Alergologia e imunologia

Vacinação contra a Covid-19: o que observar! | Colunistas

Vacinação contra a Covid-19: o que observar! | Colunistas

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A pandemia de Covid-19, declarada pela OMS desde março de 2020, culminou, dentre outras consequências, com a corrida contra o tempo, por cientistas em todo mundo, em busca de vacinas para imunizar a população e controlar a doença.

Diante disso, graças, principalmente, ao empenho e sucesso de cientistas e pesquisadores do Instituto Butantan, em 18 de janeiro de 2021, deu-se início à vacinação contra a Covid-19 no Brasil.

No entanto, algumas irregularidades vêm sendo relatadas em relação ao não cumprimento do protocolo de vacinação por alguns profissionais de saúde. Portanto, saiba agora ao que você precisa estar atento durante esse procedimento!

Figura 1: Primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Brasil.
Fonte: Portal R7, 2021.

Saiba o que é necessário levar para ser vacinado!

Figura 2 – Ilustração: uso de máscara de proteção.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ilha Solteira, 2020.

A máscara de proteção é um item essencial ao sair de casa e seu uso tornou-se obrigatório, em espaço públicos e privados, desde julho de 2020, logo, seu uso é igualmente indispensável para tomar a vacina.

No que tange à documentação necessária, de acordo com o Plano de Vacinação apresentado pelo Ministério da Saúde, nenhum brasileiro deixará de receber a vacina por não estar portando alguma documentação pessoal. No entanto, embora a ausência de documentos não inviabilize a sua vacinação, a apresentação ou do número do CPF ou do Cartão Nacional de Saúde (Cartão do SUS), favorece o controle das aplicações das doses.

Todavia, vale ressaltar que, se você fizer parte de algum grupo prioritário, tais quais idosos, trabalhadores de saúde e doentes crônicos, precisa comprovar que faz parte daquele determinado grupo correspondente ao período de vacinação vigente. Fique atento ao plano de vacinação de sua cidade!

Segundo o  Plano de Vacinação Contra a Covid-19, divulgado pelo Ministério da Saúde, informações como número de CPF ou do Cartão SUS do paciente, local onde foi vacinado, data de vacinação, além de dados sobre a vacina como nome, fabricante, número do lote e validade serão registrados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). Esse registro é obrigatório e você deve receber um certificado ou ter a vacinação registrada em sua carteira de vacinação.

Como saber se fui devidamente vacinado?

Figura 3: Vacina contra a Covid-19.
Fonte: Agência Brasil, 2021.

Para identificar se foi devidamente vacinado, você precisa conhecer as características principais da vacina e o protocolo de vacinação, a fim de reconhecer se o procedimento está sendo respeitado.

– Vacinas do Programa Nacional de Imunização: Coronavac (– laboratórios Sinovac/Butantan), com intervalo entre as aplicações de duas a quatro semanas; e a de Oxford (laboratórios AstraZeneca/Fiocruz), com intervalo entre as aplicações de até doze semanas. Ambas devem ser administradas em duas doses e por via intramuscular.

– Armazenamento de vacinas: de acordo com a Anvisa, as vacinas devem estar acondicionadas entre 2°C e 8°C. Caso você tenha dúvida quanto a isso, você poderá questionar o servidor.

– Procedimento adequado: os profissionais de saúde são orientados a retirar o frasco de vacina do armazenamento apenas no momento da aplicação. Após aberta, a vacina deve ser imediatamente aplicada e, após aplicação, a seringa deve ser descartada. Se alguma dessas etapas não for respeitada, você pode solicitar que seja feita. Você pode pedir também para ver a seringa cheia antes do procedimento e vazia após, a fim de garantir que ela foi esvaziada. Vale lembrar que é importante que você saia da primeira vacinação já com a segunda dose agendada.

– Informações sobre a vacina: além de saber qual vacina você está recebendo, é importante saber algumas informações como a validade da vacina e conferir se o número do lote que consta no frasco é o mesmo que é informado no comprovante de vacinação. Você pode observar também o preenchimento da seringa a dose recomendada é de 0,5 ml em suspensão injetável, o que equivale de 0,5 cm a 1 cm da seringa descartável padrão.

– Acompanhamento de idosos: é um direito dos idosos que eles sejam acompanhados durante a vacinação. É importante que o acompanhante observe as informações supracitadas durante o procedimento.

Suspeitei de uma irregularidade durante a vacinação! E agora?

Em caso de suspeita de irregularidade com a vacina ou durante o procedimento, você pode realizar uma denúncia para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública por meio do endereço eletrônico vacinapiratacncp@mj.gov.br.

Além disso, você pode entrar em contato com canais das Secretarias de Saúde, tanto para fazer denúncias, quanto para tirar dúvidas acerca da aplicação da vacina.

Vale ressaltar que, se necessário, você pode filmar e fotografar o momento da vacinação.

Posso ter alguma complicação caso seja vítima de uma falsa vacinação?

Sim! A consequência direta de ser vítima de uma falsa vacinação, seja pela aplicação de ar em detrimento do conteúdo da vacina ou pela não pressão do êmbolo para depositar a vacina, é acreditar estar imunizado contra a Covid-19, mas na realidade, não está.

Outra possível consequência pode ocorrer para casos em que se aplica ar no lugar da dose da vacina. Por ser aplicada via intramuscular, essa prática pode gerar dor e inchaço local, no entanto, se por acaso o ar seja injetado em um vaso, rapidamente, dependendo da quantidade, há o risco de embolia.

Além disso, tem o prejuízo coletivo, uma vez que o desvio de vacinas, originalmente destinadas para determinado grupo prioritário, deixa esse público ainda mais vulnerável, pois a quantidade inferior ao esperado pode não garantir a cobertura vacinal planejada. Ademais, há ainda a repercussão negativa para o financeiro destinado à vacinação e planejamento da gestão da saúde pública.

Por isso a necessidade de reconhecer o procedimento adequado, identificar a fraude – caso haja denunciar e tomar a dose corretamente.

E lembre-se: vacinação é uma responsabilidade coletiva!

O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Referências:

  1. https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2021/janeiro/29/planovacinacaocovid_v2_29jan21_nucom.pdf
  2. https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias/ministerio-da-justica-e-seguranca-publica-lanca-campanha-201cvacina-pirata-nao-201d
  3. https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saiba-o-que-observar-na-hora-da-vacinacao-contra-a-covid-19,d0430a9dad5a84684f05611a648a0092u8gakc3s.html
  4. https://infectologia.org.br/2021/02/16/o-que-observar-na-hora-de-vacinar/#:~:text=Em%20reportagem%20do%20jornal%20Extra,e%20com%20a%20devida%20seguran%C3%A7a.
  5. https://extra.globo.com/noticias/rio/vacina-de-vento-saiba-como-ter-certeza-de-que-foi-imunizado-rv1-1-24885032.html
  6. https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/01/11/confira-quais-documentos-serao-necessarios-para-receber-vacina-contra-a-covid-19
  7. https://saude.ig.com.br/2021-01-21/coronavac-nao-tem-eficacia-garantida-se-a-2-dose-dor-adiada-diz-butantan.html
  8. https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/01/08/fiocruz-intervalo-entre-doses-da-vacina-de-oxford-pode-ser-de-3-meses
  9. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/L14019.htm