O sinal de Rovsing no diagnóstico de apendicite aguda | Colunistas

Fonte: Semiologia Médica UFOP Definição e aplicabilidade O sinal de Rovsing foi expostoem 1907 por Niels ThorkildRovsing, cirurgião dinamarquês, descrevendo-o como um sinal que, quando positivo, sugere a presença de inflamação peritoneal por apendicite aguda, caso o paciente possua outros sintomas que condizem com o panorama. Também intitulado como “sensibilidade rebote referida”, é um sinal de baixa especificidade, mas bastante importante para semiologia e diagnóstico. Assim, ao palpar o quadrante inferior esquerdo do abdômen do paciente e o mesmo referir dor no quadrante inferior direito, o sinal de Rovsing é dado como positivo. Logo, ao fazer a palpação, ocorre a compressão retrógada dos gases, causando dor na fossa ilíaca direita. Desse modo, ao impulsionar os gases do cólon esquerdo no sentido antiperistáltico até o ceco, ocorre a distensão do mesmo e do apêndice, ocasionando desconforto, o que auxiliará a diagnosticar a inflamação do apêndice. Fonte: www.romulopassos.com.br Apendicite aguda O apêndice é um divertículo verdadeiro normal do ceco. A apendicite é justamente a inflamação aguda desse divertículo. Adolescentes e crianças são os comumente afetados, sendo os indivíduos do sexo masculino mais acometidos por essa enfermidade, quando comparados com os do sexo feminino. Caso não seja diagnosticado corretamente, a apendicite aguda pode ser confundida com linfadenite mesentérica, salpingite aguda, gravidez ectópica e diverticulite de Meckel; logo, um diagnóstico preciso é de grande importância para que não ocorra essa confusão, salientando o papel do sinal de Rovsing para essa determinação. A apendicite aguda é o resultado de aumentos progressivos da pressão intraluminal, que gera o comprometimento do fluxo venoso, sendo que, na maioria dos casos (50-80%), ocorre a obstrução luminal evidente (podendo ser por fezes endurecidas ou gordura). A proliferação bacteriana

Livro de Semiologia: Qual vale mais a pena?

Um bom livro de Semiologia pode ser a chave para garantir um bom desempenho na matéria. E isso não é apenas importante pelo sucesso na faculdade, mas também é um aprendizado para toda a sua carreira médica. Porém, escolher qual livro vai ser mais adequado pra você não é uma tarefa fácil. Como em todas as disciplinas, não existe uma unanimidade, por conta da variedade de literaturas renomadas existentes. Além disso, nem sempre o livro mais recomendado é o que vai se adequar melhor às suas necessidades, por isso é necessário olhar para a sua realidade. Confira agora ótimas opções para você escolher o seu livro de Semiologia. Semiologia Médica – Porto O Porto é conhecido como uma das principais referências em Semiologia. Ao longo de 30 anos, essa obra foi acumulando avaliações positivas e hoje é, provavelmente, a literatura mais conhecida do país dentro dessa área. O seu conteúdo é constantemente atualizado, o que mantém a relevância do que está sendo abordado e garante ao estudante um acesso completo aos assuntos. Outro ponto positivo do Porto são as suas ilustrações, que também são constantemente renovadas e buscam otimizar a didática dos procedimentos. Até os referenciais anatômicos foram detalhados para melhorar a qualidade das ilustrações. Seu preço, porém, é salgado. Ultrapassando os 500 reais, não costuma ser um livro que os estudantes compram com frequência. Assim, seu contato com ele provavelmente vai ser pela biblioteca ou em algum PDF. Mas nem por isso ele não deve ser mencionado nessa lista, visto que é um livro de Semiologia bastante renomado. Livro de Semiologia acessível Convenhamos que não são

Sinal de Babinski: qual a importância desse reflexo ‘centenário’ na semiologia? | Colunistas

