Articulação de Lisfranc | Colunistas

A articulação de Lisfranc recebeu esse nome em homenagem ao médico Jacques Lisfranc, por ser o primeiro a descrever a técnica de amputação através dessa articulação. Ela é considerada um complexo articular, uma vez que é composta por cinco articulações tarsometatársicas que ligam o antepé e o médio-pé. O pé Com relação à anatomia óssea, o pé é composto por 26 ossos, que são divididos em três principais grupos, sendo eles: falanges, metatarsos e tarso. As falanges, que são os ossos mais distais do pé, ainda são subdivididas em distal, média e proximal, sendo que todos os dedos do pé – com exceção do hálux (primeiro dedo) – possuem as três subdivisões. Sendo assim, cada pé apresenta um total de catorze falanges. Já os ossos do metatarso, que é a região mediana do pé, apresentam cinco ossos. Eles são longos e sua função é ligar os ossos do tarso às falanges. Por último, há os ossos do tarso, que podem ser subdivididos ainda em proximal (retropé), sendo composto pelo tálus e pelo calcâneo, e distal (médiopé), sendo composto por cinco ossos, sendo o navicular, o cuboide, o cuneiforme medial, o cuneiforme intermérdio e o cuneiforme lateral. Imagem 1: ossos do pé. Fonte: https://www.todamateria.com.br/ossos-do-pe/ A articulação de Lisfranc A articulação de Lisfranc é uma articulação tarsometatársica (TMT), sinovial e plana, formada por elementos ósseos, ou seja, pelas bases dos cinco metatarsos, com os três cuneiformes e o cuboide, além dos elementos que oferecem estruturação e sustentação, cujo principal componente são os ligamentos. Sendo que a sustentação e estabilização principal é feita pela base do segundo metatarso. Essa articulação possui três colunas/raios: medial,

BEATRIZ YUKI MARUYAMA

4 minhá 44 dias

Base da avaliação dos reflexos tendíneos para o médico generalista | Colunistas

Reflexos tendíneos no contexto do exame neurológico Sabe-se que existem inúmeras condições de saúde que podem cursar com alterações neurológicas. Nesse sentido, traumas, infecções, doenças neurodegenerativas e várias outras levam a alterações fisiológicas que desencadeiam em diversificadas alterações clínicas dos pacientes, podendo dificultar o diagnóstico e identificação das patologias. É devido a isso que uma anamnese bem-feita é de suma importância, visto que é capaz de orientar uma suspeita diagnóstica inicial, levando a uma avaliação médica bem conduzida, com exames físicos melhores interpretados mediante alguma suspeita prévia. Na avaliação neurológica esse cenário não é diferente, e no contexto da avaliação clínica de um paciente, algumas peculiaridades do exame físico devem ser consideradas. Nesse escopo, vários podem ser os objetos de estudo, destacando-se a inspeção, força e tônus muscular, equilíbrio, padrão de marcha, sensibilidade, coordenação, integridade dos nervos cranianos, sinais meníngeos, estado mental e de consciência, além dos reflexos. Os diversos achados de todos esses fatores, em associação com a história clínica do paciente, são importantíssimos na condução de casos neurológicos, e aqui vamos desdobrar de forma prática como avaliar uma dessas variáveis no contexto do médico generalista, que são justamente os reflexos tendíneos. Generalidades Em primeiro lugar, vamos nos preocupar em entender o que seriam esses reflexos e porque eles ocorrem, para posteriormente avaliarmos quais são e como aplicá-los na prática clínica. De uma forma simplificada, eles nada mais são que uma resposta involuntária do organismo a um determinado estímulo. Quando esse estímulo ocorre, a informação é coletada por receptores nervosos, seguirá por uma via aferente até um ponto de substância cinzenta no sistema nervoso central, local onde haverá uma conexão com a via eferente que irá se dirigir para o músculo e

