Caso Clínico: Transtorno de Personalidade Borderline | Ligas

Identificação do paciente L.B.S, 22 anos, brasileira, estudante universitária, parda, bissexual, de origem católica, solteira. Queixa principal A paciente apresentava as seguintes queixas: sentia-se deprimida, “vazia”; auto-agredia-se, chegando a se machucar; mudava de estado de ânimo sem razão aparente; indecisão; falhas de memória e atenção; dificuldade em lidar com as perdas e solidão. História da doença Atual (HDA) A paciente apresenta início dos sintomas aos 16 anos de idade, evoluindo com sentimento de impotência e confusão, afirmando não saber quem é, do que gosta ou o que espera da vida, relata que geralmente “se sente vazia”, e que as suas experiências, especialmente as negativas, foram ridicularizadas pela família, ignoradas ou era-lhe dito que não estavam sentindo raiva, por exemplo, quando, de fato, estava. Já fez uso de fluoxetina, imipramina, carbamazepina, diazepan, E.C.T., sem eficácia clínica. Também já fizera tratamento com psicanalista clínico, sem eficácia. A família descreve-a como isolada e chorosa desde criança. Consultava muitos médicos, mas não se mantinha em tratamento medicamentoso por mais de dois meses. Antecedentes pessoais, familiares e sociais História conflituosa com a família, relatando não receber o apoio que precisa de seus familiares. É a única dos 3 (três) irmãos que mora até hoje com os pais, mantendo com eles vínculos conflituosos. A mãe é deprimida e realizava acompanhamento psiquiátrico. Antecedentes fisiológicos e patológicos sem alterações em saúde física. À Avaliação minunciosa, apresentava-se com sintomas de ansiedade, depressão, melancolia, ideação suicida, múltiplas queixas somáticas, insônia, inapetência, hipersexualidade, despersonalização e delírios de ruína. Nega uso de tabaco, relata uso de álcool 1x por semana, em encontros sociais com grupos de amigos e compulsão alimentar por

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5 minhá 14 dias

Aspectos Psicológicos no Confinamento

Os aspectos psicológicos no confinamento envolvem mudanças intensas de humor, perda de identidade, anestesia emocional, ansiedade, estresse, angústia, raiva, levando as pessoas a assumirem um perfil que não é o habitual. Particularidade dos confinamentos em reality show A criação de um cenário baseado no perfil psicológico dos participantes, com o objetivo de gerar discórdia e instabilidade entre os confinados, para assim entreter a audiência.Incertezas em relação ao que esperar fora do confinamento, após exposição na mídia.O medo de sair do programa e perder o prêmio semanalmente, criando nos participantes o estresse constante. Esse estresse crônico é potencializado pela impossibilidade de mudança ambiental.O estresse agudo aumenta a frequência cardíaca, pressão arterial, o fluxo de ar nos pulmões, para incitar a reação de luta ou fuga, um mecanismo de sobrevivência herdado de nossos antepassados. No entanto, não há possibilidade de fuga aos confinados. Então, aos mínimos motivos, só lhe resta atacar, reagir de forma exacerbada e, muitas vezes, hostil. Exposição a privação (de comida, afeto, sono, contato com familiares, amigos), colocando as pessoas em um estado de humor alterado, com maior irritabilidade, possivelmente com redução de serotonina. Dessa forma, as pessoas são mostradas em seu pior momento. Criação de situações que tirem os participantes da zona de conforto Divisão em gruposDesorientação temporalEscassez de comida (gera irritabilidade, labilidade de humor, prejuízo no sono)Quarto branco Criado pela “indústria da tortura”Privação ou sobrecarga sensorial Desregulação do ciclo circadiano CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA! O confinamento no BBB tem impacto diferente do confinamento da pandemia do coronavírus? No isolamento do BBB, não há acesso a informação, diferente da quarentena.

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2 minhá 25 dias

Resumo: Doença de Alzheimer | Ligas

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva, a qual pode levar o paciente a um estado de dependência total e incapacitação devido à deterioração das funções cognitivas, em especial a memória, ao comprometimento da capacidade de desempenhar atividades da vida diária e à ocorrência de distúrbios comportamentais e de sintomas neuropsiquiátricos. Epidemiologia Cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com demência, sendo a Doença de Alzheimer a mais frequente, correspondendo a aproximadamente 65% dos casos. A prevalência da DA aumenta de acordo com o envelhecimento e, com isso, estudos mostram que a partir dos 65 anos a taxa de incidência praticamente dobra a cada cinco anos e a taxa anual de incidência no Brasil é de 7,7 casos por 100.000 habitantes. O fator genético também é considerado significativo no risco do desenvolvimento dessa demência. Acredita-se que aproximadamente 1/3 dos casos da DA apresentam familiaridade, a qual possui um padrão de herança autossômica dominante. Fisiopatologia A perda neuronal e a degeneração sináptica são os principais achados neuropatológicos na Doença de Alzheimer, junto com o acúmulo de duas lesões principais, sendo elas as placas neuríticas (ou amiloides) e os emaranhados neurofibrilares. As placas neuríticas são lesões extracelulares formadas basicamente pelo peptídeo beta-amilóide, o qual é originado a partir da clivagem da proteína precursora de amilóide (APP), proteína responsável por estimular o neurônio a crescer e se reparar em caso de lesão. Fisiologicamente, a APP é clivada pela enzima alfa-secretase, sendo então transformada em fragmentos menores sem ação tóxica. Na DA, a liberação do peptídeo beta-amilóide ocorre a partir da atividade das enzimas beta-secretase e gama-secretase, resultando na agregação e deposição desse peptídeo no córtex

