Caso Clínico: Pneumotórax por iatrogenia | Ligas

Este caso clínico relata sobre um pneumotórax, causado por uma iatrogenia com agulha. O procedimento realizado, causador da lesão, foi uma inativação à seco de pontos gatilho (dry-needling). Identificação do paciente BHN, 21 anos, Brasília, Brasil, estudante de medicina, branca, católica, MSH,  ensino superior. Queixa principal Dor ao respirar e crepitações no peito há 12 horas. História da doença Atual (HDA) Paciente relata ser portadora da síndrome de Ehler Danlos hipermóvel, e por isso faz acompanhamento e tratamento para suas dores crônicas generalizadas. O tratamento é feito pelo método de dry-needling, e ela refere que o fez na manhã do dia 9/06/2020. Após a inserção da agulha, a paciente sentiu um estalo no ápice de seu pulmão no hemitórax esquerdo, logo em seguida da agulha ser retirada, relata que evoluiu com uma dor intensa, 7/10, aguda e que irradiava para o ombro esquerdo. Após 12 horas, sentiu muita dispneia, notou que havia feito um enfisema na região e procurou um hospital com a piora progressiva do quadro e de todos os sintomas. Antecedentes pessoais, familiares e sociais Histórico de vida: A paciente é estudante de medicina, filha de dois médicos, vem de uma família com boas condições sociais e financeiras. Antecedentes fisiológicos e patológicos: paciente está com calendário vacinal em dia, portadora da síndrome de Ehler Danlos hipermóvel, já sofreu várias lesões, desenvolvimento neuropsicomotor normal, nunca repetiu de ano na escola, tem bons hábitos alimentares, não come alimentos processados, praticante de atividade física (musculação) 6 vezes na semana, sempre foi muito ativa e sociável. relata também possuir rinite alérgica, nega qualquer outro tipo de alergia, possui transtorno de

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5 min há 44 dias

Posicionamento Luso-Brasileiro de Emergências Hipertensivas – 2020 | Ligas

O Posicionamento Luso-Brasileiro de Emergências Hipertensivas – 2020 foi realizado pelo Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Conta com mais de 10 autores e foi publicado no periódico mensal Arquivos Brasileiros de Cardiologia no ano de 2020. Ele visa sumarizar as principais e mais recentes informações no que diz respeito às emergências hipertensivas, seus quadros associados e respectivas condutas. É o único posicionamento/diretriz sobre o assunto que consta no site do Departamento de Hipertensão Arterial da SBC. Definição, Epidemiologia e Classificação das Emergências Hipertensivas Emergências hipertensivas (EH) são definidas como quadros de elevação aguda da pressão arterial associada a lesão de órgão-alvo (coração, cérebro, rins e artérias) e risco iminente de morte. Esses quadros necessitam de uma diminuição rápida e gradativa dos níveis pressóricos num prazo de minutos a horas, com monitoramento e uso de fármacos por via parenteral. As EH estão integradas com as urgências hipertensivas num quadro mais geral chamado de crise hipertensiva. A diferença das EH para as urgências hipertensivas é que estas últimas não estão associadas a lesão de órgão-alvo ou risco iminente de morte. A semelhança é que as duas cursam com elevação da pressão arterial, com níveis da sistólica >= 180 mmHg e da diastólica >= 120 mmHg. Ainda temos poucos dados epidemiológicos no que diz respeito à prevalência das emergências hipertensivas. Sabe-se que o acidente vascular cerebral e o edema agudo de pulmão são os quadros clínicos mais encontrados nas emergências hipertensivas. As tabelas 1 e 2 do Posicionamento contam com um rol de situações clínicas associadas a EH e urgências hipertensivas, respectivamente. FONTE: Posicionamento Luso-Brasileiro de Emergências Hipertensivas – 2020

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16 min há 65 dias

Diretrizes de Angina Instável e IAM sem Supra de ST da SBC 2021 | Ligas

A diretriz de Angina Instável e de IAMSST de 2021 tem como objetivo prestar informações à comunidade médica sobre esse relevante tema da área cardiológica e da emergência. A SBC traz nessa atualização da diretriz, novas recomendações que serão bastante importantes no manejo do paciente com angina instável, que é um quadro preocupante e que atinge uma parcela considerável da população brasileira. O que mudou na diretriz de Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST em relação à anterior Epidemiologia O IAM é a principal causa de morte no Brasil e no mundo. No ano de 2017, segundo o DATASUS, 7,06% (92.657 pacientes) do total de óbitos foram causados por IAM. O IAM representou 10,2% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo mais prevalente em pacientes com idade acima de 50 anos, em que representou 25% das internações. No registro BRACE, que avaliou as internações por SCA em 72 hospitais no Brasil, as SCASSST representaram 45,7% das internações, das quais cerca de 2/3 ocorreram por IAM e 1/3 por AI. O estudo revelou, no geral, uma taxa reduzida de uso de terapias que impactam o prognóstico de pacientes com SCA, com importantes diferenças regionais. Além disso, desenvolveu um escore de desempenho demonstrando que quanto maior a aderência a tratamentos comprovados, menor a mortalidade. Fisiopatologia A principal característica fisiopatológica da síndrome coronariana aguda é a instabilização da placa aterosclerótica que irá envolver erosão ou ruptura e subsequente formação de um trombo oclusivo ou suboclusivo. Essa limitação de fluxo, pode ocorrer por outros mecanismos como vasospasmo, embolia ou dissecção coronariana. Outros