Lucas Diniz

5 minhá 72 dias

Classificação de Salter – Harris: Overview | Colunistas

A Classificação de Salter-Harris, foi introduzida em 1963 por Robert Bruce Salter e W. Robert Harris, ambos canadenses e cirurgiões ortopédicos. Em seu trabalho “Injuries Involving the Epiphyseal Plate”, publicado pelo The Journal of Bone & Joint Surgery, Salter e Harris discutem as lesões da placa epifisária dos pontos de vista clínico e experimental, considerando as complicações e distúrbios associados a este tipo de lesão e exaltando a importância, para o cirurgião, de um bom prognóstico. [1],[2] O disco epifisário é um disco de cartilagem hialina, localizado entre a epífise e diáfise, responsável pelo crescimento longitudinal do osso após a histogênese. São visualizadas no disco epifisário cinco zonas distintas, as quatro primeiras fornadas por cartilagem, e a última, onde ocorre a formação de tecido ósseo.: [3],[4] Zona de cartilagem/zona de repouso– onde existe cartilagem hialina sem qualquer alteração morfológica. Zona de cartilagem seriada – local onde os condrócitos rapidamente se dividem e formam fileiras paralelas de células achatadas e empilhadas no eixo longitudinal do osso. Zona de cartilagem hipertrófica – as cavidades dos condrócitos aumentam de tamanho, e os condrócitos entram em apoptose. Zona de cartilagem calcificada – zona onde ocorre a mineralização da matriz cartilaginosa e onde termina a apoptose dos condrócitos. Zona de ossificação – zona em que é formado o tecido ósseo. Capilares sanguíneos e células osteoprogenitoras, originadas do periósteo, invadem as cavidades deixadas pelos condrócitos mortos. As células osteoprogenitoras se diferenciam em osteoblastos, que formam uma camada contínua sobre os restos da matriz cartilaginosa, onde os osteoblastos depositam a matriz óssea. Figura 1: Corte Longitudinal de osso longo na altura do disco epifisário, seccionado transversalmente. Fonte: Histologia Básica Texto e Atlas, Junqueira &

Diogo Medeiros

5 minhá 73 dias

Diagnóstico diferencial de hipercalcemia | Colunistas

A maior parte do cálcio do corpo é encontrado nos ossos, e a pequena parte encontrada no sangue é de extrema importância para o funcionamento fisiológico. Assim, no sangue, 45% do cálcio está ligado a proteínas plasmáticas, principalmente à albumina; 10% está ligado a pequenos ânions; e 45% encontra-se no estado livre ou ionizado, sendo essa a fração metabolicamente ativa. É, portanto, o cálcio ionizado que atua como molécula de sinalização para a exocitose de vesículas sinápticas e secretoras, para a contração de fibras musculares e para a alteração da atividade de enzimas e de transportadores, além de participar em junções intercelulares e como cofator na cascata de coagulação. Além disso, as concentrações plasmáticas do cálcio livre afetam a excitabilidade neuronal, configurando estados de hipocalcemia ou hipercalcemia. Abordaremos aqui a hipercalcemia, que se trata de um problema clínico relativamente comum e que pode ser classificada com base nos níveis de cálcio total e cálcio ionizado. A hipercalcemia é leve quando o cálcio total está entre e 10,5 e 11,9 mg/dL, moderada quando entre 12 e 13,9 mg/dL e grave, constituindo a crise hipercalcêmica, quando os níveis estão entre 14 e 16 mg/dL. Em geral, a hipercalcemia resulta da diminuição da excreção renal de cálcio, do aumento da absorção intestinal desse eletrólito ou do aumento da reabsorção óssea, sendo essa a ocorrência mais comum.  A questão é como descobrir a causa da hipercalcemia, isto é, quais diagnósticos são possíveis quais são os caminhos que podem ser feitos até se chegar no diagnóstico correto. Para isso, a história do paciente e seu exame físico são de extrema importância e, muitas vezes, decisivos. No entanto, quando a causa não é óbvia, são indicados outros exames bioquímicos. Etiologia

