Resumo: Sífilis na Gestação | Colunistas

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) são consideradas um problema de saúde pública no Brasil e podem impactar diretamente a saúde reprodutiva da mulher e, consequentemente, a saúde fetal. Das doenças que podem ser transmitidas durante a gestação, da mãe para o filho, a sífilis é a que apresenta as maiores taxas de transmissão. Definição A sífilis é uma infecção sistêmica, causada pelo Treponema pallidum, uma bactéria espiralada e fina, de alta motilidade, capaz de penetrar nos tecidos do organismo do hospedeiro – diretamente nas membranas mucosas ou por feridas na pele. É uma IST curável e exclusiva do ser humano. Na gestação, é preocupante, principalmente, devido ao risco de infecção transplacentária do feto e, consequentemente, complicações severas, como abortamento, prematuridade, natimortalidade, morte do recém-nascido e manifestações congênitas. Epidemiologia da sífilis em gestantes A cada ano, dois milhões de gestações no mundo são afetadas. No Brasil, em 2019, foram notificados 61127 casos de sífilis em grávidas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), sendo observado uma taxa de detecção de 20,8 casos por mil nascidos vivos. Contudo, em relação ao ano anterior, houve uma redução de 3,3% casos notificados, sendo alcançado 21,5 casos por mil nascidos vivos em 2018. Dentre as gestantes notificadas no ano de 2019, 45,1% eram residentes no Sudeste, 21,3% no Nordeste, 15,4% no Sul, 9,9% no Norte e 8,4% no Centro-Oeste. FIGURA 1: Taxa de detecção de sífilis em gestantes de acordo com a região e o ano de diagnóstico.FONTE: Boletim Epidemiológico de Sífilis, 2020. Transmissão da sífilis na gestação A sífilis é transmitida predominantemente por via sexual e vertical, sendo diretamente relacionada à presença das

Resumo sobre Propriedades Mecânicas do Pulmão e da Parede Torácica | Colunistas

Os pulmões têm a importante função de realização das trocas gasosas entre o ar inspirado e o sangue, no qual possa fornecer oxigênio aos tecidos e remover o dióxido de carbono. Para que isso ocorra o ar deve se mover para dentro e para fora deles. As propriedades mecânicas dos pulmões e da parede torácica que determinam como irá ocorrer esse processo, podendo ser influenciadas pela movimentação do ar. Mecânica da ventilação pulmonar Para que a mecânica da ventilação pulmonar ocorra é preciso que se lembre das estruturas que causam a expansão e retração do pulmão. Os Componentes mecânicos: Caixa torácica: esterno, 12 costelas e 12 vértebras torácicasMúsculos inspiratórios: diafragma, músculos intercostaisMúsculos inspiratórios acessórios (respiração forçada): esternocleidomastoideo, músculos escalenos, serrátil anterior, peitoral maior, peitoral menor, trapézio, latíssimo do dordo, eretores da espinha, iliocostal lombar e quadrado lombar.Músculos expiratórios (expiração forçada): músculos reto abdominal, abdominal transverso, oblíquo externo, oblíquo interno. O Ciclo respiratório: Inspiração (entrada de ar): contração (expansão) do diafragma e músculos intercostais com expansão e encurtamento da caixa torácica, elevação das costelas -> aumento do volume intratorácico-> a pressão intrapulmonar fica mais negativa do que a atmosférica-> entrada de ar nos pulmões, processo ativo. Fonte: https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-respiracao. Imagem 1: Esquema ilustrativo da Inspiração. Expiração (saída de ar): relaxamento do diafragma e músculos intercostais, com aumento da pressão intratorácica -> redução do volume intratorácico-> aumento da pressão intrapulmonar-> saída de ar dos pulmões (até que as pressões internas se igualem com as externas), processo passivo. Fonte: https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-respiracao. Imagem 2: Esquema ilustrativo da Expiração.  Propriedades mecânica pulmonar As propriedades para que ocorra essa mecânica

