CASO CLÍNICO: Manifestação clínica da gonorréia | LIGAS

Área: Ginecologia Autores: Beatriz Pereira Magalhães, Cintia Mendes de Sousa Revisor(a): Beatriz Pereira Magalhães Orientador(a): Thiago Weiss Liga: Liga Acadêmica de Anatomia Humana e Cirúrgica (LAAHC-TO) Apresentação do caso clínico Paciente do sexo feminino, 27 anos, branca, secretária e procedente de Palmas, Tocantins, procurou a Unidade Básica de Saúde com queixa de dor durante o ato sexual e ao urinar acompanhada de corrimento vaginal, há uma semana. Paciente relata que há cerca de uma semana notou a presença de corrimento amarelado com cheiro forte e prurido, disúria, dispareunia e sangramento vaginal em algumas ocasiões. Nega comorbidades e alergias. Relata que a mãe é hipertensa e diabética. Ao exame físico paciente apresenta bom estado geral, lúcida e orientada em tempo e espaço, febril (38°C), acianótica, anictérica, hidratada, eupneica (FR=18 ipm), normocárdica (frequência cardíaca = 85 bpm) e normotensa (112×80 mmHg). Aparelho respiratório com murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios. Aparelho cardiovascular bulhas normofonéticas e normorrítmicas em 2 tempos sem sopro. Abdome plano, flácido, ruídos hidroaéreos presentes, fígado e baço não palpáveis e indolor à palpação superficial e profunda. Aparelho genital com eritema e presença de corrimento. Paciente foi orientada a realizar exames laboratoriais para investigação de Neisseria gonorrhoeae. Os exames solicitados foram: esfregaço cervical por técnica de gram. Retornou à UBS após 15 dias com resultado do exame positivo para gonorréia. Foi conversado com a paciente sobre a medida de prevenção para doenças sexualmente transmissíveis, o uso de camisinha. O tratamento foi realizado com ceftriaxona 250mg intramuscular dose única. Questões para orientar a discussão      1. Quais as hipóteses diagnósticas? 2.  O que é

CASO CLÍNICO: Herpes labial | LIGAS

Área: Dermatologia Autores: Erasto Loesther Valentim Leal, Laryssa Ribeiro Cardoso Revisor(a): Beatriz Pereira Magalhães Orientador(a): Thiago Weiss Liga: Liga Acadêmica de Anatomia Humana e Cirúrgica (LAAHC-TO) Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 22 anos, pardo, estudante e procedente de Porto Nacional, Tocantins, procurou a Unidade Básica de Saúde referindo prurido intenso na região perioral inferior direita há 4 dias acompanhado de febre e mal-estar geral. Assim, informa que há 2 dias manifestou pequena lesão no local do prurido. Relata suspeitar que o ocorrido procede após ter se envolvido com uma colega que apresentava a mesma lesão na boca. Nega alergias e outras comorbidades.    Ao exame físico paciente apresenta bom estado geral, lúcido e orientado em tempo e espaço, febril (38°C), acianótico, anictérico, hidratado, eupneico (FR=19irp) e normocárdico (frequência cardíaca = 90 bpm). Observa-se na região perioral rubor, inflamação e vesícula. Aparelho cardíaco: bulhas normofonéticas, ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopro audíveis. PA de 130/60 mmHg. AR: Murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios. O paciente foi orientado a realizar os exames laboratoriais: hemograma para anticorpos de HSV, teste de anticorpo fluorescente direto das células extraídas de uma lesão e cultura viral da lesão. Após efetuado os testes, o paciente retornou à UBS com resultados positivos para herpes labial nos exames supracitados. A partir disso, o mesmo foi direcionado a evitar atividades e outros fatores conhecidos por originar as reincidências, como exposição ao sol sem protetor solar, evitar contato íntimo (beijo e sexo sem preservativo) e possuir utensílios para uso individual. O tratamento indicado foi o uso de Valaciclovir (Valtrex): 1 comprimido

