Coronavírus

Terceira dose da vacina contra covid-19 já é uma realidade

Terceira dose da vacina contra covid-19 já é uma realidade

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Sanar

4 min há 31 dias

A terceira dose da vacina já é uma realidade no mundo. Nos Estados Unidos a a aplicação de mais uma dose do imunizante está marcada para 20 de setembro. Para os brasileiros, o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, avalia iniciar a estratégia pelos idosos e profissionais de saúde. A informação foi divulgada durante entrevista, mas sem muitos detalhes.

Outro fato bastante discutido neste momento é o alto número de pessoas que não se vacinaram. Em ritmo acelerado, muitas cidades do país estão imunizando a população com idade entre 18 e 30 anos. E uma parcela considerável deste público alvo não tem ido aos postos de vacinação.

Cenário da vacinação no Brasil

Seja para tomar a primeira dose ou concluir a imunização, o número de ausências ou atrasos ultrapassa 8 milhões. Os dados são do Ministério da Saúde. Além disso, a vacinação de crianças e adolescentes ainda não começou.

Diante desse cenário, surge o questionamento do que é mais urgente. Vacinar os mais jovem ou dar a dose de reforço para o público mais vulnerável?

Para o médico pneumologista Felipe Marques, é preciso pensar numa estratégia. Caso o cenário de distribuição de vacinas siga com escassez.

“A letalidade por covid-19 em menores de 9 anos era de aproximadamente 1%. Podendo chegar a próximo de 50% em indivíduos entre 80 e 90 anos. É o que diz um levantamento feito no Rio de Janeiro, em novembro. A estratégia de vacinar as populações vulneráveis pode ser mais eficiente. Em comparação com investir na vacinação de populações com baixo risco de complicação”, explica o médico. Felipe é especialista em Terapia Intensiva pela USP e coordenador de pós-graduação da Sanar/UniAmérica.

Para fortalecer seu argumento, o pneumologista avaliou o cenário brasileiro. Os recursos limitados da saúde e a dificuldade de acesso ao imunizante.

Será que as vacina que já foram aprovadas contra o Coronavírus podem perder sua potencia frente às novas variantes virais?

Terceira dose da vacina significa falha do imunizante?

“O risco de evolução para formas graves da doença, bem como internação ou óbito são menores naqueles que tomaram vacina. Qualquer que seja o imunizante. Por esse ângulo, definitivamente esses indivíduos estão mais seguros”, pontua Felipe.

O médico deixou claro que o contexto da discussão não é falha. “É o potencial ganho de eficácia contra novas variantes. Tanto ao se utilizar uma terceira dose ou fazer uma alternância de imunizantes”.

Intercambialidade (“Mistura de doses”)

Recentemente, uma situação em Guarulhos chamou a atenção nas redes sociais. Uma médica veterinária que divulgou ter tomado três doses de vacina. Ela contou que mesclou dois tipos de imunizantes.

O caso está sendo investigado. É importante ressaltar que no Brasil essa conduta é proibida.

A intercambialidade pode acontecer por motivos de contingenciamento ou efeitos adversos em algumas populações.

Um estudo britânico avaliou essa estratégia. A pesquisa considerou pacientes que tomaram a 1° dose da vacina AstraZeneca e a 2° da Pfizer.

Os pacientes do estudo tiveram um aumento na produção de anticorpos. Isso em comparação com indivíduos que recebeu duas doses da AstraZeneca.

“É apenas o início da discussão sobre combinação de vacinas”, finaliza o especialista e professor da Sanar.

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