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3 minhá 39 dias

Resumo: Transtorno do Espectro Autista | Ligas

O Transtorno do Espectro Autista é um transtorno do desenvolvimento neurológico pervasivo e permanente, ou seja, não há cura. Ele é caracterizado pela dificuldade de comunicação e interação social, e pela presença de comportamentos repetitivos e interesses limitados. Como o próprio nome já diz, o TEA é um espectro, por isso, ele varia do grau leve ao mais severo, sendo que a Associação de Amigos do Autista (AMA) considera como os principais pilares do espectro a dificuldade de comunicação, socialização e uso da imaginação. Epidemiologia Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde Brasil (OPAS Brasil), em 2017, 1 em cada 160 crianças no mundo foram diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista. De acordo com estudos realizados nos últimos 50 anos, a prevalência do TEA está cada vez mais alta. Esse aumento é explicado pela ampliação de critérios diagnósticos, instrumentos de rastreamento e diagnósticos com propriedades psicométricas adequadas; ou seja, não é o número de crianças com TEA que está aumentando, mas sim a quantidade de diagnósticos corretos. Infelizmente, este dado não representa integralmente todas as crianças, já que crianças brancas são mais frequentemente diagnosticadas com TEA que crianças negras e hispânicas. Por isso, mesmo que o TEA ocorra em diversas etnias e grupos socioeconômicos, o diagnóstico do transtorno e a intervenção precoce é muito menor naqueles de baixa renda familiar. Outro dado importante sobre a epidemiologia do transtorno é que a prevalência em meninos é maior que em meninas, seguindo uma proporção de 4:1. Alguns estudos recentes de metanálise sugerem a proporção de 3:1, entretanto esses estudos não usaram os critérios da DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Sinais de Alerta A atenção aos sinais

Saúde Mental LGBTQIA+

Apesar das muitas conquistas nos últimos anos, ser uma pessoa LGBTQIA+ no Brasil ainda envolve preconceito, rejeição e invisibilização. Entender isso é fundamental quando pensamos na vulnerabilidade em saúde mental que esta população está exposta. Identidades de gênero É comum considerar gênero a partir de uma abordagem estática e categórica (feminino X masculino). Entretanto, considera-se que, além de tomar gênero como categoria dinâmica, são importantes suas articulações com sexualidade e sua relação com as transgeneridades. Nesse sentido, incluem-se questões relativas à experiência de pessoas que não se identificam com o sexo designado ao nascer (travestis, transexuais, pessoas com identidade não binária ou queer) e à diversidade de orientações sexuais (hetero, homo ou bissexual). Isso implica considerar que identidades como travesti e transexual não remetem a orientações sexuais, uma vez que pessoas trans podem ter seu desejo sexual voltado para pessoas do mesmo sexo, do outro sexo ou mesmo para outras pessoas trans. Cisgênero é outra palavra subentendida a ser levada em conta. Ela remete a pessoas cuja identidade e expressão de gênero corresponde ao sexo atribuído ao nascimento. Sexo biológicoIdentidade de gêneroExpressão de gêneroOrientação afetivo-sexualEndossexo masculino (pênis/ XY / testículo)Homem cis,Mulher trans, Travesti,Não-binário, etc.Masculina, Feminina,Não binária (andrógina, neutra, outras)Homossexual, Heterossexual,Bissexual,Pansexual, Assexual.Endossexo feminino (vulva/XX/ ovários)Mulher cis, Homem trans, Não-binário, etc.IntersexoHomem cis ou trans, Mulher cis ou trans, Não-binário, etc. Vulnerabilidade em saúde Conceito: Conjunto de aspectos individuais e coletivos relacionados a maior suscetibilidade de indivíduos e comunidades a um adoecimento ou agravo e, de modo inseparável, menor disponibilidade de recursos para sua proteção. Grupo de risco —> ESTIGMA Comportamento de risco —>

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6 minhá 40 dias

Consultório médico: Primeiros passos de como montar

Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), cerca de 50% dos recém-formados desejam trabalhar em consultório médico. Neste novo cenário, o médico se depara com questões que não fazem parte da sua rotina e que serão imprescindíveis para o seu sucesso profissional. São elas: administração, gestão, contabilidade, direito, secretaria e marketing. Trabalhar em consultório particular tem os pontos positivos e negativos. O profissional geralmente tem maior flexibilidade no horário de trabalho, possibilidade de remuneração mais alta e emprego fixo, mas lembre-se: é preciso conquistar a confiança dos seus pacientes para que eles se fidelizem a você. Além disso, existem trabalhos burocráticos, o investimento inicial pode ser alto e é preciso conciliar a carreira de médico com a gestão da clínica. Durante o processo de projeto e execução do consultório médico, é importante se questionar sobre o quanto se pretende investir, local do consultório, tamanho, equipe, ferramentas necessárias para geri-lo, divulgação e a decoração do empreendimento. Veja algumas dicas para te ajudar a alcançar o sucesso do seu novo consultório. Qual o seu público alvo? É importante traçar o perfil do público que frequentará seu consultório. Esse é o ponto de partida, pois definindo o público alvo você terá mais clareza sobre algumas decisões importantes, como por exemplo, se atenderá por convênios ou apenas consultas particulares, o valor da consulta e, se for o caso, procedimentos disponíveis. Além disso, é essencial para decidir a localização do consultório médico, a estrutura e a decoração. Não menos importante, o perfil do público também influenciará no marketing e publicidade do consultório, de forma que tenha uma linguagem adequada

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4 minhá 41 dias
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