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Tudo sobre como funciona o Internato Médico

Como é a rotina na atenção básica?

É cada vez mais comum que os estudantes de Medicina se planejem para atuar na atenção primária. Muitos médicos recém formados passam por alguma experiência em UBS ou USF. Mas você, estudante, sabe como é a rotina na atenção básica? Primeiramente, antes de tomar a decisão de atuar em alguma unidade primária do SUS, é importante que você busque saber: o que você vai encontrar; quais serão seus deveres; e o que você pode fazer para se preparar. Assim, confira nesse texto algumas dicas sobre a rotina na atenção básica e como atuar bem nela. Essas informações foram retiradas do livro Manual Prático na Atenção Primária, o livro mais completo que você pode ter com foco em dicas do dia a dia na atenção básica. Rotina na Atenção Básica: Visitas Domiciliares A visita domiciliar (VD) é uma prática muito importante na atenção primária à saúde (APS). Assim, através dela, é possível diagnosticar problemas, prevenir agravos, criar vínculo com as famílias, conhecer a casa do paciente, dentre outras vantagens. Então, é preciso valorizar a visita domiciliar como uma ferramenta que agrega elementos ao processo de cuidado do paciente que não é possível agregar da mesma forma no consultório tradicional. Além disso, a VD pode abranger visitas de cuidados paliativos, ajuste de equipamentos domésticos de alta complexidade e outras visitas esporádicas. Confira nesse post outras informações sobre a importância da VD! Na rotina da atenção básica, você pode se deparar com as VDs, integrando uma equipe de atenção primária à saúde. Nesse grau de atenção, as visitas costumam servir para algumas coisas mais simples, sem envolvimento de muitos equipamentos, como:

Carreira Médica

3 minhá 21 dias

Minha Experiência no Internato da Especialidade de Cirurgia do Aparelho Digestivo | Colunistas

Para os acadêmicos amantes das áreas cirúrgicas nada é mais aguardado durante a graduação que os rodízios nessas especialidades. Aos que preferem “unicamente” a Clínica, sempre há oportunidade de se surpreender! Essa foi a minha experiência no Internato da Especialidade de Cirurgia do Aparelho Digestivo em um Hospital-Escola Referência vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS) na região norte do país. O rodizio em área cirúrgica é de grande valia, uma vez que, para muitos discentes será o único contato curricular com especialidades cirúrgicas. Segundo o estudo “Demografia Médica no Brasil 2020”, realizado pela Faculdade de Medicina da USP em cooperação com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em janeiro de 2020 haviam 478.010 médicos em atividade no Brasil, sendo que destes: 38.583 (8,9%) são especialistas em Cirurgia Geral e 3.232 (0,7%) são subespecialistas em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Tais números demonstram que menos de 10% dos médicos mantiveram aproximação com as práticas cirúrgicas após o ingresso ao mercado de trabalho. Corroborando, portanto, com a importância de se ter a oportunidade e a aproximação com as especialidades cirúrgicas durante a formação acadêmica. No serviço onde fui interno, a jornada de trabalho era dividida entre as Enfermarias, os Ambulatórios e o Bloco Cirúrgico propriamente dito. Cada qual com suas características, os revezamentos entre as áreas de atuação permitem ao discente o contato de modo holístico com a jornada laboral do Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Durante os atendimentos ambulatoriais, tem-se o primeiro contato com os pacientes que, provavelmente, serão operados nas próximas semanas. Então, faz-se necessário e de suma importância exercitar, acima de tudo, o raciocínio semiológico, juntando os dados clínicos do exame físico com a avaliação de exames de imagem, a fim de se tecer o diagnóstico

Rafael Nôvo Guerreiro

3 minhá 23 dias

Ambulatório: Livros para se preparar para atender

O ambulatório médico é um dos ambientes mais importantes que você vai ocupar na Medicina. É o momento em que você terá um contato muito mais próximo do paciente, e todas as suas habilidades de comunicação precisam estar afiadas. Além disso, existem vários outros pontos para se preparar, e nós já falamos sobre isso nesse outro post. Mas nesse post você vai aprender a estar preparado para atender no ambulatório. Então presta atenção nessas dicas! Entretanto, não esqueça que essas são dicas gerais, que podem muito bem funcionar, mas que devem ser adaptadas para a sua realidade. Ou seja, opte sempre por aquilo que é mais confortável e funciona melhor pra você. Livros para se preparar pro Ambulatório Existem várias opções de livros para estudar bastante antes de estar pronto para atender em um ambulatório. É importante escolher um livro que corrija suas fraquezas, que seja completo e te proporcione uma boa base prática. Além disso, especialmente se você já estiver no internato, não vale a pena investir em um livro muito teórico e denso, é melhor pensar em opções mais objetivas e práticas. Assim, confira algumas boas opções. Yellow de Ambulatório Acesse aqui! O Yellow de Ambulatório é o livro mais completo que você irá encontrar focado na prática e no dia a dia ambulatorial. Com ele, você tem acesso a todos os fluxos e condutas que precisa para tomar uma decisão clínica mais embasada. Além de te ajudar na construção do raciocínio clínico, ele é um ótimo material de consulta para dias de atendimento, e conta com um bulário completo pra você não errar suas prescrições. São mais de