O médico Joseph François Félix Babinski anunciou seu famoso “reflexo cutâneo plantar em extensão” – que posteriormente ganhou o nome de “sinal de Babinski” – em uma publicação de fevereiro de 1896. O “fenômeno dos artelhos” já havia sido identificado por outros neurologistas, sendo inclusive retratado em pinturas, como a de Botticelli (Figura 1). Todavia, Babinski foi o primeiro a associar o reflexo à presença de uma afecção orgânica do sistema nervoso central, permitindo a sua diferenciação das “hemiplegias histéricas”, comuns à época. FONTE: https://semiobloguneb.wordpress.com/2017/05/07/babinski-na-arte/#:~:text=Sandro%20Botticelli%20(1445%2D1510),os%20Oito%20Anjos%20(1478).&text=O%20registro%20de%20batismo%20com,a%20um%20capricho%20do%20pai. No seu artigo de 1896, o médico descreve o sinal em diversos casos de paraplegia, hemiplegia e hemiparesia, recentes ou crônicas, resultantes de lesões orgânicas centrais. Com a excitação do lado afetado, ocorre a flexão da coxa sobre a bacia, da perna sobre a coxa e do pé sobre a perna; no entanto, os artelhos, que fisiologicamente devem se fletir, executam um movimento de extensão sobre o metatarso – caracterizando, assim, o sinal de Babinski. Em seu texto original, a técnica utilizada se restringia a uma “picada” na planta do pé, sem especificar seu local e o padrão do estímulo. Essa padronização foi ocorrer apenas em 1897, a partir do Congresso Internacional de Neurologia, Psiquiatria, Eletricidade Médica e Hipnologia em Bruxelas, cujas discussões também delimitaram a definição do sinal apenas à extensão do hálux. Embora essa extensão também possa ser identificada em estados pós-ictais, após ingestão de determinadas drogas, durante o sono e em crianças até o primeiro ano de vida, não sendo, portanto, um sinal patognomônico, o sinal de Babinski continua fazendo parte do exame físico neurológico. O seu valor semiológico se destaca em pacientes com membros plégicos em vigência da suspeita de uma lesão no 1º neurônio motor, ou seja, nas fibras nervosas que

Relembrando a semiologia mastológica e o autoexame mamário no contexto do câncer de mama | Colunistas

Possivelmente você já ouviu falar do Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama. Ainda não estamos em outubro, mas isso não significa que você não deva sempre ter em mente a necessidade do exame mamário, sendo esse uma das armas principais para o diagnóstico precoce num paciente oncológico. Por conta dessa pandemia, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) estimam que 50 a 90 mil casos de câncer no Brasil ficaram sem diagnóstico nos dois primeiros meses da quarentena. É sempre bom enfatizar que normalmente o câncer de mama tem uma progressão lenta, porém isso pode sempre variar; pense em quantos deixaram de ir a uma consulta por conta dessa paralisação ou talvez deixaram de manter algum tratamento pelo medo de se contaminar com o vírus. No site do Hospital Oncológico A.C. Camargo, há uma plataforma interativa (e gratuita!), onde você pode navegar por cada área corporal, cada uma com uma descrição de sinais que possam servir de um alerta oncológico; além disso, conta com um canal com médicos especializados que buscam avaliar se você necessita realmente de um atendimento em caso de dúvida. Vamos começar essa revisão? O exame clínico mamário Antes de iniciar prontamente a descrição do exame, é importante relembrar os passos de criação de uma boa anamnese; essa deve vir com os dados de identificação do paciente (nome, data e hora do atendimento, número do prontuário, profissão, estado civil, idade, etnia, naturalidade e procedência), descrição correta da queixa principal do mesmo, isto é, o porquê dele estar naquela consulta, sempre buscar realizar a transcrição fiel de suas expressões e não esquecer de registrar o tempo de ocorrência.

