Vacinação, variantes e mais: cenário atual da pandemia no Brasil

Fique atualizado sobre o cenário atual da pandemia! Nas últimas semanas, o país tem registrado melhores dados sobre a Covid-19. O avanço da campanha de vacinação e a redução do número de casos são motivos para comemorar. Mas não é hora de se descuidar. O infectologista Álvaro Costa reforçou que a prevenção não farmacológica deve continuar. O uso de máscaras e evitar aglomerações são essenciais para o controle da doença. Cenário atual da pandemia no Brasil Para o infectologista, a cobertura vacinal no Brasil melhorou, mas ainda há muito que avançar. “Estamos muito distantes de uma cobertura com duas doses na maior parte da população”, alertou. Esse fator aliado a presença das variantes e a flexibilização das medidas de prevenção ligam um sinal de alerta. Há chances do cenário epidemiológico ficar delicado em breve. “Com o retorno das atividades, as pessoas se encontrando mais. E, muitas vezes, se descuidando das medidas de prevenção. O contribui para um maior potencial de transmissão do vírus, principante das variantes”, explica Álvaro. Diante deste cenário, o médico conta que pode acontecer um incremento de casos de Covid-19 nas próximas semanas. “Não vai ser do tamanho da primeira ou da segunda dose da dose. Mas precisamos nos preparar para essa possibilidade”, acrescenta. Variante Delta e as vacinas O infectologista alerta que mesmo tomando as duas doses da vacina a prevenção deve continuar. “A gente não pode voltar a viver uma vida como antes da pandemia ainda. Afinal, apesar das melhoras nos índices existe o temor das variantes. E o fato de o cenário de vacinação ainda não ser dos melhores”, alerta. Com relação às variantes, ele

Sanar

2 min há 55 dias

Dr. Álvaro Costa esclarece as principais dúvidas sobre as vacinas

O cenário atual da pandemia é cercado de muitas dúvidas sobre as vacinas. Por isso, a vacinação no Brasil será o tema central do Sanarcon 2021. O congresso, que é gratuito e 100% online, acontece no dia 18 de setembro. Para participar do evento, é só acessar o site oficial e se inscrever. A Sanar conversou com o infectologista Álvaro Costa, que é um dos palestrantes do congresso, sobre a vacinação. O médico esclareceu o principais questionamentos envolvendo a vacina. Mito ou verdade? Principais dúvidas sobre as vacinas Mitos 1- Se eu escolher a vacina com base nos estudos de eficácia fico mais protegida(o)? MITO. Atualmente, não tem nenhuma necessidade de escolher vacina. Todas protegem contra a forma grave da doença. Falar que uma vacina a ou b é melhor é algo muito equivocado. Afinal, os estudos de eficácia são diferentes uns dos outros. Muda as populações e até a exposição ao vírus. Não tem como comparar. Escolher vacina é um comportamento irresponsável. 2- Se eu tomar a vacina x ou y vou ter efeitos adversos porque meus conhecidos tiveram? MITO. Qualquer medicação pode trazer efeito adverso, mas existe uma variação muito grande disso para cada indivíduo. No caso das vacinas, a maioria dos efeitos adversos são leves, transitórios e duram no máximo 48h. Além disso, não colocam a vida da pessoa em risco. Os efeitos graves – como trombose e síndrome de Guillain-Barré – são muito raros. É da ordem de grandeza de um para cem mil. Não deixe que dúvidas sobre as vacinas infundadas te impeçam de se vacinar. 3- Já ter

Sanar

3 min há 56 dias

Terceira dose da vacina contra covid-19 já é uma realidade

A terceira dose da vacina já é uma realidade no mundo. Nos Estados Unidos a a aplicação de mais uma dose do imunizante está marcada para 20 de setembro. Para os brasileiros, o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, avalia iniciar a estratégia pelos idosos e profissionais de saúde. A informação foi divulgada durante entrevista, mas sem muitos detalhes. Outro fato bastante discutido neste momento é o alto número de pessoas que não se vacinaram. Em ritmo acelerado, muitas cidades do país estão imunizando a população com idade entre 18 e 30 anos. E uma parcela considerável deste público alvo não tem ido aos postos de vacinação. Cenário da vacinação no Brasil Seja para tomar a primeira dose ou concluir a imunização, o número de ausências ou atrasos ultrapassa 8 milhões. Os dados são do Ministério da Saúde. Além disso, a vacinação de crianças e adolescentes ainda não começou. Diante desse cenário, surge o questionamento do que é mais urgente. Vacinar os mais jovem ou dar a dose de reforço para o público mais vulnerável? Para o médico pneumologista Felipe Marques, é preciso pensar numa estratégia. Caso o cenário de distribuição de vacinas siga com escassez. “A letalidade por covid-19 em menores de 9 anos era de aproximadamente 1%. Podendo chegar a próximo de 50% em indivíduos entre 80 e 90 anos. É o que diz um levantamento feito no Rio de Janeiro, em novembro. A estratégia de vacinar as populações vulneráveis pode ser mais eficiente. Em comparação com investir na vacinação de populações com baixo risco de complicação”, explica o médico. Felipe é especialista em Terapia Intensiva pela USP e coordenador de pós-graduação da Sanar/UniAmérica. Para fortalecer

Sanar

2 min há 57 dias

O que explica mortes por Covid-19 mesmo após as duas doses da vacina?

