Resumo de Obesidade: Tratamento Clínico (Perda Ponderal), epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento | Colunistas

A obesidade é algo preocupante na sociedade atual e que pode trazer grandes malefícios ao indivíduo e à saúde pública.  Definição A obesidade é definida com um acúmulo de gordura corporal em extensão, sendo assim algo prejudicial à saúde da pessoa. Esse acúmulo de gordura causa danos à saúde, associados a dificuldades respiratórias, complicações dermatológicas e distúrbios no aparelho locomotor, em situações mais graves podem acarretar enfermidades como dislipidemias, doenças cardiovasculares, diabetes tipo II, certos tipos de câncer, colelitíase, fígado gorduroso, cirrose, osteoartrite, distúrbios reprodutivos em ambos os sexos e distúrbios psicológicos. No entanto, consequências graves podem variar de acordo com o grau de obesidade do indivíduo. A obesidade compõe o grupo de Doenças Crônicas Não transmissíveis (DCNT), na qual podem ser caracterizadas, por ter início gradual, ter um prognóstico incerto, apresentam também curso clínico indefinido, e podem gerar incapacidades. Diante disso, para que se identifique a obesidade é necessário saber o Índice de Massa Corpórea (IMC), que em adultos independentemente do sexo, podem ser classificados como obesos os que possuem IMC igual ou superior a 30kg/m².  Epidemiologia da obesidade  A obesidade é um grave problema de saúde pública para se enfrentar na atualidade. Levando em consideração a evolução da sociedade, fatores genéticos e ambientais, os seres humanos estão cada dia mais não se preocupando com a saúde.  Diante disso, sabe-se que no Brasil houve taxa de crescimento entre os adultos de 25 a 34 anos (84,2%) e de 35 a 44 anos (81,1%). Ademais, tem-se atualmente no país, 20,7% de mulheres com sobrepeso e 18,7% de homens. Fisiopatologia A fisiopatologia da obesidade se refere ao papel endócrino do tecido adiposo, onde é armazenada a energia. Quando

Isadora Campos

4 min há 51 dias

Caso Eriksen: como a morte súbita pode ser abortada?

No último sábado (12), o mundo se chocou com as imagens da parada cardíaca seguida de morte súbita do jogador Christian Eriksen em campo, durante partida da Dinamarca contra a Finlândia pela Eurocopa. A queda mobilizou os times, equipes médicas e comissão técnica em campo. Após alguns minutos, o público foi informado de que a parada cardíaca do meio-campista de 29 anos foi abortada, e o jogo prosseguiu normalmente. Ao ter seus sinais vitais restabelecidos, boa parte do público imaginou tratar-se de algum episódio de mal estar – convulsão, desmaio, desidratação etc. Em seu Twitter, o professor José Alencar, autor dos livros Manual de ECG e Manual de Medicina Baseada em Evidências, logo chamou a atenção para o fato de que um mal súbito atingiu o jogador, e que a reversão do quadro foi possível devido à rapidez das ações, aos equipamentos disponíveis e outras condições do ambiente. Coordenador da Pós Graduação em Medicina de Emergência da Sanar, o médico cardiologista explicou o acontecimento em vídeo no nosso canal do YouTube. Assista: Professor José Alencar explica a morte súbita abortada. Assunto entrou em alta após a reversão da Morte Súbita Cardíaca (MSC) de Christian Eriksen, jogador da seleção da Dinamarca. O que é morte súbita? A Morte Súbita Cardíaca (MSC), ou parada cardíaca súbita, acontece quando há a interrupção inesperada da atividade cardíaca. A MSC é uma consequência associada a diversos fatores de saúde, e pode ou não ser precedida de determinados sintomas. Nestes casos, os sintomas se apresentam em até uma hora antes da parada cardíaca. Estudos apontam que a morte súbita acomete até 13% das pessoas no planeta; e responde por 50% das mortes por problemas do coração.

