Colunistas

Ultrassom morfológica: a importância dos exames de imagem | Colunistas

Ultrassom morfológica: a importância dos exames de imagem | Colunistas

Compartilhar

Isael Silva

6 minhá 20 dias

As futuras mamães passam por uma longa jornada no processo chamado gravidez, pois além de alterações fisiológicas, ocorrem modificações em sua rotina habitual: alterar hábitos alimentares e sociais, visitas à médicos estão entre possíveis novas atividades. Durante a gravidez, o ultrassom está entre os exames mais aguardados pelas gestantes e toda a família. Além de permitir um contato maior com seu filho e a construção de memórias durante a gestação, a ultrassonografia tem como principal objetivo avaliar a formação e o desenvolvimento do bebê. A ultrassonografia morfológica, permite, quando realizada no momento adequado, avaliar as estruturas fetais e assim possibilitar a descoberta precoce de malformações e síndromes fetais, além de indicar condições de saúde que possam exigir uma investigação mais profunda, por meio de outros exames mais específicos, e um acompanhamento mais rigoroso da gestação. Desse modo, é de imensa importância realizar esse exame, afim de obter informações para um acompanhamento da gestação, com o intuito de proporcionar uma maior segurança à mamãe e ao bebê.

O que é ultrassom morfológica?

Também chamado de ultrassonografia e ecografia, o ultrassom é um exame de imagem realizado por um transdutor, que o médico encosta na pele da pessoa e que emite e capta ondas sonoras por meio do contato com o corpo humano. Com base nessa avaliação, imagens são formadas e investigadas por um médico. Entretanto, o aparelho para realizar a USGm tem uma maior resolução se comparado, por exemplo, com a máquina de um ultrassom mais “convencional” (exemplo: USG transvaginal).

Quando fazer?

No primeiro trimestre, este exame é realizado entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias, mais precisamente quando o bebê estiver medindo entre 45mm e 84mm de comprimento da cabeça à nádega. O exame pode ser realizado por via abdominal, entretanto algumas vezes pode ser complementado pela via transvaginal, que permite imagens de maior qualidade. No segundo trimestre, preferencialmente a USGm é realizada entre 20° e 24° semana.  Exame morfológico de segundo trimestre deve ser realizado prioritariamente entre 20 e 24 semanas de gestação, pois esta é a melhor época para visualizar com o ultrassom as alterações anatômicas. Trata-se de um exame de rotina em todas as gestações, no qual é feita uma avaliação detalhada sobre a anatomia fetal. Mesmo considerando as limitações técnicas inerentes ao ultrassom, a sensibilidade do ultrassom morfológico para detecção de malformações fetais é de aproximadamente 85%, sendo o exame de escolha para o acompanhamento de malformações já diagnosticadas em qualquer fase da gestação. Devido a sua importância, deve ser realizado por profissional habilitado em Medicina Fetal, o que permite que a maioria das malformações possam ser vistas já nesta época.

Em associação com este exame, de acordo com a solicitação do obstetra, também podemos realizar:

  • Avaliação do colo uterino para avaliação de risco de parto prematuro (via transvaginal);
  • Avaliação das artérias uterinas para risco de pré-eclâmpsia (Dopplerfluxometria).

Principais alterações que podem ser observadas

Como o nome sugere, esse ultrassom serve para avaliar a morfologia do bebê. Assim, por meio dele, é possível ver com clareza os órgãos internos e membros do feto. O médico avalia se o desenvolvimento está de acordo com a idade gestacional, se há anomalias ou sinais de alerta que indiquem a necessidade de uma investigação mais profunda por meio de outros exames mais específicos. Com USG morfológico é possível descobrir possíveis malformações no feto como: 

  • Espinha bífida;
  • Anencefalia;
  • Síndrome de Down;
  • Hidrocefalia;
  • Complicações renais;
  • Hérnia diafragmática;
  • Doenças cardíacas.

O procedimento

No ultrassom morfológico, geralmente, o médico passa a sonda na superfície do abdômen e regiãopélvica. Com o auxílio de um gel transparente, a sonda desliza facilmente pela pele, transmitindo para o monitor as imagens formadas pelas ondas sonoras emitidas pelo aparelho.

Em alguns casos, o exame também pode ser feito por via intravaginal ou endovaginal, quando uma sonda especial é inserida pela vagina da gestante, para uma melhor visualização do colo uterino.

Em ambos os casos o exame é indolor e dura, em média, de 30 a 45 minutos.

Conclusão

Métodos para avaliar o feto antes do advento da ultrassonografia eram muito limitados e a ultrassonografia oferecia um potencial enorme para esse fim. Na década de 1990, a mortalidade perinatal nos países desenvolvidos chegou à casa de um dígito. As razões para isso são complexas, mas não há dúvida de que a ultrassonografia tem desempenhado o seu papel e tem sido de grande benefício para muitos pacientes. A padronização de exames, apesar de valiosa no aspecto de manter a qualidade do exame, é algo muito recente na Medicina. O contraste entre o rápido crescimento da ultrassonografia em obstetrícia e a falta de protocolos nacionais sobre a padronização do exame torna o método muitas vezes questionável. Não se pode admitir nos dias de hoje que somente após o nascimento se diagnostiquem malformações que poderiam ser detectadas durante a gestação pelo ultra-som, como, por exemplo, a ausência de dedos, de mãos ou até de membros. Exames ultra-sonográficos bem feitos são capazes de diagnosticar grande parte das malformações e, por esse motivo, não é de estranhar que os programas de monitorização de malformações congênitas devam assinalar nos próximos anos decréscimo acentuado de nascimento de fetos com malformações múltiplas. Acredita-se que a padronização dos exames de ultrassonografia em obstetrícia é algo inevitável, necessário e urgente.

Autoria: Isael Silva

Gostou do artigo? Quer ter o seu artigo no Sanarmed também? Clique no botão abaixo e participe

Compartilhe com seus amigos:
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.