Cursos na faculdade de Medicina: vale a pena?

O processo seletivo de residências médicas, bem como o mercado de trabalho para médicos, está a cada ano mais competitivo e exigente. Assim, é necessário que você, como estudante de Medicina, busque ter diferenciais tanto no currículo quanto de conhecimento. Então, nesse contexto, surge uma questão: vale a pena fazer cursos na faculdade de Medicina? Existem várias temáticas de curso para estudantes, desde cursos de ferramentas como PowerPoint até curso de interpretação de ECG. Mas para saber se você deve fazer um desses cursos, são diversos fatores a se considerar. Então presta atenção nessas dicas: Nem todos os cursos na faculdade de Medicina são bem feitos Ao se deparar com um curso, a primeira pergunta a ser feita é: quem está promovendo esse curso? Para valer a pena o investimento, ele precisa ser feito por profissionais de referência na área, que saibam do que estão falando. Então vá atrás e descubra quais os professores do curso, se a instituição provedora é confiável e o histórico da empresa que oferece o curso. Além disso, sempre busque saber a ementa do curso, para saber se ele contempla o que você quer aprender. Assim, você não investe em um curso que não atenda as suas expectativas, e garante que irá ter o conteúdo que procura. Cursos na faculdade de Medicina são bons para o currículo? Sim! Hoje em dia, todas as formas de se diferenciar são boas para o currículo, umas mais e outras menos. Mas pensando em serviços de residência concorridos, cada ponto importa. Então, investir em um curso te agrega no currículo, além de sugerir que você possui um maior conhecimento sobre o tema escolhido

Médico concursado: quais são os benefícios?

Você sabe quais são os benefícios de ser um médico concursado? Então, se você for estudante de Medicina ou está se preparando pra fazer um concurso, presta atenção nessas dicas! Mas lembre-se que os pontos positivos não devem ser os únicos fatores para a sua decisão. Assim, é bom que você converse com algum médico concursado ou pesquise muito sobre o tema, pra ter uma visão mais real da carreira. Então, assim como todos os caminhos que um médico pode seguir, o concurso possui pontos positivos e negativos. Você deve escolher o que for melhor pra você a partir de seus desejos e objetivos. Mas então presta atenção em alguns dos benefícios de ser um médico concursado! Salário do médico concursado Com um sistema público de saúde tão grande quanto o do Brasil, não é novidade que o governo emprega muitos médicos, não é? Então de cara, é válido destacar que os salários variam muito. Mas qual a média desse valor? Todos os concursos pagam igualmente? Existem 2 grandes variáveis no salário dado para concursados. Primeiramente, a cidade em que você irá atuar vai influenciar. Assim, cidades do interior querem oferecer um atrativo maior, dando salários em média maiores do que as grandes capitais, que possuem alta procura. Além disso, há uma diferença no salário de médicos generalistas ou especialistas, dependendo do concurso. Mas em média. os profissionais concursados ganham em torno de R$8.000 no início da carreira, e o salário sobe com o tempo de trabalho. Em concursos de prefeitura, a carga horária também varia muito, então esse salário pode alterar para jornadas menores ou maiores. Especialidades específicas Você gosta

Médico recém formado: 5 dicas

Foram anos de preparação para o vestibular, 6 longos anos de dificuldades na graduação e agora, finalmente, o CRM chegou. Você é um médico recém formado. E agora? Nos últimos anos da sua vida, você sempre soube o que você tinha que fazer a seguir, mas agora o caminho não está tão mais claro. Então, tire um momento para planejar os seus próximos passos e decidir para onde você vai. Ninguém vai te dizer qual caminho seguir, mas algumas dicas podem te ajudar nesse processo de decisão. Assim, seja você aquele médico recém formado que já quer passar na residência ou o que quer trabalhar antes, essas dicas são pra você. Como trabalhar sendo médico recém formado? Existem algumas áreas de atuação para o médico generalista. Assim, as mais comuns, para onde a imensa maioria dos recém formados vão, são plantões em emergências ou em UPA’s ou atendimento em UBS’s e USF’s. Primeiramente, se tratando de ser plantonista, você deve procurar saber como funcionam os plantões nos hospitais da sua cidade. Ou seja, converse com quem já sabe e descubra o que fazer para conseguir, pois pode variar a depender do local. Você vai ser pago por plantão dado, e o valor irá variar a depender do plantão. Um básico, de 12h, varia entre 600 e 1200 reais. Além disso, os pacientes que você irá atender devem ser de baixa a média complexidade, mas busque saber quais os casos mais frequentes no PS que for atender. Porque se você for o único médico disponível para atender um paciente politraumatizado grave, você terá que saber o que fazer. Outra opção para médicos recém formados é