Sanar

5 min há 51 dias

Resumo sobre hormônio de crescimento (GH)

Definição O Hormônio de Crescimento (GH) é secretado pela hipófise, liberado na circulação e liga-se a receptores nos tecidos-alvo com o objetivo de crescimento de todo o corpo humano através da sua ação interventiva na formação proteica, multiplicação celular e diferenciação celular. Este hormônio é constituído por uma cadeia única de 198 aminoácidos com duas pontes dissulfídricas internas, sendo a glicina o aminoácido mais importante para a atividade biológica do GH.  O Sistema do GH é constituído pela molécula do hormônio de crescimento (GH), pelo receptor para o hormônio de crescimento (GHR) e pela proteína carreadora do hormônio de crescimento (GHBP), correspondente à porção extracelular do GHR.  Produção e liberação do hormônio de crescimento  Dois genes principais estão relacionados com a síntese do hormônio do crescimento: o gene normal do GH (GH-N ou GH-1, growth hormone-normal gene), expresso na hipófise, e o gene variante do GH (GH-V ou GH-2, growth hormonevariant gene) expresso na placenta e detectável na circulação somente durante a gravidez ou lactação.  O GH é um hormônio produzido pelos somatotrofos no lobo anterior da hipófise e liberada de maneira pulsátil, sendo sua secreção modulada por vários fatores, tais como hormônio hipotalâmico liberador de GH (GHRH), hormônio hipotalâmico inibidor da secreção de GH (somatostatina – SM), grelina, glicocorticoides, ácidos graxos, glicose, insulina, hormônios esteroides, estado nutricional, composição corporal e idade.  A somatostatina exerce um efeito inibitório, enquanto o GHRH e a ghrelina estimulam a secreção de GH por intermédio de receptores específicos distintos acoplados à proteína G.  Receptores  Os receptores para o hormônio de crescimento (GHRs) pertencem à família dos receptores de citocinas, apresentando um domínio extracelular, uma porção transmembranária e um

Sanar

3 min há 57 dias

Resumo de Blastomicose: definições, agente etiológico, quadro clínico e mais

O uso do termo blastomicose, na atualidade, é considerado genérico e pouco utilizado na literatura médica, encontrando-se num processo de instituição de novas terminologias médicas, mais acuradas e adequadas à definição do adoecimento.  No início da década de 1970, os conhecimentos da infectologia eram limitados a dois tipos de blastomicose: a blastomicose sul-americana e a blastomicose norte-americana, sendo denominadas assim pelo local de ocorrência e registro desses casos.  A partir de 1972, a blastomicose sul-americana (muito frequente no brasil e cuja infecção é causada pelo Paracoccidioides brasiliensis), passou a ser designada Paracoccidioidomicose. Todavia, em razão de a doença ocorrer tanto em países da América do Sul quanto da América Central, o termo ‘blastomicose sul-americana’ tornou-se inválido. Consequentemente, não havia motivo para manter-se o termo blastomicose norte-americana, que foi substituído apenas por blastomicose. Embora tais informações sejam registradas há quase 5 décadas, ainda há muita confusão debruçada sobre o uso isolado do termo blastomicose na área médica. É comum que ao falar de blastomicose, exista sempre a necessidade de diferenciar se o autor está se referindo a forma sul ou norte-americana ou as demais formas de apresentação (queloidiana, europeia e cromoblastomicose).  Sendo assim, o objetivo principal deste texto é organizar todas as possíveis formas de encontrar descrições sobre blastomicose na literatura médica, diferenciando-as e caracterizando com os principais e mais importantes achados. Blastomicose norte-americana DEFINIÇÃO: também conhecida APENAS como blastomicose ou doença de Gilchrist. Trata-se de uma micose endêmica (aquelas que ocorrem em determinadas áreas geográficas do planeta por causa das condições ambientais que propiciam a existência saprobiota dos agentes fúngicos na natureza), de acometimento sistêmico e de importação (não circula no Brasil, exceto quando trazida por

