Síndrome do pânico: definição, sintomas, diagnóstico, tratamento e mais | Colunistas

“De repente, senti uma sensação muito ruim tomando conta de mim, me senti apreensivo, meu coração começou acelerar, senti minhas mãos e pés frios, fiquei ofegante, sentia a respiração aumentar, sentia como se estivesse me faltando fôlego. Parecia que estava tendo um infarto e sentia que a qualquer hora poderia descompensar e morrer.” Você já se sentiu assim? Só quem já vivenciou um ataque de pânico sabe o quanto a sensação de morte iminente é atordoadora. Atualmente é cada vez mais prevalente o diagnóstico de patologias relacionadas ao psicológico e às emoções humanas. A ansiedade, por exemplo, pode ocasionar uma gama de transtornos, dentre os quais se inclui o transtorno do pânico, fobia social, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e distúrbio de ansiedade generalizada. O transtorno do pânico, síndrome do pânico ou ansiedade paroxística episódica é uma patologia marcada por crises repentinas e agudas de ansiedade, associada à sensação de medo, desespero e outros sintomas físicos e emocionais, que atingem seu ápice após cerca de 10 minutos do início dos sintomas. O Compêndio de Psiquiatria escrito por Kaplan ainda define transtorno de pânico como “um ataque intenso agudo de ansiedade acompanhado por sentimentos de desgraça iminente”. É o ponto a partir do qual a ansiedade, uma emoção normal de humanos, passa a se tornar patológica. Etiologia Existe uma gama de hipóteses quanto aos fatores predisponentes da síndrome do pânico. Pesquisas sobre sua etiologia biológica demonstram que uma provável causa de seu surgimento está ligada à regulação anormal dos sistemas noradrenérgicos. Há a hipótese de que a desregulação nervosa central e periférica ocasionada pelo aumento do tônus simpático possa causar uma resposta excessiva a estímulos moderados. Os principais sistemas neurotransmissores envolvidos nessa hipótese são

Felipe Vanderley Nogueira

4 min19 days ago

Critérios diagnósticos de diabetes 2019/2020 | Colunistas

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/pais/1459859/covid-19-se-tem-diabetes-a-dgs-deixa-lhe-recomendacoes O que é diabetes? Para diagnosticar, é importante saber a definição: “Diabetes melito (DM) refere-se a um grupo de distúrbios metabólicos comuns que compartilham o fenótipo da hiperglicemia” (Harrison, 19ª Ed). Assim, essa doença, cujo nome de origem latina significa a junção de “fluido por” ou “passar através” com “doce como o mel”, marca a presença elevada de glicose no sangue e, por consequência, na urina, o que explica a motivação de seu nome. Como é dito nessa clássica definição do livro Harrison de Medicina Interna, é um grupo de distúrbios metabólicos. Diante disso, há diferentes motivos para essa hiperglicemia, sendo os principais: Secreção reduzida de insulina;Menor utilização de glicose;Maior produção de glicose;Ou mais de um desses acima. E a classificação clínica nos tipos de diabetes se dá pelo que causa DM no paciente, isto é, pela etiologia. Classificação Por ser uma doença comum, você já deve conhecer a classificação em tipo 1 e tipo 2. Essa classificação é motivada pela etiologia da DM e pelo perfil clínico do paciente. Tipo 1 No tipo 1, o paciente apresenta deficiência total ou quase completa do hormônio insulina, que é responsável por provocar a entrada da glicose do sangue para dentro das células. Ele induz a maior presença de glicose no sangue, isto é, maior glicemia. Esse processo é causado pela destruição autoimune das células b pancreáticas produtoras de insulina. O diagnóstico do paciente nesse tipo, geralmente, dá-se na juventude, antes dos 30 anos, decorrente de uma produção ineficiente de insulina pelo pâncreas desde sempre. Contudo, nem sempre é na juventude, é possível que o

