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Cardiologia

INTRODUÇÃO: O funcionamento adequado da bomba cardíaca depende de mecanismos que envolvem diferenças de volume e pressão entre as câmaras cardíacas. Essa diferença está diretamente relacionada com o funcionamento das válvulas cardíacas, que permitem o fluxo anterógrado não obstruído do sangue, quando abertas, e previnem o fluxo retrógrado quando fechadas, impedindo o regurgitamento sanguíneo. Assim, defeitos nas valvas cardíacas podem gerar patologias diversas. As valvulopatias podem afetar qualquer uma das quatro válvulas cardíacas, sendo as valvas aórtica e mitral as principais afetadas. Basicamente, as valvulopatias podem ser estenoses ou insuficiências. Nas estenoses, há sobrecarga de pressão nos ventrículos direito ou esquerdo, visto que essas câmaras precisam vencer a barreira da obstrução gerada pela dificuldade de abertura das válvulas, a fim de mandar o sangue adianta na circulação. Nas insuficiências, por outro lado, há uma sobrecarga de volume, visto que o coração precisa bombear mais sangue para compensar o volume regurgitado, o que ocorre devido a dificuldade da válvula em fechar. REVISÃO DA ANATOMIA FUNCIONAL DO CORAÇÃO: O coração é composto por quatro câmaras: 2 átrios, que recebem o sangue, e 2 ventrículos, que ejetam o sangue. O lado direito do coração recebe apenas sangue rico em CO2, enquanto o lado esquerdo recebe sangue bem oxigenado. Com isso, o ventrículo direito impulsiona sangue pobre em O2, vindo do organismo pelo átrio direito, através das veias cavas superior e inferior (VCS e VCI), para o pulmão, por meio das artérias pulmonares – Circulação Pulmonar (pequena circulação). Do pulmão, o sangue oxigenado é transportado ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares, e daí passa para o ventrículo esquerdo que, por meio da aorta, leva o sangue oxigenado para o organismo – Circulação Sistêmica (grande circulação). Imagem: Anatomia do coração. Fonte: Google imagens.  Entre as câmaras cardíacas e os vasos com as quais se comunicam,

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5 min há 745 dias

Cirurgia Reparadora: para que serve e quando é indicada

Confira um resumo completo sobre Cirurgia Reparadora. Entenda porque ela cresceu, qual a sua importância e eficácia, e pontos importantes antes do procedimento. Boa leitura! A cirurgia reparadora As consequências relacionadas com a obesidade são consideradas, atualmente, um dos problemas mais graves enfrentado na saúde pública brasileira e em outros países. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que, atualmente, nos países desenvolvidos, elas sejam os principais problemas de saúde a enfrentar. O aumento da incidência e da prevalência da obesidade se deve principalmente ao estilo de vida, consumo de alimentos ricos em gorduras e açúcares, sedentarismo e redução de consumo de fibras. Esses pacientes enfrentaram diversos programas de emagrecimento clínico antes de realizar a cirurgia bariátrica, portanto, o revestimento cutâneo foi submetido a distensões e retrações seriadas, o chamado “efeito sanfona”, o que pode comprometer a composição proteica responsável pela resistência e elasticidade da pele, especialmente o colágeno e a elastina. Assim, cirurgia como tratamento da obesidade grave vem sendo empregada há quase 50 anos, ocasionando perdas de peso consideráveis nos pacientes. Contudo, não é infrequente que um paciente hiperobeso (IMC superior a 50Kg/m²) apresente, após uma cirurgia bariátrica de sucesso, índices de obesidade, já que após a cirurgia, o emagrecimento estimado é de aproximadamente 50% do excesso de peso, o que significa que, nos casos de pacientes com IMC > 50 kg/m² teremos como resultado índices de massa corpórea de sobrepeso ou obesidade (25 a 30 Kg/m², e 30 a 35 Kg/ m², respectivamente), e alguns ainda terão índices de obesidade mórbida, a depender da gravidade da doença à época da cirurgia. Uma condição constante nessa nova imagem corporal é a flacidez cutânea associada a ptose das diversas regiões anatômicas, como mamas, braços, coxas, glúteos e tronco. Ao lado do impacto psicossocial do dermatocalázio generalizado, também há

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3 min há 745 dias

Semiologia Ocular: o que é, principais exames e mais!

