Coronavírus

Vacina Oxford AstraZeneca: países europeus pausam imunização, mas OMS segue recomendando uso

Vacina Oxford AstraZeneca: países europeus pausam imunização, mas OMS segue recomendando uso

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Sanar

4 min há 136 dias

Na última semana, a vacina Oxford/AstraZeneca, uma das utilizadas na população brasileira no enfrentamento à COVID-19, foi suspensa em oito países europeus (Áustria, Dinamarca, Noruega, Itália, Alemanha, Holanda, França e Espanha) após relatos de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que ainda não é possível afirmar que os relatos estão relacionados à imunização com a Oxford/AstraZeneca e que investigar os relatos é prática de rotina que demonstra que há controles eficazes em vigor.

“É importante notar que a Agência Europeia de Medicamentos disse que não há indícios de ligação entre a vacina e a formação dos coágulos sanguíneos e que a vacina pode continuar a ser usada enquanto sua investigação estiver em andamento”, disse ele, como repercutiu o G1.

Farmacêutica descartou risco aumentado de coágulos sanguíneos

Tedros também informou que o Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da OMS está revisando dados e que se encontrará com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para analisar a segurança do imunizante.

Segundo a agência de notícias Reuters, o conglomerado farmacêutico anglo-sueco AstraZeneca, que desenvolveu o imunizante em parceria com a Universidade de Oxford, informou que conduziu uma análise com mais de 17 milhões de vacinados na União Europeia e no Reino Unido e não encontrou risco aumentado de coágulos sanguíneos.

Benefícios da vacina Oxford Astrazeneca superam os riscos

O diretor da OMS destacou também que os benefícios da vacinação contra a COVID-19 superam os riscos associados à infecção pelo SARS-CoV-2. “Mais de 335 milhões de doses das vacinas contra a COVID-19 foram administradas globalmente até agora, e nenhuma morte foi encontrada causada por essas vacinas”.

O cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, reforçou a mensagem. “Não queremos que as pessoas entrem em pânico e, por enquanto, recomendamos que os países continuem a vacinar com a AstraZeneca. Até agora, não encontramos uma ligação entre esses eventos e a vacina”.

A vice-diretora geral da OMS, a médica brasileira Mariângela Simão, que é encarregada do acesso a medicamentos e produtos de saúde, também confirmou que os dados preliminares não indicam aumento no número de casos de episódios tromboembólicos.

As vacinas são seguras

Os estudos clínicos da vacina Oxford/AstraZeneca indicaram eficácia de 76% já na primeira dose e de 82,4% com a aplicação da segunda dose, num intervalo de três meses. Outro estudo conduzido na Escócia apontou que as pessoas imunizadas com a vacina tiveram 94% menos risco de hospitalização.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concedeu o registro definitivo para a vacina no país. Junto com a CoronaVac, é o único imunizante utilizado até então na população brasileira.

 Na última segunda-feira (15/03), a TV Cultura exibiu um Roda Viva especial sobre as vacinas contra a COVID-19. Uma das entrevistadas foi a médica infectologista Cristiana Toscano, única integrante sul-americana da Iniciativa Global pelas Vacinas da OMS.

Questionada sobre a segurança das vacinas disponíveis para a população brasileira, ela enfatizou que ambas são seguras e seguem protocolos rigorosos antes de terem uso autorizado.

“Uma das maiores preocupações de todas as etapas dos estudos clínicos de vacinas é exatamente a avaliação minuciosa de segurança e eficácia. Esses processos não foram ultrapassados, foram seguidos à risca. A gente tem etapas de avaliação de fase 1, fase 2 e fase 3 com um número muito grande de participantes e a gente avalia com muito detalhe todos esses dados. ”, disse.

Ela continua: “As vacinas só são registradas e recomendadas para uso quando a gente tem segurança de que não há eventos graves relacionados à vacina que sejam relevantes e importantes. Então a gente pode sim ter essa tranquilidade.”

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