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Maratona Prova Prática OSCE – Por onde começar? | Colunistas

Maratona Prova Prática OSCE – Por onde começar? | Colunistas

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Raquel Mello

8 min há 128 dias

Introdução

Grandes instituições utilizam a prova prática no modelo OSCE em seus processos seletivos, para citar algumas: USP, Albert Eistein, UNICAMP, UNIFESP, UFG, UnB, Sirio-Libanês, REVALIDA-INEP, etc.  Portanto, se alguma destas está na sua “wish-list” é indispensável conhecer melhor o funcionamento do processo e como se preparar para ele.

Infelizmente são poucas as fontes de informação sobre esse tipo de prova o que pode gerar muita confusão e mais ansiedade sobre como proceder ou de onde estudar. O objetivo dessa serie de textos é te informar um pouco mais sobre o assunto pra você se apresentar confiante na sua segunda fase.

Pra inicio de conversa vamos entender o que é uma prova no estilo OSCE. Do inglês, Objective, Structured, Physical Examination, o Exame Clínico Objetivo Estruturado nada mais é do que um modelo de prova que simula uma situação da prática médica como forma de avaliar as capacidades do participante para além da resolução de perguntas teóricas. Avalia a habilidade do candidato no contato com a prática clínica, por isso simula consultas, atendimentos iniciais, realização de procedimentos, etc.

Não entendeu muito bem? Sem problemas, continue lendo esse texto e vamos ver na prática como funciona a sua dinâmica.

Como é aplicada?

Bom, vamos lá. A prova OSCE é composta de estações que estão divididas por especialidades: Pediatria, Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia e Medicina Preventiva. O numero de estações e especialidades pode variar de uma instituição à outra, sendo que a duração é de aproximadamente 5-10 minutos para cada estação.

A dinâmica de aplicação é a seguinte: Os participantes são posicionados na entrada de suas respectivas estações e devem aguardar um sinal sonoro para entrar nas mesmas. No inicio de cada estação é apresentada ao candidato uma introdução curta ao caso clínico por escrito em um papel na porta da sala, entregue ao entrar ou mesmo de forma verbal. Esse pequeno resumo ajuda o candidato a entender o contexto da estação e o papel que deve representar. Ao entrar vai encontrar-se com as primeiras variantes: O examinador segurando sua temida pranchetinha e, o que vamos chamar de ‘‘cenário’’. E esse, meus caros, é o pânico do OSCE, a imprevisibilidade destas variantes. O examinador pode ser legal ou não, pode ser que te acalme, pode ser que mal responda suas perguntas.  O cenário pode ser desde um manequim, um ator, objetos aleatórios para realização de algum procedimento ou… nada. Só o examinador à sua frente. Mas não “priemos cânico”, como veremos nos seguintes textos da serie, a ansiedade é um dos maiores inimigos do candidato durante esse tipo de prova. Sua missão a partir desse momento será a realização de tarefas. A própria introdução ou o examinador vão informar sua primeira tarefa, e você deve seguir os passos pertinentes de acordo à situação apresentada. A cada tarefa finalizada apresenta-se a seguinte e assim por diante até o término da estação quando o avaliador anunciar que esta foi finalizada.

Como a avaliação é feita de maneira Objetiva?

Ótima pergunta. Já que as situações apresentadas durante o exame OSCE são de caráter prático, a forma encontrada para que sejam avaliadas objetivamente foi por meio de check-lists. E é isso que nosso querido examinador segura na sua pranchetinha. Veja abaixo um exemplo de estação de Preventiva presente no Curso Online para Prova Prática da Sanar e retirado da prova da UNICAMP 2018.

(Fonte: Caderno Nova Prova Prática- Curso Online para Prova Prática Sanar)

Para cada ponto existem 3 possibilidades de avaliação que podem ser “adequado”’, “parcialmente adequado” ou “inadequado”, como visto na imagem acima, ou de forma numérica como 1,0, 0,5 ou 0,0 ponto, respectivamente. Essa forma de avaliação permite que o candidato acumule alguns pontos por realizar tarefas tão simples como apresentar-se e qualificar-se como médico, não sendo imprescindível que chegue ao diagnóstico ou tratamento ou que realize 100% das tarefas com 100% de precisão (apesar desse ser nosso sonho, né?). O que isso quer dizer? Que mesmo que você não tenha a menor ideia do que está acontecendo na estação (acontece queridos,rs) você ainda pode acumular pontinhos preciosos para alcançar a aprovação.

Após a finalização de todas as estações serão somados os pontos do candidato. No caso dos exames de residência, o candidato com maior pontuação terá mais chance de ganhar a vaga concorrida. É importante lembrar que são muitas as pessoas que saltam várias colocações no ranking depois de obter uma boa qualificação na segunda fase, então esse pode ser um ponto decisivo na sua aprovação. No caso da prova REVALIDA-INEP, o candidato deve aprovar conseguindo uma pontuação acima da nota de corte, não importando quantos sejam os aprovados (quanto mais melhor, não é mesmo?).

Que temas são abordados?

Inicialmente as provas OSCE eram mais focadas em realização de procedimentos com manequins. Nos últimos anos, no entanto, vem se notando uma tendência à diminuição do uso destes e um estilo de prova mais voltado à pedir mais respostas verbais que realização de procedimentos. Isso porque o uso de manequins muitas vezes gera problemas como defeitos na hora da prova que podem prejudicar o candidato e tem um custo bastante elevado. Além disso, com a ocorrência da pandemia muitas instituições tem dado preferencia à provas multimídia onde o contato e movimentações são mais limitados, diminuindo a chance de contágio.

Em todo caso, as provas de segunda fase tendem a focar em situações mais comuns do cotidiano em detrimento de questões específicas e doenças raras. É mais importante saber se o candidato está apto a atender pacientes na vida real do que se ele é capaz de dar um super diagnóstico.  Abaixo deixo uma tabela com os temas mais prevalentes em provas de Revalidação e Residência dos últimos anos.

(fonte: Instagram @dra.stefanyacaetano)

Conclusão

Apesar de haver pouca informação quanto à prova modelo OSCE, ela é utilizada em grandes programas de residência e no processo de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior. Tem, portanto, uma grande relevância no cenário médico brasileiro assim como na sua aprovação individual na prova de residência. Quando aprendemos melhor como somos avaliados e como funciona o OSCE fica mais fácil entender o processo, manter a calma e saber que é possível alcançar a tão sonhada aprovação com o preparo adequado.

Nos próximos textos dessa serie veremos como deve ser o preparo para prova OSCE, quais são os maiores inimigos do candidato, e dicas para o dia da prova.

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Autora: Raquel Mello

Instagram: @rachmellow

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O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto

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Referências

  1. Manual “Nova Prova Prática 2020”- Curso Online para Prova Prática Sanar
  2. Caderno “Como brilhar nas provas práticas de residência” – Curso Medway

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