Coronavírus

Um ano após pandemia, pacientes que tiveram COVID-19 grave ainda têm anticorpos

Um ano após pandemia, pacientes que tiveram COVID-19 grave ainda têm anticorpos

Compartilhar

Sanar

4 min há 47 dias

Um estudo preliminar realizado nos Estados Unidos identificou anticorpos neutralizantes contra a COVID-19 em amostras de pacientes que contraíram COVID-19 grave há um ano.

Segundo os pesquisadores, a presença de anticorpos está associada à gravidade da doença e pode ter relação com a idade do paciente.

O estudo foi realizado pela Uniformed Services University of Health Sciences, com a participação de mais de 11 instituições militares de pesquisa dos Estados Unidos. E foi publicado ainda em versão pré-print no portal medRxiv.

Os resultados mostraram que os anticorpos neutralizantes estavam presentes em 100% do grupo que contraiu a infecção por COVID-19 grave, com a necessidade de hospitalização. A informação é do G1.

Como foi o estudo sobre COVID-19 grave

Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram amostras de sangue de 250 voluntários que contraíram a infecção, a maioria (192) teve COVID-19 de forma leve ou moderada, sem a necessidade de hospitalização. Os outros 58 voluntários participantes da pesquisa desenvolveram COVID-19 grave.

Os participantes cederam amostras durante as três primeiras semanas da infecção. Depois desse período, foram feitas mais três coletas, ao fim do 3º, 6º e 12º mês a partir da data do diagnóstico da doença.  

Ao final do período de 12 meses, 100% do grupo que havia sido hospitalizado ainda apresentava anticorpos neutralizantes no organismo. Já entre os que contraíram a forma leve ou moderada da COVID-19, esse percentual caiu para 18%.

Os resultados indicam que a duração dos anticorpos pode ser maior do que a identificada em pesquisas anteriores. Em julho de 2020, um estudo publicado na revista científica Nature já havia indicado que o corpo humano poderia produzir defesas contra a COVID-19 por um longo período de tempo.  

Imunidade varia também com a idade

O estudo evidenciou que a resposta imunológica varia conforme a gravidade da doença, com tendência de redução considerável em pacientes que desenvolveram as formas mais brandas da COVID-19 e que, portanto, não foram expostos a grandes cargas virais.

Mas também indicou que a idade do paciente afetado tem fator decisivo quanto à duração dos anticorpos contra o SARS-CoV-2. Os mais jovens apresentam taxas menores e mais variáveis de anticorpos.

Entre os voluntários analisados no estudo, a idade média de hospitalizados era de 58 anos e dos não hospitalizados, portanto que contraíram a forma leve ou moderada da COVID-19, era de 43 anos.

A investigação indicou que, entre o grupo hospitalizado, os participantes com mais de 65 anos apresentaram melhores resultados quanto à duração de anticorpos neutralizantes. Porém, os cientistas advertem que os pacientes nessa faixa-etária estavam em menos número, o que deve ser considerado para a interpretação dos dados.

Vacinação contra COVID-19 deve ser para todos

Apesar das boas notícias indicadas pelo estudo, os pesquisadores não descartaram a necessidade da vacinação contra a COVID-19 em toda a população, mesmo entre os que eventualmente têm muitos anticorpos.

“Estas descobertas sugerem que a implementação da vacinação contra a infecção por SARS-CoV-2 deve ser feita por todas as faixas etárias, incluindo aqueles indivíduos que já se recuperaram da infecção”, escreveram os autores do estudo. “É uma recomendação porque a imunidade induzida pela vacina provavelmente terá uma duração maior do que aquela induzida pela forma leve da doença”.

Veja o vídeo sobre vacinas contra COVID-19:

Compartilhe com seus amigos:
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.