Victória Pinto

7 min19 days ago

Trauma torácico: 5 lesões iminentemente letais que você precisa conhecer | Colunistas

Todo estudante de Medicina, em algum ponto da formação, vai se deparar com o drama de situações de trauma grave na emergência. Em um contexto como esse, de pacientes que precisam de atenção emergencial, as lesões no tórax podem causar sérias consequências. Porém, antes de analisar especificamente o tórax, é preciso lembrar de como abordar inicialmente esses pacientes. A avaliação inicial desses pacientes segue o clássico padrão para todo paciente politraumatizado, como preconizado pelo ATLS: o ABCDE do trauma. Garantir a abertura das vias aéreas com controle cervical é fundamental e deve sempre ser o nosso primeiro passo. No “B” encontra-se a avaliação do tórax, na qual as consequências mais graves do trauma torácico são diagnosticadas a partir de um simples exame físico. O exame passa pelos passos semiológicos clássicos. Primeiro, a inspeção do tórax, em busca de aberturas, assimetrias, abaulamentos, retrações, penetrações, armas, hematomas, dentre outros achados no contexto do trauma. A palpação pode detectar sinais sugestivos de enfisema subcutâneo (pneumotórax muito comumente está associado), crepitações (típicas de fraturas costais, que podem gerar tórax instável), além de permitir localizar pontos de dor. A ausculta (ou não) dos murmúrios vesiculares e a macicez ou hipertimpanismo à percurssão são achados fundamentais para o raciocínio. O trauma torácico pode causar variabilidade grande de lesões, mas cinco delas precisam ser identificadas já na avaliação primária do paciente, devendo ser logo tratadas pelo risco iminente de morte a elas associado. Vamos falar um pouco sobre cada uma delas. Pneumotórax hipertensivo Aqui, o diagnóstico deve ser imediato, assim como o tratamento, já que a morte pode ser extremamente rápida! Nessa patologia, o ar é aprisionado no espaço pleural, que fisiologicamente possui pressão negativa, o que é fundamental

Comunidade Sanarmed

6 min19 days ago

Divertículo de Meckel: o que você precisa saber sobre | Colunistas

O divertículo de Meckel (DM) representa a anomalia congênita mais frequente do trato gastrintestinal. Estima-se que está presente em cerca de 2% da população (dado impreciso, já que pode estar presente durante a vida sem apresentar sintomas) e que é duas vezes mais constante em homens do que em mulheres. Como o próprio nome já diz, trata-se de um divertículo, uma saliência formada no trato intestinal, e, nesse caso, é classificado como verdadeiro, pois envolve a evaginação de todas as camadas da parede intestinal, como ilustrado na Imagem 1. Localiza-se na borda antimesentérica do íleo, em sua porção distal, geralmente a uma distância de 30 a 150cm da válvula ileocecal. IMAGEM 1: Representação da herniação de todos os componentes da parede intestinal presente no divertículo de Meckel. Fonte: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/diverticulo-de-meckel História A primeira descrição dessa condição foi por Fabricius Hildanus em 1598, mas somente em 1809 Johann Meckel desenvolveu a teoria embrionária da formação dessa estrutura, relacionada ao fechamento inadequado do ducto vitelino. Sua teoria foi precisa, visto que hoje sabe-se que essa estrutura resulta da obliteração incompleta do ducto onfalomesentérico, antigo ducto vitelino, que é responsável por conectar o saco vitelínico ao intestino médio no início do desenvolvimento embrionário. No período entre 7ª e 8ª semana da embriogênese, esse ducto normalmente é obliterado, o que não ocorre em uma parcela da população que apresenta essa evaginação de forma patente. Fisiopatologia Devido a sua origem embrionária, boa parte dessa estrutura apresenta um tecido pluripotente, sobretudo com células da mucosa gástrica e de tecido pancreático. As células dessa mucosa naturalmente produzem ácido clorídrico, que é um dos fatores primordiais para irritação e danificação do trato intestinal,

