Confira neste texto tudo que você precisa saber sobre os prejuízos causados pela dependência de álcool!
Desde a pré-história, as bebidas alcoólicas são utilizadas pelo ser humano. Nos últimos anos, tem ocorrido uma intensificação dos transtornos relacionados ao álcool.
Nos dias atuais, tal problema tem ganhado até proporções epidêmicas, principalmente em torno da facilidade de acesso e do grau de dependência que traz, afetando grande parte do planeta e gerando consequências graves de diversos campos, aguda ou cronicamente.
Assim, o alcoolismo se estabelece entre os transtornos psiquiátricos mais comuns observados no mundo, diante do qual tem-se observado aumento exponencial de pesquisas relevantes sobre abuso e dependência.
A CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, em sua 11ª edição), lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, propõe que os transtornos relacionados ao uso de álcool apresentam diversas consequências negativas, desde a dependência até transtornos mentais adquiridos induzidos por álcool.
Alguns conceitos relacionados ao ato de beber
Unidades de álcool
O consumo de álcool é medido por um conceito denominado “unidade de álcool”, em que cada unidade equivale a 10 gramas de álcool puro, sendo preciso, para obter as unidades equivalentes, multiplicar a quantidade de bebida por sua concentração alcoólica.
Esta não é uma medida tão precisa na prática, uma vez que as apresentações variam e o tamanho das doses não é padronizado.
A figura a seguir ilustra a comparação entre alguns tipos de bebidas:

Calcula-se as unidades de álcool pelo seguinte exemplo:
- Indivíduo que bebe duas doses de uísque por dia (cada dose tem, em média, 50 mL);
- O consumo diário, assim, é de 100 mL de uma bebida destilada que tem concentração em torno de 40%;
- Uma unidade de álcool equivale a 10 gramas de álcool puro; assim, ele consumiu 40 gramas de álcool;
- Em uma semana, ele consome 28 unidades de álcool, o que ultrapassa a faixa do beber de baixo risco.
Beber de baixo risco
É claro que não existe consumo de álcool que não traga riscos ao indivíduo. Há um nível de consumo associado a baixo risco de desenvolver problemas: 21 unidades de álcool para homens e 14 unidades de álcool para mulheres (para uma semana).
Beber em binge
Do inglês “bebedeira” ou “farra”, na literatura científica o termo “binge” descreve um padrão de beber no qual a quantidade é de 5 doses para homens e 4 para mulheres, em uma única ocasião; ou seja, seria beber uma quantidade igual ou acima dessa em um curto período de tempo, geralmente em menos de 2 horas.
O beber em binge, mesmo que esporádico, traz elevados custos sociais e danos para a saúde, especialmente em adultos jovens e adolescentes, o que tem chamado a atenção de autoridades e pesquisadores para um consumo que carece de maior alerta do que pacientes que já são dependentes.
Está associado a:
- Peso: quanto maior o peso, menor a concentração sanguínea de álcool;
- Idade: quanto mais precoce o início do consumo, maiores as chances de danos cerebrais e problemas relacionados ao ato de beber;
- Velocidade de consumo: quanto mais rápido o consumo, maior o tempo de metabolização e eliminação do conteúdo ingerido;
- Presença de alimento no estômago: menores as chances de rápida intoxicação alcoólica;
- Número de doses consumidas: quanto maior o consumo, maior a tendência à intoxicação.
Dependência de álcool
O álcool é uma droga, de caráter lícito, que causa alterações tanto agudas quanto crônicas em diversos sistemas neuroquímicos, tendo o potencial de produzir sintomas psicológicos temporários graves, como depressão, ansiedade e psicoses, até, em longo prazo, induzir tolerância e síndrome de abstinência (esta caracterizada por insônia, evidência de hiperatividade do sistema nervoso autônomo e ansiedade).
Segundo a CID-11, por “dependência de álcool” entendemos a incapacidade de poder regular ou controlar o uso de bebidas alcoólicas que pode surgir a partir de uso repetido ou contínuo importante.
