Abordagem da dor musculoesquelética no pronto socorro

Embora a dor musculoesquelética possa indicar apenas inflamação muscular, é importante estar atento aos sintomas persistentes que envolvam fraqueza, movimento limitado, rigidez e dor crônica, pois a abordagem médica é diferente. Roteiro da anamnese reumatológica no PS Dor intra-articular x extra articular; Importante avaliar na palpaçãoArtralgia mecânica  x Artralgia inflamatória; Mecânica: rigidez matinal < 30 min, piora com movimentação e melhora com repouso Inflamatória: contínua, pior pela manhã, melhora com movimentaçãoDuração; Episódios prévios; Sintomas constitucionais. CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA DA SANAR Exame físico direcionado em pacientes com dor musculoesquelética Inspeção;Localização, simetria Palpação;Avaliar sinais flogísticos e derrame articular Avaliar amplitude de movimento ativa e passivamente. Fibromialgia Quadro clínico: Dor musculoesquelética subjetiva, difusa;Dor intra e extra articular; Fadiga, sono não reparador, transtorno de humor; Respondem mal ao anti-inflamatório. Diagnóstico: Clínico Exames gerais, PCR/VHS, enzimas musculares, eletrólitos (opcional) Conduta no PS: Educação; Terapia de resgate: Tramadol 50mg de 12/12h (max 200mg/dia); Alta com orientações; Encaminhar para acompanhamento em unidade básica de saúde;Pode ser utilizado: Ciclobenzaprina 5mg, à noite. CONHEÇA A PÓS EM PSIQUIATRIA DA SANAR Osteoartrite Quadro clínico: Dor articular, que é precipitada ou piora com o movimento; Melhora com o repouso; Rigidez matinal < 30min; Redução da amplitude do movimento articular; Fraqueza da musculatura periarticular; Acomete principalmente interfalangianas distais; No joelho pode ter aumento de volume e crepitação. Diagnóstico: Quadro clínico típico + sinais radiológicos fecha o diagnóstico; Sinais radiológicos:

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1 minhá 80 dias

Rotina do residente de Reumatologia

A Reumatologia é uma especialidade complexa, que exige amplo conhecimento para diagnóstico e tratamento eficaz. Por isso, a rotina do residente em Reumatologia envolve uma gama de atividades e aprendizados diversos. São 2.383 reumatologias no Brasil (1,15 por 100 mil habitantes). A especialidade é primeira opção de apenas 0,4% dos recém-formados em Medicina. 197 médicos estavam na residência em Reumatologia, que possuía 312 vagas autorizadas em 2018, de acordo com a Demografia Médica no Brasil, do Conselho Federal de Medicina (CFM), do mesmo ano. Quem vai contar para você como é a rotina do residente de Reumatologia são… Janaina Baggio, R1 de reumatologia, no HC-USP Carla Baleeiro, R2 de reumatologia, no HC-USP Existem muitas coisas que você precisa saber para escolher bem a sua residência em Reumatologia. Então continue a leitura e veja todos os detalhes sobre essa especialidade! A escolha da residência em Reumatologia Janaína diz que sempre gostou de Clínica Médica e, das especialidades derivadas, se encantou pela Reumatologia por considerá-la completa e com alto grau de complexidade.  “Dentro das especialidades clínicas, é a que envolve quase todas as especialidades porque o acometimento da doença é multissistêmico e necessita de conhecimento nas áreas pulmonar, cutânea, renal, oftalmológica, entre outras”, explica. A escolha pelo Hospital das Clínicas ocorreu porque, segundo Janaína, a USP, além de ser uma instituição de referência, é uma das que mais oferecem vagas para a Reumatologia.   “São poucos lugares do Brasil que, realmente, tem [programas de] Reumatologia. A USP oferece 12 vagas, então, vale a pena tentar fazer aqui. Além disso, o serviço é maravilhoso, completo desde a investigação, com laboratório e exame

