Tudo que você precisa saber sobre a vitamina K: fontes, importância e deficiência | Colunistas

Você sabia que vitamina K é o nome genérico dado a um grupo de compostos que atuam como coenzima? Está por dentro de que sua importância vai muito além da coagulação sanguínea? Conhece as causas e os grupos mais vulneráveis a esta deficiência vitamínica? Os próximos tópicos te auxiliam a entender tudo isso, vamos lá! Fontes e estruturas moleculares da vitamina K Primeiramente, é importante entender que não existe “uma vitamina K”, mas sim um grupo de compostos, os quais são sintetizados por diferentes organismos e possuem diversas – porém parecidas – estruturas moleculares.  O que os caracteriza como vitamina K é atuarem como coenzima na síntese pós-translacional (modificação que ocorre após a tradução da proteína) de ácido y-carboxiglutâmico (Gla). A vitamina K sintetizada pelos vegetais é denominada vitamina K1 ou filoquinona. Está presente em alimentos como óleo de soja e hortaliças verde-escuro (couve e espinafre, por exemplo) e é armazenada preferencialmente no fígado. Já a menaquinona ou K2 é sintetizada pela microbiota intestinal, sendo, após a absorção, armazenada majoritariamente no tecido adiposo periférico.  Existe, também, a dihidrofiloquinona (dK), a qual é sintetizada industrialmente na hidrogenação de óleos vegetais (produção de margarina) e a vitamina K sintética, utilizada como suplemento e denominada K3 ou menadiona.    Há estudos que apontem que a fonte de vitamina K influencia a eficiência da absorção e a atividade biológica, porém ainda faltam evidências sobre o assunto, principalmente em relação à menaquinona. Lipossolubilidade e os distúrbios vitamínicos (hipervitaminose, hipovitaminose) A vitamina K é uma das quatro vitaminas lipossolúveis do organismo – as outras são a A, D e E –, de modo que ela é absorvida com as micelas lipídicas no intestino

Maria Gabriela Gouvea

7 minhá 45 dias

Nervo trigêmeo: anatomia e aspectos clínicos | Colunistas

Sabe aquele momento que você morde uma maçã? Ou aquela sensação boa de toque carinhoso no rosto ou de dor ao espremer um cravo? Tudo isso é possível graças ao nervo trigêmeo, um par de nervos cranianos muito importante para nossas funções cotidianas. 1.     Anatomia O nervo trigêmeo é o quinto (V) par craniano, composto por fibras sensitivas e motoras, sendo assim, classificado como nervo misto. É um dos maiores nervos cranianos. Sua origem aparente no encéfalo se localiza entre a região lateral da ponte e o pedúnculo cerebelar médio, com uma grande raiz sensitiva e uma pequena raiz motora. Ele possui uma grande função sensitiva da cabeça e motora na mastigação. Figura 1. Origem do nervo trigêmeo. Fonte: Moore et al., 2014. 1.1 Raiz sensitiva É a principal fonte sensitiva somática geral na cabeça, visto que recebe fibras de neurônios sensitivos vindos da face, boca, cavidade nasal, dos dentes, além da dura-máter craniana. São conduzidos impulsos proprioceptivos originados na articulação temporomandibular e nos músculos mastigadores e, também, impulsos exteroceptivos, como o tato, dor, pressão e temperatura. Os corpos dos neurônios desta raiz se localizam no gânglio trigeminal, que repousa sobre a impressão do gânglio na região petrosa do osso temporal. Mais distalmente, os prolongamentos dos neurônios formam três ramos principais: o nervo oftálmico (V1), nervo maxilar (V2) e o nervo mandibular (V3). Figura 2. Esquema da distribuição sensorial dos ramos do nervo trigêmeo (V). Fonte: Porto, 2014. 1.2 Raiz motora Constitui uma porção menor do nervo trigêmeo que inerva os músculos da mastigação: masseter, pterigoideo medial e lateral, temporal e parte ventral do músculo

Lorhainne Bastos

4 minhá 45 dias

O sinal de Rovsing no diagnóstico de apendicite aguda | Colunistas

Fonte: Semiologia Médica UFOP Definição e aplicabilidade O sinal de Rovsing foi expostoem 1907 por Niels ThorkildRovsing, cirurgião dinamarquês, descrevendo-o como um sinal que, quando positivo, sugere a presença de inflamação peritoneal por apendicite aguda, caso o paciente possua outros sintomas que condizem com o panorama. Também intitulado como “sensibilidade rebote referida”, é um sinal de baixa especificidade, mas bastante importante para semiologia e diagnóstico. Assim, ao palpar o quadrante inferior esquerdo do abdômen do paciente e o mesmo referir dor no quadrante inferior direito, o sinal de Rovsing é dado como positivo. Logo, ao fazer a palpação, ocorre a compressão retrógada dos gases, causando dor na fossa ilíaca direita. Desse modo, ao impulsionar os gases do cólon esquerdo no sentido antiperistáltico até o ceco, ocorre a distensão do mesmo e do apêndice, ocasionando desconforto, o que auxiliará a diagnosticar a inflamação do apêndice. Fonte: www.romulopassos.com.br Apendicite aguda O apêndice é um divertículo verdadeiro normal do ceco. A apendicite é justamente a inflamação aguda desse divertículo. Adolescentes e crianças são os comumente afetados, sendo os indivíduos do sexo masculino mais acometidos por essa enfermidade, quando comparados com os do sexo feminino. Caso não seja diagnosticado corretamente, a apendicite aguda pode ser confundida com linfadenite mesentérica, salpingite aguda, gravidez ectópica e diverticulite de Meckel; logo, um diagnóstico preciso é de grande importância para que não ocorra essa confusão, salientando o papel do sinal de Rovsing para essa determinação. A apendicite aguda é o resultado de aumentos progressivos da pressão intraluminal, que gera o comprometimento do fluxo venoso, sendo que, na maioria dos casos (50-80%), ocorre a obstrução luminal evidente (podendo ser por fezes endurecidas ou gordura). A proliferação bacteriana

