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O transtorno depressivo maior em tempos de pandemia | Colunistas

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O Transtorno de
Depressão Maior (TDM), também chamado de depressão unipolar, é a forma mais
“clássica” da depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão é
a principal causa de incapacidade em todo o mundo, revelando um dado importante
sobre esse transtorno que precisa de atenção.

A depressão é um
transtorno psiquiátrico complexo, cuja característica mais marcante é o humor
deprimido, por vezes melancólico. Em alguns casos, o paciente pode não
apresentar o humor deprimido de forma evidente, mas experimenta a incapacidade
de se alegrar, vibrar e sentir prazer genuíno com as situações da vida. A
depressão afeta o sujeito como um todo, não apenas no âmbito psíquico, mas também
ocasiona manifestações no corpo físico.

Acomete mais o sexo
feminino quando comparado ao sexo masculino e, nos últimos anos, mostrou uma
prevalência ao longo da vida estimada entre 11% a 15% da população mundial,
porém, com a pandemia de COVID-19, esses índices se acentuaram muito e é
esperado um crescente nos próximos anos, visto que a exposição crônica a
situações de ansiedade e estresse é um dos principais fatores de risco para o
aumento do TDM.

Tristeza comum x
TDM

Em uma situação de
pandemia, com um cenário de saúde comprometido pelo grande número de pacientes
infectados, ao mesmo tempo em que se torna necessário um isolamento social como
forma de prevenção, sentimentos de angústia, tristeza, estresse, ansiedade são
comuns para todos os seres humanos. É normal o indivíduo experienciar a
tristeza, não só em um contexto de pandemia, mas também diante de
acontecimentos do próprio cotidiano e da vida pessoal, acadêmica, profissional.
Mas normalmente, mesmo estando tristes, geralmente conseguimos seguir com o
trabalho, relacionamentos interpessoais e compromissos sociais, ou seja,
encontra-se alguma motivação para seguir em frente e superar as dificuldades.
Mesmo passando por momentos difíceis, conseguimos manter a capacidade de sentir
ânimo pelos acontecimentos de vida.

Porém a pessoa com
depressão de fato experimenta esse sentimento de tristeza profunda por um tempo
mais prolongado, e isso passa a interferir nos âmbitos da vida pessoal e
profissional, pois o sujeito não encontra motivação para seguir em frente,
permanece com o humor deprimido, sem perspectivas e os problemas do cotidiano
passam a tomar uma proporção muito maior.

Além disso, outros
sintomas se associam, ou seja, é uma manifestação ampla que realmente impacta
muito na vida da pessoa.  Compreender que
a tristeza comum é diferente da doença do transtorno depressivo maior é um
passo importante para saber manejar rapidamente, de modo a agregar mais
bem-estar e qualidade de vida ao paciente, sem banalizar a questão.

Fonte: https://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=462019&noticia=saber-diferenciar-tristeza-e-depressao-e-fundamental-para-procurar-ajuda-afirma-especialista&edicao=3

Diagnóstico e causas
do TDM

Para diagnosticar a
DM em um paciente, este precisa apresentar 5 ou mais dos seguintes sintomas,
durante 2 semanas (sendo que um deles deve ser obrigatoriamente humor deprimido
ou perda de interesse ou prazer): humor deprimido durante a maior parte do dia,
redução do interesse ou prazer nas atividades durante a maior parte do dia
também, ganho de peso ou perda ponderal significativas, bem como aumento ou
redução do apetite, insônia ou hipersonia, agitação ou atraso psicomotor que
seja observado por outras pessoas e não autorreferido, fadiga ou perda de
energia para as atividades cotidianas, sentimentos de inutilidade, culpa
excessiva, capacidade reduzida de concentração e pensamentos recorrentes de
autoextermínio.

Embora, nos últimos
anos, os estudos envolvendo neuroimagem, biologia molecular e estudos genéticos
tenham se intensificado, as causas de depressão ainda não são completamente
elucidadas, mas sabe-se que há uma série de alterações fisiológicas presentes
nesses pacientes. Há alterações no metabolismo de alguns mediadores na região
cerebral, como os neurotransmissores serotonina, noradrenalina e, em menor
escala, dopamina, e das substâncias glutamato e ácido gama-aminobutírico
(GABA). Além disso, sabe-se que pacientes depressivos têm uma expressão
aumentada de citocinas inflamatórias. Há também algumas alterações estruturais,
como na região do hipocampo cerebral, alterações hormonais e nos ritmos
biológicos, como o ciclo sono-vigília.

