Nefropatia Diabética: compreensão e cuidado | Colunistas

A Nefropatia Diabética (ND) se caracteriza pela perda da funcionalidade a nível microvascular que acaba gerando a deficiência gradativa da funcionalidade renal, o que se dá por modificações estruturais que levam à proteinúria. Outras circunstâncias também podem estar correlacionadas com a ND: Aumento paulatino da dislipidemia;Diminuição da Taxa de Filtração Glomerular;Maior probabilidade de óbito em indivíduos portadores de Diabetes Mellitus (DM);Aumento no número de óbitos por complicações cardiovasculares. A ND traz à tona a necessidade de identificação dos Fatores de Risco (FR) que culminam com essa comorbidade, em especial, pois, quando detectados previamente, são capazes de evitar a progressão nos pacientes em risco e/ou a cronicidade da doença. Principais fatores de risco Tais fatores podem ser divididos em duas formas: os genéticos, e os não genéticos. Sugere-se que, indivíduos portadores de DM, afetados pela ND, tenham forte predisposição genética. Além do que, fatores genéticos, influenciam o desenvolvimento de síndromes metabólicas que apresentam relação tanto com a DM, quanto com a proteinúria. E, ainda, há a relação dos níveis pressóricos elevados nos progenitores de indivíduos com DM tipo 1 que desenvolveram ND, elevando o risco destes apresentarem proteinúria. Como fatores não genéticos, pode-se citar o controle do nível glicêmico e o pressórico inadequado, a hiperfiltração glomerular, o tabagismo, os níveis elevados de colesterol, a retinopatia diabética e de neuropatia autonômica, e os índices elevados de albuminúria. Tanto o controle da glicemia, quanto a intervenção precoce na Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), pode diminuir a possibilidade de progressão para nefropatia, e na prevenção das complicações microvasculares. A prática do tabagismo e do etilismo também eleva o risco do desenvolvimento e do agravamento da ND. Fato que torna favorável a presença

Luciano Guimarães

5 min há 125 dias

Síndrome Nefrítica x Síndrome Nefrótica

As síndromes Nefrítica e nefrótica são duas grandes entidades da nefrologia, agrupando um enorme número de doenças e tipos de lesão renal. Está com dúvida na hora de diferenciar? Nós te ajudamos a não se esquecer mais. Anatomia Básica do glomérulo Anatomia do glomérulo – Princípios de nefrologia, Riella. O glomérulo é uma estrutura complexa que tem a função de filtrar o sangue que chega ao rim, evitando que certas moléculas, como as proteínas e as hemácias, sejam perdidas pela filtração. A composição dessa barreira é feita por três estruturas cruciais: o endotélio capilar, a membrana basal e o epitélio visceral. Perceba que o endotélio do capilar glomerular é fenestrado, para permitir a passagem do filtrado, a membrana basal por sua vez é uma estrutura contínua, que envolve quase todo o capilar, isso mesmo, ‘’quase todo’’! Perceba que em sua porção central os capilares estão unidos um ao outro pelo mesângio, um tecido que não permite a filtração e funciona como sustentação para as alças. A terceira e não menos importante estrutura é o epitélio visceral, que também possui fenestrações e pequenas estruturas chamadas podócitos, que são uma barreira mecânica e também elétrica, repelindo proteínas de carga negativa. Quando essas barreiras são quebradas, teremos a presença de elementos anormais no sedimento urinário, originando a proteinúria e hematúria, que são encontradas nas síndromes que vamos tratar agora. Síndrome Nefrítica       As glomerulonefrites são processos infecciosos agudos que acometem o glomérulo, acarretando retenção de sódio pela dificuldade de excreção. Essa retenção pode levar ao edema e a hipertensão. Ocorre também ruptura e lesão de pequenas alças capilares, a barreira de filtração perde sua integridade, fazendo com que possam surgir na urina proteínas e hemácias. O