CASO CLÍNICO: Transtorno de Personalidade Borderline | LIGAS

Área: Psiquiatria Autores: Amanda Caixeta Magalhães Revisor(a): Vinícius Uler Lavorato Orientador(a):  Dra. Lair da Silva Gonçalves Liga: Liga Acadêmica de Psiquiatria do Distrito Federal (LIPSI-DF) Apresentação do caso clínico A.C.M., 21 anos, sexo feminino, branca, brasileira e natural de Jataí – GO, estudante de engenharia química, católica, solteira e heterossexual. Paciente é trazida ao setor de emergência após ser encontrada há 30 minutos pelos pais no quarto com inúmeros ferimentos nos membros superiores provocados por uma tesoura.  Paciente afirma que não consegue viver sem o namorado, que terminou com ela há dois dias. Refere que sempre é abandonada (por companheiros, amigos, familiares, colegas), que as pessoas não se importam o suficiente com ela e que ela não suporta mais essa situação, que está sempre com uma sensação de vazio. Familiares relatam que no dia anterior a jovem ficou extremamente irritada, dirigiu descontroladamente após ingerir grande quantidade de álcool e ameaçou “jogar o carro na frente de um caminhão”. Relatam, também, que jovem já foi internada anteriormente após o fim de outros dois relacionamentos, que foram classificados como “intensos e instáveis” e que em uma dessa situações ela ameaçava o ex-companheiro que iria suicidar se ele a abandonasse. Paciente refere nascimento de parto natural (com 9 meses de gestação) sem complicações e desenvolvimento neuropsicomotor normal comparado com as crianças que convivia. Relata menarca aos 11 anos, coitarca aos 15 anos e refere ter vida sexual ativa e sem a utilização de métodos contraceptivos. Refere ciclo menstrual regular (28 dias). Relata uso de álcool e drogas casualmente (não quis especificar quais drogas). Nega tabagismo. Nega doenças infecciosas, crônicas, alergias e medicações de

CASO CLÍNICO: Trombose Venosa Profunda | LIGAS

Área: Medicina Vascular Autores: Amanda Barbosa da Cruz Revisor(a): Raquel da Gama Pinheiro Orientador(a): Múcio João Porto Liga: Liga Médico Acadêmica de Cirurgia Plástica do Distrito Federal (LIMACIP-DF) Apresentação do caso clínico J.F.L, 48 anos, masculino, pardo, casado, bombeiro, natural do Rio de Janeiro- RJ. Residente e procedente de Águas Claras- DF. Procurou o ambulatório de clínica médica com queixa de dor intensa, em pontadas na panturrilha esquerda há 1 dia, sem irradiações, com piora ao deambular, acompanhada de eritema discreto, temperatura do membro um pouco elevada e edema leve na região. Paciente relata ter realizado herniorrafia inguinal direita há 22 dias. Uma semana após a cirurgia, refere ter iniciado um quadro de tosse seca persistente, sem fatores de alívio, dor intensa, lancinante em hemitórax direito, sem irradiação e fatores de melhora ou piora somado a episódios de dispneia leve aos grandes esforços. Se dirigiu ao HRC e, após a TC de tórax, foi diagnosticado com pleurite e pneumonia em pulmão direito, tratadas com antibióticos em domicílio. Houve melhoras dos sintomas, entretanto, há 1 dia iniciou com o quadro atual e procurou atendimento. Nega febre, cianose, perda ponderal, alergias e banhos em rio em áreas endêmicas para esquistossomose. Afirma ter dislipidemia. Relata que a mãe é cardiopata, mas não soube especificar a doença. Relata ingerir, em média, um litro de cerveja por semana. Nega tabagismo e uso de drogas ilícitas. Ao exame físico, o paciente encontrava-se em regular estado geral, lúcido, orientado em tempo e espaço, afebril, acianótico, anictérico, hidratado, normopneico (17 irpm), normocárdico (71 bpm), normotenso (130/80 mmHg). Apresentava edema (2+/4+), eritema discreto e elevação da temperatura em panturrilha esquerda. Aparelho respiratório com murmúrio vesicular