Acredita-se que
todas as alterações supracitadas sejam estabelecidas por influência genética. O
estresse pode desencadear a depressão em pessoas geneticamente predispostas,
mas sozinho não é causa. Ademais, fatores psicológicos e sociais também podem
predispor a depressão às pessoas que sejam susceptíveis.

A pandemia de
COVID-19 e o transtorno depressivo maior

Um estudo realizado
pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
analisou 1.460 brasileiros entre março e abril de 2020, períodos críticos da
pandemia, e verificou que os casos de TDM praticamente dobraram desde o início
do isolamento social. Os dados coletados indicaram que o percentual de pessoas
com TDM saltou de 4,2% para 8,0%.

Um outro estudo que
envolveu a análise de prontuários eletrônicos de mais de 69 milhões de
pacientes, incluindo 62 mil casos de infecção pelo novo coronavírus, demonstrou
que, em pacientes que não tinham histórico prévio de transtornos mentais, a
COVID-19 foi associada a um aumento da incidência de diagnósticos psiquiátricos
em três meses após a infecção, quando comparada com outras doenças. O aumento
foi maior para ansiedade, porém logo em seguida veio TDM e insônia.

O estresse e a
ansiedade, vividos repetidamente, são fatores que contribuem para o desencadear
da depressão em pacientes predispostos e, por isso, a pandemia de COVID-19
influenciou tanto, haja vista que a sociedade se viu inserida em um cenário
caótico para o setor da saúde, sem tratamento eficaz definido para uma doença
complexa, leitos lotados nos hospitais, perda de amigos e parentes próximos, e
o próprio distanciamento social, que acarreta mais ainda a angústia

Grupos de maior
risco para o TDM no contexto de pandemia

O aumento dos
transtornos mentais com a pandemia, acontece tanto para pessoas que já tinham
algum diagnóstico psiquiátrico prévio quanto para pessoas que não tinham nenhum
histórico. Sabe-se que os idosos são um dos mais acometidos com o aumento das
taxas de depressão, seja pela situação de vulnerabilidade que a faixa etária
impõe, por motivos físicos e psicológicos, ou pela própria pandemia, que os torna
especificamente de acentuado risco, dada a evolução da doença neste grupo.

Outro grupo de
risco para o aumento da depressão são os profissionais da saúde, que precisam
lidar diretamente com o enfrentamento da doença, se expondo à transmissão, cuidando
dos pacientes com os recursos que por vezes são muito escassos, em longas e
exaustivas jornadas de trabalho, sem apoio psicológico no ambiente laboral,
submetidos ao estresse constante. Estudos revelaram o aumento da depressão em
profissionais da saúde que atuaram na linha de frente ao enfrentamento da
COVID-19. Ou seja, esses grupos vulnerabilizados pela pandemia demandam mais
atenção, visto que depressão não tratada pode levar ao suicídio como desfecho
extremo.

Fonte: https://acvida.com.br/cuidadores/o-cuidador-de-idosos-e-um-profissional-de-saude/

O consumo de álcool
e drogas no contexto do TDM

As angústias
inerentes à própria pandemia de COVID-19, bem como o confinamento provocado
pelo isolamento social, que é a principal medida de prevenção, aumentam o
estresse, resultando em um conjunto de alterações na neuroquímica cerebral,
alterando os sistemas de recompensa, podendo, então, propiciar aumento no
consumo de álcool e outras drogas. As pessoas ficaram mais tempo em casa,
favorecendo também a disponibilidade e o aumento do consumo dessas substâncias,
o que é preocupante.

Fora do contexto de
pandemia, o consumo excessivo de álcool é uma das principais causas de mortes
evitáveis e contribui para cerca de 3 milhões de mortes no mundo. O álcool e
outras drogas não causam apenas impactos a curto prazo, mas também a longo
prazo, podendo se tornar um transtorno de dependência, o qual se agrava ainda
mais quando coexiste com um quadro depressivo.

