Coronavírus

Terapia específica na COVID-19 – Resumo

Terapia específica na COVID-19 – Resumo

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Sanar Medicina

5 min há 504 dias

Dando continuidade à nossa série de resumos sobre o tratamento do coronavírus, hoje trazemos neste post as evidências atuais da terapia específica na COVID-19. De forma resumida, trazemos os principais fármacos que estão sendo utilizados e/ou pesquisados para tratamento da infecção pelo SARS-CoV-2.

Confira:

Terapia específica com Remdesivir

Primeiramente, os estudos demonstraram que o Remdesivir, que é um análogo de nucleotídeo, possuía atividade in vitro contra o SARS-CoV-2.

Posteriormente, o Remdesivir foi aprovado pela FDA para uso nos EUA em crianças e adultos hospitalizados com quadro grave de COVID-19.

A forma que tem sido sugerida para uso nos EUA consiste em dose de ataque de 200 mg IV no dia 1, seguido de 100 mg durante 10 dias para pacientes em ventilação mecânica ou oxigenação por membrana extracorpórea.

Da mesma forma, indica-se dose diária de 100 mg durante 5 dias para os demais pacientes. Todavia, caso não haja melhora dos sintomas, o tempo de tratamento pode se estender até 10 dias.

Há algumas contra-indicações. Por exemplo, remdesivir não é recomendado para pacientes com elevações 5x maiores que o valor limítrofe de ALT.

Igualmente, não é recomendado para pacientes com TFG < 30 ml/min por 1,73 m², a não ser em casos de benefícios que superem os riscos.

Efeitos colaterais incluem náusea, vômitos e elevação das transaminases.

Sobre COVID-19, leia também:

Hidroxicloroquina/cloroquina

A recomendação atual do ministério da saúde sugere o uso da hidroxicloroquina/cloroquina para pacientes hospitalizados com a forma grave da COVID-19. Portanto, seguindo o protocolo, a dose recomendada é:

 Cloroquina: 3 comprimidos de 150 mg 2x/dia no primeiro dia (900 mg de dose de ataque), seguidos de 3 comprimidos de 150 mg 1x/dia no segundo, terceiro, quarto e quinto dias (450 mg/dia).

Hidroxicloroquina: 1 comprimido de 400 mg 2x/dia no primeiro dia (800 mg de dose de ataque), seguido de 1 comprimido 400 mg 1x/dia no segundo, terceiro, quarto e quinto dias (400 mg/dia).

Juntamente com a sugestão de dose, também recomenda-se realizar eletrocardiograma (ECG) antes do início da terapia, pois há risco de prolongamento do intervalo QT.

O risco é maior em pacientes em uso de outros agentes que prolongam o intervalo QT. Logo, recomenda-se manter monitoramento do ECG nos dias subsequentes.

Confira aqui de forma mais detalhada as recomendações atuais do Ministério da Saúde.

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Terapia específica com Plasma convalescente

Nos EUA, a FDA está aceitando pedidos de utilização do plasma convalescente para estudo em casos graves de COVID-19.

Atualmente no Brasil, o uso de plasma convalescente ainda não está indicado pelo Ministério da Saúde.

Os estudos atuais em plasma convalescente consistem apenas em série de casos, com pouco poder de associação causa-efeito. Além disso, o desafio logístico de encontrar doadores apropriados dificulta o processo.

Igualmente, existe ainda a dificuldade de estabelecer testes confirmatórios de atividade neutralizante do plasma.

Confira nosso post sobre o assunto.

Inibidores de IL-6 e COVID-19

Tocilizumabe é um inibidor do receptor de Interleucina 6 (IL-6). É utilizado para tratamento de doenças reumáticas e síndrome de liberação de citocinas.

Níveis elevados de IL-6 estão descritos em pacientes com quadro grave de COVID-19, e série de casos descreveram bons resultados com o uso do Tocilizumabe.

Os guidelines chineses já incluem o uso do Tocilizumabe para pacientes graves por COVID-19 e com elevação nos níveis de IL-6.

Todavia, ainda não se tem dados científicos avaliando impacto do uso desta medicação no contexto da COVID-19. Nesse sentido, os inibidores do receptor de IL-6 têm sido testados em ensaios clínicos e ainda precisam de confirmação de eficácia.

Neste post buscamos resumir os principais medicamentos utilizados e as evidências atuais da terapia específica na COVID-19.

Por fim, se você ainda não viu, confira nossos resumos sobre a terapia inespecífica e o manejo de medicações de uso crônico nos pacientes com COVID-19.

Confira o vídeo:

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