CASO CLÍNICO: Apendicite Aguda | LIGAS

Área: Cirurgia Geral Autor: Thiago Bochi Bussolaro Revisor: Vinícius Uler Lavorato Orientador(a): Dr. André Aquino Liga: Liga Acadêmica de Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental da ESCS (LATECCE-ESCS) Apresentação do caso W.M, masculino, 46 anos, chegou no pronto socorro do H.S.L. com queixa de dor em epigástrio, de início súbito e contínua há 2 dias, em cólica, de média intensidade (5 de 10), tendo migrado para a fossa ilíaca direita há 1 dia, aumentando de intensidade (8 de 10). Acompanhada por náuseas, um episódio de vômito na noite anterior e febre não medida. O paciente afirmava piora da dor com o movimento e melhora com uso de analgésicos e que havia se iniciado após um almoço em família. Ao exame físico o paciente encontrava-se com fácies de dor, estado geral regular, anictérico, acianótico, taquipneico (frequência respiratória = 25 ipm), taquicárdico (frequência cardíaca = 110 bpm) e hipertenso (140×90 mmhg). Apresentava ruídos hidroaéreos reduzidos no quadrante inferior direito do abdome, dor à palpação superficial e profunda da fossa ilíaca direita, e sinal de Blumberg duvidoso no ponto de McBurney. Foi elaborada a hipótese diagnóstica de apendicite aguda, momento no qual o paciente foi orientado a realizar um hemograma e ultrassonografia do ceco para confirmação da hipótese. O hemograma evidenciou leucocitose com leve desvio à esquerda (leucócitos = 17.000/mm3 bastonetes = 500/mm3), eritrócitos = 4,8 milhões/mm3, hematócrito = 43% e hemoglobina = 14g/dL. A ultrassonografia evidenciou apêndice retrocecal com 7mm de diâmetro anteroposterior. A partir dos resultados obtidos pelos exames complementares o paciente foi diagnosticado com apendicite aguda e foi encaminhado para tratamento cirúrgico. Questões orientadoras Quais

Caso Clínico: Pé Diabético | Ligas

Área: Endocrinologia/ Angiologia Autores: Cândido Rodrigues Maia Neto e Francisca Thalia Magalhães Rodrigues Revisora (o): Ana Rebeca Freitas Orientador(a): Hiroki Shinkai Liga: Academia de Medicina Geriátrica e Gerontologia de Sobral (AMGGES) Apresentação do Caso Clínico Paciente do sexo masculino, 65 anos, negro, viúvo, analfabeto, aposentado e faz serviços rotineiros na agricultura familiar, procedente e residente de Boqueirão – distrito de Sobral, procurou uma Unidade Básica de Saúde, relatando a existência de um ferimento de difícil cicatrização no pé direito. Paciente afirma que, há cerca de um mês e meio,  sofreu um acidente com o machado (seu equipamento de trabalho) na região do quinto metatarso, enquanto cuidava do roçado, tratando do ferimento em casa, utilizando plantas medicinais e gaze, e uso de analgésicos para atenuação da dor. Em relação ao quadro geral, é diabético há aproximadamente 20 anos, fazendo uso irregular de metformina 500mg (tendo suspendido a medicação por conta própria). Ademais, faz tratamento para hipertensão arterial com Captopril 75 mg, é tabagista há 40 anos e, aplicado o questionário CAGE, não apresentou problema com alcoolismo. Ao exame físico, apresentava-se com bom estado geral, orientado, consciente, acianótico, anictérico, relata febre não aferida por dois dias, eupneico(16 irpm), FC= 80 bpm, pressão arterial 140 x 80 mmHg  e relatou diminuição discreta da visão nos últimos meses. Em relação ao membro aferido,  o paciente notou que a lesão que inicialmente era superficial se tornou mais profunda, extensa e com secreção. À inspeção, os pés apresentavam-se pálidos quando elevados e cianóticos quando em declínio, pêlos rarefeitos na região dorsal, à palpação apresentava pele fria, os  pulsos pediosos e tibiais posteriores apresentavam-se diminuídos bilateralmente, apresentou normalidade do reflexo

Hemorragia digestiva alta (HDA) | LIGAS

1. Definição A hemorragia digestiva alta (HDA) é aquela originada próxima ao ligamento de Treitz, ligamento responsável pela fixação do intestino e que limita anatomicamente o tubo digestivo alto, de onde surgem as principais etiologias desse tipo de hemorragia. É importante salientar que a HDA é mais frequente, na proporção 2:1, em homens do que em mulheres. 2. Etiologia e fisiopatologia Tabela 01: principais etiologias de hemorragia digestiva alta. De todas essas possíveis causas listadas na tabela ao lado, a úlcera péptica é a principal. Uma das hipóteses para essa notória representatividade é o tratamento de algumas doenças cardiovasculares com o AAS (Ácido acetil salicílico), um AINE que inibe a agregação plaquetária, mas possui como um dos seus efeitos adversos o dano à mucosa gástrica pela inibição da produção de prostaglandinas constitutivas. ATENÇÃO! Os principais fatores contribuintes para o sangramento das úlceras gástricas são a infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori), que coloniza a mucosa do estômago, e o uso dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINE’s). Este último em função dos mesmos efeitos adversos causados pelo AAS, e que podem ser minimizados pelo uso de drogas gastroprotetoras. O estresse, a sepse e o choque podem também ser fatores contribuidores da HDA, porém menos que os dois anteriormente comentados. As úlceras por estresse, com prevalência em torno de 1,5% dos pacientes, não são muito comuns, aparecendo principalmente nos pacientes graves e nas regiões do corpo e fundo do estômago. Outra grande causa sugestiva de HDA é a esofagite erosiva, uma inflamação da mucosa esofágica, que, ao lado das varizes esofágicas, é representante da segunda maior causa de hemorragia digestiva alta, com

