Hipertensão intracraniana: como deve ser realizado o tratamento

Ao entender do que se trata e como o paciente com hipertensão intracraniana (HIC) se apresenta é importante tratá-lo de maneira urgente. Já que o trauma cranioencefálico é a principal causa de hipertensão intracraniana, é importante que você saiba classificá-lo a fim oferecer o tratamento adequado para o seu paciente. Classificação e monitorização do paciente A escala de coma de Glasgow é a referência para caracterizar o TCE. Figura 1: Escala de Coma de Glasgow. Assim, ele pode ser graduado em: Leve: pontuação de 13 a 14 Moderado: pontuação de 9 a 12 Grave: pontuação menor ou igual a 8 Identificada a gravidade do TCE do seu paciente, o próximo passo é garantir uma monitorização constante, especialmente hemodinâmica. Isso conduzirá as tomadas de decisões da equipe a respeito da condição do paciente. A monitorização não invasiva dos parâmetros vitais pode ser feita através do Doppler Transcraniano, mensurando a velocidade do fluxo sanguíneo e das pressões na circulação cerebral. Já a atividade elétrica do cérebro pode ser monitorada pelo Eletroencefalograma. Esse exame também permite avaliar a presença de atividade convulsiva e o nível da sedação. A pressão intracraniana (PIC) também deve ser monitorada, mas em situações específicas de TCE de diferentes níveis de gravidade, sendo: Grave (GCS < 9) com tomografia de crânio alterada (hematoma, contusão, edema, herniação, cisternas da base fechadas) Grave com hipotensão (PAS < 90), idade > 40 anos ou postura anormalModerado (GCS 9-12) com lesão produzindo efeito de massa Outros parâmetros também devem ser acompanhados pelo médico, como a temperatura do parênquima cerebral,

Sanar Pós Graduação

6 min há 16 dias

Hipertensão intracraniana (HIC): visão geral e quadro clínico

A hipertensão intracraniana é muito frequente em pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Dessa forma, é muito importante que você, médico(a), saiba identificar o mais precocemente possível se o seu paciente apresenta essa condição. Para complementar seu raciocínio, entenda melhor a etiologia da HIC! O que é a hipertensão intracraniana? A hipertensão intracraniana (HIC) é o aumento da pressão dentro do crânio e ao redor da medula espinhal. Condições que podem levar à HIC são aquelas que aumentam a quantidade de líquido cerebral ou do tamanho do cérebro, como hidrocefalia, tumor cerebral, AVC, infecções cerebrais, traumatismo cranioencefálico (TEC), a causa mais comum, dentre outras. Identificando valores anormais de PIC A fim de relembrar os conceitos de hipertensão intracraniana, é importante destacar a doutrina de Monro-Kellie. Ela preconiza que o volume craniano é fixo, distribuído entre volume arterial e venoso, o parênquima encefálico e o líquor. No entanto, ao surgir um quinto elemento, como uma hemorragia, por exemplo, algum outro componente terá que ser reduzido, já que o volume do crânio, como dito, é fixo. Inicialmente, haverá uma redução do volume venoso e do líquido cerebroespinhal, como estratégia de compensação. Diante disso, com o avançar do aumento de pressão, acontece uma diminuição da pressão arterial, ou seja, a redução da Pressão de Perfusão Cerebral. Esse último evento gera a hipoxemia e isquemia e esses são os principais motivos pelos quais a hipertensão intracraniana deve ser tratada com urgência. Figura 1: Demonstração da doutrina de Monro-Kellie. Fonte: Medicina Intensiva Abordagem Prática, 3ª ed.

Sanar Pós Graduação

4 min há 18 dias

Tratamento da Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM)