Sanar Residência Médica

9 minhá 125 dias

As melhores residências em Reumatologia

É sempre muito dificil determinar quais são as melhores residências em reumatologia pois corremos o risco de deixar boas para trás. Entretanto, a proposta aqui é apontar aquelas notadamente reconhecidas. A Reumatologia A reumatologia é a especialidade médica que se ocupa das doenças reumáticas, condições patológicas que acometem o tecido conjuntivo (articulações, ossos, músculos, tendões e ligamentos). Atualmente, dedica-se ao diagnóstico e tratamento das mais de 120 doenças reumáticas catalogadas. São enfermidades que podem ser agudas e até mesmo crônicas e atingem indivíduos de qualquer idade.  Em Reumatologia, além do quadro clínico apresentado, frequentemente é preciso a utilização de métodos complementares de investigação, entre eles exames laboratoriais ou radiográficos, ecografia ou ressonância magnética de modo a auxiliar o médico em um diagnóstico preciso para definição de tratamento – que será feito de acordo com a necessidade de cada paciente. Métodos auxiliares de tratamento como Fisioterapia e Acupuntura também são praticados para amenizar os sintomas, melhorar e até restabelecer as funções neuromusculares, mas somente devem ser feitas com prescrição médica. O reumatologista é o especialista que possui o conhecimento teórico e prático necessário para diagnosticar, tratar e prevenir esses males.  Doenças reumatológicas São diversos os subtipos das doenças que podem ser caracterizadas por alterações funcionais do sistema musculoesquelético, como: Doenças difusas do tecido conjuntivo: lúpus sistêmico, artrite reumatóide, esclerose sistêmica, doença muscular inflamatória, policondrite recidivante, doença mista do tecido conjuntivo, Síndrome de Sjogren;Doenças osteometabólicas: osteoporose, doença de Paget, osteomalácia, hiperparatireoidismo;Vasculites sistêmicas: poliangeíte granulomatosa, arterite temporal, poliarterite nodosa, entre outras;Doenças degenerativas: osteoartrite;Reumatismos extra-articulares: fibromialgia, bursites, tendinites, fasceíte plantar; espondiloartrites;Artropatias microcristalinas: gota e condrocalcinose;Artropatias reativas: febre reumática, doença Lyme, hepatite C, artrites infecciosas, osteomielite;Artropatias secundárias e

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8 minhá 138 dias

Novas diretrizes para o diagnóstico de fibromialgia | Colunistas

Antes de abordar as novas diretrizes para o diagnóstico de fibromialgia, é interessante recordar a definição dessa doença. A fibromialgia é uma síndrome, caracterizada por uma dor musculoesquelética difusa e crônica. Há um distúrbio no processamento da dor associado a outras características secundárias. Ela não é uma doença autoimune ou inflamatória, mas pesquisas sugerem que envolve o sistema nervoso. O paciente com essa doença apresenta alta sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura, pelo examinador ou por qualquer outra pessoa. Aliados a esse sintoma característico estão: fadiga ou cansaço, distúrbios do sono, rigidez matinal, parestesias de extremidades, sensação subjetiva de edema e distúrbios cognitivos, com alteração de atenção e memória. A fibromialgia é uma doença reumatológica e, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, é muito frequente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 5% dos pacientes que vão em um consultório de Clínica Médica são diagnosticados com fibromialgia, ao passo que 10 a 15% dos que vão ao consultório de Reumatologia apresentam essa condição. Ainda, a fibromialgia é mais prevalente em mulheres do que em homens, possivelmente devido a questões hormonais. De acordo com a American College of Rheumatology, 2 a 4% das pessoas são afetadas pela fibromialgia. Em geral, a fibromialgia é uma condição diagnosticada mais em mulheres na faixa etária de 30 a 60 anos. O seu diagnóstico é clínico, sendo solicitados exames apenas para diagnóstico diferencial. Torna-se difícil diagnosticar os pacientes com fibromialgia na prática diária, visto que não há um marcador laboratorial objetivo ou indícios em exames de imagem. Sendo assim, por vezes, o diagnóstico varia com a experiência de cada médico. A American College of Rheumatology descreve os critérios diagnósticos da fibromialgia, no exame físico do paciente.

