Resumo sobre Neurônios

Tecido nervoso O tecido nervoso é formado por dois componentes: os neurônios, que são células funcionais, e células da glia ou da neuróglia, cuja função é fornecer suporte aos neurônios e participar de funções importantes para a sua atividade.  O tecido nervoso é distribuído pelo organismo, interligando-se e formando uma rede de comunicações, que constitui o sistema nervoso. Anatomicamente, esse sistema é dividido em: Sistema nervoso central (SNC), formado pelo encéfalo e pela medula espinal.Sistema nervoso periférico (SNP), formado pelos nervos e por pequenos agregados de células nervosas denominados gânglios nervosos. Os nervos são constituídos basicamente por prolongamentos dos neurônios, cujos corpos celulares se situam no SNC ou nos gânglios nervosos. No SNC os corpos celulares dos neurônios e os seus prolongamentos concentram-se em locais diferentes, sendo reconhecidas no encéfalo e na medula espinal duas porções distintas, denominadas, respectivamente, substância cinzenta e substância branca.  Os neurônios têm a propriedade de responder a estímulos nervosos, através da diferença de potencial elétrico que existe entre as superfícies externa e interna da sua membrana celular. Este estímulo pode propagar-se sob a forma de impulso nervoso, cuja função é transmitir sinalizações a outros neurônios, células musculares ou glandulares.  Os neurônios formam circuitos por meio de seus numerosos prolongamentos. Tais circuitos ou redes neuronais são de diversos tamanhos e complexidades. Na maioria das vezes, dois ou mais circuitos interagem para executar uma função.  Neurônios Neurônios, ou também conhecidos como células nervosas, são responsáveis pela recepção e pelo processamento de informações. Esta ação culmina na transmissão de um sinal, através da liberação de neurotransmissores e de outras moléculas informacionais. Dessa maneira, podem atuar em diversas atividades do organismo. 

Sanar

6 min há 176 dias

Reflexos do Tronco Encefálico | Colunistas

Componentes do tronco encefálico O tronco encefálico é uma parte do sistema nervoso central, localizado entre a medula espinhal e o diencéfalo, anteriormente ao cerebelo. Ele é composto pelo mesencéfalo, ponte e bulbo, no sentido cranial para caudal. O bulbo é o local onde se encontram os centros respiratório, o vasomotor e o do vômito.A ponte contém fibras descendentes do córtex para a medula e cerebelo em sua base e seu tegmento, fibras ascendentes, descendentes, transversais e núcleos dos nervos cranianos.No mesencéfalo, o teto está relacionado com funções sensoriais e motoras, enquanto sua base é formada por fibras descendentes do córtex cerebral. No interior do tronco encefálico estão alojados a formação reticular e os núcleos da maioria dos nervos cranianos (exceto o NC I e II), os quais: O III par craniano é o oculomotor, que é responsável pela motricidade ocular extrínseca e intrínseca (controla os músculos reto medial, reto superior, reto inferior, oblíquo inferior e o elevador da pálpebra superior, como também o músculo ciliar e esfíncter da pupila).O IV par craniano é o troclear, ele controla parte da motricidade extrínseca do olho, o músculo oblíquo superior.O V par craniano é o trigêmeo, possui função mista, inervação motora dos músculos mastigatórios e, sensitiva da face e sensitiva geral da língua (2/3 anteriores).O VI par craniano é o abducente, ele controla o músculo reto lateral, que faz parte da motricidade extrínseca do olho.O VII par craniano é o facial, também é um nervo misto, o qual possui como função a gustação dos 2/3 anteriores da língua, motricidade dos músculos mímicos e inervação autonômica parassimpática das glândulas submandibulares, sublinguais e lacrimais.O VII par craniano é o vestibulococlear, nervo sensitivo, responsável pela audição e equilíbrio (parte coclear e

Paula Vaccarezza

7 min há 189 dias

Resumo: AVE e Endocardite | Ligas

Introdução A incidência de endocardite infecciosa (EI) é particularmente reduzida, porém, sabe-se que o acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico apresenta etiologia identificada como cardioembólica em 20% dos casos tratando-se de uma das mais graves complicações de endocardite infecciosa. O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é classificado de acordo com sua causa, em dois tipos: isquêmico (AVEi) e o hemorrágico (AVEh), sendo que ambos resultam em comprometimento da função cerebral normal. Os organismos causadores de endocardite penetram na corrente sanguínea a partir de superfícies mucosas, de focos de infecção ou da pele e produzem estruturas que facilitam a adesão ao endotélio lesado ou ao trombo. Diversas espécies de bactérias e fungos caracterizam-se como responsáveis por esta patologia. Tarasoutchi et al (2011) citam que, no Brasil a endocardite tem um nível de incidência predominante em idosos e pacientes hospitalizados, sendo ainda constantemente associada a portadores de próteses cardíacas, cateteres e fios de marca-passo. De acordo com Lockhar (2013), a descoberta sobre a bacteremia por streptococcus do grupo viridans como um fator causador da endocardite, levou ao entendimento de que a falta de higiene oral e a realização de procedimentos dentários associavam-se a fonte da infecção. A caracterização de que os pacientes apresentam bacteremias espontâneas transitórias, de origem gengival e dentária, em atividades cotidianas tornam-se desta forma bastante evidentes. As atividades diárias básicas, como escovação de dentes, uso de fio dental, uso de palito de dentes e mastigação podem desta forma estar associadas a bacteremia. A endocardite e o AVE são patologias que geram disfunções severas e geradoras de incapacidades funcionais. Vascularização encefálica O encéfalo encontra-se vascularizado pelos sistemas carotídeo interno e vértebro-basilar. Em sequência ocorre a