Entendido como prevenir a pneumonia associada à ventilação mecânica, chegou a hora de aprender o tratamento da Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM). 4 fatores importantes no tratamento da PAVM Uma vez optado por iniciar antibioticoterapia, é essencial que o médico leve em consideração quatro itens para que o tratamento da Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica seja eficiente: O patógeno causador mais provávelEscolha de antibióticos empíricos adequados ao(s) patógeno(s) suspeito(s). Ajuste da terapia após resultados definitivos da microbiologiaTempo de tratamento Antibioticoterapia na Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM): Existem inúmeras diretrizes com sugestões relacionadas à escolha dos antibióticos para a terapia empírica inicial. Porém, a recomendação mais segura é a de basear essa escolha na flora e no perfil de patógenos encontrados na unidade de saúde. A decisão engessada apenas à literatura pode causar risco significativo aos pacientes. Além disso, o início precoce da terapia também se mostra de extrema importância para o sucesso no tratamento da PAVM. A importância da multirresistência no tratamento da PAVM As últimas diretrizes da ATS/ODSA ressaltam a importância de entender a relação da unidade de saúde em questão com patógenos multirresistentes (PMR). A presença de fatores de risco para PAVM (colocar link) causada por PMR deve servir como guia na escolha dos antibióticos para o tratamento empírico inicial. Figura 1: Resumindo as recomendações atuais para a antibioticoterapia empírica inicial. Fonte: Medicina Intensiva Abordagem Prática, 3ª ed. Também é de fundamental importância obter uma amostra do trato respiratório inferior antes do início do antibiótico empírico.

Sanar Pós Graduação

5 min há 21 dias

Morte encefálica: como aplicar o protocolo?

O protocolo de morte encefálica é considerada, pelo Conselho Federal de Medicina, de caráter urgente. Ele é preciso e padronizado, para que possa ser realizado por todos os médicos no Brasil. Ter conhecimento sobre esse processo é indispensável para todo médico, sobretudo quando atuante em Unidade de Terapia Intensiva, lidando quase que constantemente com a finitude da vida. Por esse motivo, você, médico, deve entender o que é a morte encefálica e compreender o processo para que ela seja determinada. A determinação da morte encefálica Antes que a avaliação da morte encefálica tenha início, a família do paciente deve ser notificada. Assim, é possível que ela tenha o direito de acionar um médico que seja de sua confiança, que pode acompanhar todos os procedimentos. Outro ponto importante é ter em mente que cada equipe tem um papel distinto. A equipe que está cuidando do paciente e a equipe que aborda a questão da doação de órgãos com a família são diferentes. Por fim, os procedimentos que atestam a morte encefálica podem ser realizados apenas em pacientes que estejam em coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente. A determinação da morte encefálica pode ser dividida didaticamente da seguinte maneira: Fase preparatória: Identificar a causa da morte Afastar diagnósticos conflitantes Fase de exame: Otimização do paciente Pré-oxigenação Exame neurológico inicial: a tríade coma, arreflexia e apneia Repetição dos itens anteriores dessa fase após um intervalo adequadoFase de exame documental: Preenchimento dos formulários Comunicação à família do resultado Comunicação aos órgãos de saúde responsáveis Na fase preparatória, ao identificar a causa da morte

Sanar Pós Graduação

6 min há 22 dias

Pneumonia associada à ventilação mecânica: como prevenir

A Pneumonia associada à ventilação mecânica é muito comum na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Portanto, é uma doença adquira no hospital. Por ser uma importante causa de morbidade e mortalidade, a PAVM é considerada um marcador de gravidade e assim, os pacientes precisam de um maior suporte, ficando por mais tempo na UTI e de ventilação mecânica. A mortalidade estimada é em torno de 10%, aumentando em pacientes cirúrgicos e com pontuação de gravidade na admissão. O que é a PAVM? É um tipo de pneumonia adquirida no hospital desenvolvida após 48 a 72h de intubação endotraqueal. Apesar disso, se após a 24h da extubação do paciente ela for diagnosticada, ainda assim é considerada pneumonia associada a ventilação. O manejo de um paciente com pneumonia associada à ventilação mecânica é variado a depender do serviço, mas você, médico, deve ter em mente duas abordagens à beira-leito: Diagnóstico clínico Microbiológico A etiologia da PAV envolve a colonização da cavidade oral, bem como a microaspiração de secreção colonizada para a via aérea, a via hematogênica e a contaminação do biofilme do tubo endotraqueal. Entendido isso, você deve ter conhecimento sobre o perfil da flora microbiana da unidade em que trabalha, para que a conduta terapêutica escolhida seja o mais precoce e assertiva possível. De antemão, os microrganismos mais comuns são a Pseudomonas aeruginosa e o Staphylococcus aureus. Quais são os fatores de risco para a pneumonia associada à ventilação mecânica? Existem muitos fatores de risco para a pneumonia associada à ventilação mecânica, mas é intuitivo

Sanar Pós Graduação

5 min há 24 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Áreas
Ciclos da medicina
Política de Privacidade © Copyright, Todos os direitos reservados.