Assistência à paciente vítima de violência sexual | Colunistas

A violência sexual pode ser definida como qualquer evento sexual realizado por uma pessoa sobre a outra, sem o seu consentimento. De acordo com a Convenção de Belém do Pará, a violência sexual também pode ser entendida como qualquer ação violenta baseada no gênero que resulta ou tenha potencial para resultar em dano sexual, físico ou mental para a mulher, não sendo excluído ameaças, coerção ou privação arbitrária de liberdade, ocorrida em público ou na vida particular. A violência contra a mulher é um problema de saúde pública, além da violação aos direitos humanos, pois acarreta consequências físicas, psíquicas e emocionais. Embasando-se na Lei nº 12.015, de 7 de agosto de 2009, Título VI (dos crimes contra a dignidade sexual), Capítulo I (dos crimes contra a liberdade sexual), artigo 123: O estupro é definido como o ato de “constranger alguém mediante violência ou grave ameaça, a ter conjugação carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”, tendo pena de reclusão por 6 a 10 anos. A notificação dos casos de violência contra mulher é obrigatório. Se o paciente for menor de idade, deve-se notificar o Conselho Tutelar ou a Vara da Infância e da Juventude. Além disso, no Brasil, é lei que durante o atendimento sejam observados os princípios do “respeito à dignidade da pessoa, da não discriminação, do sigilo e da privacidade” e para que o atendimento à saúde seja feito, dispensa a apresentação de boletim de ocorrência policial. A violência contra mulher abrange repercussões físicas e mentais. Dentre as físicas, tem-se: risco de contaminação por infecções sexualmente transmissíveis, risco de gravidez indesejada, frequentemente ferimentos e até mesmo outros tipos de agressão como violência doméstica. No âmbito do dano mental,

Ana Cantarino

4 min71 days ago

Distúrbios respiratórios do recém-nascido, como diferenciar? | Ligas

Desenvolvimento do sistema respiratório: A origem do sistema respiratório é dos arcos braquiais, que por volta da 4ª semana formam o sulco laringotraqueal. Os movimentos respiratórios fetais se iniciam por volta da 11ª semana, e gradativamente ocorre a mudança anatomopatológica dos pulmões, que envolve quatro fases: embrionária, pseudoglandular, canalicular e saco terminal. A fase do saco terminal se inicia na 23ª semana e ocorre até o término da gestação, sendo responsável pela diferenciação dos pneumócitos tipo I e tipo II. Os pneumócitos I são macrófagos alveolares, enquanto os pneumócitos II reduzem a tensão superficial. Nos pulmões do feto próximo ao termo, ocorre a transição do epitélio pulmonar, que passa a absorver sódio, promovendo um “drive” de líquido de dentro dos alvéolos em direção ao interstício pulmonar, de onde será absorvido pelos vasos sanguíneos. O parto natural também é importante para o desenvolvimento do sistema, uma vez que as compressões exercidas sobre a caixa torácica durante a passagem pelo canal de parto auxiliam na remoção do líquido de dentro do pulmão. Ademais, os hormônios (catecolaminas, glicocorticoides, vasopressina e prolactina) produzidos pelo feto estimulam a modificação do epitélio secretor para absortivo. Doenças respiratórias neonatais mais prevalentes: O avanço da tecnologia médica permitiu que os recém-nascidos prematuros tenham mais chances de sobreviver as consequências da imaturidade, porém como consequência houve um aumento nas patologias relacionadas ao desenvolvimento imaturo do sistema respiratório. A doença da membrana hialina ocorre por conta da deficiência do surfactante pulmonar, enquanto na síndrome da aspiração meconial há um sofrimento fetal intra-útero, e consequentemente liberação de mecônio (que apresenta alterações obstrutivas e inflamatórias). Já a taquipneia transitória do recém-nascido tem sua fisiopatologia discutida, porém três fatores estão associados: deficiência leve de surfactante, pequeno grau de imaturidade pulmonar
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