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Estudos em Medicina: Tem jeito certo de estudar? | Colunistas

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Essa é uma daquelas perguntas que não tem
resposta fácil, mas isso não quer dizer que não tenha uma resposta nenhuma,
porque tem sim. Para que eu te responda isso, precisamos discutir melhor o ato
de estudar.

Esse assunto pode até parecer questão de gosto
pessoal, como a sua preferencia do que tomar no café da manhã, suco, café ou
leite. No entanto, as estratégias de estudo são, há algum tempo, foco de pesquisa
realizada por aqueles da área de neurologia, psicologia e pedagogia e, por
isso, podem ser mais complexas do que o gosto de cada um

Agora, você pode estar pensando:

“Tem gente que tem facilidade para estudar e tem gente que tem
dificuldade. Não importa muito o método que eles usam, parece que é algo que vem
de dentro”.

Você também, com certeza, conhece alguém que
parece ser mais inteligente que o normal, não é? Aquela pessoa que sempre
parece saber, pelo menos, boa parte da matéria o tempo todo. Aquela pessoa que
nunca vai mal em provas, que sempre acha um tempinho para estudar e que passa a
sensação de ler apenas uma vez o texto necessário e já consegue decorar tudo.

Eu te respondo o seguinte: Existem sim
características próprias à cada individuo que facilitam ou dificultam o
rendimento de seu estudo. Temos, por exemplo, traços de personalidade ou
capacidade de abstração no raciocínio. 1 Mas, veja bem, essa não é a
única variável envolvida no jogo dos estudos.

Existem muitos outros fatores que estão
relacionadas à eficiência do que ocorre quando você se propõe a estudar. Muitos
desses fatores são meramente comportamentais. São hábitos que você adquiriu
durante seus anos na escola e que acabou usando para construir o que você
considera o “jeito normal de estudar”.

Isso acontece porque, provavelmente, ninguém
nunca te ensinou a estudar de verdade. Se você costuma fazer resumos coloridos
ou grifar textos de marcador amarelo, deve ser porque gosta de canetas coloridas
e marcadores amarelos. A maneira de construir resumos ou a quantidade de
palavras grifadas são, basicamente o que te parece melhor no momento, certo?

Mas, vamos pensar por um minuto: Será que não
existe jeito ideal de aplicar essas ferramentas? E se tivessem, por aí,  outros métodos de estudo para você
experimentar? Será que aquela pessoa superinteligente que você conhece não é simplesmente
alguém que encontrou o método ideal para ela?

O exemplo de Einstein:

Você já deve ter ouvido falar que Albert
Einstein era mau aluno, não? Besteira. Einstein era ótimo aluno e passava
facilmente de ano. Mas o que, de fato, Einstein tinha era uma menor capacidade
de manter-se atento em salas de aula, frequentemente perdendo-se em devaneios
acerca de assuntos que lhe pareciam mais interessantes. Isso, para ele,
funcionava mais para estudar física do que prestar atenção nas aulas monótonas
de seu colégio.

Claro que, no tradicional Gymnasium de Munique, onde estudava, esse fato lhe gerou grandes
problemas com seus professores que não toleravam alguém que se recusava
aprender da maneira estabelecida, como por recitar a tabuada de multiplicação
em voz alta. Os problemas geraram tantos atritos que Einstein optou por
abandonar a escola aos 15 anos. 2

O adolescente Albert Einstein, agora, precisava
de um novo caminho para seus estudos. Mesmo sendo muito jovem e não ter
concluído o ensino secundário, conseguiu a chance de prestar o exame de acesso para
a Escola Politécnica de Zurique. E quem diria, não passou. Não por ter ido mal
em matemática ou física, claro. Na verdade, falhou pelas notas baixas que tirou
em botânica e zoologia, matérias obrigatórias na prova e que Einstein não havia
estudado propriamente. Seus devaneios, apesar de funcionarem, eram só usado
para os assuntos que gostava. Não bastasse tudo isso, o exame era aplicado
somente em francês, idioma que ele pouco dominava. 3

Einstein, tendo falhado, precisava novamente de
um novo  plano, não B, mas C.
Matriculou-se no ensino secundário da Escola Cantonal de Aarau, também na
Suiça, de onde, uma vez formado, poderia prestar novamente a prova de acesso à Escola
Politécnica no ano seguinte.

A empreitada deu certo. A escola Cantonal tinha
um ensino diferente do que estava acostumado. As aulas eram cheias de
discussões motivadoras e muito diferentes daquelas monótonas e repetitivas que
conhecia do ensino em Munique. No ano seguinte, Einstein prestou novamente o
exame de acesso e, desta vez, foi aprovado, podendo finalmente se dedicar ao
que realmente queria. Você já sabe o futuro dele a partir daí.

Que lições podemos tirar dessa historia?

1. Facilidade e dificuldade para estudar
existem sim e variam, não só de pessoa à pessoa mas também de assunto à
assunto. Estas características, porém, não definem sozinhas a performance do
aluno.

2. Existem métodos diferentes de estudar um
mesmo assunto, muitas vezes você precisa encontrar aquele que funciona para
você.

3. Todo mundo encontra obstáculos e falha de
vez em quando, mas certamente tem maneira de contorna-los, basta continuar
tentando.

Vou perguntar de novo: Tem jeito certo de estudar?

Sim, e tem vários, mas nem todos podem
funcionar para você. Mais do que isso, você deve usa-los de um jeito correto.

Nessa série de artigos que começo a te escrever
a partir de hoje, apresentarei a você alguns dos diferentes métodos de estudo
que existem por aí na literatura científica. Também discutiremos alguns dos
hábitos que você pode adotar na sua rotina de estudos para maximizar o
rendimento assim como alguns hábitos que você já tenha e que podem estar te
atrapalhando mesmo sem que você saiba.

Mas lembre-se, nada disso importa se você não tiver
vontade de estudar!

Nos vemos lá!.

Autor: Rafael Eliahu Vaidergorn

Instagram @dr.rafavaidergorn

Linkedin: http://www.linkedin.com/in/rafael-eliahu-vaidergorn-3ab2a417b



O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


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