Amamentação e Covid-19 | Colunistas

As principais condutas e estudos sobre as gestantes suspeitas ou infectadas por coronavirus ainda são escassas e até divergentes devido à contemporaneidade da pandemia da COVID-19. No entanto, através de discussões e contextualizações levando-se em consideração as recomendações oficiais brasileiras, é possível garantir a segurança do binômio mãe e feto. Sendo assim, as recomendações não são permanentes, podendo ser modificadas à medida que novas evidências forem surgindo. Além disso, analisou-se que algumas recomendações variam de acordo com o contexto local e de acordo com as condições individuais e associadas da gestante e do lactente. Gestantes infectadas com suspeita da Covid-19 No início da pandemia, a amamentação direta não foi recomendada durante o período de infecção da mãe por alguns analistas, a qual indicaram separação de ambos por pelo menos 2 semanas, em contraste outros ressaltaram a importância do aleitamento direto, devido aos inúmeros benefícios para a mãe e o filho, desde que obedecidas devidas profilaxias. O aleitamento materno e o contato pele a pele de recém nascidos de mães suspeitas deve ser realizado só e após até que as medidas de prevenção da contaminação ao bebê sejam adotadas, o que inclui banho da puérpera, troca de máscara, touca, camisola e lençóis. A indicação de banho do recém-nascido na primeira hora de vida é uma conduta individual e varia de acordo com as condições de cada instituição.   As mães suspeitas ou infectadas pelo Covid-19 deve manter a amamentação se estiver em bom estado geral e seguir cuidados higiênicos e orientações como o uso da máscara facial, cobrindo totalmente o nariz e a boca durante as mamadas além de evitar falar ou tossir. Em casos de espirro ou tosse e a cada nova mamada substituir de imediato

Lanna Carvalho

5 min há 32 dias

Diretriz: Hipertensão Arterial na Gestação da Sociedade Brasileira de Cardiologia | Ligas

A Diretriz sobre Hipertensão Arterial na Gestação foi elaborada em 2020 pelo Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA-SBC), pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), como parte das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Diante da atual relevância dos distúrbios hipertensivos na gestação, a diretriz aborda aspectos como epidemiologia, classificação, conceito e critérios diagnósticos, predição e prevenção, conduta, tratamento e riscos futuros. Dessa forma, busca esclarecer e auxiliar no manejo das pacientes com hipertensão arterial na gestação. Epidemiologia Ao redor do mundo, a Hipertensão Arterial (HA) na Gestação é uma das principais causas de mortalidade tanto materna quanto perinatal. A hipertensão crônica atinge algo entre 0,9 e 1,5% das grávidas, enquanto a pré-eclâmpsia (PE) provoca complicações em 2 a 8% das gestações. Especificamente no Brasil, a PE apresenta incidência de 1,5%, sendo a principal causa das intervenções de prematuridade eletiva. Já a incidência da eclâmpsia é estimada em 0,6%, de modo que a prevalência e a taxa de mortalidade materna variam de acordo com o grau de desenvolvimento das diferentes regiões do país. Classificação da Hipertensão Arterial na Gestação As definições e as classificações recomendadas são as propostas pelo comitê do American College of Obstetrician and Gynecologists (ACOG). Cabe destacar, entre as definições, o conceito de hipertensão gestacional, caracterizada por pressão arterial sistólica (PAS) ≥140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) ≥90 mmHg, ou ambas, medidas com, pelo menos, 4 horas de intervalo. A hipertensão gestacional grave é definida pela PAS ≥160 mmHg e/ou PAD ≥110 mmHg, ou ambas, também medidas com, no mínimo, 4 horas de intervalo. Em relação à classificação, a PE é