Diagnóstico de apendicite aguda: o papel dos sinais de Rovsing, Blumberg e Lapinsky | Colunistas

A apendicite aguda é o quadro mais comum de abdome agudo inflamatório, esse que pode ser definido como quadro de dor abdominal de início súbito com menos de 8 horas de evolução derivado de um quadro inflamatório e/ou infeccioso da cavidade abdominal ou em órgãos e estruturas adjacentes. A apendicite aguda pode ser de diagnóstico difícil nos extremos da vida ou quando o apêndice tiver topografia atípica, particularmente pélvica ou retrocecal. Antes de avaliar os sinais no exame físico, é importante a execução de uma anamnese completa no paciente na emergência hospitalar. O primeiro sintoma é a queixa de dor. Sendo suas principais marcas a progressão para a piora, irradiação específica e exacerbação ao movimento. Esse sintoma, geralmente, inicia-se na região de epigástrio e irradia para a região periumbilical até chegar na fossa ilíaca direita. No entanto, é importante avaliar outros sinais e sintomas comuns, como náuseas e vômitos, febre, inadequação do funcionamento intestinal e, em menor pronúncia, sintomas urinários. Partindo para o exame físico, temos a avaliação de quatro eixos: Inspeção: observa-se pouca movimentação e atitude antálgica (flexão do membro inferior direito na tentativa de aliviar a dor), além de manobras, como tossir ou pulsar, que podem desencadear piora da dor; Palpação: de superficial para profundo, pretende-se identificar dor em fossa ilíaca direita ou difusa com resistência voluntária ou espontânea ao toque. Além disso, pode haver presença de massas.  Nesse eixo, pode-se observar os sinais clássicos da apendicite aguda: Sinal de Blumberg: dor à descompressão brusca em fossa ilíaca direita;Sinal de Rovsing: dor à palpação profunda em fossa ilíaca direita e flanco direito;Sinal de Lapinsky: dor à palpação profunda no ponto de McBurney (localizado no encontro do terço médio com o terço distal da

A semiologia é suficiente para o diagnóstico da apendicite aguda? | Colunistas

A paciente A.G.B dá entrada na emergência relatando dor abdominal, inicialmente em epigástrio, que, após 03 horas de evolução, migrou para fossa ilíaca direita, com defesa muscular ativa e sinais de irritação peritoneal. Provavelmente, você deve ter pensado em apendicite aguda, mas o que define essa etiologia? 1. Descrevendo o abdome agudo O abdome agudo é caracterizado pelo aparecimento súbito de sintomas abdominais, em geral, graves e que precisam de intervenção, sendo esta cirúrgica ou clínica. A dor é o sintoma mais comum dessa etiologia, sendo esta incapacitante, de alta intensidade e de duração variável. 2. Exame físico de abdome No exame físico de abdome, a inspeção, a ausculta, a percussão e a palpação devem ser realizadas nessa ordem, uma vez que a alteração desta pode gerar a movimentação dos gases presentes nas alças intestinais e/ou na cavidade abdominal, dificultando o reconhecimento de possíveis patologias na região. As cinco síndromes de abdome agudo, organizadas de acordo com a prevalência no Brasil, são: Abdome agudo inflamatório: representado, principalmente, por apendicite aguda, colecistite aguda, pancreatite aguda e diverticulite aguda. Abdome agudo perfurativo: representado, principalmente, por úlcera péptica perfurada, mas pode ocorrer a partir de corpos estranhos e secundário a processos inflamatórios. Abdome agudo obstrutivo: representado, principalmente, por hérnias, bridas, aderências e volvos. Abdome agudo hemorrágico: representado, principalmente, por gravidez ectópica rota em mulheres em idade reprodutiva e aneurisma de aorta abdominal roto. Abdome agudo vascular: representado, principalmente, por insuficiência arterial não oclusiva, embolia/trombose de artéria mesentérica superior e trombose de veia mesentérica.
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Áreas
Ciclos da medicina