Rede de Atenção Psicossocial: Resumo com mapa mental | Ligas

A Política Nacional de Saúde Mental visa estruturar um modelo de atenção aberto, acessível e de base comunitária. O interesse é garantir a livre circulação das pessoas que vivem com transtornos mentais pelos serviços, pela comunidade e território. Com a reforma psiquiátrica, a desospitalização do paciente com doença mental foi primordial. Mas como todo processo de transição requer um tempo para sua efetivação, apenas uma década depois, em 2011, é que foi dada prioridade a política de Saúde Mental. Dessa forma, institui-se por meio da Portaria 3088 de 23 de dezembro de 2011, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que estabelece referencias de atenção e atendimento de pessoas que vivem com transtornos mentais ou em uso prejudicial de álcool e outras drogas no âmbito do Sistema Único de Saúde (BRASIL, 2012), que traz no Art. 5o estratégias de desinstitucionalização. A rede é composta por serviços e equipamentos variados como: os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em suas diversas tipologias e portes; os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT); os ambulatórios multiprofissionais, os Centros de Convivência e Cultura, as Unidades de Acolhimento (UAs), os leitos de saúde mental nos hospitais gerais, leitos de psiquiatria nos hospitais especializados e nos hospitais-dia atenção integral. OS CAPS Os CAPS têm se consolidado como referência ao tratamento em saúde mental, responsabilizando-se por promover assistência ampliada aos casos de usuários em intenso sofrimento psíquico, a partir de ofertas de cuidado clínico singularizado aos usuários, por meio de diferentes ações. Estes agem como organizadores e reguladores da assistência em saúde mental em um todo, possibilitando a atuação em equipe dos serviços. *CAPS l -Funcionamento: de 08 às 18 horas, em 02 (dois) turnos, durante os cinco dias úteis da semana. População municipal:

Resumo de Choque com mapa mental|Ligas

Definição Choque é a expressão clínica da hipóxia celular, tecidual e orgânica. Ocorre quando o sistema circulatório é incapaz de suprir as demandas celulares de oxigênio. Pode ser causado por aumento do consumo de oxigênio, transporte inadequado ou alteração da taxa de extração de oxigênio.Configura-se como uma emergência médica ameaçadora à vida, mas caso diagnosticado previamente, os efeitos da hipóxia tecidual são reversíveis. Em casos de diagnóstico tardio, os efeitos tornam-se rapidamente irreversíveis, tendo como resultado falência de orgânica, síndrome de disfunção de múltiplos órgãos e sistemas (SOMOS) e morte. Fisiopatologia Os principais determinantes fisiológicos da perfusão tecidual (e da pressão arterial sistêmica – PA) são o débito cardíaco (DC) e a resistência vascular sistêmica (RVS). Assim, PA = DC x RVS. O DC é o produto da frequência cardíaca (FC) pelo volume ejetado pelo coração a cada batimento (volume sistólico – VS). Assim, DC = FC x VS. O volume sistólico é determinado por: pré-carga, contratilidade miocárdica e pós-carga. A RVS é dependente do comprimento do vaso, da viscosidade sanguínea e do diâmetro do vaso (ou do tônus do vaso). Por tanto, a alteração desses parâmetros fisiológicos, devido a qualquer processos patológicos, podem resultar em hipotensão e choque. Visualizando o processo à nível celular, o choque causa uma redução no fornecimento de oxigênio para as mitocôndrias. O consumo total de oxigênio dessas organelas é de aproximadamente 98% do consumo total corporal, e são elas que fornecem a maior parte da energia (na forma de ATP) necessária para o funcionamento celular normal. O choque e a hipóxia tecidual tornam o oxigênio escasso no âmbito mitocondrial para a fosforilação oxidativa de ADP para ATP. A atividade metabólica celular tem uma produção insuficiente de energia, assim, os níveis de ATP cairão

Sífilis Congênita: Resumo com mapa mental | Ligas

Definição A sífilis congênita é a infecção causada pela disseminação hematogênica da bactéria Treponema pallidum, transmitida da mãe, principalmente por via transplacentária, ao concepto. A transmissão vertical da bactéria em questão é possível de ocorrer em todos os estágios clínicos da infecção da mãe e também em todas as fases da gestação. Contudo, a chance de que ocorra tal transmissão ao feto depende principalmente do estágio da infecção materna, visto que a taxa de infecção da transmissão vertical é menor nas fases tardias da doença, e do tempo que o feto foi exposto durante a gestação. Além da via transplacentária, a bactéria Treponema pallidum pode ser transmitida diretamente ao concepto através do canal de parto, quando em presença de lesões genitais na gestante, e no momento do aleitamento, porém apenas quando se tem presente lesão mamária por sífilis na gestante. Epidemiologia da Sífilis Congênita De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), um quarto de gestações de mulheres com sífilis em atividade resulta em óbito fetal, enquanto um quarto resulta em neonatos com infecção neonatal grave ou classificados como de baixo peso. Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, a taxa de incidência de sífilis congênita foi de 8,2 casos/1.000 nascidos vivos no país no ano de 2019. É necessário ressaltar que a sífilis congênita é uma doença de notificação compulsória, sendo inclusa no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Fisiopatologia A gestante infectada, quando sem diagnóstico e tratamento durante o desenvolvimento fetal, tem como desfecho de 50 a 100% de recém-nascidos infectados. A chance de aborto, natimortalidade e óbito perinatal é estimada em 40% nas situações

