Imunização contra a Covid-19 em crianças | Colunistas

Grupos prioritários para vacinação No Plano Nacional de vacinação contra a Covid-19, o governo federal impõe a ordem de imunização dos grupos da população julgadas preferencialmente. Além de apresentar critérios de priorização dentro de cada um desses grupos, para vacinação escalonada por idade ou por condição de saúde, essas medidas se devem pelo número de pessoas serem muito desproporcionais as doses da vacina, sendo assim não dá pra vacinar todos de uma vez só. O grupo de prioridades é composto por: • Pessoas com ou acima de 60 anos de idade. • Os trabalhadores da área da saúde. • Os povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos. • Portadores de comorbidades. Os grupos de comorbidades abordam a diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade mórbida. • Gestantes e puérperas. • Pessoas com deficiência permanente. • População privada de liberdade. • Funcionários do Sistema de Privação de liberdade. • Trabalhadores da educação do Ensino básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental e médio, profissionalizantes e EJA). • Trabalhadores de educação do ensino superior. • Forças de segurança e salvamento. • Forças armadas. • Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário. • Trabalhadores de transporte aéreo. • Trabalhadores de transporte aquaviário. • Caminhoneiros. • Trabalhadores portuários. • Trabalhadores industriais. Crianças x Vacina Covid-19 A vacinação das crianças é algo rotineiro e

Lanna Carvalho

6 min há 26 dias

Vacinas mRNA contra o coronavírus inauguram arsenal contra zoonoses | Colunistas

A tecnologia genética que possibilitou as primeiras vacinas mRNA usadas no SARS-COV-2 poderá ser utilizada na produção de imunizantes contra patógenos zoonóticos no futuro. A imunização avançou muito desde que o médico britânico-francês Edward Jenner criou a primeira vacina do mundo contra a varíola em 1796. Ainda assim, as vacinas usam uma parte do próprio patógeno com o objetivo de produzir resposta imunológica e consequentemente gerar imunidade – isso mudou com a covid-19 que colocou uma nova tecnologia na produção de vacinas no centro das discussões científicas. Após poucos meses depois dos primeiros casos do coronavírus na China, as empresas Pfizer/BioNTech e a Moderna já iniciaram seus testes de vacinação em voluntários em fases iniciais de pesquisa. Posteriormente, eles se tornaram os primeiros imunizantes baseados em RNA mensageiro (mRNA) aprovados na história, embora essa tecnologia já venha sendo estudada desde 1970. Agora, especialistas prospectam que a inovação levará à criação de novas vacinas contra diversos vírus, como o da influenza sazonal, febre amarela, HIV e outros. Como funcionam as vacinas mRNA? Logo que é administrada a vacina, a fita de mRNA da espícula do vírus, quando absorvida pelas células, passará por um processo seriado de produção de proteínas que serão chamadas de Spike. Essa proteína viral passa por um processo que é semelhante ao ciclo lisogênico e em seguida é liberada na corrente sanguínea. Células apresentadoras de antígenos (APC’s) como Mácrofagos, células dentríticas e linfócitos B passam a reconhecer essas proteínas e as apresentam como agentes patogênicos para os linfócitos T e, por fim, se iniciará a produção de anticorpos pelos linfócitos B que deixará o organismo em alerta contra futuras infecções de SARS-COV-2. Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55091872 Qual a relação do

Henrique Grossi

3 min há 28 dias

Resistência à vacina covid-19 e fatores psicológicos | Colunistas

A pandemia de COVID 19 entrou para história como uma das maiorias crises sanitárias de todos os tempos. Nesse período, a ciência tem avançado a passos largos em busca de métodos cada vez mais efetivos tanto para tratamento, como profilaxia contra a doença. Em oposição ao avanço, a chamada “hesitação vacinal” e os movimentos antivacina, se constituem com como importante barreira a ser transposta. Hesitação vacinal Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hesitação vacinal é definida como o ato de recusar ou atrasar, apesar de sua disponibilidade, a administração de vacinas preconizadas. A recusa, por sua vez, é fruto de dúvidas ou convicções próprias quanto a segurança e eficácia da vacina. Dessa forma, quanto mais rápido o processo de estudo – elaboração do novo imunizante -, maior seria a sensação de descrença da população. Somado a isso, a aceleração da avaliação e autorização da produção em larga escala, contribuem para gerar falta de confiança, uma vez que é criada a falsa ideia de que as vacinas foram submetidas a quantidade de testes insuficientes, em um contexto de pandemia mundial. As informações precárias sobre a patogênese do vírus e da doença, proveniente tanto dos órgãos públicos quanto dos profissionais de saúde, também contribuem de maneira decisiva para agravar a hesitação vacinal. Toda essa atmosfera prejudica o planejamento da saúde pública e o controle da pandemia nos países, pois diminui de maneira substancial a aderência da população a campanhas de prevenção. Sem uma vacinação em massa, torna-se impossível atingir a denominada imunidade em rebanho, condição sine qua non para o retorno a vida pré pandemia. Movimento antivacina O movimento antivacina ganhou notoriedade na década de 90 através

Maria Laura Innocente

4 min há 42 dias

A Vacina Pfizer COVID protege contra variantes preocupantes do coronavírus? | Colunistas

