Medicina e Tecnologia

9 aplicações da Realidade Virtual para a Medicina real | Colunistas

9 aplicações da Realidade Virtual para a Medicina real | Colunistas

Compartilhar

Juliana Aguiar

6 minhá 532 dias

No atual cenário de popularização e crescimento das tecnologias de informação e comunicação, é imprescindível que o médico as conheça, saiba utilizá-las e entenda a importância e a motivação do seu emprego na saúde. A realidade virtual insere-se nessa área como um ambiente totalmente gerado pelo computador, com o qual o usuário pode interagir. Preparamos uma listinha com algumas das suas aplicações:

1. Treinamento de médicos e outros profissionais da saúde

A realidade virtual propicia um ambiente totalmente seguro no qual acadêmicos de medicina, médicos e outros profissionais da saúde podem aprender conceitos e treiná-los sem colocar em risco a vida de outras pessoas. O treinamento cirúrgico já é feito na Universidade de Stanford por um simulador de cirurgias, através do qual são feitas, principalmente, cirurgias endoscópicas dos seios da face. Esse tipo de procedimento pode ser bastante complicado, já que os pacientes apresentam variações anatômicas. Desse modo, os médicos são melhores preparados para as situações corriqueiras e adversas que surgirem.

2. Terapia exposta

Nesse caso, os pacientes são inseridos em ambientes virtuais controlados, seguros, fáceis e reprodutíveis, projetados para entrarem em contato com os seus medos. A Universidade de Louisville está no processo de desenvolvimento desse tipo de programa, criando ambientes onde o paciente é exposto ao objeto ou situação da fobia, ensaia estratégias de enfrentamento e testa quebras de padrões de comportamento.

Um exemplo seria o aplicativo “Arachnophobia”, da IgnisVR, que foi criado para quem tem medo de aranhas. Através deste, o paciente é colocado em uma sala inicialmente vazia, que vai sendo infestada progressivamente por aranhas. O ritmo é controlado pelo paciente e a simulação pode terminar a qualquer momento, de acordo com o conforto deste. Isso contribui imensamente para a sua evolução.

3. Controle da dor

A Universidade de Washington criou um jogo de realidade virtual chamado SnowWorld, no qual os pacientes jogam bolas de neve em pinguins, sendo distraídos pela conexão de seus sentidos com o ambiente virtual. Desse modo, há o congestionamento das vias da dor e melhora desta. Os resultados, segundo os pesquisadores, têm sido melhores do que os da morfina.

Outra aplicabilidade da realidade virtual no controle da dor é no tratamento da dor fantasma, frequente em pacientes que sofreram imputações de membros e para os quais os tratamentos disponíveis são muito limitados. O ambiente virtual re-conecta o cérebro com a realidade do membro amputado, possibilitando a execução de estratégias para a melhora da dor.

4. Formação da cognição social para pessoas com autismo

Na Universidade do Texas já existe um projeto em que os pacientes com autismo são submetidos a situações de interação social e têm suas ondas monitoradas, sendo, assim, treinados para trabalharem suas habilidades sociais.

5. Melhora da qualidade de vida de deficientes e idosos

Nesse caso, as pessoas com deficiência física e idosos, que, normalmente, têm limitações para sair de casa, usufruem da realidade virtual para irem a diversos lugares, diminuindo a fragilidade e fatores de risco para depressão, entre outros benefícios.

6. Tratamento de pessoas que sofreram de estresse pós-traumático

A Universidade do Sul da Califórnia tem obtido sucesso no uso da realidade virtual para tratamento de veteranos de guerra com estresse pós-traumático. É recriado o ambiente vivido pela pessoa, o que ajuda o paciente a compreender o que aconteceu naquele momento, a fim de aprender a lidar com a situação. A experiência tem sido exitosa.

7. Meditação guiada

Através do Oculus rift, um aplicativo adquirido pelo facebook, as pessoas podem fazer meditação guiada dentro de um ambiente virtual relaxante, facilitando a transição para o estado meditativo. Essa prática frequente auxilia na redução do estresse e na melhora da qualidade de vida.

8. Alívio para doentes crônicos

Esse projeto é realizado na Universidade de Stanford e chama-se SUSIE (senior user soothing immersive experience/experiência de imersão calmante para idosos). A ideia principal é colocar o paciente em um ambiente completamente imersivo, no qual os sentidos são levados a acreditar que estão no universo da realidade virtual. Desse modo, pacientes acamados ou com pouca possibilidade de locomoção podem vivenciar, ainda que virtualmente, outra realidade, possibilitando a caminhada entre árvores e passeios na praia e de bicicleta. Isso é feito, principalmente, durante procedimentos desconfortáveis, mas também tem aplicabilidade na melhora da qualidade de vida do paciente quando feito com relativa frequência. No Brasil, já existe um modelo de óculos que utiliza a tecnologia da realidade virtual, carecendo, ainda, de aplicativos que a empreguem adequadamente em benefício dos doentes.

9. Acelerar a recuperação de um AVC

O acidente vascular cerebral (AVC), muitas vezes, pode incapacitar a realização de alguns movimentos pelo paciente. A realidade virtual atua aumentando a rapidez ao retorno desses movimentos através do estímulo e do feedback auditivo ou visual. A experiência MindMotionPro, por exemplo, permite o paciente mexer os dedos e braços, promovendo a motivação e atenção necessários para tal, com o devido êxito.

Se interessou pelo tema? Veja mais em: https://www.sanarmed.com/aplicacoes-da-realidade-virtual-na-medicina


Gostou do artigo? Quer ter o seu artigo no Sanarmed também? Clique no botão abaixo e participe

Compartilhe com seus amigos:
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.