Carreira Médica

3 minhá 25 dias

Primeiro plantão: 5 dicas valiosas

O primeiro plantão de um médico é um momento especial, que é tão aguardado quanto temido. É a concretização de 6 anos de muito esforço, e por isso muitos estudantes não aguentam mais esperar para finalmente poderem atender como médicos. Por outro lado, o nervosismo de não estar totalmente preparado e de não saber o que fazer é muito comum. Seja o seu primeiro plantão em pronto socorro ou em UTI, é muito importante fazer o máximo possível para estar pronto e seguro para atender os seus pacientes. Afinal, é fazendo plantão que a maioria dos médicos recém formados começa a ganhar dinheiro, mesmo que esteja na preparação ou durante a residência. Então não dá pra arriscar estar mal preparado e prejudicar o seu ganha pão, muito menos o bem estar dos seus pacientes. Por isso, separamos algumas dicas para que você fique mais tranquilo e saiba o que te espera e o que fazer! 1) Não tenha medo de perguntar Todos os médicos passam pelo primeiro plantão. E nenhum deles nasceu pronto ou nunca teve alguma insegurança sobre esse momento. Por isso, use e abuse da experiência de outros profissionais para buscar orientações e conselhos de quem já passou por isso. Assim, você você pode conversar e tirar as suas dúvidas tanto com amigos mais experientes e antigos colegas de curso quanto com os outros profissionais do hospital em que você for atender. Por exemplo, se um amigo seu formou no ano anterior ao você, você pode perguntar para ele o que ele teve que lidar no primeiro plantão, como ele se sentiu, p que ele levou pra lá, o que você quiser saber.

Carreira Médica

5 minhá 76 dias

Partograma: ferramenta importante para internos e médicos | Colunistas

O partograma é uma ferramenta gráfica importante para internos e médicos que passam pela obstetrícia. Através dele, podemos acompanhar o início e a evolução do trabalho de parto e, com isso, ter um forte auxílio nas decisões que serão tomadas ao longo desse processo, sendo recomendada sua utilização pelo Ministério da Saúde e pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). É um documento médico que será preenchido a partir do momento em que a gestante der início ao trabalho de parto e que deverá compor o prontuário médico dessa paciente. Para isso, é preciso que haja a correta identificação do início do trabalho de parto, que se dá com no mínimo duas contrações efetivas (mínimo de 30 segundos) em 10 minutos e dilatação de 3cm (de forma geral). Para melhor compreensão dessa ferramenta, vamos dividi-la em 5 partes e abordar essas divisões de forma mais detalhada na sequência. 1. Identificação da gestante O cabeçalho do partograma varia conforme o serviço, mas todos possuem espaço para o registro do nome completo da paciente, data de início do trabalho de parto/atendimento, horário de admissão (abertura do partograma e consequentemente do trabalho de parto), idade da paciente, idade gestacional e qual a gestação da paciente pelo acrônimo GPCA, onde: G: número de gestações;P: número de partos vaginais; C: número de cesáreas, e;A: número de abortamentos. 2. Dilatação e altura do feto Aqui registramos a evolução do trabalho de parto, através da mensuração da dilatação e da altura do feto, as quais são obtidas via toque vaginal. É importante que sejam registrados os horários real e de registro em que esses dados são obtidos.

Leonardo Cardoso

4 minhá 140 dias

Trombose Venosa Mesentérica: o que é importante saber? | Colunistas

Definição             A Trombose Venosa Mesentérica (TVM) caracteriza-se pela isquemia da veia mesentérica superior (95% dos casos), na qual um trombo obstrui a veia em questão, sendo esta localizada anteriormente à 3ª porção do duodeno, e posteriormente ao pâncreas. Dentre os sítios de drenagem, a veia mesentérica superior recebe sangue do intestino delgado, partes do intestino grosso, estômago e pâncreas.  Figura 1 – Alças intestinais na trombose mesentérica aguda.  FONTE: https://slideplayer.com.br/slide/5780904/             Esta condição clínica provoca o retorno sanguíneo para a parede e luz intestinal, seja delgado ou grosso, resultando em edema, comprometimento progressivo da circulação arterial e, finalmente, em isquemia. Epidemiologia             Apesar da TVM ser uma causa pouco comum da isquemia mesentérica (5 a 15%), os seus índices de mortalidade podem chegar a 40%, em especial quando há início insidioso e diagnóstico tardio.              A população mais acometida pela trombose mesentérica é composta pelo sexo masculino, com idades variando entre 45 e 60 anos. É relatado também que 20 a 40% dos pacientes possuem antecedentes positivos para trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar.             Pacientes portadores de cirrose hepática, pancreatite, neoplasias de sítio abdominal, hipertensão portal, pacientes em pós-operatório de cirurgia abdominal, portadores de coagulopatias, ou em uso de anticoncepcionais orais, são mais propensos a desenvolver a TVM. Fisiopatologia             A fisiopatologia da TVM envolve necessariamente uma alteração na clássica Tríade de Virchow, sendo esta composta pela estase sanguínea, lesão epitelial e estado de hipercoagulabilidade, variação que representa a maior responsável pela formação dos trombos, em especial, os de vasos responsáveis pela drenagem intestinal.              A drenagem venosa torna-se comprometida

Danielle Granja Serpa

4 minhá 140 dias
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