Impactos neuropatológicos do covid-19 | Colunistas

Apesar de atualmente a população ter pelo menos um breve conhecimento de que a Covid-19 se trata de uma infecção respiratória aguda com uma alta taxa de transmissibilidade pelo mundo, e que pode se manifestar de diversas maneiras em indivíduos diferentes, as sequelas que a doença pode deixar são pouco comentadas ou muitas vezes podem ser distribuídas de forma farsante – principalmente as sequelas neurológicas. Mesmo que outros sistemas do corpo humano também venham sendo afetados por este problema, o Sistema Nervoso Central apresenta sua imparcialidade, por ter uma maior dificuldade de contaminação (devido a Barreira Hematoencefálica), e mesmo assim, está gerando grandes impactos neurológicos nos pacientes. Devido a isso, provavelmente no futuro os médicos ainda terão que lidar com as alterações para garantir qualidade de vida aos pós-infectados. A SINTOMATOLOGIA NEUROLÓGICA Os sintomas neurológicos mesmo que não retratados em todos os pacientes, quando surgem, comumente trata-se de tonturas, cefaleias, alterações de consciência, convulsões, síndromes neuropsiquiátricas, ataxias e eventos cerebrovasculares agudos. Visto que, a brutalidade de cada manifestação pode variar de leve (cefaleias), até a predisposição de Doenças Cerebrovasculares Agudas (principalmente em pessoas com diagnóstico de comorbidades como Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus). Em casos mais raros, também já foram relatados o aparecimento de Síndromes como de Guillain-Barré e de Miller-Fisher. Entretanto, as intercorrências neuropatológicas têm surgido em média de 3 a 4 dias após o início dos sintomas respiratórios frequentes ou em pacientes já com estado de agravo. OS PILARES FISIOPATOLÓGICOS DA VIRULÊNCIA NEURAL Estudos ainda seguem em produção sobre essa questão, assim como sobre o vírus inteiramente, porém recentemente foi elaborada uma confirmação de Três Pilares Fisiopatológicos capazes de explicar essa Virulência Neural, que estão apresentados na literatura médica. São

Emily S. Silveira

4 min há 108 dias

Resumo da hidrocefalia: causas e consequências | Colunistas

DEFINIÇÃO A hidrocefalia não é definida como uma doença, mas sim, uma condição patológica na qual verifica-se um aumento anormal na quantidade de líquido cefalorraquidiano (LCR) ou líquor, em qualquer parte do sistema ventricular levando à dilatação dos ventrículos e consequente aumento da Pressão Intracraniana. Ocorre quando a produção, drenagem ou circulação do LCR está prejudicada e, quando não descoberto e tratado o mais breve possível, esse aumento de volume do líquor pode gerar inúmeras consequências para o paciente, inclusive fatais. Além disso, os sinais e sintomas da Hidrocefalia podem ser muito variáveis, e irão depender da rapidez com que a mesma se manifestará, e do seu tipo, comunicante ou não comunicante. ANATOMIA Meninges O encéfalo é protegido por três membranas constituídas de tecido conectivo, as chamadas meninges. A mais externa e rígida é a dura-máter, a qual liga-se ao crânio. A camada do meio é a aracnoide-máter, que reveste a dura-máter. A última camada e mais interna, chamada de pia-máter, liga-se diretamente ao parênquima cerebral, acompanhando todos os giros e sulcos. Entre estas membranas encontram-se alguns espaços: 1- Espaço epidural: também chamado de peridural ou extradural, localizado entre o crânio e a dura-máter. 2- Espaço subdural: originado em casos de traumatismos, localizado entre a dura-máter e a aracnoide. 3- Espaço subaracnoide: localizado entre a aracnoide e a pia-máter; contém os vasos que compõem a barreira hematoencefálica, e participa da circulação do líquor.  Sistema Ventricular O sistema ventricular é composto pelos ventrículos laterais, terceiro e quarto ventrículos. Compondo suas paredes, microscopicamente encontram-se algumas dobras vascularizadas da meninge pia-máter dispostas em pregas que formam vilosidades, a chamada tela corioide. Esta é recoberta

