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Acalasia

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2 min minhá 637 dias

Antropologia forense

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3 min minhá 637 dias

Cardiologia

INTRODUÇÃO: O funcionamento adequado da bomba cardíaca depende de mecanismos que envolvem diferenças de volume e pressão entre as câmaras cardíacas. Essa diferença está diretamente relacionada com o funcionamento das válvulas cardíacas, que permitem o fluxo anterógrado não obstruído do sangue, quando abertas, e previnem o fluxo retrógrado quando fechadas, impedindo o regurgitamento sanguíneo. Assim, defeitos nas valvas cardíacas podem gerar patologias diversas. As valvulopatias podem afetar qualquer uma das quatro válvulas cardíacas, sendo as valvas aórtica e mitral as principais afetadas. Basicamente, as valvulopatias podem ser estenoses ou insuficiências. Nas estenoses, há sobrecarga de pressão nos ventrículos direito ou esquerdo, visto que essas câmaras precisam vencer a barreira da obstrução gerada pela dificuldade de abertura das válvulas, a fim de mandar o sangue adianta na circulação. Nas insuficiências, por outro lado, há uma sobrecarga de volume, visto que o coração precisa bombear mais sangue para compensar o volume regurgitado, o que ocorre devido a dificuldade da válvula em fechar. REVISÃO DA ANATOMIA FUNCIONAL DO CORAÇÃO: O coração é composto por quatro câmaras: 2 átrios, que recebem o sangue, e 2 ventrículos, que ejetam o sangue. O lado direito do coração recebe apenas sangue rico em CO2, enquanto o lado esquerdo recebe sangue bem oxigenado. Com isso, o ventrículo direito impulsiona sangue pobre em O2, vindo do organismo pelo átrio direito, através das veias cavas superior e inferior (VCS e VCI), para o pulmão, por meio das artérias pulmonares – Circulação Pulmonar (pequena circulação). Do pulmão, o sangue oxigenado é transportado ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares, e daí passa para o ventrículo esquerdo que, por meio da aorta, leva o sangue oxigenado para o organismo – Circulação Sistêmica (grande circulação). Imagem: Anatomia do coração. Fonte: Google imagens.  Entre as câmaras cardíacas e os vasos com as quais se comunicam,

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5 minhá 637 dias

Cirurgia reparadora

INTRODUÇÃO: As consequências relacionadas com a obesidade são consideradas, atualmente, um dos problemas mais graves enfrentado na saúde pública brasileira e em outros países. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que, atualmente, nos países desenvolvidos, elas sejam os principais problemas de saúde a enfrentar. O aumento da incidência e da prevalência da obesidade se deve principalmente ao estilo de vida, consumo de alimentos ricos em gorduras e açúcares, sedentarismo e redução de consumo de fibras. Esses pacientes enfrentaram diversos programas de emagrecimento clínico antes de realizar a cirurgia bariátrica, portanto, o revestimento cutâneo foi submetido a distensões e retrações seriadas, o chamado “efeito sanfona”, o que pode comprometer a composição proteica responsável pela resistência e elasticidade da pele, especialmente o colágeno e a elastina. Assim, cirurgia como tratamento da obesidade grave vem sendo empregada há quase 50 anos, ocasionando perdas de peso consideráveis nos pacientes. Contudo, não é infrequente que um paciente hiperobeso (IMC superior a 50Kg/m²) apresente, após uma cirurgia bariátrica de sucesso, índices de obesidade, já que após a cirurgia, o emagrecimento estimado é de aproximadamente 50% do excesso de peso, o que significa que, nos casos de pacientes com IMC > 50 kg/m² teremos como resultado índices de massa corpórea de sobrepeso ou obesidade (25 a 30 Kg/m², e 30 a 35 Kg/ m², respectivamente), e alguns ainda terão índices de obesidade mórbida, a depender da gravidade da doença à época da cirurgia. Uma condição constante nessa nova imagem corporal é a flacidez cutânea associada a ptose das diversas regiões anatômicas, como mamas, braços, coxas, glúteos e tronco. Ao lado do impacto psicossocial do dermatocalázio generalizado, também há implicações médicas, com doenças como o intertrigo e limitações funcionais para deambulação, micção e atividade sexual. Dessa forma, como forma de reparação do excedente cutâneo e flacidez, a