Sanar

7 min há 57 dias

Resumo de colangite biliar primária (CBP): epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento

Definição A colangite biliar primária (CBP), anteriormente denominada cirrose biliar primária, é uma doença hepática colestática autoimune mediada por linfócitos T que causa inflamação crônica e destruição progressiva dos ductos biliares interlobulares de pequeno e médio calibre.  A perda sustentada dos ductos biliares intralobulares causa os sinais e sintomas de colestase e, eventualmente, pode resultar em cirrose e insuficiência hepática.  Epidemiologia Os estudos de prevalência da CBP são escassos, mas é rara, com uma prevalência relatada de 19 a 402 casos por milhão de pessoas. Até o final da década de 80, reportava-se incidência de CBP entre 0,6 a 13,7 e prevalência entre 23 e 128 por milhão de habitantes. A partir da década de 90, taxas maiores foram observadas, como a incidência anual de 11 a 32 casos por milhão de habitantes, no Reino Unido, e de mais de 200 casos por milhão de habitantes, em toda Europa.  É evidente a maior prevalência de CBP em mulheres, na proporção de 9 para cada homem, com acometimento principal na quinta década de vida. Pouco se conhece a respeito da influência da raça ou etnia na epidemiologia dessa doença.  Fisiopatologia     A colangite biliar primária é caracterizada por um ataque mediado por linfócitos T em pequenos dutos biliares intralobulares. Um ataque contínuo às células epiteliais do ducto biliar leva à sua destruição gradual e eventual desaparecimento.  Infiltrado de células mononucleares marcante ao redor e destruindo um ducto biliar. © 2021 UpToDate , Inc. e / ou suas afiliadas.  Há evidências contundentes da participação de fatores genéticos e ambientais na etiopatogenia dessa doença. É provável que mais de um gatilho

Sanar

5 min há 58 dias

Resumo da Arterite de Takayasu: epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento

Definição A arterite de Takayasu (AT), também conhecida como “doença sem pulso”, é uma vasculite de grandes vasos, que afeta principalmente a aorta e seus ramos primários. Ocorre inflamação granulomatosa transmural, podendo causar estenose, oclusão, dilatação e/ou formação de aneurismas nas artérias envolvidas. Os pacientes podem apresentar inicialmente sintomas constitucionais, mas posteriormente desenvolver sintomas associados a danos vasculares. Seu diagnóstico persiste como um grande desafio diante das evidências clínicas e laboratoriais inespecíficas.  Epidemiologia Na América do Norte, a incidência anual é de cerca de 1 a 3 casos por milhão de pessoas. Possui distribuição mundial, com maior prevalência na Ásia, chegando a ser 100 vezes maior que em outras partes do mundo. No Japão, estima-se que 150 novos casos ocorram a cada ano. É tipicamente uma doença que acomete mulheres jovens. As mulheres são afetadas em 80 a 90 % dos casos, com uma idade de início geralmente entre 10 e 40 anos.  Fisiopatologia  A causa da AT permanece indefinida. Estudos sugerem importante fatores ambientais, mas poucos foram identificados. Mas, como o próprio nome sugere, as vasculites são processos inflamatórios no epitélio vascular.  O exame imuno-histopatológico mostrou que as células infiltrantes no tecido aórtico consistem principalmente de linfócitos citotóxicos, ativando assim o linfócito TH1 e promovendo a liberação de citocinas como IL-2 e IFN-γ. Há pouca participação da imunidade humoral (anticorpos).  As citocinas irão ativar ativar macrófagos e neutrófilos, que liberarão as citocinas inflamatórias IL-1, TNF- α e TNF-β, ampliando a inflamação tecidual. Esses macrófagos ativados irão se modificar e originar os histiócitos, as células epitelióides e, finalmente, os granulomas (achado histopatológico típico da AT). A inflamação pode

Sanar

5 min há 58 dias
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