Vivenciando as perdas,
o luto e a depressão

Claramente, um
contexto de pandemia de uma doença perigosa ocasiona para muitas famílias a
perda de entes queridos, bem como de outros aspectos da vida. Estas perdas
acabam sendo primárias e secundárias, ou seja, se uma pessoa perde seu parceiro(a)
amoroso, sofre com a perda primária da pessoa que faleceu, bem como com a perda
secundária da ausência da pessoa amada, saudade do companheirismo que existia,
da intimidade sexual e da convivência. Além disso, algumas pessoas perdem não
somente pessoas queridas, mas também os empregos, a liberdade, então acabam se
somando os sentimentos de várias perdas, o que predispõe ainda mais à depressão
ou ao acentuamento dela.

O luto também é
importante nesse contexto, visto que é uma situação delicada, vivida de forma
diferente por cada pessoa, de acordo com seu estado emocional, seu entendimento
sobre a vida, ajustamento afetivo, crença espiritual etc. Algumas pessoas
acabam lidando com o luto antecipatório quando acompanham a situação do
familiar e as complicações que vão ocorrendo, mas outras têm mais dificuldade
de lidar com isso e com o cenário de situação de adoecimento e morte. Então, o
luto também acaba sendo fator de risco importante para o desenvolvimento e
agravamento da depressão.

Fonte: https://www.rs21.com.br/noticias/curso-ead-perdas-e-luto/

No entanto, é fato
que a pandemia continuará afetando a vida de muitas pessoas, de forma que as
perdas e a vivência do luto serão cenários reais para muitos indivíduos. Por
isso, é importante e fundamental desenvolver ações que auxiliem a adaptação
funcional diante de perdas, promovendo a saúde psíquica mesmo diante de uma
situação difícil e dolorosa.

O suicídio e a
depressão

Quando falamos de
depressão, a possibilidade de suicídio precisa ser considerada e triada. Um dos
sintomas que o paciente com transtorno depressivo maior pode apresentar
constantemente é o autoextermínio, o pensamento de que a vida não vale a pena,
que se é um peso para a sociedade e que a morte seria um caminho para amenizar
a dor vivenciada.

Existem relatos de
aumento de tentativas de suicídio motivadas pelas angústias e medos da pandemia
e pelas consequências negativas impostas, sendo o isolamento social um dos
fatores de maior risco para a ideação e tentativa de suicídio. Serviços
telefônicos de prevenção ao suicídio, como o Centro de Valorização da Vida,
registraram aumento das ligações em cerca de 20% durante a pandemia, o que
mostra como os transtornos mentais estão se acentuando frente ao medo e às
incertezas que o cenário de pandemia acarreta, sobretudo o TDM.

Torna-se imprescindível,
desta forma, o olhar mais atento para essas pessoas em específico, que padecem
de depressão e que podem estar dando sinais de ideação suicida. É preciso
intervir o quanto antes, até porque a depressão tem diversos tratamentos
eficazes atualmente e pode ser tratada e prevenida, evitando também o suicídio,
que é um desfecho triste, indesejável, mas prevenível.

O que fazer diante
disso?

As intervenções
feitas durante crises psicológicas, como as que se estabeleceram em virtude da
pandemia de COVID-19, devem considerar três pontos básicos:

  1. Entender como estão as situações de saúde mental em todos os extratos
    sociais;
  2. Identificar pessoas com risco de suicídio e agressão, ou seja, as mais
    preocupantes;
  3. Promover estratégias terapêuticas precocemente para aqueles que
    necessitam.

O TDM é um
transtorno que acontece com pessoas em todas as classes sociais, por isso a
triagem da depressão deve ser estimulada a todos os níveis socioeconômicos;
para isso, é importante se pensar em políticas públicas que façam buscas ativas
por pacientes que possam estar com depressão e que estimulem pacientes e
familiares que suspeitem da doença, a procurar ajuda médica especializada.

É muito importante
identificar quem são as pessoas com depressão profunda que estão com ideação
suicida ou fizeram alguma tentativa, ainda mais porque o principal fator de
risco para o suicídio é a tentativa prévia, então é preciso abordar essas
pessoas com urgência, intervir diretamente no quadro depressivo de modo a extinguir
a ideação suicida e prevenir esse desfecho. Pacientes que apresentam níveis de
agressividade também precisam ser tratados precocemente, para evitar danos a si
mesmos e aos outros, tanto físicos quanto psicológicos.