Suporte Básico de Vida: Resumo com mapa mental | Ligas

Introdução O Suporte Básico de Vida (SBV) é um protocolo que visa o atendimento rápido e de qualidade para uma pessoa que apresenta agudamente um problema cardiovascular ou respiratório. Assim, com esse protocolo, o socorrista aprende a avaliar a condição da vítima e como reconhecer uma possível parada cardiorrespiratória (PCR) e uma parada respiratória (PR), além de qual conduta adotar a partir disso. Mas o que é a Parada Cardiorrespiratória? É a parada da função bomba do coração, de forma a interromper a circulação sistêmica de sangue, causando falência no organismo. Já a RCP, Ressuscitação Cardiopulmonar, será a técnica utilizada pelos socorristas para manter (artificialmente) a função bomba do coração, de forma a garantir uma circulação basal para o corpo. Corrente da sobrevivência A Corrente da Sobrevivência é basicamente um passo-a-passo do que o socorrista deve fazer para otimizar o tempo e, dessa forma, ofertar a melhor ajuda possível para a vítima. Essa corrente é composta pelos 6 passos a seguir: Reconhecimento precoce do problema do paciente e acionar imediatamente o serviço de emergência do local em que a cena está acontecendo (SAMU 192 ou SALVAR 193).OBS: É de suma importância, nessa ligação, que o socorrista se identifique, explique com detalhes o quadro clínico do paciente, o contexto da cena, bem como indicar o local em que está. Ademais, é essencial solicitar um DEA (Desfibrilador Externo Automático) imediatamente, uma vez que ele poderá reverter o ritmo cardíaco caótico que se instala, caso este seja chocável.RCP imediato de alta qualidadeDesfibrilação (com o DEA)Chegada do serviço básico/avançado de emergência (equipe médica da ambulância)Suporte avançado de vida e cuidados pós-PCROBS: Essa parte será realizada já no intra-hospitalarRecuperação humanizada com a equipe médica multiprofissional

Exames Neurológicos do Neonato: Resumo com mapa mental | Ligas

Importância dos Exames Neurológicos do Neonato O estudo dos exames neurológicos realizados nas primeiras semanas de vida extra-uterina permite o conhecimento ampliado favorável à uma detecção precoce de disfunções neurológicas no recém-nascido. Consequentemente, permite a diminuição da morbimortalidade infantil. Além disso, há evidências de que quanto mais precoce é realizado o diagnóstico, mediante tais exames feitos, e a intervenção, menor o impacto na vida da criança a longo prazo. Avaliação Inicial A avaliação do neonato se inicia com a anamnese e é seguida pelo exame físico. Para uma exitosa anamnese, deve-se obter as seguintes informações: existência de doenças maternas prévias ou que foram diagnosticadas durante a gestação;uso de medicamentos pela gestante durante o período gestacional;intercorrências durante o trabalho de parto;tipo de parto realizado;resultado do Teste de Apgar realizado no recém-nascido (avaliação da frequência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele);quadro neurológico precoce no círculo familiar, bem como conhecimento acerca da consanguinidade, doenças familiares e de óbitos de outros filhos na infância. Em seguida, inicia-se o exame físico, devendo-se despir o recém-nascido acordado e observar suas reações, longe das refeições. É importante frisar que a temperatura ambiente local deve estar adequada e deve ser mantida, além de ser imprescindível analisar bem o neonato para identificação de malformações grosseiras que podem existir. Durante o exame físico do neonato, avalia-se: seu estado geral (fácies, atitude espontânea, postura e choro);a coloração da sua pele (palidez, icterícia, cianose e pletora);o padrão da sua respiração (ritmo, profundidade, utilização de músculos acessórios, batimento de asa de nariz e sons emitidos);seus sinais vitais (temperatura, frequências cardíaca e respiratória e pressão arterial). E para obter êxito

Diabetes Mellitus tipo 2: Resumo com mapa mental | Ligas

Definição O diabetes mellitus (DM) consiste em um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia persistente, decorrente de deficiência na produção de insulina ou na sua ação, ou em ambos. A classificação da doença se baseia na etiologia. O DM2 cursa primariamente com resistência periférica à insulina, que ao longo do tempo se associa à disfunção progressiva das células beta. Trata-se de doença poligênica, com forte contribuição da herança familiar e de fatores ambientais. Epidemiologia O DM é um importante e crescente problema de saúde a nível mundial, que independe do grau de desenvolvimento de cada país. Estima-se que 8,8% da população global com 20 a 79 anos viva com diabetes e que aproximadamente 50% dos diabéticos desconhecem que têm a doença. No Brasil, cerca de 16 milhões de pacientes possuem DM, tornando o 5° país com mais casos. Entre as doenças crônicas não transmissíveis, o DM2 corresponde a aproximadamente 90% de todos os casos de diabetes. Esse cenário acarreta um alto custo social e financeiro ao paciente e ao sistema de saúde, além de prejuízos à qualidade de vida desse indivíduo, uma vez que o DM2 também está associado a complicações como insuficiência renal, amputação de membros inferiores, doenças cardiovasculares, entre outras. Apesar de ser tradicionalmente descrito como próprio da maturidade, com incidência após a quarta década, o DM2 tem sido cada vez mais observado em crianças e jovens. Quanto à magnitude dos custos envolvidos com a DM no Brasil, até 15,3% dos custos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, no período entre 2008 e 2010, foram atribuídos ao diabetes. De acordo com dados da 9ª edição do Atlas de Diabetes da IDF, 10% da despesa mundial em saúde é direcionado ao
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