Coronavírus

Vacina da Johnson teve eficácia de 66% contra casos moderados e graves de Covid-19

Vacina da Johnson teve eficácia de 66% contra casos moderados e graves de Covid-19

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Imagem de perfil de Sanar

Ontem nós noticiamos aqui que os resultados da vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, seriam anunciados na próxima semana, mas eles vieram nesta sexta-feira (29). Segundo a empresa, o imunizante teve 66% de eficácia contra casos moderados e graves.

Considerando apenas casos graves de infecção, a proteção sobe para 85%. Já a eficácia da vacina para pacientes com casos leves não foi divulgada até o momento. Vale ressaltar que os resultados ainda não foram publicados em revista científica.

A nova aposta da Johnson & Johnson foi testada no Brasil, com um grupo de voluntários de cerca de 7.500 pessoas de 11 estados. Isso libera a farmacêutica para entrar com pedido de uso emergencial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que ainda não aconteceu.

Vale lembrar


O imunizante da Johnson & Johnson foi considerado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, como “vacina dos sonhos” do Brasil, por ser dose única, o que na prática permite imunizar o dobro de pessoas, e pela possibilidade de armazenamento em geladeira comum, o que facilitaria a distribuição no país.

A companhia anunciou que a vacina pode ser armazenada por pelo menos três meses em temperaturas de 2°C a 8°C, o que é compatível com a rede refrigerada de vacinação usada no Brasil hoje. Em temperaturas de -20°C, ela fica estável por dois anos. 

Principais pontos do resultado

Segundo informações selecionadas pelo G1, nos ensaios clínicos mostraram que a eficácia da nova vacina contra casos moderados e graves foi de 72% nos Estados Unidos, 66% na América Latina e 57% na África do Sul, onde uma variante mais contagiosa do coronavírus já está circulando.

Em todos os países estudados, a redução nos casos graves de COVID-19 no grupo vacinado foi de 85%, em relação ao grupo não vacinado. De forma geral, a proteção foi consistente, independentemente de raça ou idade. 

Ela começa a fazer efeito 14 dias após a vacinação e tem sua eficácia aumentada com o passar do tempo. Ainda segundo a companhia, a vacina garantiu 100% de proteção contra hospitalização e morte 28 dias após a aplicação. Após esse tempo, ninguém foi hospitalizado ou morreu de COVID-19.

A corrida para conter a pandemia

Com o anúncio da Johnson & Johnson, agora são oito imunizantes ao redor do mundo que tiveram dados de eficácia divulgados ou publicados em revista científica, o que significa que os resultados foram validados por outros cientistas e pesquisadores independentes. 

Até agora, as vacinas que tiveram dados publicados em revista científica foram:  Pfizer/BioNTech (95% de eficácia), Moderna (94,1%) e Oxford/AstraZeneca (70,4%). 

Já os imunizantes que tiveram a eficácia divulgada pelas farmacêuticas, mas ainda não publicaram estudos foram: Sputnik V (91,4%), Novavax (89,3%), Sinopharm (79,3%) e CoronaVac (50,38%), além da própria Johnson. 

Neste post, você encontra mais detalhes sobre as composições das vacinas que disputam essa corrida, além de detalhes sobre os estudos já realizados.