Resumo de Obesidade: Tratamento Clínico (Perda Ponderal), epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento | Colunistas

A obesidade é algo preocupante na sociedade atual e que pode trazer grandes malefícios ao indivíduo e à saúde pública.  Definição A obesidade é definida com um acúmulo de gordura corporal em extensão, sendo assim algo prejudicial à saúde da pessoa. Esse acúmulo de gordura causa danos à saúde, associados a dificuldades respiratórias, complicações dermatológicas e distúrbios no aparelho locomotor, em situações mais graves podem acarretar enfermidades como dislipidemias, doenças cardiovasculares, diabetes tipo II, certos tipos de câncer, colelitíase, fígado gorduroso, cirrose, osteoartrite, distúrbios reprodutivos em ambos os sexos e distúrbios psicológicos. No entanto, consequências graves podem variar de acordo com o grau de obesidade do indivíduo. A obesidade compõe o grupo de Doenças Crônicas Não transmissíveis (DCNT), na qual podem ser caracterizadas, por ter início gradual, ter um prognóstico incerto, apresentam também curso clínico indefinido, e podem gerar incapacidades. Diante disso, para que se identifique a obesidade é necessário saber o Índice de Massa Corpórea (IMC), que em adultos independentemente do sexo, podem ser classificados como obesos os que possuem IMC igual ou superior a 30kg/m².  Epidemiologia da obesidade  A obesidade é um grave problema de saúde pública para se enfrentar na atualidade. Levando em consideração a evolução da sociedade, fatores genéticos e ambientais, os seres humanos estão cada dia mais não se preocupando com a saúde.  Diante disso, sabe-se que no Brasil houve taxa de crescimento entre os adultos de 25 a 34 anos (84,2%) e de 35 a 44 anos (81,1%). Ademais, tem-se atualmente no país, 20,7% de mulheres com sobrepeso e 18,7% de homens. Fisiopatologia A fisiopatologia da obesidade se refere ao papel endócrino do tecido adiposo, onde é armazenada a energia. Quando

Caso Eriksen: como a morte súbita pode ser abortada?

No último sábado (12), o mundo se chocou com as imagens da parada cardíaca seguida de morte súbita do jogador Christian Eriksen em campo, durante partida da Dinamarca contra a Finlândia pela Eurocopa. A queda mobilizou os times, equipes médicas e comissão técnica em campo. Após alguns minutos, o público foi informado de que a parada cardíaca do meio-campista de 29 anos foi abortada, e o jogo prosseguiu normalmente. Ao ter seus sinais vitais restabelecidos, boa parte do público imaginou tratar-se de algum episódio de mal estar – convulsão, desmaio, desidratação etc. Em seu Twitter, o professor José Alencar, autor dos livros Manual de ECG e Manual de Medicina Baseada em Evidências, logo chamou a atenção para o fato de que um mal súbito atingiu o jogador, e que a reversão do quadro foi possível devido à rapidez das ações, aos equipamentos disponíveis e outras condições do ambiente. Coordenador da Pós Graduação em Medicina de Emergência da Sanar, o médico cardiologista explicou o acontecimento em vídeo no nosso canal do YouTube. Assista: Professor José Alencar explica a morte súbita abortada. Assunto entrou em alta após a reversão da Morte Súbita Cardíaca (MSC) de Christian Eriksen, jogador da seleção da Dinamarca. O que é morte súbita? A Morte Súbita Cardíaca (MSC), ou parada cardíaca súbita, acontece quando há a interrupção inesperada da atividade cardíaca. A MSC é uma consequência associada a diversos fatores de saúde, e pode ou não ser precedida de determinados sintomas. Nestes casos, os sintomas se apresentam em até uma hora antes da parada cardíaca. Estudos apontam que a morte súbita acomete até 13% das pessoas no planeta; e responde por 50% das mortes por problemas do coração.