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3 minhá 637 dias

Semiologia ocular

INTRODUÇÃO: Um bom médico sabe que os olhos não devem ser examinados como órgãos isolados, como se nada tivessem a ver com o restante do organismo, uma vez que doenças oculares podem refletir-se em outros setores, da mesma maneira que patologias de outros sistemas podem ter importantes manifestações nos olhos. O exame oftalmológico é um teste que serve para avaliar os olhos, pálpebras e canais lacrimais de forma a investigar doenças oculares, como o glaucoma ou a catarata, por exemplo. Compõe a semiologia ocular: o exame da acuidade visual, que é um dos componentes mais conhecidos do exame oftalmológico, que serve para avaliar o potencial de visão da pessoa, sendo feito com a colocação de um letreiro, com letras de diferentes tamanhos ou símbolos, em frente ao indivíduo que tenta lê-las; o exame de movimentos oculares, que serve para avaliar se os olhos estão alinhados; o exame de fundoscopia, que serve para diagnosticar alterações na retina ou no nervo óptico; a tonometria, que serve para medir a pressão dentro do olho; e a avaliação das vias lacrimais, onde o médico analisa a quantidade da lágrima, sua permanência no olho, sua produção e sua remoção. Além destes exames, o oftalmologista pode encaminhar o paciente para realização de outros exames mais específicos, como a ceratoscopia computadorizada, a curva tensional diária, o mapeamento da retina, a paquimetria e a campimetria visual, dependendo das suspeitas que surgirem durante o exame oftalmológico. Tais exames serão devidamente destrinchados nesse Super Material. Mas, por que realizar um exame oftalmológico tão detalhado? É de extrema importância que o examinador tenha completo domínio da semiologia ocular, pois por meio dela será possível diagnosticar e tratar doenças, como catarata, glaucoma, retinopatias, arterite temporal, esclerose múltipla e meningiomas. O olho é um órgão de forma quase esférica, que mede, no

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7 minhá 637 dias

Desenvolvimento neuropsicomotor

INTRODUÇÃO: O conceito de desenvolvimento é amplo e se relaciona aos vários aspectos que caracterizam a evolução humana desde a sua concepção, abrangendo crescimento, maturação, aprendizagem e aspectos psíquicos e sociais em uma transformação dinâmica, complexa e contínua. É importante enfatizar tanto a importância da carga genética nesse processo como a dos fatores ambientais, sendo que estes podem ser otimizados com estímulos e experiências apropriadas. A criança deve atravessar cada fase seguindo uma sequência com certa regularidade e, se não for estimulada no momento apropriado, não conseguirá superar este atraso no desenvolvimento. Por isso, a avaliação do desenvolvimento faz parte do conjunto de cuidados que visam promover uma infância saudável. Dado isso, o profissional deve conhecer a sequência da evolução das várias funções e os fatores que risco que podem comprometer este processo. O desenvolvimento compreende alguns domínios de função, todos interligados, sendo eles: sensorial, emocional, linguagem, adaptativo, cognitivo, adaptativo e motor. SE LIGA! O sistema nervoso participa de toda a ordenação funcional do indivíduo que está se desenvolvendo. O seu tecido cresce e amadurece exponencialmente nos primeiros anos de vida, logo, sofre de maneira mais intensa as consequências de experiências negativas e de adversidades da natureza ou do ambiente. Por outro lado, devido a sua maior plasticidade, também é mais propenso a responder a experiências positivas, estímulos e intervenções que possam ser necessárias. Por isso, é tão importante a avaliação do desenvolvimento infantil, pois intervenções precoces geram melhores resultados. AVALIAÇÃO: As consultas pediátricas devem avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Algumas escalas foram desenvolvidas com o objetivo de guiar a avaliação profissional, como o teste de Gesell, o teste de triagem de Denver II, a escala de desenvolvimento infantil de Bayley, dentre outros. No Brasil, a Caderneta de Saúde da Criança do Ministério da Saúde, disponibiliza uma sistematização para