Paola

6 min há 108 dias

Resumo da Neuropatia Hereditária Sensorial e Autonômica: epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento | Colunistas

Definição A neuropatia hereditária sensorial e autonômica (NHSA)  é uma patologia rara e autossômica, caracterizada pela ausência das reações aos estímulos dolorosos pelo indivíduo. Pode ser chamada também de insensibilidade congênita à dor e, até o momento são classificadas em 5 tipos, cada tipo com seus achados clínicos e não há cura para essa condição. Epidemiologia da Neuropatia Hereditária Sensorial e Autonômica A prevalência de NHSA é muito baixa e há poucos registros epidemiológicos por tratar-se de uma patologia rara. Porém, estima-se que a NHSA atinja 1 a cada 1.000.000 de nascidos vivos. Além disso, sabe-se que dentre os 5 tipos de NHSA, a tipo 1 é a mais prevalente. Fisiopatologia Os mecanismos fisiopatológicos dessa doença e dos seus subtipos ainda não estão muito bem esclarecidos. Contudo, do ponto de vista genético, entende-se que a NSAH 1 é de origem autossômica dominante, enquanto NSAH tipos 2, 3, 4 e 5 são de origens autossômicas recessivas. Alguns estudos sugerem que os indivíduos portadores de NSAH, independentemente do tipo, possuem mutações nos genes responsáveis pelo desenvolvimentos das fibras nervosas dos axônios do tipo C e Aα de pequeno diâmetro, as quais transmitem sensação de dor. Contudo, cada tipo de NSAH possui suas particularidades na expressão de mutações gênicas e, consequentemente, produzindo diferentes tipos de alterações nas fibras nervosas. Nesse sentido, há o prejuízo de diversos componentes sensitivos da dor, destacando: os sensoriais-discriminatórios (relacionado aos sistemas espinais de condução rápida)  e os afetivos motivacionais (a qual é processada pelas estruturas da formação reticular do tronco encefálico e límbicas, que sofrem influência dos sistemas nociceptivos de condução espinal lenta). Quadro clínico da Neuropatia Hereditária Sensorial e Autonômica O quadro clínico da

Welerson dos Reis

3 min há 116 dias

Tecido nervoso: componentes | Colunistas

O tecido nervoso é constituído essencialmente por dois componentes: neurônios e células da glia. Juntos, dão vida ao sistema nervoso, um dos mais fascinantes sistemas, responsável por integrar os meios interno e externo do corpo humano. É graças a este sistema que você consegue, por exemplo, ler e entender este texto. Impressionante, não é mesmo!? Neurônios Fonte: http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/01/estrutura-neuronio.jpg Acredita-se que o corpo humano possua cerca de 86 bilhões de neurônios. Com formas e funções variadas, estas células conseguem receber, transmitir e processar os mais diversos estímulos, tal qual o aroma de uma flor ou a fadiga de um músculo em exercício. Um neurônio, ou célula nervosa, é composto histologicamente por corpo celular, axônio e dendritos. O corpo celular, ou pericário, é o centro metabólico da célula. É nele que ocorre a maior parte das reações celulares, pois contém as organelas e o núcleo da célula.  Do corpo celular partem dois prolongamentos: os dendritos e o axônio. Os dendritos são numerosos e curtos prolongamentos citoplasmáticos que recebem o impulso nervoso de outras células nervosas. Assemelham-se aos galhos de uma árvore e, por isso, o conjunto de dendritos é denominado árvore dendrítica. Conforme se afasta do corpo celular, o diâmetro dendrítico diminui, formando espinhas ou gêmulas. Estas pequenas estruturas possuem alta plasticidade morfológica e são o primeiro local de recepção do impulso nervoso.    O axônio, por sua vez, é um prolongamento citoplasmático que tem por função fundamental conduzir o impulso nervoso gerado no corpo celular até outras células. Este transporte é denominado anterógrado. Por outro lado, o transporte retrógrado é aquele em que o axônio conduz proteínas e outras substâncias da periferia para o corpo celular. Ao contrário dos

