas ou esporádicas;Uma grande limitação do cariótipo é que a sua resolução é aquela do microscópio óptico, ou seja, detecta alterações estruturais maiores do que cerca de 10 Mb. Além disso, o cariótipo não fornece informações sobre o conteúdo gênico das alterações que detecta.Nos últimos vinte anos, foram desenvolvidas novas técnicas na tentativa de minimizar essas limitações do cariótipo, com destaque para hibridização in situ por fluorescência (FISH) e amplificação dependente de ligação por múltiplas sondas (MPLA).Porém, para solicitar exame por FISH ou MPLA, o exato e único local do genoma a ser interrogado pelo médico deve ser previamente escolhido, e a alteração cromossômica submicroscópica e suas consequências clínicas já devem ter suas bases amplamente definidas na literatura científica médica. Além dessa grande desvantagem, FISH é geralmente realizado em células em metáfase, nas quais duplicações cromossômicas geralmente não serão detectadas.Mais recentemente, na tentativa de ultrapassar as limitações do cariótipo, FISH e MLPA, foi desenvolvida a técnica de análise de todo o genoma por hibridiação comparativa em microarranjos de DNA “ARRAY – Comparative Genomic Hybridization” (CGH – array), o qual permite detectar tanto alterações cromossômicas numéricas, grandes deleções e duplicações, quanto desbalanços cromossômicos de até 500 pares de bases. Permite verificar se há perdas ou ganhos de segmentos cromossômicos submicroscópicos no genoma de um indivíduo, permitindo identificar quais genes estão envolvidos na alteração.Sempre que uma variabilidade submicroscópica for detectada no paciente, orienta-se que ela seja validada/confirmada no paciente

Julya Pavão

5 min há 40 dias

Alucinações induzidas por robôs podem facilitar o fim das alucinações da Doença de Parkinson | Colunistas

Introdução A doença de Parkinson é um distúrbio no sistema nervoso central que afeta o movimento, geralmente começa com um tremor na mão. Outros sintomas incluem: movimentos lentos, rigidez, perda de equilíbrio e alucinações. Quase metade dos pacientes com Parkinson possuem alucinações, e estudos recentes mostram que as mesmas são indícios de resultados cognitivos negativos, inclusive podendo haver maior mortalidade. Bernasconi et al. usaram um método robótico para induzir alucinações, para estudar os mecanismos desse sintoma. O que pode causar a doença de Parkinson A causa da DP ainda é desconhecida. Porém, cerca de 5% dos pacientes é possível identificar uma anormalidade genética que pode ser relacionada com a doença, mas no restante dos pacientes isso não ocorre. O que leva a pensar que pode ser por uma predisposição genética associada a fatores ambientais. O que ocorre no cérebro dos pacientes com DP Acontece uma perda progressiva de neurônios em várias partes do cérebro, como na região conhecida como substância negra, em que seus neurônios são responsáveis pela produção do neurotransmissor chamado Dopamina. Consequências da perda de neurônios Lentidão para realização de movimentos, associada a tremores e aumento do tônus muscular, ou seja, rigidez. O quadro pode ser assimétrico, um lado do corpo ocorre uma piora mais drástica que o outro. Nem todos os pacientes com Parkinson apresentam tremor. Quando ocorre o sintoma de alucinações é um indicio de uma grande piora no quadro da doença. Como são as alucinações na doença de Parkinson As alucinações na doença de Parkinson são sintomas perturbadores que podem ser risco para psicose e demência. De acordo com o estudo que usa

MedBrunabp10

3 min há 44 dias

Google contra a pandemia | Colunistas

Está cada vez mais evidente a necessidade de informações corretas e de fontes seguras, o atual momento reafirma esse fato. Ao decorrer da pandemia da COVID-19, informações corretas e dados abertos divulgados por pesquisadores de diversos países são de suma importância para o enfretamento da doença. Google.Health A empresa multinacional de serviços online e software anunciou a Google.health, uma plataforma que reuniria dados epidemiológicos e divulgariam esses dados em tempo real sobre a COVID-19, com o objetivo de auxiliar pesquisadores em todo mundo em relação ao rastreio da doença, corroborando com o enfrentamento da pandemia. No Google Health, são implantadas ferramentas para ajudar na disseminação de informações corretas em relação a saúde, tornando as informações confiáveis e mais acessívies. A plataforma foi idealizada pela Google e por pesquisadores da Boston Children´s Hospital, Oxford University e Northeastern University. A empresa de software é assistida por uma equipe de especialistas em dados epidemiológicos para analisarem a veracidade de todo dado exposto pela plataforma. Como a plataforma funciona O Google.health conta com diversas ferramentas para combate a COVID-19, desde divulgação de dados oficiais em tempo real sobre a doença, ferramenta de “autoavaliação” sobre os sintomas da COVID-19, a central de informações sobre sintomas e dicas de prevenção da disseminação do vírus até recursos para apoio à saúde mental durante a pandemia. Com uma equipe formada por engenheiros, médicos e pesquisadores, foi desenvolvido um modelo de pesquisa e desenvolvimento incorporados com uma abordagem colaborativa e multidisciplinar, sendo assim possível ultrapassar fronteiras da ciência clínica, inteligência artificial e informática. Essa iniciativa de dados abertos sobre a COVID-19 conta com a disponibilidade de dados combinados de vários países com dados licenciados, abertos e