Cabe realçar a forte necessidade ou compulsão de usar o álcool, aliada à incapacidade de se controlar o consumo, inclusive o priorizando em relação a outras atividades e persistindo com tal apesar de já constatadas consequências danosas.
A partir dessa dependência, assim, geralmente o indivíduo desenvolve sintomas tanto de tolerância quanto de abstinência.
Dependência de álcool: o que diz o DSM-5?
Já o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em sua 5ª edição), da American Psychiatric Association (APA) define “transtorno por uso de álcool” como um agrupamento de sintomas comportamentais e físicos, os quais podem incluir abstinência, tolerância e fissura, termos descritos a seguir:
Abstinência
Sintomas que se desenvolvem aproximadamente 4 a 12 horas após a redução do consumo que se segue a uma ingestão prolongada e excessiva de álcool, provocando manifestações desagradáveis e intensas.
O que gera a necessidade de se consumir ainda mais, ignorando-se consequências adversas. A fim de que se evite ou alivie os sintomas de abstinência, que incluem:
- Hiperatividade autonômica;
- Tremor aumentado nas mãos;
- Insônia;
- Náusea ou vômitos;
- Alucinações ou ilusões visuais, táteis ou auditivas transitórias;
- Agitação psicomotora;
- Ansiedade;
- Convulsões tônico-clônicas generalizadas.
Tolerância
Necessidade de quantidades progressivamente maiores de álcool de forma a alcançar a intoxicação ou o efeito desejado, ou efeito acentuadamente menor com o uso continuado da mesma quantidade de álcool;
Fissura
Desejo intenso de consumir álcool, o qual torna difícil trazer o pensamento a outras coisas e frequentemente leva ao próprio consumo, inclusive em circunstâncias que representam perigo para a integridade física ou quando já se tem conhecimento de problemas significativos de ordem física, social ou interpessoal.
Existem duas dimensões relacionadas à dependência de álcool e a problemas relacionados ao seu consumo:
- a psicopatologia do beber (a dependência propriamente dita, seus sinais e sintomas, e as alterações neuroadaptativas) e
- o enfoque sobre os problemas que decorrem do uso ou da dependência (absenteísmo por “ressaca”, dirigir intoxicado, brigas domésticas).

É bastante comum que o indivíduo negue ou minimize o fato do álcool ser um problema em sua vida, que usa bebidas alcoólicas de forma claramente perigosa e prejudicial, que não consegue parar de beber ou que perdeu o controle sobre seu padrão de consumo.
Dependência de álcool: epidemiologia
O II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (II LENAD), estudo brasileiro realizado em 2012 que reuniu 4.607 entrevistados a partir de 14 anos de 149 municípios sorteados. Revelou que a prevalência de dependência de álcool na vida foi de 6,8%, sendo que, entre homens, foi de 10,5% e, entre as mulheres, de 3,6%.
Ainda, constatou que houve um aumento nas taxas do chamado “binge drinking” (beber grande quantidade de álcool de uma vez) e de consumo associado a acidentes e violência.
Nos Estados Unidos, pelo menos 90% da população consome álcool em algum momento durante a vida, sendo que a maioria começa entre o início e a metade da adolescência.
Até o final do ensino médio, 80% dos estudantes já consumiram álcool alguma vez, e mais de 60% tiveram um episódio de intoxicação. A cerveja corresponde a cerca de metade de todo o consumo de álcool, enquanto destilados compõem em torno de 1/3 e vinho, cerca de 1/6.