Resumo sobre hormônio de crescimento (GH)

Definição O Hormônio de Crescimento (GH) é secretado pela hipófise, liberado na circulação e liga-se a receptores nos tecidos-alvo com o objetivo de crescimento de todo o corpo humano através da sua ação interventiva na formação proteica, multiplicação celular e diferenciação celular. Este hormônio é constituído por uma cadeia única de 198 aminoácidos com duas pontes dissulfídricas internas, sendo a glicina o aminoácido mais importante para a atividade biológica do GH.  O Sistema do GH é constituído pela molécula do hormônio de crescimento (GH), pelo receptor para o hormônio de crescimento (GHR) e pela proteína carreadora do hormônio de crescimento (GHBP), correspondente à porção extracelular do GHR.  Produção e liberação do hormônio de crescimento  Dois genes principais estão relacionados com a síntese do hormônio do crescimento: o gene normal do GH (GH-N ou GH-1, growth hormone-normal gene), expresso na hipófise, e o gene variante do GH (GH-V ou GH-2, growth hormonevariant gene) expresso na placenta e detectável na circulação somente durante a gravidez ou lactação.  O GH é um hormônio produzido pelos somatotrofos no lobo anterior da hipófise e liberada de maneira pulsátil, sendo sua secreção modulada por vários fatores, tais como hormônio hipotalâmico liberador de GH (GHRH), hormônio hipotalâmico inibidor da secreção de GH (somatostatina – SM), grelina, glicocorticoides, ácidos graxos, glicose, insulina, hormônios esteroides, estado nutricional, composição corporal e idade.  A somatostatina exerce um efeito inibitório, enquanto o GHRH e a ghrelina estimulam a secreção de GH por intermédio de receptores específicos distintos acoplados à proteína G.  Receptores  Os receptores para o hormônio de crescimento (GHRs) pertencem à família dos receptores de citocinas, apresentando um domínio extracelular, uma porção transmembranária e um

Resumo de Blastomicose: definições, agente etiológico, quadro clínico e mais

O uso do termo blastomicose, na atualidade, é considerado genérico e pouco utilizado na literatura médica, encontrando-se num processo de instituição de novas terminologias médicas, mais acuradas e adequadas à definição do adoecimento.  No início da década de 1970, os conhecimentos da infectologia eram limitados a dois tipos de blastomicose: a blastomicose sul-americana e a blastomicose norte-americana, sendo denominadas assim pelo local de ocorrência e registro desses casos.  A partir de 1972, a blastomicose sul-americana (muito frequente no brasil e cuja infecção é causada pelo Paracoccidioides brasiliensis), passou a ser designada Paracoccidioidomicose. Todavia, em razão de a doença ocorrer tanto em países da América do Sul quanto da América Central, o termo ‘blastomicose sul-americana’ tornou-se inválido. Consequentemente, não havia motivo para manter-se o termo blastomicose norte-americana, que foi substituído apenas por blastomicose. Embora tais informações sejam registradas há quase 5 décadas, ainda há muita confusão debruçada sobre o uso isolado do termo blastomicose na área médica. É comum que ao falar de blastomicose, exista sempre a necessidade de diferenciar se o autor está se referindo a forma sul ou norte-americana ou as demais formas de apresentação (queloidiana, europeia e cromoblastomicose).  Sendo assim, o objetivo principal deste texto é organizar todas as possíveis formas de encontrar descrições sobre blastomicose na literatura médica, diferenciando-as e caracterizando com os principais e mais importantes achados. Blastomicose norte-americana DEFINIÇÃO: também conhecida APENAS como blastomicose ou doença de Gilchrist. Trata-se de uma micose endêmica (aquelas que ocorrem em determinadas áreas geográficas do planeta por causa das condições ambientais que propiciam a existência saprobiota dos agentes fúngicos na natureza), de acometimento sistêmico e de importação (não circula no Brasil, exceto quando trazida por
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