LADHAS UNIFAL-MG

4 min há 35 dias

Infecções do grupo T.O.R.C.H e seus impactos no curso da gestação | Colunistas

O que é T.O.R.C.H? O acrônimo T.O.R.C.H foi criado com o intuito de unir as infecções congênitas que possuem quadro clínico similar. São elas: Toxoplasmose: causada pelo protozoário Toxoplasma gondii;Rubéola: causada pelo Vírus da Rubéola, pertencente à família Togaviridae;Citomegalovírus: de agente etiológico Citomegalovírus;Herpes simples: de agente etiológico Vírus da Herpes Simples, o qual faz parte da família Herpesviridae. Toxoplasmose Sendo considerada como uma das infecções congênitas que faz parte do grupo T.O.R.C.H, a toxoplasmose é considerada uma zoonose que possui grande variação quando se diz respeito à epidemiologia, com sua prevalência se destacando, principalmente, nos países tropicais. Ainda, é importante pontuar que essa patologia possui três estágios evolutivos, os quais são denominados: taquizoíto (forma infectante que possui alta taxa de multiplicação, relacionando-se com a fase aguda da doença), bradizoíto (possui o cisto tecidual como característica importante e apresenta baixa taxa de multiplicação, fator que se relaciona com a fase latente da doença) e esporozoíto (estando intimamente ligado com sua eliminação através das fezes dos felinos, as quais são infectantes). Transmissão A transmissão da toxoplasmose pode ocorrer de diferentes formas, como por exemplo: por ingestão dos oocistos através de água ou alimento contaminado, bem como por contato direto com as fezes do felino. Além disso, pode haver transmissão vertical, isto é, quando a mulher adquire a infecção durante a gestação e, mais comumente na fase aguda, por via transplacentária, passa ao feto. De maneira menos frequente, caso a gestante já tenha tido toxoplasmose, pode ocorrer reativação da doença no organismo materno e, consequentemente, também resultar na transmissão vertical. Risco para o feto Quanto menor for a idade gestacional, ou seja, quanto mais prévio for esse

Maria Eduarda Laginestra

9 min há 36 dias

Por que a sorologia para rubéola não faz mais parte da rotina de exames pré-natais? | Colunistas

A rubéola é uma infecção viral, que nas últimas décadas, teve a incidência e a prevalência diminuídas drasticamente no Brasil. A recomendação do Ministério da Saúde, desde 2015, é de que não realize mais a sorologia para rubéola durante a rotina do pré-natal; já que é uma doença considerada extinta nas Américas. O que é a rubéola? A rubéola é uma infecção viral. A transmissão ocorre por secreções respiratórias. O período de incubação dura cerca de 2 semanas e pode ser transmissível por 7 dias após a instalação dos sintomas. As manifestações clínicas se iniciam com um quadro inespecífico de febra, linfadenopatia, artralgia e queixas respiratórias. Evolui com um rash cutâneo que se inicia na face a avança para tronco e extremidades. As complicações são encefalite, neurites, trombocitopenia hemorrágica e conjuntivite. Qual o problema da rubéola na gestação? A rubéola é uma doença com poucas repercussões clínicas importantes fora da gestação. Entretanto, quando a infecção ocorre na primeira metade da gestação, os efeitos teratogênicos são graves. Apesar de o vírus ser teratogênico, em alguns casos não ocorre transmissão vertical para o feto, logo, alguns recém-nascidos não terão malformações ou sequelas relacionadas à infecção. Como é o acometimento fetal na infecção por rubéola? O acometimento fetal pela infecção por rubéola resulta na rubéola congênita. A rubéola congênita tem uma tríade clássica, composta por malformação cardíaca, catarata e surdez.  As malformações cardíacas incluem defeito do septo interventricular, ducto arterioso patente, estenose pulmonar e coarctação de aorta. Outras alterações são do esqueleto, meningoencefalite, microcefalia, trombocitopenia, hepatoesplenomegalia, icterícia obstrutiva. Como acontecia o rastreio da rubéola no pré-natal? O rastreio para a rubéola no pré-natal era realizado com os

