Coronavírus

Testes para uso combinado de vacinas AstraZeneca e Sputnik V começam em fevereiro

Testes para uso combinado de vacinas AstraZeneca e Sputnik V começam em fevereiro

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Sanar

4 min há 196 dias

Começam em fevereiro os testes em humanos para usar as vacinas AstraZeneca e Sputnik V no combate à COVID-19, confirmou para a agência Reuters o presidente da farmacêutica russa R-Pharm, que produz a Sputnik V.

Como mostra o G1, a parceria entre a R-Pharm e a AstraZeneca/Oxford foi firmada em dezembro com o objetivo de avaliar a imunogenicidade e a segurança do uso combinado de componentes dos dois imunizantes. Nas fases I e II, realizadas simultaneamente, 100 participantes receberão a vacina AstraZeneca e, após 29 dias, a Sputnik V.

Os testes acontecerão em vários países, entre eles Azerbaijão, Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes e a própria Rússia.

Tecnologias das vacinas AstraZeneca e Sputnik V

Ambas as vacinas são aplicadas em duas doses e usam vetor viral, com a introdução do material genético Sars-CoV-2 em um adenovírus, que, quando injetado no organismo humano, induz a resposta do sistema imunológico.

A diferença entre os imunizantes é que a vacina AstraZeneca usa o mesmo tipo de adenovírus nas duas doses, enquanto a Sputnik V usa tipos diferentes. Segundo o G1, cientistas russos defendem que é justamente essa diferença de vetores que pode trazer maior eficácia nos resultados.

Fases para uma vacina

Os testes de uma vacina são normalmente divididos em três fases, conduzidas separadamente. Devido à urgência para barrar a pandemia da COVID-19, as empresas estão realizando mais de uma etapa ao mesmo tempo.

A fase I testa a segurança e tolerabilidade da vacina, assim como perfil farmacológico, com poucos voluntários – cerca de 20 a 80. Já na fase II analisa-se além da segurança, a eficácia do produto, com um número ainda limitado de doentes, sendo selecionados em uma população homogênea.

A fase III se refere a estudos comparativos, que geralmente demonstram além dos objetivos das fases anteriores, o benefício terapêutico em comparação com outro produto. O número de participantes é de pelo menos dez mil pessoas e pode chegar a milhares.

Aqui no Brasil

A vacina Oxford/AstraZeneca teve seu uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último domingo (17). Por aqui, o imunizante foi desenvolvido em parceria com a Fiocruz e testado em 10 mil profissionais da saúde voluntários. A eficácia foi de 70,4%.

Apesar da liberação da Anvisa de duas mil doses, ainda não há previsão de quando os brasileiros receberão as vacinas, que dependem de negociações do Governo Federal para importação da Índia. Já a Sputnik V também entrou com pedido de registro na Anvisa, mas teve a solicitação negada. Segundo a agência, o laboratório responsável pela vacina não apresentou requisitos mínimos para a aprovação.

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