Síncope: aprenda o manejo adequado do paciente

A síncope é definida como perda transitória de consciência devido à hipoperfusão cerebral, caracterizada por um início rápido, curta duração e recuperação completa espontânea. Acompanhe o caso clínico abaixo, que serve para ilustrar a condução de um paciente com síncope. Caso clínico 1 – “Doutor, minha filha teve uma convulsão” HDA: Marina, 16 anos, estudante, vem trazida pela mãe por ter tido crise convulsiva durante a madrugada. Agora está totalmente consciente, sem déficits focais. HPP: Nada História familiar: Mãe tinha o mesmo quadro na adolescência, mas melhorou após uso de anti-convulsivantes Exame físico sem alterações ECG Síndrome do QT longo Qual a conduta imediata? A)Internação hospitalar B)Alta C)Realização de um ultrassom de carótidas. Se normal, alta D)Realização de uma TC de crânio sem contraste Resposta: letra A) CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA DA SANAR! O que é síncope? Perda transitória da consciência por hipoperfusão cerebral com resolução completa, sem déficits neurológicos. Corresponde a 6 a 8 segundos sem perfusão no Sistema Reticular Ativador Ascendente (SRAA). Se não for transitória: comaSe for parcial: estupor/torporAcometimento transitório, global e autolimitado da consciência: síncope OBS.: Se a síncope for sucedida de esturpor ou sinais focais, algo AINDA está danificando o sistema. Nesses casos, encefalopatia, neoplasias, sangramento, acidentes vasculares são hipóteses. • Síncopou e acordou: provavelmente alteração cardíaca. •Síncopou e está com esturpor

Sanar Pós Graduação

6 minhá 6 dias

Dislipdemia | Colunistas

Definição Define-se dislipidemia como qualquer alteração nos níveis dos lipídeos com relação a valores referenciais para uma determinada amostra populacional. Os distúrbios do metabolismo lipídico, particularmente, a hipercolesterolemia, têm uma forte relação com a doença vascular aterosclerótica – em especial a doença arterial coronariana (DAC), e, no caso da hipertrigliceridemia grave, há um aumento substancial no risco de pancreatite aguda. Fisiologia Para início de conversa é preciso que a gente entenda que os triglicerídeos (TG) e o colesterol são os principais lipídeos plasmáticos. Os TG têm a função fisiológica de transportar energia dos alimentos e de reservas do organismo para as células corporais, e o colesterol, por sua vez, é um componente das membranas celulares e participa da síntese de ácidos biliares e hormônios esteroides. Ciclo Exógeno Os enterócitos são capazes de absorver os lipídios da dieta na forma de colesterol livre, ácidos graxos e monoacilglicerol. Após serem reesterificados, os ésteres de colesterol e os TG são incorporados a partículas de quilomícron (QM), que é um dos tipos de lipoproteína. Os QM passam pelos vasos linfáticos intestinais e têm acesso ao sistema vascular pelo ducto torácico. No sistema vascular vão interagir com a HDL (lipoproteína de alta densidade) e captam colesterol e apoproteínas. Quando captam um tipo específico de apoproteínas, os QM sofrem ação da lipase lipoproteica (LPL), presente no endotélio capilar dos tecidos periféricos, principalmente os tecidos adiposo e muscular. Os restos desse processo, ricos em colesterol e pobres em TG, são removidos pelo fígado. Ciclo endógeno Esse ciclo envolve o transporte dos lipídios para a periferia e daí de volta para o fígado. O tecido hepático sintetiza lipoproteína de muito baixa

Ana Beatriz Bomfim

6 minhá 10 dias

Mecanismos do Eco-Doppler Vascular e Sua Contribuição Na Otimização de Diagnósticos | Colunistas

O que é o som? O som é conceituado como onda mecânica de vibração e intervalos de compressão e rarefação do ar. Por ser uma onda, o som é dotado com capacidade de interferência, reflexão e refração (que constituem o eco). A onda sonora é constituída por: velocidade, frequência e comprimento de onda. E esses são objetos de estudo para interações de som e matéria, observadas pelo efeito Doppler. O Eco-Doppler, também chamado de ultrassonografia vascular, calcula velocidade e direção dos fluxos dentro dos vasos, diante disso, diagnostica se há condição de normalidade ou não. É um exame não invasivo e não requer preparação, exceto, em exames abdominais para verificação da aorta e vasos renais, o que requer jejum de 24h para diminuir a interferência de gases abdominais e se possa verificar bem os vasos avaliados. O recurso também é utilizado em diagnósticos preventivos que podem obter informações para prevenção de AVC e detecção de aneurisma. O que é Eco-Doppler? Antes de falar sobre os mecanismos do Eco-Doppler, é preciso que você entenda o conceito dos dois componentes que constituem o exame, são eles: ultrassonografia e efeito Doppler (mas basicamente o eco-doppler é uma das funcionalidades da ultrassonografia). Enquanto a ultrassonografia propriamente dita está relacionada à identificação da forma e arquitetura dos órgãos abdominais e pélvicos de acordo com (BASES FÍSICAS DA FORMAÇÃO DA IMAGEM ULTRASSONOGRÁFICA, 2010), o efeito Doppler é associado aos perfis de velocidade do fluxo vascular, e a direção do mesmo. Além dos resultados qualitativos, que são possibilitados pela análise do som. O Eco-Doppler é também chamado de ultrassonografia vascular ou duplex scan e significa digitalização dupla, ou seja, a associação da ultrassonografia, que, geralmente é obtida

