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Modelo de Consulta na Medicina de Família e Comunidade

Modelos de Consulta

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Confira neste post o que você precisa saber sobre a relevância do modelo de consulta na medicina de família e comunidade.

Na prática profissional do médico de família e comunidade, a consulta é, sem dúvida, o evento principal. Esse é geralmente o primeiro e, com frequência, o único acesso aos cuidados de saúde.

De tal forma que os pacientes da atenção primária buscam ajuda por um variedade de razões, de maneira repetida e por um longo período de tempo. Portanto, o médico de família e comunidade deve dominar variações do modelo de consulta, afim de entender a pessoa e a apresentação no contexto da vida dela em sua plenitude. 

Para a consulta ser bem-sucedida, o médico e a pessoa devem trabalhar juntos, com um modelo de consulta adequado. De forma que cheguem a um acordo e dividam informações a respeito das possibilidades e das consequências.

Modelo de consulta na atenção primária 

Existem vários modelos de consulta. Todos se apresentam com seus pontos fortes e suas limitações. O método clínico centrado na pessoa (MCCP) é o modelo de abordagem  utilizado na MFC, devido esse método oferecer um atendimento que contemple de maneira mais integral às necessidades, preocupações e vivências relacionadas à saúde ou às doenças dos pacientes.

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Método clínico centrado na pessoa

Para ser centrado na pessoa, o médico precisa ser capaz de dar poder a ela, compartilhar o poder na relação, o que significa renunciar ao controle que tradicionalmente fica nas mãos do médico. Compartilhar poder exige equilíbrio e mediação com sensibilidade entre o médico que é o especialista técnico e o paciente, que é especialista em si próprio.

Componentes do MCCP:

Explorando a saúde, a doença e a experiência da doença

O primeiro componente do MCCP propõe que os médicos lancem um olhar mais amplo, para além da doença. A doença é a avaliação objetiva de seu corpo, por meio dos exames físicos e laboratoriais; o foco é no corpo, não na pessoa. A experiência da doença é definida como a experiência pessoal e subjetiva de estar doente. 

Para explorar a experiência da doença sugere-se abordar quatro dimensões designadas pelo acrônimo SIFE:

  • Sentimentos da pessoa, especialmente o medo de estar doente;
  • Suas Ideias sobre o que está errado;
  • O efeito da doença sobre seu Funcionamento de vida;
  • Suas Expectativas em relação ao seu médico.

Entendendo a pessoa como um todo – o indivíduo, a família e o contexto

O modelo de consulta utilizado pelo médico de família e comunidade precisa abarcar conhecimentos sobre pessoa que atende por inteiro. Assim deve incluir a família, o trabalho, as crenças e as vivências. 

Um médico que escolhe o modelo de consulta adequado entende a pessoa por inteiro e pode reconhecer o protagonismo da família em melhorar, agravar ou mesmo causar doenças em seus membros. Sabe-se que doenças graves em um membro da família reverberam por todo o sistema familiar e que as crenças culturais e as atitudes da pessoa também influenciam em seu cuidado.

Elaborando um plano conjunto de manejo dos problemas

Esse terceiro componente do MCCP é o compromisso mútuo de encontrar um modelo comum para tratar dos problemas durante a consulta. É importante em qualquer situação, mas se torna fundamental como ferramenta para realizar um manejo de sucesso às pessoas com doenças crônicas..

Ao praticar uma abordagem centrada na pessoa, o médico deve ser flexível com relação ao que a pessoa busca ou ao que ela necessita. Observar os aspectos culturais, o tipo de problema e o perfil da pessoa se torna essencial na APS. A participação da pessoa na tomada de decisão irá variar, dependendo de suas capacidades emocionais e físicas, e o médico deve adaptar-se a cada situação.

O modelo de consulta intensifica a relação entre a pessoa e o médico

O médico deve reconhecer que diferentes pessoas requerem diferentes modelos de consulta, os quais variam de acordo com idade, gênero, problema, estado emocional, etc. Ele deve agir de uma variedade de modos para alcançar as diferentes necessidades de quem busca ajuda, “caminhando com” a pessoa e colocando a si mesmo e seu relacionamento na relação terapêutica para mobilizar as forças da pessoa com propósitos curativos

REFERÊNCIAS: 

  1. Stewart M, Brown JB, Weston WW, McWhinney IR, McWilliam CL, Freeman TR. Medicina centrada na pessoa: transformando o método clínico. 3. ed. Porto Alegre: Artmed; 2017.
  2. DUNCAN, Bruce (organizador). Medicina Ambulatorial: conduta de atenção primária baseada em evidência. Bruce B.Duncan; Maria Inês Schmidt, Elsa RJ Guilianiet al. 4ª edição. Porto Alegre: Artmed, 2013. ISBN 8536326182

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