Outros dados epidemiológicos relevantes estão descritos na tabela a seguir, de acordo com alguns fatores:
| Raça e etnia | Brancos têm o índice mais elevado de uso de álcool |
| Gênero | Homens têm maior probabilidade de desenvolver consumo compulsivo e consumo intenso |
| Região e urbanidade | O uso de álcool é mais elevado em centro urbanos em detrimento de espaços rurais |
| Educação | O consumo é maior em indivíduos com ensino superior completo em relação a indivíduos com nível de escolaridade até ensino médio incompleto |
| Classe socioeconômica | Transtornos relacionados ao álcool estão presentes em todos os níveis socioeconômicosEstereótipo “mendigo cachaceiro” compreende menos de 5% das pessoas com transtornos relacionados ao uso de álcool |
Critérios diagnósticos
Segundo o DSM-V, são estabelecidos os seguintes critérios diagnósticos em torno do transtorno por uso de álcool:
A. Um padrão problemático de uso de álcool, levando a comprometimento ou sofrimento clinicamente significativos, manifestado por pelo menos dois dos seguintes critérios, ocorrendo durante um período de 12 meses:
1. Álcool é frequentemente consumido em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido.
2. Existe um desejo persistente ou esforços malsucedidos no sentido de reduzir ou controlar o uso de álcool.
3. Muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção de álcool, na utilização de álcool ou na recuperação de seus efeitos.
4. Fissura ou um forte desejo ou necessidade de usar álcool.
5. Uso recorrente de álcool, resultando no fracasso em desempenhar papéis importantes no
trabalho, na escola ou em casa.
6. Uso continuado de álcool, apesar de problemas sociais ou interpessoais persistentes ou
recorrentes causados ou exacerbados por seus efeitos.
7. Importantes atividades sociais, profissionais ou recreacionais são abandonadas ou reduzidas em virtude do uso de álcool.
8. Uso recorrente de álcool em situações nas quais isso representa perigo para a integridade física.
9. O uso de álcool é mantido apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico
persistente ou recorrente que tende a ser causado ou exacerbado pelo álcool.
10. Tolerância, definida por qualquer um dos seguintes aspectos:
a. Necessidade de quantidades progressivamente maiores de álcool para alcançar a intoxicação ou o efeito desejado.
b. Efeito acentuadamente menor com o uso continuado da mesma quantidade de álcool.
11. Abstinência, manifestada por qualquer um dos seguintes aspectos:
a. Síndrome de abstinência característica de álcool.
b. Álcool (ou uma substância estreitamente relacionada, como benzodiazepínicos) é consumido para aliviar ou evitar os sintomas de abstinência.
Marcadores diagnósticos
Para identificar o indivíduo que faz consumo intenso de álcool e corre maior risco de sofrer algum transtorno decorrente do uso, pode-se fazer uso de questionários padronizados ou avaliar elevações em exames de sangue.
Não necessariamente essas medidas estabelecem o diagnóstico de um transtorno, mas podem ser úteis para selecionar aqueles indivíduos em maior risco e para os quais deve ser destinada a busca por mais informações.
Consequências da dependência de álcool
Quanto aos sinais e sintomas que refletem as consequências habitualmente associadas ao consumo pesado persistente pelo álcool, pode-se citar:
- Dispepsia, náusea e edema que podem acompanhar gastrite;
- Hepatomegalia, varizes esofágicas e hemorroidas que podem refletir alterações hepáticas induzidas pelo álcool;
- Sinais físicos de consumo intenso como tremor, instabilidade de marcha, insônia e disfunção erétil;
- No homem: redução no tamanho dos testículos e efeitos feminilizantes associados à redução dos níveis de testosterona;
- Na mulher: irregularidade menstrual e, durante a gestação, aborto espontâneo e síndrome alcoólica fetal.
Como avaliar o consumo de álcool?
O teste mais disponível para avaliação do consumo de álcool por observação transversal é a concentração de álcool no sangue, que também pode ser usada para estabelecer a tolerância ao álcool.
Presume-se que um indivíduo que tenha concentração de 150 mg/dL de etanol no sangue que não demonstra sinais de intoxicação já desenvolveu algum grau de tolerância ao álcool. Já valores acima de 200 mg/dL leva a maioria dos indivíduos sem tolerância a uma intoxicação grave.