INTRODUÇÃO             Desde que a pandemia do COVID-19 foi deflagrada, muitos institutos de pesquisa começaram estudos genômicos do SARS-CoV 2 para desenvolverem vacinas eficazes. No entanto, por conta de sua simplicidade biológica, os vírus produzem rapidamente uma grande quantidade de variantes. Resta saber, portanto, se as vacinas até agora produzidas são eficazes contra as novas cepas circulantes. O QUE SÃO AS VARIANTES E COMO SURGEM?             Assim como qualquer vírus, ao infectar um organismo, o coronavírus invade a célula e começa seu processo de replicação viral. No decorrer da produção das réplicas, há a chance de ocorrerem erros, que podem produzir novas variantes do vírus.             Uma cepa é uma variante viral que se comporta de maneira diferente do vírus original. Já as cepas preocupantes são aquelas que apresentam maior transmissibilidade ou escape do sistema imunológico. QUAIS SÃO AS VARIANTES EXISTENTES?             Atualmente, existem 3 principais variantes: a do Reino Unido (B.1.1.7), Brasil (P.1) e África do Sul (B.1.351). Segundo a CNN Brasil, a cepa britânica está distribuída em 120 países, incluindo o Brasil. Um estudo publicado na revista científica BMJ, em março, apontou que a variante britânica é até 64% mais letal. Os pesquisadores verificaram que a variante foi associada a 227 mortes em uma amostra de 54.906 pacientes, em comparação com 141 mortes entre o mesmo número de pacientes infectados com cepas anteriores. A revista Science, também afirma que essa variante pode transmitir até 90% a mais que outras variantes. O virologista Fernando Motta, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explica que: “Foi identificada uma mutação na variante inglesa, localizada na parte da molécula que faz a absorção do vírus à superfície da célula, que provoca

Adrielly Lohany Barros

4 min há 49 dias

Vacinas astrazeneca e johnson & johnson: possíveis preocupações | Colunistas

Desde que a pandemia do SARS-COV-2 iniciou e se intensificou, deu-se uma largada à corrida mundial incansável por vacinas para toda a população de modo o mais rápido possível. No Brasil, as vacinas disponíveis são Coronavac, Astrazeneca e Pfizer. É importante destacar que assim como um medicamento pode acarretar efeitos colaterais no organismo, as vacinas também, e a maioria deles são normais e previsíveis. Nesse momento vamos focar em duas vacinas: a AstraZeneca e a Johnson & Johnson, entenderemos suas vantagens e as preocupações quanto aos seus usos. Palavras-chaves: Vacina. AstraZeneca. Johnson & Johnson. Efeitos. SARS COV 2. AstraZeneca: o que se sabe atualmente A vacina ChAdOx1 nCoV-19, baseada em vetores virais, desenvolvida na Universidade de Oxford, na Inglaterra, em parceria com o laboratório AstraZeneca, induz boa resposta imune, incluindo resposta celular, após a aplicação de duas doses. Ela utiliza, como vetor, um adenovírus de chimpanzé não replicante que expressa a proteína S do SARS-CoV-2. Os estudos de fase 1 e 2, envolvendo grupo controle com vacina conjugada meningocócica em adultos saudáveis, mostraram resposta específica de células T no 14° dia após aplicação, com anticorpos neutralizantes detectados entre 91 e 100% dos pacientes, apresentando perfil de segurança aceitável. Recentemente, casos de trombose e trombocitopenia associados à administração da vacina ChAdOx1 nCov-19 (Vaxzevria e Covishield). O The New England Journal of Medicine publicou dois casos: o primeiro descreve profissionais de saúde entre 32 e 54 anos com trombose em lugares atípicos e trombocitopenia diagnosticados de 7 a 10 dias após a vacinação. Destes, 4 tiveram hemorragia cerebral e 3 evoluíram para óbito. O segundo descreve 11 pacientes com idades entre 22 e 49 anos, sendo 9 mulheres, com pelo menos

Jéssica N. Borba

8 min há 53 dias

Qual a real eficiência da vacina perante as novas mutações do COVID? | Colunistas

A cada dia que passa chegam mais informações sobre novas variantes do vírus mais conhecido no momento, o SARS-COV-19, apelidado por nós como COVID-19 e, com isso, se levanta o questionamento da real utilidade das vacinas que começaram a ser aplicadas, nesses casos específicos. Tudo isso acaba corroborando para uma visão equivocada de que algumas vacinas já não são mais tão eficazes e por isso se tornam dispensáveis frente ao panorama atual. No entanto, é importante lembrar que a única forma de evitar que novas mutações ocorram é justamente através de uma imunização efetiva, só assim é possível frear a disseminação do vírus e fazer com que este diminua gradativamente. A partir desses questionamentos, vários estudos já estão sendo feitos correlacionando as principais variantes encontradas com os diferentes tipos de vacina que estão sendo aplicadas em grandes escalas ao redor do mundo. As variantes mais preocupantes registradas no globo Ao passo que essa nova linhagem de vírus está sendo gerada e se espalha ao redor do globo, existem novas vacinas sendo produzidas e aplicadas em massa. Os noticiários e revistas de pesquisas estampam diariamente novas cepas e linhagens que sofreram diferentes mutações em diversos países do mundo. No início de outubro de 2020 os cientistas descobriram a cepa B.1.351 na África do Sul, mais especificamente na Baía de Nelson Mandela, com um alto grau de mutação e transmissão, visto que se tornou predominante no leste africano em poucas semanas. Mas isso não parou por aí, a flexibilização que muitos países realizaram ao final da primeira onda fez com que o vírus, antes estável devido ao isolamento obrigatório, pudesse se multiplicar e sofrer mutações cada vez mais preocupantes. Quando voltamos o olhar para o nosso país, temos que a variante P.1, encontrada pela

Andressa Reis

6 min há 60 dias
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