Um bom médico sabe que os olhos não devem ser examinados como órgãos isolados, como se nada tivessem a ver com o restante do organismo, uma vez que doenças oculares podem refletir-se em outros setores, da mesma maneira que patologias de outros sistemas podem ter importantes manifestações nos olhos. Saiba tudo sobre a Semiologia Ocular! O que é Semiologia Ocular O Exame Oftalmológico é um teste que serve para avaliar os olhos, pálpebras e canais lacrimais de forma a investigar doenças oculares, como o glaucoma ou a catarata, por exemplo. Compõe a semiologia ocular: Exame da acuidade visual: é um dos componentes mais conhecidos do exame oftalmológico, que serve para avaliar o potencial de visão da pessoa, sendo feito com a colocação de um letreiro, com letras de diferentes tamanhos ou símbolos, em frente ao indivíduo que tenta lê-las. Exame de movimentos oculares: serve para avaliar se os olhos estão alinhados; Exame de fundoscopia: que serve para diagnosticar alterações na retina ou no nervo óptico; Tonometria: que serve para medir a pressão dentro do olho; e a Avaliação das vias lacrimais: é onde o médico analisa a quantidade da lágrima, sua permanência no olho, sua produção e sua remoção. Outros exames para Semiologia Ocular Além destes exames, o oftalmologista pode encaminhar o paciente para realização de outros exames mais específicos para compor a Semiologia Ocular, como a ceratoscopia computadorizada, a curva tensional diária, o mapeamento da retina, a paquimetria e a campimetria visual, dependendo das suspeitas que surgirem durante o exame oftalmológico. Tais exames serão devidamente destrinchados nesse Super Material. Mas, por que realizar um exame oftalmológico tão detalhado? É de extrema importância que o examinador tenha completo domínio da semiologia ocular, pois por meio dela será possível diagnosticar e tratar doenças, como catarata, glaucoma, retinopatias, arterite

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8 min há 745 dias

Determinação sexual: o que é e como funciona esse processo biológico

Você sabe como funciona a determinação sexual? Preparamos um artigo completo sobre o tema para você tirar todas as suas dúvidas, boa leitura! Determinação Sexual Na espécie humana, o genoma contido no núcleo das células somáticas é constituído por 46 cromossomos, arranjados em 23 pares. Destes 23 pares, 22 são semelhantes tanto em homens, como em mulheres, e por isso são denominados autossomos. O último par, por sua vez, é composto pelos cromossomos sexuais e difere entre os sexos masculino e feminino. SE LIGA NO CONCEITO! Células somáticas são todas as células do corpo, com exceção das células germinativas. Células germinativas são aquelas que desenvolvem os gametas. Imagem: Cariótipo masculino humano. Os pares de cromossomos somáticos são numerados de 1 a 22, por ordem de tamanho. Fonte: Thompson & Thompson Genética Médica Nas mulheres, o par de cromossomos sexuais é formado por dois cromossomos homólogos X. Nos homens, o par sexual é heterólogo, ou seja, é formado por um cromossomo X, equivalente ao encontrado nas mulheres, e por um cromossomo Y. Os membros do par de cromossomos sexuais femininos, tal como os cromossomos autossômicos, são microscopicamente indistinguíveis um do outro, enquanto os cromossomos sexuais masculinos são visualmente diferentes, apesar de se parearem no momento da meiose. SE LIGA NO CONCEITO! Cromossomos homólogos são os membros de um par de cromossomos. Carregam informações genéticas equivalentes, isto é, possuem os mesmos genes na mesma sequência. Existem algumas exceções, porém a regra quase universal é a de que, em humanos, as mulheres possuem o par de cromossomos sexuais XX e os homens, XY. É sabido também que, para a formação dos pares cromossômicos, um dos membros é herdado do pai e o outro, da mãe. A vista dessas informações e dado que os homens possuem cromossomos sexuais heterólogos, é possível afirmar que

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3 min há 745 dias

Doenças Vasculares Renais: tire todas as suas dúvidas!