Diretrizes de RCP e ACE 2020 da American Heart Association | Ligas

As diretrizes de RCP e ACE 2020 da American Heart Association são sempre muito aguardadas. A AHA é uma organização sem fins lucrativos dedicada à luta contra doenças cardíacas e derrame. Ela tem como meta auxiliar na melhoria da qualidade de vida e participa ativamente do investimento em pesquisas acerca do tema. Nessa perspectiva, visto que a doença cardíaca é a principal causa de morte no mundo e é comumente fator principiante de deficiência e redução da qualidade de vida, esse resumo foi construído visando facilitar o acesso à informação sobre o manejo recomendado diante de uma parada cardiorrespiratória no adulto, na criança e no neonato e teve como base os principais pontos apresentados pela diretriz sobre RCP e ACE da American Heart Association. Suporte básico e avançado de vida para adultos  A parada cardiorrespiratória é um dos problemas mais graves de saúde e caracteriza-se pela ausência de atividade mecânica cardíaca efetiva, confirmada por ausência de pulso juntamente com falha na mecânica ventilatória. E existem algumas diferenças entre a Parada Cardiorrespiratória Intra-Hospitalar (PCRIH) e a Parada Cardiorrespiratória Extra-Hospitalar (PCREH). PCRIH – Cadeia de sobrevivência Na PCRIH, temos que o primeiro passo da cadeia de sobrevivência da AHA é reconhecer e realizar uma prevenção precoce, em seguida, devemos acionar o serviço médico de emergência e iniciar a RCP de alta qualidade (30 compressões seguidas de 2 insuflações), assim que possível, lançamos mão da desfibrilação. Feito isso, passamos para os cuidados pós-PCR que consistem em medidas de otimização neurológica, hemodinâmica, ventilatória e metabólica que aumentam a sobrevida do paciente. Por fim, temos a etapa da recuperação propriamente dita do paciente. PCREH – Cadeia de sobrevivência Na PCREH, o primeiro

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14 min há 72 dias

Diretriz de Síndrome Coronariana Aguda sem supra de ST 2020 da ESC | Ligas

A nova diretriz de síndrome coronariana aguda sem elevação do segmento ST (SCA sem supra de ST) europeia foi apresentada de forma virtual durante o congresso da ESC 2020 e publicada no Eur Heart J (1). A sociedade europeia de cardiologia incorporou muitas informações atualizadas nas novas diretrizes com o papel importante de estruturar o centro de referência para o diagnóstico mais precoce, assim como simplificar o tratamento e orientar o uso de exames (1).   O que mudou As principais novidades dessa diretriz incluem um novo algoritmo para o diagnóstico dos pacientes com suspeita de SCA sem supra de ST (1,2). O primeiro ponto reformulado é o papel fundamental e primordial das troponinas ultrassensíveis (US) que não estavam difundidas na versão anterior do ano 2015. Foi demonstrado que muitos pacientes com clínica compatível que apresentaram a troponina convencional normal já possuíam níveis alterados da troponina US (1). Dessa forma, a ESC recomenda que a análise de troponinas US deve ser realizada na admissão e após 1h, ou ainda entre 0h e 2h, em todos os pacientes com suspeita para poder confirmar ou descartar o diagnóstico dentro das 2 horas, contanto que o kit da instituição seja validado para isso. Se a troponina US estiver disponível no serviço, não há necessidade de pedir outros marcadores como ck, ckmb ou copeptina (1,2). O segundo ponto levantado na nova diretriz é a recomendação de agregar o uso de imagens não invasivas nos pacientes de baixo risco, como a angiografia por tomografia. O uso desse exame pode evitar uma coronariografia convencional em até 30% dos pacientes (1). A angiografia por tomografia recebe agora uma indicação classe IA para excluir o diagnóstico de Síndrome Coronariana

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14 min há 72 dias

Diretriz de manejo da Hemorragia Pós-Parto do ACOG | Ligas

A hemorragia pós-parto ou puerperal (HPP), é a segunda maior causa de morte materna no Brasil e responsável por 25% das mortes de todas as gestantes no mundo segundo a OMS, sendo essa causada principalmente pela atonia uterina. A HPP é dividida em duas categorias primária e secundária, sendo a primária definida como uma perda de sangue excessiva nas primeiras 24 horas. já a secundária é classificada como a perda de sangue de 24 horas a 12 semanas pós-parto. o seu tratamento se inicia de forma profilática  e multidisciplinar por uma conduta ativa do terceiro período do parto. uma vez instalada é necessário outras condutas clinicas ou cirúrgicas a depender do caso. O que mudou nas diretrizes de Hemorragia pós-parto em relação à anterior A versão anterior da diretriz da American college of obstetricians and gynecologists (ACOG) de 2006 definia hemorragia pós-parto como uma perda sanguínea maior que 500ml de sangue em um parto vaginal ou 1000ml em um parto cesario nas primeiras 24 horas após o nascimento. Na nova versão de 2017 da ACOG  foi definido como hemorragia puerperal a perda de sangue ≥ 1000ml independente do tipo de parto ou se a paciente apresentar sinais de hipovolemia associada a qualquer volume de perda de sangue. entretanto, vale ressaltar que a perda sanguínea superior a 500ml em um parto vaginal deve ser considerada anormal e deve ser investigada. Epidemiologia A HPP é a principal causa de morte materna no mundo e a segunda no Brasil, sendo relatados 14 milhões de casos por ano e 140 mil mortes no mundo o que retrata uma morte a cada quatro minutos, ela é mais recorrente em países subdesenvolvidos, pois,

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10 min há 72 dias
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