ABCDE do Trauma

O atendimento ao paciente politraumatizado deve ser feito de forma rápida, sistematizada e sem pular etapas, de modo que não negligencie a condição do paciente nem os riscos relacionados ao atendimento. Dessa forma, o primeiro passo para iniciar o atendimento é estruturar o tipo de conduta a ser feita, iniciando-se pelo que leva o paciente a óbito mais rápido. Você também pode saber mais sobre a história SAMPLA no atendimento ao politraumatizado ou ler sobre o Atendimento inicial ao politraumatizado de forma geral. Confira nosso CURSO GRATUITO EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA Objetivos do atendimento inicial ao paciente politraumatizado Avaliar a condição do paciente de forma rápida e seguraDefinir prioridades no atendimento e reanimação – ABCDEDeterminar as necessidades do pacienteProvidenciar transferência responsávelEvitar dano adicional Antes do ABCDE Cena deve estar seguraEquipe paramentadaEstabilizar cervicalApresentar-se ao paciente (Ex.: Olá, meu nome é fulano de tal. Estou aqui para ajudá-lo. Qual o seu nome? O que aconteceu com você?) Avaliação primária A– Vias aéreas e controle da coluna cervical B– Respiração C– Circulação D– Avaliação neurológica E- Exposição A- Vias aéreas e controle da coluna cervical Evitar hipóxiaGarantir via aérea pérvia (paciente falando? gasping? queimadura de vibrissas?);Procurar sinais de obstrução;Manejo escalonado caso não tenha via aérea pérviaManobras básicas Jaw Thrust ou Chin LiftAspiraçãoCânula de GuedelVentilação ou Máscara Não-Reinalante de O2, se necessárioManobras avançadas:Intubação orotraqueal e CricotireoidostomiaExame físico da face e do pescoço [Afastar Pneumotórax Hipertensivo]Palpar enfisema subcutâneoTraqueia móvel, centralizada?Estase de jugular?Crepitações em face?Corpos estranhos?Feridas, Hematomas?Dor a palpação

Sanar Pós Graduação

5 minhá 14 dias

Trombose venosa profunda (TVP): visão geral

A TVP de membros inferiores pode ser proximal, se envolve as veias poplíteas, femorais ou ilíacas ou pode ser distal, se acomete vasos distais às veias poplíteas. O prognóstico da TVP proximal é pior, em comparação com a TVP distal. Você também pode aprender sobre a definição e fatores de risco da TVP, lendo nosso texto sobre o tema. Não deixe de verificar sobre a clínica do paciente e os sinais semiológicos na TVP. É possível também entender o papel do D-dímero na investigação da TVP, assim como se aprofundar na terapêutica desta doença. Confira nosso CURSO GRATUITO EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA Definição Trombose é a forma patológica da hemostasia. Envolve a formação de trombos geralmente em vasos danificados, podendo ocorrer oclusão vascular local ou embolização distal. A formação do trombo depende de três principais anormalidades- Tríade de Virchow: Tríade de Virchow na trombose. A integridade endotelial é o fator mais importante. As anormalidades dos procoagulantes e anticoagulantes podem fazer pender a balança em favor da trombose. O fluxo sanguíneo anormal pode levar à hipercoagulabilidade direta e também indiretamente através da disfunção endotelial. Fatores de risco para TVP Analise mais sobre a definição e os fatores de risco para TVP. Clínica e sinais semiológicos no paciente com suspeita de trombose venosa profunda As características da TVP dos membros inferiores são inespecíficas e muitos pacientes são assintomáticos. Qualquer paciente com dor e edema de membros inferiores, principalmente se unilaterais e assimétricos, devem ter suspeita de TVP. O edema em geral é depressível. Outros sintomas incluem dilatação venosa superficial, cianose

Sanar Pós Graduação

7 minhá 18 dias

Tratamento da TVP

A base do tratamento da Trombose Venosa Profunda (TVP) é a anticoagulação. O tratamento é indicado para todos os pacientes com TVP proximal e casos selecionados de TVP distal. O objetivo principal da anticoagulação é a prevenção de trombose adicional e de complicações precoces e tardias.  A indicação de anticoagulação é principalmente para pacientes com TVP proximal (veia poplítea, femoral ou ilíaca), em relação a TVP distal (veias da panturrilha- maioria na tibial posterior e fibular), pois o risco de complicações é maior para a TVP proximal. O tratamento da TVP distal isolada representa um grande desafio terapêutico. Embora alguns especialistas defendam que todos os pacientes com TVP distal isolada recebam anticoagulação, outros especialistas apontam que uma minoria seleta pode evitar a anticoagulação. Essa preferência parte do princípio de que os pacientes com TVP distal isolada têm menor risco de embolização do que aqueles com TVP proximal e que, em alguns pacientes, as TVP distais resolvem espontaneamente sem terapia. Você também pode aprender sobre a definição e fatores de risco da TVP, lendo nosso texto sobre o tema. Não deixe de verificar sobre a clínica do paciente e os sinais semiológicos na TVP. É possível também entender o papel do D-dímero na investigação da TVP, assim como ter uma visão geral da doença. Risco de sangramento Todos os pacientes devem ser avaliados antes e durante a terapia anticoagulante quanto ao risco de sangramento. Os pacientes, especialmente aqueles que tomam fator Xa direto e inibidores da trombina e aqueles com idade acima de 75 anos, também devem ser avaliados quanto aos sinais e sintomas de condições que podem afetar a meia-vida do anticoagulante administrado (por exemplo, insuficiência renal, perda de peso, gravidez). Em

Sanar Pós Graduação

5 minhá 19 dias

Trombose Venosa Profunda: Quando solicitar o D- dímero?