As doenças vasculares renais, como o próprio nome diz, correspondem a um conjunto de doenças caracterizadas pelo acometimento de vasos responsáveis pelo suprimento ou drenagem sanguínea dos rins. Dentro das doenças vasculares renais existem aquelas que vão acometer vasos menores, como os vasos intrarrenais, e vasos maiores, como é o caso da artéria e veia renal. Antes de abordarmos as doenças em si, vamos revisar brevemente a anatomia e vascularização renal. Anatomia Renal Macroscopicamente, o parênquima renal é dividido em duas regiões: o córtex, que corresponde a região mais externa, e a medula, que é a região mais interna. A camada medular é formada por estruturas cônicas, chamadas de pirâmides de Malpighi, cuja base está localizada no limite do córtex com a medula. Cada estrutura desta, associada ao tecido cortical adjacente, forma um lobo renal. Os vértices dessas pirâmides correspondem as papilas renais, que vão se abrir nos cálices menores, que por sua vez, confluem-se formando os cálices maiores. A confluência dos cálices maiores forma a pelve renal, que corresponde a uma extensão superior do ureter. Imagem: Estrutura interna do rim. Fonte: Gray’s Anatomy for Students 4ed (adaptado) Quanto ao suprimento sanguíneo, podemos considerar o rim como um órgão bastante vascularizado. Cada rim recebe, através do seu hilo, a artéria renal, que é um ramo direto da aorta abdominal. Assim que entra no parênquima, a artéria renal se ramifica em artérias interlobares, que seguem entre as pirâmides de Malpighi. As artérias interlobares, por sua vez, dão origem as artérias arqueadas, e essas se ramificam em artérias interlobulares, que vão percorrer todo o córtex renal. Das artérias interlobulares surgem pequenos vasos chamados de arteríolas aferentes. As arteríolas aferentes dão origem a vários ramos que irão se enovelar formando o glomérulo. Após se enovelarem, esses ramos se confluem e formam

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3 min há 745 dias

Endocardite Infecciosa: conceito, classificação e fatores de risco

A Endocardite Infecciosa (EI) é uma doença grave, caracterizada pela invasão de micro-organismos patogênicos (bactérias ou fungos) nas superfícies endocárdicas ou no material protético intracardíaco. Isso resulta em inflamação e lesão local, sendo as valvas cardíacas as mais comumente envolvidas. Cursa com formação de vegetações, únicas ou múltiplas, que são estruturas compostas por plaquetas, fibrina e micro-organismos infecciosos. Conceito de Endocardite Infecciosa A endocardite é o processo infeccioso geralmente bacteriano, da superfície endocárdica do coração. É uma doença comum, que cursa com amplo espectro clínico e alta taxa de mortalidade (em torno de 25%), dependendo do agente etiológico. Afeta mais comumente o sexo masculino, podendo acometer estruturas cardíacas normais, sem lesão prévia. Atualmente, predomina em portadores de próteses valvares e dispositivos implantados, como marcapasso e cardiodesfibrilador, usuários de drogas intravenosas, imunossuprimidos e usuários de dispositivos invasivos, sendo o patógeno mais prevalente o Staphylococcus aureus, responsável por quadros graves e metastáticos. Classificação da Endocardite Infecciosa A endocardite, como quase tudo que envolve a cardiologia, possui diversas classificações de acordo com diferentes critérios, como tipo de valva acometida, evolução da doença e o local de aquisição da infecção. Tipo de valva acometida Pode ser nativa ou protética, que ainda é subdividida em precoce, de até 1 ano, ou tardia, após 1 ano da colocação da prótese. Evolução da doença A endocardite infecciosa pode ser aguda, quando tem menos de 6 semanas. Geralmente, é causada por organismos altamente virulentos que produzem lesões necróticas, ulcerativas e destrutivas. São lesões difíceis de curar e normalmente precisam de cirurgia. Quando possui mais que 6 semanas, é chamada de subaguda, podendo persistir por meses, e a cura frequentemente é obtida com antibióticos. Aquisição da infecção A Endocardite Infecciosa pode ser adquirida na comunidade ou nosocomial. Semelhante à pneumonia nosocomial, para a EI ser encaixada nesta

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3 min há 745 dias
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