Os Rins: Anatomia e Função | Colunistas

  Introdução Os rins são pequenos órgãos retroperitoneais com formato de feijão (oval), coloração marrom-avermelhada, localizados um de cada lado da coluna vertebral, a nível das vértebras TXII a LIII. Eles pesam em média 170 gramas cada com 10 cm de comprimento, 5 cm de largura e 2,5 de espessura. Eles estão situados abaixo do Diafragma, o que confere a eles um leve movimento temporário devido ao processo de respiração. O rim esquerdo se relaciona com o estômago, baço, pâncreas, jejuno e cólon descendente enquanto o rim direito é separado do fígado pelo recesso hepatorrenal e, devido a esta localização, ele é anatomicamente 2,5 cm mais baixo que o rim esquerdo, sendo essa uma observação importante para acessos cirúrgicos. Os rins também são revestidos por duas cápsulas sendo chamada de Cápsula verdadeira, de superfície membranosa lisa bem aderida ao órgão. Já a segunda é composta de tecido adiposo e separada em duas pela fáscia renal – estrutura que ajuda a manter o rim em sua posição normal-, sendo denominadas de Gordura perirrenal e Gordura pararrenal.  Hilo Renal Os rins possuem duas margens: uma côncava e uma convexa. Nessa primeira margem, encontra-se o hilo renal e o seio renal, que são estruturas responsáveis pela entrada e saída de vasos, nervos e o ureter. A Artéria Renal derivada da Artéria Aorta Abdominal e se divide em artérias segmentares, interlobares, arqueadas e interlobulares. Já Veia Renal situa-se anteriormente à Artéria Renal e é derivada da Veia Cava Inferior. Foto: Estruturas Renais – Hilo Renal O sangue chega até os rins pela Artéria Renal, que se ramificam em arteríolas aferentes levando o sangue para os capilares glomerulares onde

Juliana Pereira

4 min há 66 dias

Procedimento para colocação de cateter duplo J | Colunistas

Entenda quais são as indicações e como é realizada a colocação de cateter duplo J, além dos cuidados importantes para os pacientes submetidos ao procedimento. O que é o cateter duplo J e quando seu uso é indicado? O cateter duplo J consiste em um stent introduzido no canal ureteral com o objetivo de permitir o fluxo adequado da urina do rim para a bexiga, especialmente nos casos em que essa função é comprometida, como em decorrência de cálculos ureterais ou de processos cicatriciais. Sempre que é necessário algum procedimento de manipulação do ureter (conduto que permite o escoamento da urina da pelve renal para a bexiga) há risco de interrupção definitiva ou temporária do fluxo de urina, sendo necessária implantação do duploJ. Comumente, é utilizado após a retirada a laser de um cálculo, já que esse procedimento cursa com edema local e prejuízo ao fluxo uretero-vesical, e caso não seja bem manejado, implica em risco de desenvolvimento de cólica renal pela obstrução mecânica. Como o procedimento é realizado? A revisão de exames de imagem antes do procedimento contribui para o sucesso técnico por permitir melhor visualização do sistema coletor renal e eventuais interposições que possam precipitar eventos adversos. O cateter é colado no trajeto entre bexiga e rim, no centro cirúrgico, via de regra sob anestesia com sedação leve ou raquianestesia, sem necessidade de realizar incisões, sendo por isso considerado um procedimento de pequeno porte. Há três formas principais de inserção do duploJ: O acesso percutâneo é a principal forma de realização do procedimento, com o paciente em decúbito dorsal e com auxílio de uma microcâmera para permitir visão interna da bexiga e do orifício correspondente

Maria Fernanda Jardim

4 min há 81 dias

INFERTILIDADE MASCULINA | Colunistas

RESUMO A infertilidade é clinicamente caracterizada como a incapacidade de um casal, com vida sexual ativa e sem uso de métodos contraceptivos, obter uma gravidez espontânea em um ano. (Organização Mundial da Saúde – OMS, 1995). Estima-se que a infertilidade é incidente entre 10% a 20% dos casais em idade reprodutiva, sem relação com suas origens étnicas ou sociais. Em torno de 30% dos casos, os homens são os agentes causadores da infertilidade do casal. Desse modo, o fator masculino tem igual importância ao feminino e deve ter equivalente cuidado, visto que muitos autores têm insinuado que a literatura científica está inferiorizando o impacto da infertilidade nos homens ao enfatizarem seus estudos sobretudo nas mulheres. Embora apenas um dos membros do casal seja diagnosticado como infértil, o impasse abrange ambos. O presente trabalho tem o intuito de destacar as causas e os tratamentos atuais para acompanhamento do casal com infertilidade conjugal. INTRODUÇÃO             Estima-se que a infertilidade é incidente entre 10% a 20% dos casais em idade reprodutiva. É fundamental que ambos os parceiros sejam examinados, visto que, em torno de 30% dos casos, os homens são os agentes causadores da infertilidade do casal. Por muito tempo, a infertilidade masculina foi vista como de difícil tratamento, isso ocorreu possivelmente pelo fato de refletir um conjunto de patologias em que as estratégias terapêuticas não eram disponíveis. Na contemporaneidade, acredita-se que 40% dos homens com infertilidade apresentam algum motivo tangível. Os outros 60% possuem avaliação normal e a origem da infertilidade permanece oculta. Dentre os motivos mais comuns, as alterações espermáticas são as mais prevalentes.             Deve-se avaliar o histórico sexual e reprodutivo do casal e classificar a infertilidade em primária ou secundária. A primária é definida quando