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2 minhá 637 dias

Doenças orificiais

INTRODUÇÃO: Quando falamos em doenças orificiais, estamos querendo abordar o conjunto de patologias benignas que acometem o canal anal, ânus, margem anal, períneo e a região sacrococcígea, sendo aqui abordadas a doença hemorroidária, fissuras anais, abscessos e fístulas perianais. Antes de adentrarmos em cada patologia, precisamos fazer uma breve revisão sobre a anatomia da região perianal e sobre seu exame físico. ANATOMIA: O reto é a porção final do trago gastrointestinal, sendo dividido do canal anal pela linha pectínea. Essa divisão é importante, já que é onde diversas mudanças histológicas, fisiológicas e da própria anatomia ocorrem. Assim, é a linha pectínea que irá delimitar a divisão entre o epitélio colunar simples proximal e o epitélio estratificado distal, a inervação visceral proximal e a inervação somática distal. É nessa região que iremos encontrar as colunas retais, compostas pelas criptas (criptas de Morgagni), no interior das quais os ductos excretores das glândulas anais se abrem. Imagem: Foto da anatomia retal. Fonte: Google imagens. Em relação a vascularização dessa região, teremos o plexo venoso superior, encontrado acima da linha pectínea, responsável pela drenagem sanguínea do reto; e o plexo venoso inferior, responsável pela drenagem sanguínea do canal anal, sendo eles os responsáveis pela principal doença que iremos estudar neste material. Sendo um órgão responsável pelo armazenamento e posterior excreção de tudo que não fora absorvido da digestão, junto com as bactérias, essa região possui uma grande rede muscular para manter o tônus funcionante. Assim, teremos os músculos esfíncteres externo e interno, sendo o primeiro composto por fibras estriadas voluntárias, enquanto o segundo é composto por fibras lisas involuntárias. Agora que tivemos uma breve abordagem dos principais pontos da anatomia, já podemos adentrar em seu exame físico. EXAME FÍSICO PROCTOLÓGICO:  O exame proctológico deve ser realizado sempre que o paciente apresenta sintomas que

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8 minhá 637 dias

Encefalites

DEFINIÇÃO: Inicialmente, é importante destacar que existem alguns conceitos muitas vezes confundidos dentro da neurologia, como os conceitos de: meningite, encefalite e meningoencefalite. Meningite é a inflamação ou edema das meninges ao redor do cérebro e da medula espinhal; encefalite ocorre quando há inflamação do cérebro propriamente dito; e meningoencefalite é a inflamação das meninges e do cérebro, ou seja, a junção dos dois anteriores. Do ponto de vista clínico, os sinais e sintomas podem nos ajudar a diferenciar a meningite da encefalite, de modo que os achados mais comuns na meningite são cefaleia, febre, letargia e meningismo (sinais de irritação meníngea – rigidez de nuca e os sinais clínicos de Kernig e Brudzinski); enquanto que nas encefalites, os achados mais frequentes são alterações de funções (estado mental ou cognitivo-comportamental) ou sinais neurológicos focais. Meningite Encefalite Acometimento das meninges Acometimento do cérebro Sinais de irritação meníngea Alterações de função Cefaleia Sinais neurológicos focais SE LIGA! Encefalite é a presença de um processo inflamatório no parênquima encefálico, associado com a evidência clínica de disfunção encefálica. EPIDEMIOLOGIA E ETIOLOGIA: As encefalites podem ser desencadeadas por diversos tipos de etiologias, fazendo com que a epidemiologia do acometimento seja dependente do tipo etiológico. Desse modo, são possíveis etiologias: infecciosa, pós-infecciosa, autoimune e paraneoplásica. SE LIGA! Segundo o DataSUS, no ano de 2019, ocorreram 2.431 internações por causa de encefalites virais. A região nordeste merece destaque, pois, constitui cerca de 44% de todos os casos. Ainda, foi observada uma incidência maior na população pediátrica, em especial, as crianças entre 1 – 4 anos de idade. Dentre as encefalites de causa infecciosa, na maioria das vezes

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