Coronavírus

Vacina Oxford da AstraZeneca para Covid-19: últimos resultados e detalhamento

Vacina Oxford da AstraZeneca para Covid-19: últimos resultados e detalhamento

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Sanar Medicina

7 min há 368 dias

O mês de julho foi um mês de resultados. Agora foi a vez da vacina da AstraZeneca divulgar os seus. Desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a multinacional farmacêutica, os dados divulgados esta semana mostram resultados positivos da vacina.

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As empresas Moderna, Pfizer e BioNTech já haviam divulgado dados preliminares dos seus estudos com as vacinas que desenvolvem.

A AstraZeneca é uma companhia biofarmacêutica global, cujo foco está na pesquisa, desenvolvimento e comercialização de medicamentos para tratamento de doenças em diversas áreas.

Centro de Pesquisa e Desenvolvimento AstraZeneca – Cambridge, U.K.

Com sua sede em Cambridge, no Reino Unido, uniu-se durante a pandemia pelo novo coronavírus à Universidade de Oxford para apostar no desenvolvimento de uma vacina.

Qual é o tipo da vacina da AstraZeneca para Covid-19?

A vacina usa uma versão enfraquecida de adenovírus como vetor. Conhecida por causar gripe comum em Chipanzés, o adenovírus foi modificado para não ser capaz de se replicar, além de carregar material genético que codifica a proteína Spike do SARS-CoV-2, utilizada pelo vírus para adentrar a célula.

Após a vacinação, a proteína de superfície Spike é produzida no corpo humano, desencadeando resposta imune que será capaz de atacar precocemente o vírus quando este infectar o corpo.

Esta semana, os resultados da pesquisa com a vacina foram publicados na revista Lancet, trazendo boas notícias: a vacina se mostrou segura, com efeitos colaterais controláveis, e produziu resposta imune tanto de anticorpos como de células T.

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Resumo dos resultados

Uma única dose da vacina foi capaz de produzir aumento de 4 vezes na produção de anticorpos contra a proteína Spike do vírus SARS-CoV-2. Esses anticorpos atingiram o pico em 28 dias, e permaneceram elevados até o 56° dia, mostrando que uma resposta imune foi criada contra o vírus.

Quanto a produção de resposta mediada por células T, o pico aconteceu com 14 dias após vacinação, e continuou alto após 2 meses.

O que os pesquisadores disseram sobre a vacina

O professor Andrew Pollard, é cientista Ph.D e investigador chefe da pesquisa da vacina de Oxford. Segundo ele:

“Os resultados preliminares do estudo de fase 1/2 da nossa vacina contra o coronavírus mostraram que a vacina não causou nenhuma reação adversa inesperada e teve perfil de segurança similar à vacinas deste mesmo tipo.

A resposta imune observada após vacinação está em concordância com o que esperamos estar associado com proteção contra o vírus SARS-CoV-2, apesar de precisarmos continuar nosso rigoroso programa experimental para confirmar isto. Vimos resposta mais forte nos participantes que receberam duas doses da vacina, indicando que isso pode ser uma boa estratégia de vacinação.”

O vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento biofarmacêutico da AstraZeneca, Mene Pangalos, afirmou:

Estamos encorajados com dados preliminares da fase 1/2 mostrando que a AZD1222 foi capaz de gerar uma rápida resposta de anticorpos e células T contra o SARS-CoV-2. Enquanto ainda há muito trabalho a ser feito, os dados de hoje aumentam nossa confiança que a vacina funcionará, e permite-nos continuar nossos planos para produzir a vacina numa escala de amplo e igual acesso ao redor do mundo.”

Produção de resposta imune significa proteção contra a COVID-19?

A correlação entre resposta imune gerada e proteção contra COVID-19 conferida ainda não foi definida. Altos níveis de anticorpos neutralizantes foram vistos em indivíduos que se recuperaram da COVID-19.

Dados recentes também demonstram que resposta mediada por células T pode ter papel crucial em mitigar a infecção. Alguns indivíduos que foram infectados pelo vírus, mas permaneceram assintomáticos, desenvolveram robusta resposta de células T na ausência de anticorpos detectados. Portanto, um rápido desenvolvimento tanto de anticorpos como células T podem ser importantes para proteção contra COVID-19.

Se a resposta imune produzida pela vacina será suficiente ou não permanece ainda a grande questão a ser resolvida. São cenas dos próximos capítulos, que iremos assistir conforme o prosseguimento da pesquisa, que se encontra agora na fase 3.

Próximos passos da vacina AstraZeneca

Os estudos de fase 2/3 avançados estão em andamento atualmente no Reino Unido, África do Sul e aqui no Brasil, e acontecerão também nos EUA. O objetivo desta fase será determinar se a vacina promove proteção contra o novo coronavírus, bem como testar a resposta imune e segurança da mesma em diferentes idades e doses de aplicação.

AstraZeneca afirma que continuará a cumprir o seu compromisso de fornecer a vacina em escala global, tão logo esta seja aprovada. Segundo a companhia, não haverá busca de lucros durante a pandemia, e acordos entre diversos países e associações foram feitos para para produção de mais de 2 bilhões de doses da vacina.

Confira o vídeo:

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