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Derrame Pleural: o que é e como tratar? | Colunistas

Derrame Pleural: o que é e como tratar? | Colunistas

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Hiolanda Piler

3 minhá 258 dias

Para entender o derrame pleural é necessário ter em mente a estruturação da pleura. Esta é uma membrana contínua formada por única camada de células mesoteliais que adere à superfície externa do parênquima pulmonar, ao mediastino, ao diafragma e à superfície interna do arcabouço ósseo do tórax.

De acordo com esses trajetos, a pleura pode ser denominada visceral ou parietal, e o espaço entre elas cavidade pleural. Por sua vez, o acúmulo de excesso de líquido, pus ou sangue nesta cavidade é denominado derrame pleural.

É uma condição que pode estar presente em mais de 50 doenças, tanto de causas pulmonares quanto extra-pulmonares. Dentre as causas mais comuns de derrame pleural em nosso país encontra-se: tuberculose, insuficiência cardíaca, pneumonias e neoplasias.

1. COMO OCORRE A DOENÇA?

O derrame pleural decorre do desequilíbrio entre produção e absorção do líquido pleural. Podendo ocorrer mais de um mecanismo:

  • Aumento da entrada de líquido no espaço pleural: por meio do aumento da pressão hidrostática ou diminuição da pressão oncótica; aumento da permeabilidade capilar pleural ou diminuição da pressão no espaço pleural.
  • Fatores que dificultam a saída de líquido do espaço pleural: estão relacionados à redução da função linfática pleural.
  • Passagem de líquido da cavidade abdominal para o espaço pleural: por exemplo como ocorre na pancreatite.

2. COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR O DERRAME PLEURAL?

O quadro clínico consiste nos sintomas de dor pleurítica, dispneia (a intensidade depende do volume acumulado e da velocidade de formação) e tosse seca. A clínica do paciente pode caracterizar também por sinais e sintomas peculiares a enfermidade que está determinando o derrame.

Ao exame físico poderá ser encontrado:

  • Expansibilidade torácica diminuída;
  • Redução ou abolição – do frêmito toracovocal e do murmúrio vesicular;
  • Estertores finos;
  • Macicez ou submacicez à percussão;
  • Sopro respiratório e ausculta da voz anasalada ou voz “caprina”, percebida no limite superior do derrame.

A radiografia de tórax geralmente é suficiente para diagnosticar a presença do derrame. Pode ser visualizado na radiografia Póstero-anterior (PA): opacificação do parênquima pulmonar, velamento do seio costofrênico, sinal do menisco,  desvio do mediastino para o lado oposto, atelectasia homolateral. Já a radiografia de decúbito lateral, com raios horizontais (incidência de Laurell) ajuda a estimar o tamanho do derrame e se ele está livre ou localizado.

A tomografia computadorizada de tórax pode ser usada na avaliação de diagnóstico etiológico, e diferenciação de empiema e abscesso. A ultrassonografia é útil para avaliar septações e também para guiar a toracocentese.

Por meio da toracocentese diagnóstica, é analisado o líquido pleural com contagem diferencial de células, citologia, proteína, lactato desidrogenase (LDH), glicose, pH, coloração de Gram e cultura, exames séricos também são realizados (proteínas totais, LDH, albumina, glicose, hemograma) e outros exames complementares, considerando a suspeita clínica para o caso, ao depender do derrame ser exsudativo ou transudativo, sendo que os critérios  de Light podem ajudar a diferenciá-los:

http://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/7652/9189

Causas comuns de derrames:

O tratamento do derrame pleural baseia-se na toracocentese de alívio, aliado ao manejo da causa base.

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Autora: Hiolanda G. Piler

Instagram: @hiolandapiler

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