Em se tratando de exames laboratoriais, um indicador sensível do consumo intenso é uma elevação modesta ou níveis superiores a 35 unidades de gamaglutamiltransferase (GGT), que pode ser o único achado laboratorial.
Outros tipos de exames
Outro exame com níveis comparáveis ou até maiores de sensibilidade e especificidade é o da transferrina deficiente em carboidrato (CDT), no qual níveis ≥ 20 unidades ajudam a identificar indivíduos que consomem regularmente 8 ou mais doses ao dia. Combinar achados elevados de GGT a CDT pode trazer dados ainda mais sensíveis e específicos do que cada um separadamente.
Outros exames incluem:
- Volume corpuscular médio (VCM): pode elevar-se até valores acima dos normais em indivíduos que consomem álcool em demasia, fator proveniente dos efeitos tóxicos sobre a eritropoiese, mas é um método fraco de monitorização da abstinência;
- Testes de função hepática – alanina aminotransferase (ALT) e fosfatase alcalina: podem revelar danos hepáticos resultantes da ingestão maciça de álcool;
- Outros marcadores não específicos para o álcool, mas para consumo pesado de substâncias: elevações dos níveis de lipídeos no sangue (ex.: triglicerídeos e HDL-c) ou de ácido úrico.
Consequências funcionais do transtorno por uso de álcool
Associando-se ao uso intenso de álcool, estão destacadas as principais áreas de funcionamento da vida, que podem vir a ser prejudicadas, entre as quais estão:
- Condução de veículos e operação de máquinas;
- Escola e trabalho;
- Relacionamentos e comunicação interpessoais;
- Saúde.
O consumo excessivo leva a aumento significativo no risco de acidentes, violência e suicídio.
Estima-se que, a cada cinco admissões em UTIs, uma esteja relacionada ao álcool e que, nos Estados Unidos, 40% das pessoas sofram um acidente relacionado à substância em algum momento de suas vidas, sendo esta responsável por até 55% das fatalidades em acidentes de trânsito.
Já o transtorno grave, especialmente em indivíduos com transtorno de personalidade antissocial, associa-se a atos criminosos, incluindo o homicídio.
Além disso, pode acarretar em desinibição e sentimentos de tristeza, que podem induzir tentativas de suicídio e até a própria consumação.
Manejo da síndrome de dependência do álcool
Alguns medicamentos podem ser utilizados aliados a intervenções psicossociais.
Há o problema da não adesão medicamentosa, que inclui razões como negação da doença, efeitos colaterais indesejados e falsas crenças sobre o medicamento (como aquelas relacionadas a impotência sexual, potencial de dependência, ganho de peso ou ficar em estado de “chapado”).
Assim, faz-se necessário promover uma intervenção proativa que possa ajudar o paciente a aderir ao regime diário.
Dissulfiram (DSF)
- Primeiro medicamento aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento da dependência alcoólica;
- Único sensibilizante ao álcool atualmente disponível no Brasil, de baixo custo e comercializado nas formas de comprimidos de 250 mg (Antietanol®) ou de 10 mg de pó contendo DSF e metronidazol (Sarcoton®);
- Age no metabolismo hepático do álcool, inativando especificamente a enzima acetaldeído-desidrogenase, responsável por converter acetaldeído em ácido acético;
- Deve ser iniciado somente 12 horas após a última ingestão de álcool, podendo ser prescritos inicialmente 500 mg/dia, por 1 a 2 semanas. Já na manutenção, podem ser usadas doses menores (cerca de 250 mg/dia); o tempo de tratamento se dá conforme os padrões de melhora no estado psicossocial do paciente e na aquisição de autocontrole do comportamento de beber;
- Necessário, antes do início, avaliar glicemia de jejum, funções hepática e tireoidiana e eletrocardiograma;
- Efeitos adversos mais comuns: letargia, tontura (no período inicial), gosto metálico e mal-estar gastrointestinal;
- Atentar para interação com alguns alimentos e produtos, dos quais o paciente deve se abster, como desodorantes ou perfumes que contenham álcool, condimentos com álcool e/ou vinagre e produtos de limpeza que contenham álcool;
- Requer a assinatura de um contrato escrito, em duas vias, que o paciente assina em concordância com sua família.