Camila Figueira

4 min há 45 dias

Inteligência Artificial e Detecção do Coronavírus | Colunistas

No segundo semestre de 2019, o vírus SARS-CoV-2 se espalhou pelo mundo, causando grandes impactos biopsicossociais em toda população. A pandemia de COVID-19 nos obrigou a mudar nossos hábitos, rotinas e costumes, além de gerar medo e insegurança com o rápido crescimento de número de mortes e pouco conhecimento a respeito da doença. Ao longo desse período, foi observado e estabelecido que a utilização de máscaras, o reforço de hábitos de higiene, o distanciamento social, a identificação do vírus e a vacinação são medidas-chave para que consigamos controlar a propagação do coronavírus. Nesse contexto, a utilização de inteligência artificial ganha grande destaque no desenvolvimento de aparelhos e sistemas operacionais, como o Tiger Tech COVID Plus e SoundCov, que auxiliam na identificação SARS-CoV-2, visando reduzir custos, facilitar e otimizar a testagem em massa. O que é inteligência artificial? Podemos definir a inteligência artificial (IA) como um conjunto de sistemas operacionais ou aparelhos que mimetizam a inteligência humana. O objetivo desse processo é permitir que a IA realize tarefas que poderiam ser feitas por pessoas, mas de forma aprimorada. Tal recurso está intimamente associado à capacidade de soluções estratégicas para variados problemas. Essa área do desenvolvimento tecnológico a cada dia vem sendo mais refinada e aplicada a diferentes áreas. A inteligência artificial é a responsável pela possibilidade de chat-atendimentos automáticos em bancos e lojas, assistentes pessoais virtuais que atuam em celulares, os carros autônomos, entre demais funcionalidades. Vale a pena destacar que a IA apresenta como grande vantagem a possibilidade de autoaperfeiçoamento, ou seja, utiliza a base de informações que coletou ao fazer determinada ação e encontra pontos que precisam ser corrigidos ou melhorados. E como a IA está relacionada com a pandemia?

Gabrielle Ferreira

5 min há 56 dias

Uso das redes sociais por médicos e estudantes de medicina | Colunistas

É notório que o uso das mídias sociais pelos médicos vem aumentando de forma exponencial, resultando na utilização das redes sociais para obtenção de informações sobre saúde por acadêmicos e por toda a população. Estudantes de medicina utilizam as redes sociais para acompanhar perfis de médicos, buscar conselhos, dicas e até mesmo discutir casos clínicos. Assim, a mídia tornou-se uma grande aliada e facilitadora da troca de experiências por profissionais de todo o mundo; todavia, existem também os aspectos negativos, como o compartilhamento de notícias falsas (as chamadas “fake news”) e o descumprimento de normas do Código de Ética Médica brasileiro e do Conselho Federal de Medicina (CFM). Dessa forma, é importante compreender como as redes sociais podem impactar na relação médico-paciente e como separar vida pessoal e profissional nos ambientes virtuais. O que são as “fake news”? Traduzido do inglês, significa “notícias falsas”, podendo ser histórias fabricadas, manchetes e boatos não-verdadeiros e com títulos atrativos, que convencem o usuário a clicar no site. Uma alternativa para não cair nessas “fake news” é procurar as referências da notícia e ver se elas são de locais confiáveis, no entanto, não é tão fácil assim não cair nessas armadilhas, visto que o tempo todo somos bombardeados de informações. Para o combate a propagação de notícias falsas, é imprescindível a verificação e sinalização de artigos falsos, bem como o corte dos incentivos financeiros das páginas e perfis que compartilham essas notícias. Ética médica De acordo com o Código de Ética Médica brasileiro e as Resoluções 1.974/2011, 2.126/2015 e 2.133/2015 do CFM, é vedado ao médico a autopromoção, o sensacionalismo, a mercantilização do ato médico e abusos de propaganda e publicidades, que podem resulta em processos éticos-disciplinares. Assim, é abordado

Letícia de Paula

5 min há 66 dias
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