Virgínia Costa Marques

4 minhá 76 dias

As melhores residências em Ortopedia e Traumatologia

Elencar as melhores residências em Ortopedia e Traumatologia no Brasil é uma tarefa difícil, pois nunca foi feito no Brasil um estudo alinhado e comparativo sobre o tema. Por isso, ao longo desta publicação, você conhecerá um pouco sobre o perfil da especialidade e, também, uma relação com instituições consideradas referência na especialidade quando imaginamos nas melhores residências em Ortopedia e Traumatologia. Ortopedia e Traumatologia No Brasil, as áreas estão condensadas em um único profissional já que em ambos os casos, o cerne da assistência médica está em lesões em áreas ósseas e musculares. Apesar disso, o foco de cada área é um pouco distinto.  A Ortopedia é voltada para problemas crônicos e congênitos, como corrigir deformidades, postura e pisadas, restabelecer funções e aliviar dores. Já a segunda tem caráter mais emergencial e lida com traumas causados por quedas, acidentes automobilísticos, prática de esporte incorreta e acidentes de trabalho.  Em resumo, a Traumatologia lida com o trauma e a ortopedia com a preservação e o restabelecimento funcional de ossos, músculos, ligamentos e articulações e ambas tem como objetivo conferir qualidade de vida aos pacientes com acometimento em sistema locomotor.  Histórico  A Ortopedia é uma das áreas da medicina mais antigas. Há registros de procedimentos ligados à ortopedia e traumatologia desde a antiguidade, como achados arqueológicos encontrados no Egito, evidenciando talas feitas de bambu, madeira ou acolchoadas com linho em múmias. Como especialidade, o começo da ortotrauma está intimamente ligado ao início da medicina, sendo que no princípio a especialidade era bastante voltada ao cuidado de crianças com deformidades na coluna vertebral e/ou em membros. O termo, por exemplo, foi criado por Nicholas Andry em uma publicação de

Sanar Residência Médica

10 minhá 122 dias

Rotina da residência em Ortopedia e Traumatologia

Quando se fala na rotina da residência em Ortopedia e Traumatologia, é importante lembrar que as duas áreas lidam com lesões nas áreas ósseas e musculares. Porém, enquanto a Ortopedia é dirigida para problemas crônicos e congênitos, a Traumatologia atua de forma mais emergencial, a partir de traumas como quedas. O Brasil possui 15.598 especialistas em Ortopedia e Traumatologia (4,1% de todas as especialidades), que por sua vez é a primeira opção de 5,2% dos recém-formados em Medicina (ou seja, é a 6ª área mais procurada). 2.292 médicos cursam a residência médica na especialidade, que tem 3.037 vagas autorizadas. Os dados são do estudo Demografia Médica no Brasil 2018, feita pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Saiba mais sobre como é a rotina de quem faz a residência em Ortopedia e Traumatologia. A Sanar Residência Médica conversou com Bruno Macedo, que está no R3 de Ortopedia e Traumatologia no Hospital do Subúrbio em Salvador (BA). “Escolhi Ortopedia porque queria uma área cirúrgica e acho a especialidade muito resolutiva. Além disso, o hospital em que atuo é voltado 100% para trauma, e tem uma demanda alta”, explica o médico. Aprenda tudo o que você precisa antes de escolher a residência em Ortopedia e Traumatologia. Saiba mais sobre a rotina dos residentes da especialidade e veja como você pode seguir o mesmo caminho! Como a residência é dividida  A residência em Ortopedia e Traumatologia tem duração de três anos e o acesso é direto. Para ser especialista, é preciso não apenas concluir a residência, como também obter o título pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).  Durante os três anos, o residente passa por enfermaria, exames de imagem,

Sanar Residência Médica

6 minhá 141 dias
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