Caroline Silva

3 min há 49 dias

Os diferentes tipos de parto | Colunistas

Parto vaginal • A criança nasce naturalmente pelo canal vaginal. • O parto é conduzido, monitorizado e registrado pelo médico. A mulher será submetida à vários toques vaginais, a qual será avaliado á consistência e o esmaecimento do colo uterino e a dilatação. Tudo será  registrado no partograma, tais como o toque, o padrão de contração, a altura da cabeça do bebê, sendo este preenchido de hora em hora e objetiva anotar tudo o que ocorre.  • O médico se torna o agente ativo no período expulsivo do parto, auxiliando na extração fetal. • Pode ser feito com anestesia ou não. • Uso de ocitocina para indução, evolução e períodos clínicos do parto. • Quando o espaço para o bebê passar for insuficiente, é realizada uma episiotomia (corte cirúrgico feito na região perineal) auxiliando a expulsão do bebê e evita a  ruptura dos tecidos perineais. Vantagens • Permite o contato mais rápido entre a mãe e o filho. • Oportunidade da criança sugar no peito nos primeiros momentos de vida e reduz as doenças respiratórias nas crianças, uma vez que a força exigida no nascimento faz o bebê expelir o líquido presente no pulmão. • O estresse do trabalho de parto, permite a liberação de cortisol, a qual é muito importante para sensibilizar o miométrio, faz com que a ocitocina endógena seja produzida, promove as contrações uterinas, prevenindo quadros de atonia uterina pós parto e maturação pulmonar fetal. Além do cortisol, a liberação de prolactina é significativa, e contribui muito para a lactação. • Os bebês são introduzidos a uma microbiota vaginal normal, ou seja

Lanna Carvalho

21 min há 49 dias

Preparos que antecedem a reanimação em recém-nascidos com mais de 34 semanas | Colunistas

A reanimação neonatal diminui morbimortalidade dos neonatos. As principais etiologias de mortalidade neonatal no mundo são atribuídas em forma decrescente para complicações daprematuridade, eventos relacionados ao parto e infecções, sendo que a prevenção e o tratamento da última é um dos principais responsáveis pela redução no número de mortes em crianças menores que 5 anos. Além disso, é estimado que cerca de 300.000 recém-nascidos brasileiros todo ano precisem de ajuda para iniciar e manter a respiração ao nascer. Dessa forma, ressalta-se a importância de conhecimento adequado do tema pelos pediatras e profissionais. Antes do nascimento: material e condições que necessitem de reanimação Antes de abordar as técnicas é imprescindível destacar a relevância da equipe, a qual realiza a anamnese materna e prepara o material para utilização imediata na sala de parto. Algumas situações da história devem chamar atenção para a possibilidade do recém-nato necessitar de reanimação, são elas: Condições antenatais:Idade < 16 anos ou > 35 anosIdade gestacional < 39 ou > 41 semanasDiabetesSíndromes hipertensivasDoenças maternasInfecção maternaAloimunização ou anemia fetalUso de medicaçõesUso de drogas ilícitasÓbito fetal ou neonatal anteriorAusência de cuidado pré-natalGestação múltiplaRotura prematura das membranasPolidrâmnio ou oligoâmnioDiminuição da atividade fetalSangramento no 2º ou 3º trimestreDiscrepância de idade gestacional e pesoHidropsia fetalMalformação fetalCondições relacionados ao parto:Parto cesáreoUso de fórcipe ou extração a vácuoApresentação não cefálicaTrabalho de parto prematuroParto taquitócicoCorioamnioniteRotura de membranas > 18 horasTrabalho de parto > 24 horasSegundo estágio do parto > 2 horasPadrão anormal de frequência cardíaca fetalAnestesia geralHipertonia uterinaLíquido amniótico meconialProlapso ou rotura de cordãoUso de opioides 4 horas antes ao partoDescolamento prematuro da placentaPlacenta préviaSangramento intraparto significante Antes do nascimento, é fundamental ter em mãos todo o material necessário já testado para a avaliação do recém-nascido, manutenção da temperatura, aspiração de vias

Amanda Wilceki

6 min há 49 dias
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