LARCS

9 min há 231 dias

Nervo hipoglosso: da anatomia à clínica | Colunistas

O nervo hipoglosso, representado pelo XII par craniano, apresenta características somáticas, motoras e majoritariamente eferentes, sendo de grande relevância para processos fundamentais à vida humana, como comunicação e alimentação, uma vez que é responsável pela inervação dos músculos que movimentam a língua. No presente artigo serão abordados aspectos neuroanatômicos e funcionais do XII par, bem como sua função associada aos músculos por ele inervados. Serão abordados também aspectos clínicos das disfunções do hipoglosso e suas etiologias, bem como seus sinais, sintomas e diagnóstico, cruciais para identificação, tratamento e consequente melhora da qualidade de vida de pacientes acometidos.   Aspectos neuroanatômicos             O nervo hipoglosso ou XII par craniano, classificado como somático, motor e eferente, possui origem real nos chamados núcleos do hipoglosso, localizados no tronco encefálico, ao nível do denominado trígono do hipoglosso. Sua origem encefálica aparente se dá através do sulco lateral anterior do bulbo, enquanto que sua origem craniana é dada por meio do canal do hipoglosso, na base do crânio. Em seu trajeto descendente, em direção aos músculos linguais, acumula fibras oriundas dos nervos espinais C1 e C2. Emite diversos ramos ao longo de seu trajeto, o qual se dá majoritariamente próximo à borda lateral da artéria carótida interna, acompanhando-a até as cercanias da bifurcação carotídea. Tais ramos são responsáveis pela inervação de distintos músculos linguais. O XII par craniano tem sua função motora classificada como ipsilateral em relação aos seus núcleos, embora a comunicação entre o córtex cerebral e estes, mediado pelo trato corticonuclear, se dê de forma bilateral predominantemente cruzada. As informações corticais enviadas aos núcleos do hipoglosso têm origem nas porções do giro pré-central próximas à fissura lateral, sendo esta região amplamente desenvolvida em seres humanos em relação a outros primatas.  

Gabriel Salvestro

5 min há 256 dias

Nervos cranianos: domine o assunto! | Colunistas

Os nervos cranianos são distribuídos em 12 pares que se originam do tronco encefálico, com exceção dos dois primeiros (I e II) – que são, na verdade, parte do sistema nervoso central (SNC) e, dessa forma, não têm características morfológicas de nervo, e sim de tecido cerebral – e do ramo externo do XI, que se origina na medula cervical. [1,2] Figura 1: Nervos Cranianos Fonte: Neurociência: desvendando o sistema nervoso, 2017 Cada par de nervo craniano possui um nome e um número romano correspondente. Alguns fazem parte do SNC, outros fazem parte do sistema nervoso periférico (SNP) somático e outros, ainda, são do SNP visceral. Além disso, é importante saber que os nervos cranianos possuem núcleos no mesencéfalo, na ponte e no bulbo. [2] Muitos nervos cranianos contêm uma mistura complexa de axônios que realizam diferentes funções. O conhecimento dos nervos e de suas diversas funções é extremamente importante e tem muito valor como auxílio no diagnóstico de diferentes distúrbios neurológicos. E então, vamos conhecê-los melhor? Resumão que salva! Figura 2 – Características dos nervos cranianos (I – IV) Fonte: Anatomia orientada para clínica, 2014 Figura 3 – Características dos nervos cranianos (V – VIII) Fonte: Anatomia orientada para clínica, 2014 Figura 4 – Característica dos nervos cranianos (IX – XII) Fonte: Anatomia orientada para clínica, 2014 Tipos de lesões dos nervos cranianos e achados clínicos Figura 5 – Lesões dos nervos cranianos (I – VI) Fonte: Anatomia orientada para clínica, 2014 Figura 6 – Lesões dos nervos cranianos (VII – XII)    

Daiane Lima

8 min há 263 dias

Nervo acessório: o esquecido | Colunistas

O nervo acessório, também conhecido como XI par dos nervos cranianos, é uma das partes que gosto de chamar de injustiçadas da neuroanatomia. Ficamos tão preocupados com outras estruturas “mais nobres”, que este pobre nervo acaba passando despercebido. Então hoje resolvi vestir minha capa e defendê-lo, mostrando que deve sim ser lembrado, pois, além de interessante – diria, inclusive, polêmico –, tem relevâncias clínicas. Localização da origem do nervo acessório Imagem disponível em: https://www.tuasaude.com/nervo-vago/ Recordando sua anatomia             Para me auxiliar nesta tarefa, resolvi desempoeirar o grande Machado (não o de Assis, mas sim da neuroanatomia) para me ajudar. Ele nos revela que o nervo acessório é composto por duas raízes: uma craniana (ou bulbar) e uma espinhal.             A raiz espinhal surge da face lateral dos cinco ou seis primeiros segmentos cervicais da medula, que se juntam e penetram o crânio pelo forame magno, para se juntarem à raiz bulbar, que, por sua vez, emerge do sulco lateral posterior do bulbo, formando um único tronco.             Este tronco comum atravessa o forame jugular na companhia dos nervos glossofaríngeo e vago (as “primas blogueiras” do acessório), e se dividirá novamente em dois ramos: o externo, que contém as fibras da raiz espinhal e inerva os músculos trapézio e esternocleidomastóideo, e o interno, que contém fibras da raiz bulbar, que se une ao vago e distribui-se com ele.             O ramo interno possui dois tipos de fibras: as eferentes viscerais especiais, responsáveis pela inervação dos músculos da laringe através do nosso conhecidíssimo nervo laríngeo recorrente, e as eferentes viscerais gerais, que inervam vísceras torácicas com as fibras do nervo vago (e você aí creditando tudo ao vago, não é?!).

Bárbara Galardino

4 min há 280 dias
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