Naltrexona (NTX)
- Antagonista opioides utilizado como coadjuvante das intervenções psicossociais;
- Primeiro medicamento aprovado pela FDA desde a introdução do DSF;
- Comercializado no Brasil sob a forma de comprimidos de 50 mg (Revia®), sendo encontrado na rede pública de muitas cidades;
- Tem período recomendado de tratamento de 12 semanas;
- Posologia recomendada de 50 mg/dia, em esquema terapêutico de 25 mg/dia (meio comprimido por via oral) na primeira semana, aumentando-se para 50 mg/dia após esse período (minimiza efeitos adversos);
- Contraindicado na presença de doenças hepáticas agudas e crônicas;
- Principal efeito adverso: náusea; hepatotoxicidade baseada no aumento das transaminases hepáticas (3-19x os valores normais) em pacientes tratados com doses elevadas (acima de 300 mg/dia);
- Requer controle mensal de bilirrubina total e fracionada e das transaminases hepáticas nos três primeiros meses, e a cada 3 meses;
- Elevar frequência do seguimento quando transaminases hepática estiverem elevadas – suspender NTX se elevação persistir, exceto se forem leves e atribuídas ao consumo de álcool.
Acamprosato
- Antagonista na neurotransmissão do receptor N-metil-D-aspartato (via excitatória), especialmente no sítio da glicina;
- Não interage com álcool ou com diazepam e não causa dependência;
- Menos efetivo na prática clínica e em longo prazo comparado ao DSF;
- Prescrito na dose de 1.332 mg/dia (um comprimido por via oral 3x/dia) para um peso < 60 kg e de 1.998 mg/dia para peso > 60 kg;
- Contraindicado em insuficiência hepática ou renal.
Topiramato
- Nos últimos anos, tem se mostrado uma possibilidade de intervenção medicamentosa para dependências químicas, mas ainda contemplado em poucos ensaios clínicos;
- Ainda não aprovado pela FDA, mas é uma perspectiva para o futuro;
- Dosagem recomendada de 200 a 400 mg/dia – iniciar com 25 mg/dia e aumentar gradualmente em 3 a 8 semanas, até atingir 300 ou 400 mg/dia.
Nalmefeno
- Antagonista opioides com perfil estrutural similar ao da NTX;
- Vantajoso em relação à NTX por não ser dose-dependente em relação aos efeitos hepatotóxicos, ter grande biodisponibilidade oral, ter longo efeito da ação antagonista (meia-vida em torno de 11 horas) e ligação mais competitiva com os vários subtipos de receptores opioides.
Conclusão
É notável que o consumo de álcool e a dependência são problemas em grande escala inclusive próximos à nossa realidade. Constantemente temos contato com pacientes que sofrem desse problema e não conseguem nem mesmo identificar a importância disso em suas vidas.
Trazendo a noção desse transtorno para o indivíduo, especialmente se mais jovem. Apresentando a ele métodos efetivos de distanciamento desse problema, é possível trazer grandes mudanças à sua vida, evitando que desenvolva outros distúrbios e patologias tanto agudos quanto crônicos.
Por meio da busca ativa, é possível mudar esse quadro e trazer um novo sentido a esses pacientes.
Autor: Carlos Eduardo Corrêa Louzada
Instagram: @cadulouzada
O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.
Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.
Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.
Referências bibliográficas
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. Tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento et al. Revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli et al. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.
DIEHL, Alessandra. CORDEIRO, Daniel Cruz, LARANJEIRA, Ronaldo (org.). Dependência Química: prevenção, tratamento e políticas públicas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.
SADOCK, Benjamin J., SADOCK, Virginia A., RUIZ, Pedro. Compêndio de Psiquiatria. 1. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017