A Pneumologia Pediátrica | Colunistas

A entrada no internato A pneumologia pediátrica (PneumoPed) foi minha primeira experiência no internato. A primeira sensação de ter uma senha que acessa os computadores, ter um crachá que indica que você pertence ao hospital, ir arrumado para conhecer os pacientes internados, é tudo uma sensação maravilhosa. Eu tive a sorte de poder escolher um optativo logo na entrada do internato e acredito que escolher uma especialidade da pediatria foi a minha melhor escolha possível. Na pediatria normalmente temos profissionais mais acessíveis, menos estresse, é uma ótima área para começar a aprender a lidar com o funcionamento dos hospitais. Faço estágio no complexo hospitalar Santa Casa da Misericórdia de Porto Alegre, por ser estudante da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). O complexo hospitalar é incrível e imenso, mas o Hospital da Criança Santo Antônio sempre vai trazer uma sensação diferente. Seja pelas paredes pintadas com imagens para as crianças, seja pela abertura das diversas áreas da pediatria para ajudar uns aos outros, a energia que está por trás de um hospital infantil sempre vai ser diferenciada. A rotina Figura 1 – Pneumologia Pediátrica[i] A PneumoPed é uma área que se acompanha com muita cautela, então a rotina todo dia começa cedo. Chegamos 7h30min no hospital de segunda a sexta-feira, para revisar as evoluções que foram geradas no sistema, avaliando os pacientes desde o dia anterior. Muitas vezes a mesma criança é avaliada por diversas especialidades médicas, além da interdisciplinaridade do hospital; isto é, a avaliação de diversas áreas da saúde: fonoaudiologia, nutrição, fisioterapia, enfermagem, entre outras. Depois de avaliar o que disseram do paciente em outras evoluções, é o momento de sua

Como é a rotina na atenção básica?

É cada vez mais comum que os estudantes de Medicina se planejem para atuar na atenção primária. Muitos médicos recém formados passam por alguma experiência em UBS ou USF. Mas você, estudante, sabe como é a rotina na atenção básica? Primeiramente, antes de tomar a decisão de atuar em alguma unidade primária do SUS, é importante que você busque saber: o que você vai encontrar; quais serão seus deveres; e o que você pode fazer para se preparar. Assim, confira nesse texto algumas dicas sobre a rotina na atenção básica e como atuar bem nela. Essas informações foram retiradas do livro Manual Prático na Atenção Primária, o livro mais completo que você pode ter com foco em dicas do dia a dia na atenção básica. Rotina na Atenção Básica: Visitas Domiciliares A visita domiciliar (VD) é uma prática muito importante na atenção primária à saúde (APS). Assim, através dela, é possível diagnosticar problemas, prevenir agravos, criar vínculo com as famílias, conhecer a casa do paciente, dentre outras vantagens. Então, é preciso valorizar a visita domiciliar como uma ferramenta que agrega elementos ao processo de cuidado do paciente que não é possível agregar da mesma forma no consultório tradicional. Além disso, a VD pode abranger visitas de cuidados paliativos, ajuste de equipamentos domésticos de alta complexidade e outras visitas esporádicas. Confira nesse post outras informações sobre a importância da VD! Na rotina da atenção básica, você pode se deparar com as VDs, integrando uma equipe de atenção primária à saúde. Nesse grau de atenção, as visitas costumam servir para algumas coisas mais simples, sem envolvimento de muitos

Minha Experiência no Internato da Especialidade de Cirurgia do Aparelho Digestivo | Colunistas

Para os acadêmicos amantes das áreas cirúrgicas nada é mais aguardado durante a graduação que os rodízios nessas especialidades. Aos que preferem “unicamente” a Clínica, sempre há oportunidade de se surpreender! Essa foi a minha experiência no Internato da Especialidade de Cirurgia do Aparelho Digestivo em um Hospital-Escola Referência vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS) na região norte do país. O rodizio em área cirúrgica é de grande valia, uma vez que, para muitos discentes será o único contato curricular com especialidades cirúrgicas. Segundo o estudo “Demografia Médica no Brasil 2020”, realizado pela Faculdade de Medicina da USP em cooperação com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em janeiro de 2020 haviam 478.010 médicos em atividade no Brasil, sendo que destes: 38.583 (8,9%) são especialistas em Cirurgia Geral e 3.232 (0,7%) são subespecialistas em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Tais números demonstram que menos de 10% dos médicos mantiveram aproximação com as práticas cirúrgicas após o ingresso ao mercado de trabalho. Corroborando, portanto, com a importância de se ter a oportunidade e a aproximação com as especialidades cirúrgicas durante a formação acadêmica. No serviço onde fui interno, a jornada de trabalho era dividida entre as Enfermarias, os Ambulatórios e o Bloco Cirúrgico propriamente dito. Cada qual com suas características, os revezamentos entre as áreas de atuação permitem ao discente o contato de modo holístico com a jornada laboral do Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Durante os atendimentos ambulatoriais, tem-se o primeiro contato com os pacientes que, provavelmente, serão operados nas próximas semanas. Então, faz-se necessário e de suma importância exercitar, acima de tudo, o raciocínio semiológico, juntando os dados clínicos do exame físico com a avaliação de exames de imagem, a fim de se tecer o diagnóstico
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