Sthefany Indiara

3 min há 180 dias

Farmacocinética: descomplicando conceitos da farmacologia | Colunistas

Introdução A farmacocinética é uma parte essencial para o estudo da farmacologia, já que ajuda na compreensão da atuação de tais fármacos no organismo. A farmacocinética estuda o caminho do fármaco no organismo, desde a sua administração, absorção, distribuição e metabolismo, até a sua excreção. Cada uma dessas etapas pode afetar positiva ou negativamente a ação do fármaco, dependendo da forma como for aproveitada – por exemplo, a absorção de fármacos como o omeprazol se dá de forma mais eficiente quando se está de jejum. Farmacocinética O estudo da farmacocinética é essencial para determinar a efetividade clínica de um medicamento, já que é a partir dela que saberemos os caminhos dos fármacos no organismo, se ele foi bem-sucedido em ultrapassar barreiras fisiológicas e em sua distribuição nos órgãos-alvo. A farmacocinética, dessa forma, compreende o estudo do caminho do fármaco no corpo humano, desde a sua administração até a sua metabolização ou excreção, passando por várias etapas, como a absorção, a distribuição e a metabolização. Durante esse estudo, adquire-se conhecimento sobre o que pode facilitar ou dificultar a absorção de um determinado fármaco, o que pode ser feito para melhorar sua distribuição, e, também muito importante, é possível determinar interações medicamentosas que podem ocorrer em diferentes fases, como na metabolização dos fármacos no fígado. A farmacocinética se divide em absorção, distribuição, metabolização e excreção. Na absorção, é importante aprender sobre os diferentes locais em que ela pode ocorrer e as barreiras fisiológicas que dificultam o processo absortivo; já na distribuição, estuda-se os caminhos dos medicamentos até chegarem ao órgão-alvo, seja pela corrente sanguínea ou linfática; no metabolismo dos fármacos, vê-se que eles podem ser transformados em metabólitos inativos, prontos para excreção, ou até mesmo

Stephanie Liberatori

7 min há 212 dias

Anatomia e fisiologia dos Rins | Colunistas

O Sistema renal é constituído por dois órgãos denominados rins, os quais realizam a maior parte das funções de excreção, filtrando o sangue e recolhendo deste os resíduos metabólicos de todas as células do corpo (DI DIO, 1999; GARDNER, 1998; MOORE, 2007). Este sistema apresenta estruturas condutoras chamadas de vias urinárias que são, pelve renal, ureteres, bexiga urinária e uretra, estes são responsáveis por retirar e conduzir a urina, produzida pelos rins, juntamente com sais minerais, metabólitos, íons e todo tipo de substância que esteja em excesso para fora do organismo. A urina produzida pelos rins é o veículo no qual há eliminação de água, sais minerais, íons, resíduos metabólicos, enfim, substâncias que em excesso causam um desequilíbrio fisiológico em nosso organismo (DI DIO, 1999; GARDNER, 1998; DOUGLAS, 2001/2002 A, B, C; DÂNGELO; FATTINI, 2006; MOORE,2007). Anatomia renal Os rins são dois órgãos do nosso corpo que se encontram na porção mais posterior do abdome, sendo, então, órgãos retroperitoneais. Com seu formato comparado com um grão de feijão, tem um tamanho de aproximadamente 12 cm de cima a baixo, 6 cm de direita à esquerda e 3 cm de frente para trás. Encontram-se um em cada lado do corpo, um direito e um esquerdo, sendo que o rim direito está a nível das vértebras L1 a L3, um pouco mais baixo que o esquerdo, que se encontra a nível das vértebras T11 a L2, por conta do fígado que ocupa um pequeno espaço que o rim direito deveria ocupar, empurrando-o ligeiramente abaixo. Ambos possuem cor vermelho escuro no córtex renal e na medula renal a coloração está mais rosada e seu peso varia de 120 a