DEBORA SOARES MENEZES

6 minhá 10 dias

Reação Hemolítica Aguda e suas ocorrências | Colunistas

Dentre o meio médico, a transfusão sanguínea é uma prática relativamente comum, sendo realizada em situações das mais diversas naturezas. Neste sentido, podemos dar como exemplo o paciente politraumatizado com perda sanguínea grande, nos momentos intra/pós-operatório ou, ainda, para suprir a necessidade de enfermidades que necessitem de reposição sanguínea, como a anemia. Durante estes procedimentos, uma das reações que podem ser provocadas pelo organismo, seria a chamada Reação Hemolítica Aguda ou Reação Hemolítica Transfusional Aguda (RHTA). A RHTA é definida como a hemólise dos eritrócitos do sangue circulante dentro das primeiras 24h pós-transfusão. Ela pode ocorrer devido à ativação do sistema de complemento, liberando enzimas proteolíticas, que rompem as membranas celulares das hemácias, que liberam enzimas proteolíticas, classificadas como hemólise intravascular; podendo ser extravascular também. Nestes casos, o principal anticorpo relacionado ao referido processo é a imunoglobulina M (IgM). Contudo, o principal mecanismo de reação da RHTA é a incompatibilidade ABO, tendo como seu fator causal,  erro durante o processamento da bolsa de sangue. É possível, também, que venha a ocorrer por uma reação imune à transfusão de plasma, sendo esta, porém, menos frequente. Existe, também, a possibilidade de ocorrência da denominada Anemia Hemolítica Autoimune (AIHA), a qual ocorre através da fixação de imunoglobulinas (IgG ou IgM) ou de proteínas do sistema de complemento na superfície da membrana das hemácias, produzindo uma reação hemolítica aguda, podendo ser também de início insidioso. Apesar das duas categorias de hemólises de caráter agudo ativarem o sistema de complemento do indivíduo, o que diferencia a RHTA da AIHA, é que a primeira é gerada pela reação imune pós-hemotransfusão, e a segunda é reativa pela exposição do paciente ao

Rebeca Riff

5 minhá 10 dias

Hipertensão Arterial na Infância: um problema atual | Colunistas

Definição Hipertensão arterial é definida como, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, “uma condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos”. É indiscutível que a obesidade infantil sofreu um aumento nos últimos anos, com isso, houve também o aumento da hipertensão arterial (HAS) nesta faixa etária. Antes os médicos mal aferiam a pressão nesta idade, tanto pela dificuldade quanto por outros fatores, porém acabou se tornando algo cada vez mais necessário, uma vez que, os enlatados e industrializados estão ganhando cada vez mais espaço no mundo, e, com isso, o aumento de doenças crônicas também cresceu. A obesidade é por si só um grande fator de risco, ainda mais se associada a outros, como, por exemplo, a genética. O estudo sobre HAS infantil ainda é algo recente, porém hoje sabemos que a hipertensão detectada em algumas crianças pode ser secundária, mas também pode representar o início precoce da hipertensão arterial essencial observada nos adultos. Fisiopatologia: Na maioria dos casos idiopáticos, em que não se consegue identificar uma causa específica para o problema, sendo assim, uma patologia multifatorial, o indivíduo pode possuir diversos fatores que o levaram a ter tal doença. Há também aqueles que possuem uma doença de base prévia, como doença renal crônica, porém isso corresponde a um percentual mais baixo da população. Em quem e quando medir? Pelo menos uma vez ao ano, em crianças maiores ou iguais a 3 anos. EXCETO para aquelas que possuem fatores de risco – nestas deve-se aferir a PA em todas as consultas. E quais seriam os fatores de risco? -> Obesidade -> Uso de

Milena Abra

4 minhá 11 dias

Sinal de Kussmaul: uma breve revisão fisiopatológica | Colunistas

De maneira clara e direta: o sinal de Kussmaul consiste em uma pulsação jugular visualizada na região do pescoço quando o paciente realiza inspiração respiratória. No entanto, antes de iniciarmos esse assunto, vamos relembrar alguns aspectos da anatomia e funcionamento cardíaco? Revisando a anatomia cardiovascular O coração age como uma bomba propulsora graças às mudanças de pressão interna. É dividido em átrios e ventrículos e, com a contração do musculo cardíaco, o fluxo sanguíneo segue entre esses segmentos em direção aos grandes vasos sanguíneos. O objetivo principal desse mecanismo é garantir que o fluxo sanguíneo siga o percurso correto e realize trocas gasosas inerentes ao funcionamento do organismo. Além disso, é importante relembramos que, separando cada segmento, temos válvulas responsáveis por realizar o movimento unidirecional sanguíneo dentro do coração, graças aos seus movimentos de aberturas e fechamentos. Logo, quando o sangue pobre em oxigênio chega ao átrio direito, através da veia cava superior (VCS), veia cava inferior (VCI) e seio coronário, a pressão interna faz com que a válvula tricúspide se abra e permita a passagem para o ventrículo direito (fechando a válvula), de onde segue para a artéria pulmonar através da abertura da válvula pulmonar. Enquanto, do lado esquerdo, o sangue rico em oxigênio chega através das veias pulmonares ao átrio esquerdo, cuja contração abre a válvula mitral, levando o fluido sanguíneo ao ventrículo esquerdo, de onde segue para a artéria aorta através da abertura da válvula aórtica e fechamento da válvula mitral. Qual a relação do sinal de Kussmaul com o fluxo sanguíneo? Para compreender melhor essa relação, nosso foco a partir de agora será o átrio direito! Conforme já relembramos, o sangue venoso chega através das veias

Franciele Tenani

3 minhá 12 dias
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