D-dímero O D-dímero, um produto de degradação da fibrina reticulada, é o exame inicial para rastreamento. Está elevado em quase todos os pacientes com TVP aguda. Por isso, é um exame altamente sensível, mas inespecífico, uma vez que níveis elevados são encontrados em muitas outras condições (por exemplo, malignidade, sepse, cirurgia ou trauma recente, gravidez, insuficiência renal). Um resultado com D-dímero negativo (por exemplo, <500 ng / mL) é útil para descartar TVP, particularmente naqueles com probabilidade pré-teste baixa ou moderada para trombose. No entanto, o resultado positivo (por exemplo, ≥500 ng / mL) não é diagnóstico e indica a necessidade de investigação adicional. Você também pode aprender sobre a definição e fatores de risco da TVP, lendo nosso texto sobre o tema. Não deixe de investigar sobre a clínica do paciente e os sinais semiológicos na TVP. É possível também se aprofundar no tratamento da TVP, assim como ter uma visão geral da doença. Os valores do D-dímero aumentam com a idade, dificultando ainda mais a especificidade em pacientes mais velhos. Portanto, usar um ponto de corte do D-dímero adaptado para a idade em pacientes idosos melhora sua utilidade diagnóstica e especificidade. Dessa forma, o valor de corte do D-dímero para pacientes acima de 50 anos é: idade em anos x 10 mcg/mL. Valores abaixo desses descartam TVP em pacientes com baixa probabilidade clínica. É importante ressaltar que o D-dímero não deve ser usado como um teste independente em pacientes com suspeita de TVP, mas sim em conjunto com a avaliação clínica e ultrassonografia, quando necessária. Ultrassonografia com compressão venosa é a modalidade de escolha para o diagnóstico de TVP. Existem outros

Sanar Pós Graduação

2 minhá 21 dias

Trombose Venosa Profunda (TVP): investigação clínica

A investigação clínica da Trombose Venosa Profunda (TVP) é o primeiro passo na estratégia diagnóstica. No entanto, sinais e sintomas clínicos são altamente variáveis ​​e inespecíficos na TVP. Você também pode aprender sobre a definição e fatores de risco da TVP, lendo nosso texto sobre o tema. É possível também entender o papel do D-dímero na investigação da TVP, assim como ter uma visão geral da doença. Clínica e sinais semiológicos no paciente com suspeita de trombose venosa profunda As características da TVP dos membros inferiores são inespecíficas e muitos pacientes são assintomáticos. Qualquer paciente com dor e edema de membros inferiores, principalmente se unilaterais e assimétricos, devem ter suspeita de TVP. O edema em geral é depressível. Outros sintomas incluem dilatação venosa superficial, cianose e calor local. Os sintomas estão localizados na panturrilha em pacientes com TVP distal isolada, enquanto os pacientes com TVP proximal podem ter sintomas na panturrilha ou na perna inteira. Pode-se suspeitar de trombose da veia ilíaca se os pacientes apresentarem edema maciço na parte proximal da perna e dor nas nádegas.  Os pacientes podem apresentar flegmasia cerúlea dolens, que ocorre em tromboses ilíacas extensas e leva a dor intensa e gangrena venosa. Em pacientes com edema progressivo, cianose de extremidades e colapso hemodinâmico deve-se realizar a suspeita diagnóstica. Exame físico Embora muitas vezes inespecífico, um exame físico das pernas, abdômen e pelve deve ser realizado em pacientes com suspeita de TVP para verificar a presença de: Veias superficiais dilatadasEdema unilateral ou empastamento muscular com diferença nos diâmetros da panturrilha ou da coxaCalor unilateral, sensibilidade, eritemaDor e sensibilidade ao longo do

Sanar Pós Graduação

3 minhá 21 dias

Trombose Venosa Profunda (TVP): definição e fatores de risco

A TVP de membros inferiores pode ser proximal, se envolve as veias poplíteas, femorais ou ilíacas ou pode ser distal, se acomete vasos distais às veias poplíteas. O prognóstico da TVP proximal é pior, em comparação com a TVP distal. Não deixe de investigar sobre a clínica do paciente e os sinais semiológicos na TVP. É possível também entender o papel do D-dímero na investigação da TVP, assim como se aprofundar na terapêutica do paciente com TVP ou ter uma visão geral da doença. Definição Trombose é a forma patológica da hemostasia. Envolve a formação de trombos geralmente em vasos danificados, podendo ocorrer oclusão vascular local ou embolização distal. A formação do trombo depende de três principais anormalidades- Tríade de Virchow: Tríade de Virchow na trombose. A integridade endotelial é o fator mais importante. As anormalidades dos procoagulantes e anticoagulantes podem fazer pender a balança em favor da trombose. O fluxo sanguíneo anormal pode levar à hipercoagulabilidade direta e também indiretamente através da disfunção endotelial. Lesão endotelial: por exemplo, toxinas, hipertensão, inflamação ou produtos metabólicos Fluxo sanguíneo anormal, estase ou turbulência, que pode ser devido a aneurismas ou placa aterosclerótica Hipercoagulabilidade: primária (fator de Leiden, aumento da síntese de protrombina, deficiência de antitrombina III) ou secundária (repouso no leito, dano tecidual, malignidade). Fatores de risco para TVP Pós-Graduação em Medicina de Emergência Aprenda mais sobre TVP, suas causas, abordagem diagnóstica e tratamento na pós-graduação em Medicina de Emergência.Conheça! Curso gratuito em Medicina de Emergência Confira também nosso CURSO GRATUITO EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA.

Sanar Pós Graduação

1 minhá 21 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Áreas
Ciclos da medicina
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.