Gabriela Bochi

4 minhá 162 dias

Fator antinuclear (FAN): Dicas para a interpretação dos resultados | Colunistas.

Considerações gerais sobre FAN A pesquisa de auto anticorpos contra proteínas do núcleo e citoplasma celulares (FAN) pode auxiliar expressivamente o diagnóstico de doenças reumatológicas de caráter autoimune, que são difíceis de diagnosticar. Elas se apresentam com quadros clínicos sobrepostos, dificultando um diagnóstico preciso e consecutivamente o direcionamento da investigação laboratorial complementar, essencial para o especialista referendar a hipótese diagnostica. A investigação dos auto anticorpos é realizada com o soro dos pacientes que será colocado em contato com células de tumor de laringe denominadas HEP 2 (substrato da reação) na técnica de imunofluorescência indireta (IFI). A escolha na utilização destas células foi devido às mesmas se replicarem rapidamente, permitindo inclusive a investigação de anticorpos contra proteínas  expressas no aparelho mitótico e no núcleo nas diferentes fases do ciclo celular, tais como: proteínas do centrômero, as que se expressam durante a proliferação celular/antígeno nuclear de células em proliferação (PCNA, antígeno nuclear de células em proliferação), CENP-F (proteína F do centrômero) e inúmeras outras presentes no processo de divisão celular como fuso mitótico, centríolo e outras. Vale ressaltar que esta técnica é de utilização mundial, o que favorece a troca de informações entre os grandes centros de investigação. A técnica exige que no teste de triagem qualitativo (positivo ou negativo para presença de auto anticorpos, o soro seja diluído 80 vezes, pois abaixo desta diluição muitos resultados de indivíduos normais podem apresenta-se positivos. Isto deve-se a todos os seres humanos possuírem auto anticorpos, em condições não patológicas. É inegável a necessidade de uma constante reflexão sobre as características intrínsecas do teste, como sensibilidade, especificidade e valores preditivos na prática clínica, porém isto muitas vezes é difícil de ser compreendido.

Maristela Adamovski

5 minhá 426 dias

Caso Clínico: Artrite Reumatoide | Ligas

Área: Reumatologia / Clínica Médica Autores: Isabela Santos Gois e Ellen Priscila Graça e Silva Revisor(a): Catarina Fagundes Moreira Orientador(a): Maria Fernanda Malaman Liga: Liga Acadêmica de Clínica Médica (LACM) Apresentação do caso clínico Paciente C.A.M, sexo feminino, 35 anos, chegou à consulta queixando-se de “dor nas articulações” há 8 meses. Foi relatado que a dor se iniciou nas falanges (articulações interfalangianas proximais) dos membros superiores e a paciente, então, fazia uso de Ibuprofeno diário e com evidente alívio. Entretanto, após algum tempo, percebeu que a dor acometia todas as articulações das mãos. Refere ainda que, também, passou a ter dores em coluna cervical e em ambos os joelhos.  Alega acordar todos os dias com a sensação de que está “enferrujada” e com o “corpo travado”, mas melhora ao longo do dia. Refere ainda que se sente pior ao realizar algumas atividades domésticas e que essas dores, as vezes, a impedem de ir ao trabalho, além de sentir um “cansaço” sem causa aparente e uma sensação de febre. Paciente reitera que, além da dor, percebe que essas áreas se encontram avermelhadas, quentes e edemaciadas.    Ao exame físico Geral: BEG, lucido, corado, acianótico, anictérico, febril (38 º C). Ausculta cardíaca: BRN2T, sem sopro. Ausculta respiratória: MVRV, sem ruídos adventícios. Ossos e articulações: dor a palpação nas articulações das mãos, com presença e edema local e deformidades ósseas: desvio ulnar e atrofia interóssea. Exames Laboratoriais Hb: 11g/dl Leucócitos: 11.500 /ul Plaquetas: 500.000/ul Fator reumatoide sérico e anti-ccp positivos
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