Área do desafio: Neurologia.
Apresentação do caso:
JMC, 40 anos, foi projetado para fora do carro em acidente automobilístico em alta velocidade. Chega à emergência trazido pelo SAMU, desacordado e com Escala de Coma de Glasgow 2. Ao exame, apresenta lesão contusa do crânio em região frontal com afundamento, equimose periorbital, rinorreia (fluido pelo nariz), hemossinus e equimose retroauricular. PA: 190 x 120 mmHg, FC: 56, FR: 8.
Questões e discussão:
- Quais são os aspectos avaliados pela Escala de Coma de Glasgow (ECG) e quantos pontos representam cada um?
Abertura ocular (4), resposta verbal (5), melhor resposta motora (6) e reatividade pupilar (-2 a 0), com escore de 1 a 15.
- Como é classificado o Trauma Cranioencefálico em relação à gravidade?
Leve (ECG 14-15); moderado (ECG 9-13) e grave (ECG1-8).
- Quais sinais podem indicar uma fratura de base do crânio?
Equimose periorbital (Sinal do Guaxinim); Equimose retroauricular (Sinal de Battle); indícios de fístula liquórica através de rinorreia ou otorreia; hemossinus (presença de sangue em algum seio) distúrbios dos nervos facial e/ou vestibulococlear.
- Qual a hipótese diagnóstica do caso?
TCE com fratura de base de crânio.
- Qual seria a sua conduta?
Intubação orotraqueal, estabilização hemodinâmica e condução neurocirúrgica.