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Você sabe de onde veio a variante Ômicron ? | Colunistas

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Imagem de perfil de Rainara Lúcia D'Ávila

Tudo o que você precisa saber sobre o surgimento da variante Ômicron e seu alto poder de replicação.

Os vírus se adaptam em cada célula que ficam hospedadas, sobrevivendo e replicando em cada organismo. Vamos conhecer e entender um pouco sobre como os vírus se replicam e de onde veio a nova Cepa da Covid-19.

O que é um Vírus

São um tipo de agente infeccioso, são parasitas dependente de células para sua replicação. 

A replicação viral, que ocorre no interior da célula do hospedeiro, evolui seguindo as etapas de adsorção, penetração, desnudamento, transcrição, tradução (síntese), maturação e liberação.

Os diferentes sinais e sintomas da doença viral observados em um hospedeiro são determinados por características específicas do agente.

Coronavírus

Trata-se de um vírus respiratório da família dos Coronavírus. Esta família de vírus é conhecida desde meados de 1960. Este tipo de vírus pode causar infecções respiratórias em seres humanos e em animais (dromedários, gatos e morcegos). Em geral, as infecções causadas cursam entre leves a moderadas. Entretanto, alguns desses vírus podem causar doenças graves de alto impacto.

Os coronavírus humanos foram identificados pela primeira vez em meados da década de 1960. Há seis tipos de coronavírus que infectam o homem: alfacoronavírus 229E e NL63 e betacoronavírus OC43, HKU1, SARS-COV e MERS-COV, os dois últimos responsáveis por infecções respiratórias graves. A transmissão do coronavírus geralmente se dá por contato próximo de pessoa a pessoa.

SARS

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS – Severe Acute Respiratory Syndrome) foi detectada pela primeira vez na China em novembro de 2002. Disseminou-se rapidamente, causando uma epidemia que atingiu vários países, infectando cerca de 8 mil pessoas e provocando em torno de 800 mortes. 

O surgimento da COVID-19

Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China. Tratava-se de uma nova cepa (tipo) de coronavírus que não havia sido identificada antes em seres humanos.

Ao todo, sete coronavírus humanos (HCoVs) já foram identificados: HCoV-229E, HCoV-OC43, HCoV-NL63, HCoV-HKU1, SARS-COV (que causa síndrome respiratória aguda grave), MERS-COV (que causa síndrome respiratória do Oriente Médio) e o, mais recente, novo coronavírus (que no início foi temporariamente nomeado 2019-nCoV e, em 11 de fevereiro de 2020, recebeu o nome de SARS-CoV-2). Esse novo coronavírus é responsável por causar a doença COVID-19.

O alto poder de replicação causou em 2021 uma nova cepa. A variante Omicron.

Sintomas

A COVID-19 afeta diferentes pessoas de diferentes maneiras. A maioria das pessoas infectadas apresentará sintomas leves a moderados da doença e não precisarão ser hospitalizadas. Essas variações de sintomas dependem da reação do organismo de cada pessoa e da carga viral recebida. Pessoas com comorbidades (doenças crônicas), tem risco mais elevado em agravamento do quadro.

Sintomas mais comuns:

  • Febre
  • Tosse
  • Cansaço
  • Perda de paladar ou olfato

Sintomas menos comuns:

  • Dores de garganta
  • Dor de cabeça
  • Dores e desconfortos
  • Diarreia
  • Irritações na pele ou descoloração dos dedos dos pés ou das mãos
  • Olhos vermelhos ou irritados

Sintomas graves:

  • Dificuldade para respirar ou falta de ar
  • Perda da fala, mobilidade ou confusão
  • Dores no peito

Nova variante Ômicron

Os cientistas acreditam que a ômicron pode ter evoluído a partir de uma única pessoa com sistema imunológico enfraquecido na África Subsaariana, possivelmente alguém com HIV não tratado, espalhando-se depois para mais de 40 países.

Embora existam pelo menos duas outras explicações possíveis para o surgimento desta variante, a hipótese de ter partido de “um único indivíduo” é sustentada por parte significativa da comunidade científica. Outra teoria é que a variante tenha sido replicada em animais. Outra teoria seria que essa variante já existiria na comunidade africana e somente tempos depois foi disseminado a nível mundial.

Segundo a OMS, ainda são necessários mais dados sobre os sintomas e a gravidade clínica da Ômicron para traçar um perfil sintomático da variante. Porém, estes pacientes relatavam cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e garganta e não relataram perda de olfato ou paladar.

Segundo a OMS, já se sabe que a Ômicron é uma variante altamente transmissível e com grande número de mutações. Sintomas mais comuns: cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e dor de garganta.

Vacinas

  • Pfizer 
  • Moderna
  • CoronaVac
  • AstraZenica
  • Janssen
  • Johnson & Johnson
  • Sputnik V

Estudos recentes mostram que as vacinas de vírus inativado como a CoronaVac, do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, funcionam no combate à Covid-19 e podem ser capazes de combater também a variante ômicron do SARS-CoV-2. Essa é a opinião do epidemiologista Abdi Mahamud, gerente da Equipe de Suporte ao Gerenciamento de Incidentes de Covid-19 da Organização Mundial da Saúde (OMS). O que vimos até agora é que o que vai proteger de hospitalização.

Autora: Rainara Lúcia D’Ávila

Instagram: @rainaradavila

Referências

Fiocruz, BBC, Butantan e Paho Org.

O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.