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Vacinas contra a COVID-19 em uso e em testes

Vacinas contra a COVID-19 em uso e em testes

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As vacinas contra a COVID-19 que já estão sendo aplicadas na população mundial foram desenvolvidas em velocidade sem precedentes, com tecnologias inéditas e já conhecidas e que puderam atestar segurança e eficácia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram mais de 200 propostas de vacinas contra a COVID-19 em testes, 44 chegaram à fase de experimentação em humanos, os estudos clínicos. Dessas, cerca de 10 chegaram à fase III, com testes em dezenas de milhares de voluntários.

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O legado dessa corrida das vacinas vai além de frear o novo coronavírus. As novas tecnologias desenvolvidas vão modernizar outras vacinas já em uso no mundo e podem revolucionar outros tratamentos, contra o câncer, por exemplo.

Confira a seguir as principais vacinas contra a COVID-19 que estão em uso e em testes no Brasil e no mundo.

Pfizer/BioNTech

O imunizante desenvolvido pela farmacêutica estadunidense Pfizer, em colaboração com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, foi o primeiro a ser aprovado por agências reguladoras.

Primeiro no Reino Unido, em dezembro de 2020, e depois pelos Estados Unidos, União Europeia e Organização Mundial da Saúde. Em fevereiro de 2021, recebeu registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e já está sendo aplicada na população brasileira.

A vacina Pfizer/BioNTech utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) e alcançou eficácia global de 80% após a primeira dose. Com a aplicação das duas doses, a efetividade na proteção contra o coronavírus chegou a 90%.

Além disso, o imunizante se mostrou eficaz contra três variantes do SARS-CoV-2, incluindo a brasileira P.1., detectada primeiro em Manaus, em janeiro de 2021.

Moderna

A vacina da empresa estadunidense Moderna, desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (NIH), também utiliza tecnologia de mRNA. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine confirmou eficácia de 94,1% na prevenção da COVID-19.

O imunizante de duas doses também apresentou resultados promissores em idosos e também foi eficaz contra a variante brasileira do novo coronavírus. Porém, a vacina, já aprovada e utilizada nos Estados Unidos e na União Europeia, ainda não está disponível para a população brasileira.

Oxford/AstraZeneca

Aprovada pela Anvisa em janeiro de 2021, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica anglo-inglesa AstraZeneca é uma das mais utilizadas na população brasileira, e ao redor do mundo.

 A vacina Oxford/AstraZeneca utiliza adenovírus de chimpanzé como vetor viral para carrear informação genética que codifica a proteína Spike do Coronavírus. No Brasil, o imunizante é produzido pela Fiocruz por meio de um acordo de transferência de tecnologia.

Os estudos mais recentes apontam para eficácia de 79% contra casos sintomáticos de COVID-19 e 100% contra casos graves de COVID-19 para quem completa o ciclo da vacinação, de duas doses.

Outro estudo apontou que a eficácia pode ser ainda maior se o intervalo de espera entre as doses for de até 12 semanas. E os resultados também são promissores contra a transmissão do SARS-CoV-2, que pode ser cortada pela metade, e contra a variante brasileira.

CoronaVac

A vacina CoronaVac foi desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e, no Brasil, é produzida por uma parceria com o Instituto Butantan, que conduziu estudos clínicos no país em julho de 2020 com voluntários em oito estados.

As vacinas contra covid-19 da Coronavac utilizam o próprio SARS-CoV-2 inativado para gerar anticorpos que combatam a infecção. A eficácia geral inicialmente divulgada era de 50,38%, mas estudos mais recentes apontam para eficácia de 62,3% com um intervalo de mais de 21 duas entre as duas doses da vacina.

O mesmo estudo, publicado na revista científica Lancet, indicou ainda que a eficácia da vacina contra casos sintomáticos atingiu 50,7% e a proteção para aqueles que requerem assistência médica variou entre 83,7% e 100%.

Ela também é eficaz contra a variante brasileira P.1.

Sputnik V

A vacina desenvolvida pelo Gameleya Research Institude, que é parte do Ministério da Saúde da Rússia, utiliza a tecnologia de 2 adenovírus previamente manipulados para que sejam inofensivos ao organismo e, ao mesmo tempo, induzam resposta imunológica.

Além da Rússia, outros países, como Argentina e Argélia, já estão aplicando o imunizante em suas populações. Em março, o Ministério da Saúde assinou contrato para receber 10 milhões de doses da Sputnik V para reforço do Programa Nacional da Imunização (PNI), mas a Anvisa ainda não autorizou o imunizante.

Também aplicada em duas doses, a vacina teve eficácia de 91,6% contra a COVID-19, segundo estudo publicado no periódico científico The Lancet. Os cientistas também indicaram que o imunizante conseguiu diminuir em 100% a infecção moderada e grave e reduziu em 91,8% os casos da doença entre a população idosa vacinada.

Janssen

A vacina contra covid-19 produzida pela Janssen, braço farmacêutico da companhia estadunidense Johnson & Johnson , é também baseada em vetores de adenovírus. Diferente dos demais imunizantes, porém, ela precisa apenas de uma dose.

Em fevereiro de 2021, a agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), publicou um documento atestando eficácia de 66% da vacina contra casos graves e moderados de COVID-19.

Em março, a Janssen informou que a vacina tem 87% de eficácia contra formas graves da variante brasileira do SARS-CoV-2.

O imunizante, testado em voluntários brasileiros, aguarda a liberação da Anvisa para que seja aplicado na população brasileira. O governo federal assinou contrato de compra de 38 milhões de doses, ainda sem data de entrega.

ButanVac

Em março de 2021, o Instituto Butantan e o Governo do Estado de São Paulo anunciaram a ButanVac, uma vacina contra a COVID-19 produzida integralmente no Brasil e capaz de neutralizar a variante brasileira P.1. 

Além de não depender da importação de insumos para a produção, a vacina aproveita a mesma tecnologia utilizada na vacina contra a gripe e será oferecida em dose única.

Por isso, será uma opção mais barata, com maior potencial de imunização e que pode ajudar a acelerar a vacinação da população brasileira.

Na última segunda-feira (17/05), o instituto se reuniu com a Anvisa para discutir novos protocolos para a vacina. Novidades devem ser anunciadas nos próximos dias.

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