Paula Vaccarezza

2 minhá 75 dias

As três fases da cicatrização | Colunistas

Você deve saber que, naturalmente, os tecidos que compõem o organismo humano têm uma incrível capacidade de autorregeneração. Ou seja, quando sofrem algum tipo de dano, eles conseguem restabelecer totalmente ou parte de sua estrutura local e isso pode ocorrer de duas maneiras: (1) através do mecanismo de regeneração tecidual e (2) através do processo de cicatrização. 1. O que é e quais os principais aspectos da cicatrização? A cicatrização de uma ferida nada mais é do que um mecanismo de reparo tecidual após algum dano, seja por um trauma ou mesmo por morte celular. Ela representa um processo secundário a não recuperação por completo do tecido lesado, e é diferenciada em:  Cicatrização por primeira intenção ou primária: feridas marcadas pela presença de bordas aproximadas por sutura, de modo que essas bordas apresentam pouca perda de tecido, ausência de infecção e com o tecido de granulação levemente edemaciado. Exemplo: cicatrização de ferida pós-cirúrgica.  Cicatrização por segunda intenção ou secundária: as bordas das feridas são bem afastadas uma da outra, ocorre a formação de um grande coágulo, a perda de tecido é maior e a reação inflamatória pode ser aumentada caso se instale um processo infeccioso. Assim, a regeneração celular é muito mais demorada. Cicatrização por terceira intenção ou terciária: primeiramente a ferida é deixada aberta para evoluir com cicatrização de segunda intenção e há o processo de limpeza e debridamento do tecido. Posteriormente, é realizada sutura para que a ferida evolua com cicatrização de primeira intenção.  2. As três fases da cicatrização   De modo geral, quando ocorre uma lesão, o tecido pode passar tanto por uma regeneração, quanto por uma cicatrização. Geralmente, ele tende a

Quézia Guimarães

6 minhá 79 dias

Você é COMO você come – nutrição como aliada da performance | Colunistas

Aviso: esse texto está sendo escrito em outubro de 2020, vivemos a pandemia do coronavírus que aparentemente está estabilizando no Brasil. Caso você leia esse texto em outro momento, o início dele pode parecer meio “datado”.             Agora, com o retorno de muitas atividades práticas de residências, internato e acadêmicos de medicina é bem provável que estejamos não muito adaptados à rotina de trabalho e sua associação com a alimentação e repouso.             Para muitos, foram vários meses de aulas exclusivamente virtuais, nas quais, se não houver planejamento e autocontrole, a rotina fica bem alterada, desde a atividade física, alimentação e cuidados pessoais.             Nesse recomeço, pode ser um bom momento de analisar e definir novos planejamentos também nessa esfera de autocuidado: citando principalmente o físico e o alimentar. Para que as rotinas de cuidados nos ajudem a lidar melhor com os desafios das atividades diárias.             Dito isto, gostaria de começar com uma breve história.             Nos idos de 2017, ainda na graduação de medicina, mas já no internato, passei por um período de quase dois meses na atenção primária numa unidade de saúde da família. Eu que sempre fui muito regrado em relação à alimentação, ainda estava no paradigma de fazer uma refeição a cada três horas. Com o fluxo intenso de atendimentos e demandas da atenção primária – quem já passou ou trabalha nesse nível sabe bem como é – comecei a ficar incomodado com o fato de não estar conseguindo fazer os lanches entre as grandes refeições.             Nesse estágio eu passava todo o dia, de 7h às 17h, e era tudo preparado com muito cuidado. Eu levava uma bolsinha a parte com três refeições: o almoço e

Érico Lucas de Oliveira

4 minhá 83 dias

Espiritualidade em saúde | Colunistas

O QUE É ESPIRITUALIDADE De conceituação incerta, o termo “espiritualidade” diverge entre sua significação científica e popular. No senso comum, a associação com o aspecto religioso é rotineira devido à sua recente exploração científica aliada à tímida difusão popular e, sobretudo, em virtude do seu prefixo, que torna mais frequente essa associação com a religião espírita e outras vertentes espiritualistas. Não obstante, para que se aplique à ciência médica, é mister que ascenda seu conceito enquanto característica inata do ser humano em detrimento de sua caracterização meramente religiosa. “Espiritualidade” deriva de “espírito”, do latim, spiritus/spirare – respiração, respirar, sopro, coragem, vigor – o que dista do caráter religioso e se aproxima de qualidade humana intrínseca, como considera a ciência. Dentre as definições acadêmicas, Christina Puchalski (2014) cita: “a espiritualidade é um aspecto dinâmico e intrínseco da experiência humana, por meio do qual se busca e expressa o significado, propósito e transcendência da existência. Tal estado perpassa a vivência da pessoa em suas relações consigo mesma, com a família, com os outros, a comunidade, a natureza e com aquilo que é significativo e sagrado”. Anandarajah (2001) define como: “porção complexa e multidimensional da experiência humana, que envolve aspectos comportamentais, vivenciais e cognitivos ou filosóficos. É a dimensão em que obtemos significado, conexão, conforto e paz. Pode ser buscada não apenas na religião, mas também na música, arte, natureza ou mesmo em valores pessoais ou científicos”. Em síntese, espiritualidade consiste na individualidade expressa por cada ser humano por meio do que lhe traz bem-estar e significado à vivência. A religiosidade, ou religião, pode ser englobada por esse processo; no entanto,

Isabela Simões

3 minhá 88 dias
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