Comunidade Sanarmed

4 min24 days ago

ULTRASSONOGRAFIA COM DOPPLER | Colunistas

A ultrassonografia com doppler é uma modalidade adicional dos exames ultrassonográficos, permitindo a visualização e a análise (direção e velocidade) de fluxo sanguíneo. As informações derivadas dos transdutores Doppler podem ser apresentadas ao operador de forma acústica ou gráfica (velocidade em relação ao tempo). Além delas, a cor e as tonalidades de cinza do volume do fluxo são importantes aliados na análise das imagens. Princípios Físicos Você já deve saber que a USG normal obtém as imagens através da diferença entre a transmissão e recepção do pulso de onda que o transdutor emite, ou seja, a diferença nas características das ondas emitidas e refletidas. O doppler é uma característica a mais desse transdutor, pois torna possível a obtenção de imagens baseadas na diferença entre as frequências da onda ultrassônica emitida e refletida, causada pela reflexão da onda em um objeto em movimento. No caso da nossa análise, o objeto em movimento são as hemácias. Então, quanto mais as hemácias se afastam do transdutor, menor é o desvio sofrido pela frequência de eco; consequentemente, se as hemácias se aproximam do transdutor, a frequência sofre um desvio maior. Com o desvio da frequência sendo proporcional à velocidade das hemácias, fica mais fácil determinar as características desse fluxo. A Formação da Imagem As informações do doppler podem ser mostradas aos operadores de forma gráfica, acústica (sim, você pode ouvir o fluxo sanguíneo) ou convertida em cor. Existem diferenças na análise a partir desses parâmetros: Sonoro: quanto maior o volume do som, maior o volume de fluxo e quanto maior o intervalo, mais rápida é a velocidade do fluxo. Gráfico: a direção do fluxo é analisada baseando-se no eixo de referência: quando a posição é

Comunidade Sanarmed

3 min24 days ago

O período pós-operatório e suas complicações | Colunistas

Introdução: Os procedimentos cirúrgicos costumam estar associados a modificações circunstanciais dos componentes fisiológicos e metabólicos que garantem a homeostasia. Essas alterações variam de acordo com o biotipo do paciente e do tipo de cirurgia e, em situações de trauma, dependem ainda da gravidade e extensão das lesões. A iatrogenia em procedimentos cirúrgicos abrange uma variedade de complicações e é responsabilidade do cirurgião fazer o que está ao seu alcance para evitar uma complicação, buscando sempre aperfeiçoar suas técnicas. Normalmente, no período pós-operatório, analisa-se a hidratação (e o balanço hídrico), o estado de consciência, condições hemodinâmicas, de ventilação e de oxigenação, além das cicatrizes decorrentes do procedimento e o funcionamento dos drenos, sondas e cateteres. A presença de dor nesse período tende a diminuir a mobilidade desse paciente, sendo mais intensa nas primeiras 24 a 36h após o procedimento. No entanto, a movimentação e mudança de decúbito é recomendada com o objetivo de prevenir o acúmulo de secreções e o início varia de acordo com o tipo de cirurgia e extensão das lesões. O paciente em boas condições psicológicas, com funcionamento efetivo dos sistemas orgânicos e com um preparo pré operatório apropriado – anamnese e exame físico, além dos exames complementares necessários – costuma apresentar boa tolerância às intervenções cirúrgicas.  Em cirurgias eletivas de pequeno e médio porte, junto a procedimento anestésico sem intercorrências e manejo da dor pós-operatória, a intervenção médica pode não ser necessária, principalmente se tratando de pacientes de baixo risco. Esses procedimentos, em geral, causam poucas alterações na atividade orgânica. Já em cirurgias de grande porte, com pacientes de maior risco – que apresentam enfermidades associadas, lesões teciduais de grande extensão ou processos infecciosos ativos – exigem uma maior atenção

Bruna Marcella

5 min31 days ago
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