Rodrigo R. R. Teixeira

4 min há 136 dias

Traumatismo Cranioencefálico | Colunistas

O quê é: – É uma lesão do sistema nervoso de caráter traumático, ocasionado como consequência á alguma força física externa. – Geralmente, algumas causas desse evento são as quedas, com enfoque para os adultos de maior faixa etária e crianças, acidentes automobilísticos e meios comuns ligados aos meios de transporte, agressões físicas e atividades esportivas. – Este, após a injúria cerebral entra em um estado de lesão fisica ao tecido neural, a qual temporária ou permanentemente, incapacita à função cerebral. – É importante ressaltar que traumatismo cranioencefálico não é o mesmo que trauma cefálico. Epidemiologia: – O TCE é tido como um dos principais fatores de morte e invalidez no atual cenário global. – Os mais acometidos por esse evento acidental e o sexo masculino de faixa etária jovem. – No brasil, é indicado que índices superiores a um milhão de indivíduos convivam com os danos neurológicos provindos do TCE. Mecanismo do trauma: – A organização estrutural do encéfalo pode ser abalada em razão do traumatismo, sendo estas maiores ou menores a variar com o impacto feito das forças envolvidas. As feridas são, habitualmente divididas em abertas e fechadas. – A seguinte sequência pode ser observada em um quadro de TCE, as quais são a fase inicial, marcada pelo insulto inicial, momento que ocorre as lesões primárias, a fase intermediária é embasada pelo comprometimento do balanço hidroeletrolítico junto à um processo inflamatório, que pode resultar até em edema cerebral e a fase final é caracterizada pelo surgimento das consequências, devido à alteração do circuito neuronal. – As lesões fechadas não resultam

Lanna Carvalho

11 min há 148 dias

Núcleos da base: considerações gerais | Colunistas

Introdução Os núcleos da base (NB) são um conjunto de estruturas cerebrais constituídos por massas de substância cinzenta localizadas profundamente à substância branca no telencéfalo, sendo eles: claustrum, corpo amigdaloide (ou amígdala), núcleo caudado, putâmen e globo pálido. Além destes, podem ser incluídos o núcleo basal de Meynert, o núcleo accumbens, a substância negra (no mesencéfalo) e o núcleo subtalâmico (no diencéfalo). A integração do núcleo caudado, do putâmen e do globo pálido formam o corpo estriado dorsal e os núcleos basal de Meynert e accumbens integram o corpo estriado ventral. O claustrum está entre o putâmen e o córtex da ínsulae tem conexões recíprocas com a maioria das áreas corticais, mas sua função ainda não é bem esclarecida.  A amígdala e o núcleo accumbens são estruturas com função importante no sistema límbico, responsável pela regulação de processos emocionais. O núcleo basal de Meynert é um dos componentes do sistema ativador ascendente, responsável por muitas das projeções colinérgicas para o encéfalo. Antigamente acreditava-se que os núcleos da base, especialmente o corpo estriado dorsal, estariam somente relacionados à funções motoras, pertencendo ao sistema extrapiramidal. No entanto, atualmente, sabe-se que essas estruturas também estão envolvidas em processos cognitivos, emocionais e motivacionais. Imagem 1: Núcleos da base e tálamo Imagem 1: Núcleos da base e tálamo. Fonte: Atlas de anatomia humana, Frank Netter 5a edição. Imagem 2: Núcleos da base, tálamo, cápsula interna e coroa radiada em vista lateral no interior de um hemisfério cerebral. Fonte: Neuroanatomia Funcional, Ângelo Machado. Corpo estriado Corpo estriado dorsal Componentes: núcleo caudado, putâmen e globo pálido Núcleo caudado: localizado no telencéfalo ao lado da parede

Stephanie Seif

4 min há 153 dias
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