Richelly Amanda

8 min há 121 dias

Atrofia urogenital nas mulheres pós-menopausa Colunistas

Introdução A atrofia urogenital, também conhecida como atrofia vaginal ou vagina atrófica é uma condição que afeta mulheres em qualquer faixa etária, mas ocorre principalmente na pós-menopausa devido aos níveis baixos de estrogênio. A menopausa ocasiona os baixos níveis de estrogênio, os quais irão provocar a queda da produção de glicogênio que leva ao afinamento do epitélio vaginal, à perda de elasticidade, à redução da lubrificação, às alterações na sensação genital e aumento do pH vaginal. Menopausa A menopausa é a interrupção definitiva dos ciclos menstruais, ela acontece entre os 45 anos e 55 anos, e é caracterizada pela última menstruação durante um período de 1 ano. É um evento fisiológico onde ocorre a interrupção da produção de estrogênio e progesterona resultando na falência ovariana e na infertilidade. Durante os anos antes da menopausa, a produção de estrogênio e progesterona começam a diminuir e a menstruação e a ovulação ocorrem com menos frequência. A menopausa é dividida em pré-menopausa e pós-menopausa. A pré-menopausa é o período de 3 a 7 anos antes da menopausa, os ciclos menstruais ficam alterados devido a mudanças das taxas hormonais. A pós-menopausa é o período após a última menstruação, não haverá mais ciclos menstruais e vai em média até os 65 anos quando entra na 3° idade. Fisiopatologia da atrofia urogenital O estrogênio é um hormônio que é responsável pela maturação do epitélio vaginal em todas as camadas, principalmente a camada superficial. Com os baixos níveis de estrogênio ocorrerá pouca ou nenhuma maturação das células superficiais, a atrofia celular e a exposição de terminações nervosas nociceptoras. Com a atrofia celular, as camadas da parede vaginal ficarão

Rafaella Almeida Oliveira

5 min há 141 dias

Classificação de Kikiros | Colunistas

A Classificação de Kikiros é utilizada para classificar em cinco graus a retratilidade do prepúcio (prega cutânea que recobre a glande), ou seja, serve para classificar a fimose. Essa é uma doença que pode ter causa fisiológica ou primária como sendo a mais comum e cuja condição impede a exposição parcial ou total da glande – cabeça do pênis – durante a infância. Naturalmente, nos primeiros meses de vida, há aderência do prepúcio, porém ela tende a desaparecer ao longo do primeiro ano de idade na maioria dos casos e, na minoria, até os cinco anos. Segundo o Ministério da Saúde, aos seis meses de idade 80% ainda não possuem o prepúcio retrátil, enquanto que aos três anos esse número diminui para 50%. Caso a aderência permaneça[Pacheco1] , faz-se necessário realizar tratamento específico para cada caso, desde pomadas à base de corticoides, como betametasona tópica, até mesmo procedimentos cirúrgicos, dependendo do grau de fimose, idade e quadro clínico do paciente. No tratamento cirúrgico pode utilizar-se da postectomia, ou também chamada de circuncisão, sendo indicado de maneira precoce quando ocorre balanopostite (inflamação da glande) recorrente e infecção urinária recorrente em pacientes que também possuem outras anormalidades do aparelho urinário. Outra causa de fimose é a secundária ou patológica, a qual pode ocorrer em qualquer fase da vida devido a quadros inflamatórios, infecciosos, traumas locais, assim como a falta de higiene local. Na qual o tratamento também será específico para cada caso e seguindo os mesmos princípios, porém tendo indicação absoluta para circuncisão no caso de ser patológica. Quanto à classificação de Kikiros, a fimose pode ser classificada de grau 0 a 5. Quando é classificado como grau 0, ocorre retração total do prepúcio. No grau 1 ocorre retração total do prepúcio, porém a

BEATRIZ YUKI MARUYAMA

2 min há 147 dias

Escore de Gleason: avaliação do grau histológico do câncer de próstata | Colunistas

O Escore de Gleason, definido pelo médico patologista Dr. Donald Gleason na década de 1960, é um sistema que avalia o grau histológico do câncer de próstata, doença comum em homens mais velhos, entre 65 e 75 anos de idade. Microscopicamente, possuem diferenciação variável e a estratificação através do escore correlaciona o estágio patológico e prognóstico. O diagnóstico é feito por diversos exames, como toque retal, biópsia, PSA, ultrassonografia e estudo histopatológico. O estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata é indicado quando há anormalidades no toque retal e/ou na dosagem do PSA. A escala classifica a citoarquitetura tecidual ao microscópio em pequeno aumento, baseado na diferenciação glandular, em 5 graus distintos, sendo nessa graduação as células do câncer comparadas às células prostáticas normais. Dessa forma, o grau 1 é o mais bem diferenciado e menos agressivo, possuindo melhor prognóstico, e o grau 5 é o menos diferenciado e mais agressivo, com pior prognóstico. O escore tem como objetivo identificar a provável taxa de crescimento e tendência à disseminação da doença. Tabela 1: Grau e suas características Grau 1Células uniformes e pequenas, formação de glândulas regulares, pouca variação de tamanho e forma, com bordos bem definidos, densamente agrupadas, distribuídas homogeneamente e com pouco estromaGrau 2Células variam mais em tamanho e forma, glândulas uniformes frouxamente agrupadas e com bordos irregularesGrau 3Células variam ainda mais em tamanho e forma, glândulas muito pequenas, uniformes, anguladas ou alongadas, individualizadas e anarquicamente espalhadas pelo estroma. Podem formar massas fusiformes ou papilíferas, com bordas lisasGrau 4Muitas células fusionadas em grandes massas amorfas ou formando glândulas irregulares, distribuídas anarquicamente, com infiltração irregular e invasão de tecidos adjacentes. As glândulas podem apresentar células pálidas e grandes, com padrão hipernefroideGrau 5Tumor anaplásico. Células agrupadas em grandes

Stephanie Seif

4 min há 188 dias
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