Mortes por Covid-19 acontecem, mas são situações isoladas. É o que reforçam os pesquisadores e os estudos sobre a doença. É importante salientar que os pesquisadores estão tendo um papel fundamental na pandemia. Do desenvolvimento de vacinas, orientações preventivas para conter a doença até o enfrentamento da desinformação Por isso, o Sanarcon 2021 terá uma palestra sobre a ciência no cotidiano. A palestrante será a doutora em microbiologia Natalia Pasternak.  Ainda há muitas dúvidas sobre a proteção das vacinas e o cenário atual da pandemia. Por isso, convidamos Natalia Pasternak para um bate-papo. Na ocasião, a doutora falou sobre o registro de casos graves e mortes após a imunização. Ela explicou como realmente é a proteção da vacina, as consequências de não tomar e mais. Em sua participação no Sanarcon, Natalia pretende discutir todas essas questões atuais com o grupo. “É importante lembrar que a boa ciência é feita de boas perguntas, muito mais do que de respostas. Então, quem sabe a gente consegue sair desse evento com boas perguntas e estratégias para respondê-las”, reforçou.  O congresso digital de medicina da Sanar acontece no dia 18 de setembro. As inscrições são gratuitas. Para participar, acesse o site oficial (sanarcon.sanarmed.com) e reserve seu lugar no evento.  Caso de Tarcísio Meira: mortes por Covid-19 mesmo após a imunização Na última semana, a morte de Tarcísio Meira por complicações da Covid-19 comoveu o país. E trouxe à tona dúvidas sobre como funciona a eficácia das vacinas. Afinal, o ator, de 85 anos, já havia recebido as duas doses do imunizante em março deste ano.  Tarcísio Meira e a esposa, Glória Menezes, foram diagnosticados com Covid-19 e precisaram

Sanar

5 min há 61 dias

Dr. José Alencar analisa o cenário da vacinação no Brasil

O cenário da vacinação no Brasil será o tema do Sanarcon 2021, que acontece em 18 de setembro. O congresso da Sanar vai reunir grandes nomes da medicina e da ciência para propor novas perspectivas de futuro. Com os impactos da pandemia da Covid-19 e o avanço da vacinação, muitos questionamentos estão sendo feitos. Entre eles: “será necessário uma terceira dose de vacina?” e “já é seguro realizar grandes eventos?”. Para entender melhor esse momento do país, entrevistamos o cardiologista José Alencar, que será um dos palestrantes do Sanarcon. O médico é o autor do livro “Manual de Medicina Baseada em Evidência“, da editora Sanar. E tem sido bastante atuante nas mídias no combate a desinformação através de evidências. No congresso, José Alencar pretende reforçar a importância da medicina baseada em evidência. “Os médicos precisam se informar através da fonte. Ler o artigo científico e saber fazer a interpretação. Para, a partir disso, decidir se pode adotar aquela conduta no tratamento de um paciente. É de extrema importância saber interpretar uma informação”, ressaltou o profissional. Garanta sua vaga no Sanacon Cenário da vacinação no Brasil e mais. Confira a entrevista na íntegra: 1- Além de toda a gravidade da pandemia, os médicos precisaram enfrentar a chuva de fake news sobre a doença. Como foi a sua experiência nesse processo? E como ver o cenário atual? José Alencar: a onda de fake news piorou muito nosso combate a pandemia e eu sofri bastante. Fui alvo de ataques por tentar ajudar as pessoas. As redes sociais têm uma chuva de pessoas falando narrativas que não fazem sentido nenhum. Falar que ivermectina é um bom remédio

Sanar

5 min há 74 dias

Vacinas covid-19 | Colunistas

As primeiras vacinas foram criadas no início do século 20. As vacinas, ao longo do tempo, têm se mostrado a melhor intervenção em saúde pública para o controle, eliminação e erradicação de doenças infecciosas. Foi por extensos programas de vacinação que varremos do mundo a varíola, eliminamos das Américas a poliomielite, a rubéola, a síndrome da rubéola congênita e o tétano materno e neonatal. Controlamos a difteria, a coqueluche, o sarampo, a febre amarela e inúmeras outras doenças imunopreveníveis. Temos 6 tipos principais: Vírus vivo atenuado – consiste no vírus inteiro enfraquecido, de forma a não causar doença, mas estimular o sistema imunológico. O vírus é capaz de se replicar, mimetizando a infecção natural. Por isso são contraindicadas em gestantes e imunossuprimidos. Ex: SCR, varicela, febre amarelaVírus inativado – consiste no vírus inteiro tratado de forma a impedir sua replicação, de forma que não é capaz de causar doença. Ex: influenzaVacinas de DNA/RNA – usam fragmentos de material genético produzidos em laboratório, os quais codificam uma parte do vírus. Assim, uma vez injetada, o organismo usa as informações contidas nesse DNA/RNA para fazer cópias dessa parte do antígeno, de forma a desencadear uma resposta imunológica.Vacinas de vetor viral – usam um vírus seguro para carrear proteínas específicas que podem desencadear uma resposta imune sem causar doenças.Vacinas de subunidades virais – contém componentes do organismo que agem como antígenos, estimulando o sistema imunológico. Ex: pneumococoToxoide – contém uma toxina feita pelo organismo causador da doença. Ex: tétano COMO SÃO DESENVOLVIDAS AS VACINAS? A primeira etapa começa em laboratório, com pesquisas exploratórias para encontrar candidatas à vacina. É o momento em que se busca quais substâncias, moléculas ou partes do ser vivo causador da doença poderão servir para

Amanda Miranda

5 min há 88 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Áreas
Ciclos da medicina
Política de Privacidade © Copyright, Todos os direitos reservados.