Ysa Souza

5 min há 238 dias

Manejo da Oligúria | Colunistas

A lesão renal aguda (LRA) associa-se a alta taxa de mortalidade, apesar de todos avanços na medicina. De fato, a taxa de mortalidade por LRA mantém-se elevada, e aparentemente nenhum recurso terapêutico foi relacionado até o momento a qualquer melhora na sobrevida. Além disso, nos últimos anos, ficou estabelecido que LRA leva a maior risco de desenvolvimento de doença renal crônica (DRC), com risco de progressão para terapia dialítica definitiva, DRC estágio 5.             Apresenta uma incidência global em pacientes hospitalizados em torno de 22%; até 67% dos pacientes em UTI; e até 50% no choque séptico com mortalidade associada de 70% aproximadamente.             Fatores de risco para LRA são: idade avançada, DRC preexistente, hipertensão arterial sistêmica, proteinúria, diabete melito, doença hepática crônica, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença vascular periférica, neoplasias malignas, anemia, paciente em terapia intensiva, sepse, trauma, cirurgia cardíaca, cirurgia de grande porte não cardíaca, uso de contrastes radiológicos, sobrecarga de fluidos, ressuscitação volêmica com coloides sintéticos, toxicidade por medicamentos, interações medicamentosas, drogas potencialmente nefrotóxicas, procedimentos de emergência. A redução do volume urinário é um problema frequente na prática médica, clínica ou cirúrgica. O manejo inicial apropriado do paciente depende da habilidade em avaliar o estado volêmico/função cardíaca.             Volume urinário menor que 400 ml em 24 horas é definido como oligúria. Ausência de urina (anúria) é sugestiva de obstrução mecânica da bexiga ou da SVD, caso presente, até que se prove o contrário.             Lembrar que o aumento da creatinina sérica e a oligúria são frequentemente marcadores tardios de LRA. Novos biomarcadores (NGAL, KIM-1, TIMP-2, IGFBP-7) estão em estudo para permitir abordagens novas e precoces dos pacientes com LRA.             Existe dor

Rodrigo Coelho Rios

8 min há 246 dias

Glomérulo renal | Colunistas

Introdução Achados como proteinúria e hematúria, no sumário de urina, te fazem pensar em sinais de alerta para doenças renais? Já ouviu falar em síndromes nefróticas, síndromes nefríticas ou em glomerulonefrites? Todos esses conceitos são decorrentes de falhas associadas a uma das principais estruturas responsáveis pela homeostasia do corpo: o glomérulo renal. O que é o Glomérulo renal? A urina é o meio de excreção dos resíduos corporais, bem como também da água, eletrólitos e não eletrólitos em excesso no organismo. Produzida nos rins, é conduzida pelos ureteres até a bexiga, na qual é armazenada para que seja eliminada através da uretra. No entanto, o que determina a composição da urina são os inúmeros processos de filtração, absorção e secreção que ocorrem nas unidades funcionais dos rins: os néfrons. Estruturas que, por sua vez, são formadas pelo corpúsculo renal (ou de Malpighi) – constituído da associação entre glomérulo, cápsula de Bowman e mesângio – e por um conjunto de túbulos e tubos com propriedades e funções específicas. O glomérulo renal consiste na principal unidade de filtração sanguínea, que irá auxiliar na reabsorção de líquidos e solutos, concomitantemente à formação da urina. Ele é formado por um tufo de capilares fenestrados que são originados de subdivisões da arteríola aferente, no momento em que penetra no polo vascular do corpúsculo renal. Dessa maneira, o sangue arterial chega ao glomérulo por meio da arteríola aferente, circula pelas alças de capilares, onde é filtrado, e retorna à corrente sanguínea pela arteríola eferente, também pelo polo vascular; enquanto isso, os líquidos e substâncias que atravessam a barreira de filtração glomerular para o espaço capsular são captados pelo túbulo contorcido proximal, no polo urinário, para, futuramente, serem reabsorvidos ou

Maria Beatriz Neves

8 min há 270 dias
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