As estratégias terapêuticas
precisam ser bem pensadas e nesse sentido, contando com um suporte inicial,
quadros depressivos podem ser tratados com medicação, que conta com uma ampla
gama de fármacos, bem como com a psicoterapia e eletroconvulsoterapia.

Suporte inicial

O suporte inicial
se torna muito importante quando estamos diante de um paciente com TDM, visto
que o tratamento deste transtorno demora um pouco para fazer efeito, cerca de 2
semanas, por isso, durante o início do tratamento, é preciso que haja um
acompanhamento mais rigoroso por parte dos médicos e das equipes de saúde
mental. Primeiramente, é preciso explicar para o paciente e para a família que
depressão é uma doença séria, como as outras, que requer tratamento adequado,
mas que oferece um bom prognóstico quando bem tratada.

A família e o
paciente precisam entender que o quadro psíquico vivenciado não é nenhum tipo
de falta de caráter ou banalidade e que não há culpados por nada nesse
processo. Precisam se sentir acolhidos e acreditar que o quadro vai apresentar
melhora, por isso, o médico deve acompanhar o paciente nas primeiras duas
semanas de tratamento, ainda que seja por meio de ligações telefônicas ou de
telemedicina, isso é muito importante também para garantir a adesão ao
tratamento e observar o progresso do paciente.

Terapia medicamentosa

Existem várias
classes de fármacos que podem ser utilizados para tratamento da depressão e
devem ser prescritos por um médico capacitado. Os efeitos colaterais devem ser
amenizados ao máximo, bem como as contraindicações observadas e o medicamento
deve ser escolhido de acordo com as necessidades e singularidades de cada um.
Podem ser utilizados Inibidores seletivos da recaptação de serotonina,
inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina, inibidores
seletivos da dopamina e noradrenalina, moduladores da serotonina,
antidepressivos heterocíclicos, inibidores da monoaminoxidase, antidepressivo
melatoninérgico etc.

É importante
lembrar que, para a depressão, o remédio demora cerca de 2 semanas para
apresentar efeito significativo e, nesse momento, é preciso ficar atento aos
pacientes que têm ideação suicida, porque podem acabar tentando autoextermínio
por achar que o medicamento não está fazendo efeito. Instruir o paciente e a
família sobre isso é essencial para manter a adesão ao tratamento mesmo nesse
período crítico.

Psicoterapia

A psicoterapia
também se mostra muito eficaz para o tratamento da depressão, sobretudo por
meio da técnica de Terapia Cognitivo-Comportamental, a qual auxilia muito no
tratamento de quadros iniciais, bem como na possibilidade de recaídas. É muito
indicada para pacientes com depressão de leve a grave e, quando feita em
associação com o tratamento medicamentoso, oferece o padrão-ouro para amenizar quadros
de TDM.

Eletroconvulsoterapia
e outras técnicas

A eletroconvulsoterapia
pode ser utilizada quando o paciente tentou o tratamento farmacológico e
psicoterápico, porém se mostrou refratário em quadros como depressão suicida
grave, depressão com agitação ou retardo psicomotor, depressão delirante,
depressão psicótica. Mesmo após a eletroconvulsoterapia, o paciente pode acabar
recidivando o quadro depressivo e, por isso, se mantém o tratamento
farmacológico. Além disso, grupos de suporte e medicina integrativa (yoga,
meditação, acupuntura) são outras técnicas que atuam como co-terapeutas de
quadros depressivos.

Conclusão

Observa-se que o transtorno
depressivo maior, por si só, já precisa ser tratado precocemente para garantir
o bem-estar e qualidade de vida para o paciente, prevenindo o suicídio, que é o
desfecho principal e mais temido. A pandemia de COVID-19 traz inúmeras
preocupações, acarreta ansiedade, estresse, fadiga mental e está associada com
o aumento de transtornos mentais, principalmente da depressão e da ansiedade.

A doença atinge
todos os públicos, independentemente de classe econômica, raça ou sexo, e observa-se
que alguns grupos estão em maior risco de desenvolver o transtorno ou acentuar,
como os idosos e profissionais da saúde. A questão constante das perdas, do
luto, das dificuldades do isolamento social traz à tona um sentimento complexo
de angústia que altera a estrutura cerebral e predispõe ao surgimento e
agravamento da depressão.

Por isso, é muito
importante um olhar atento para esse contexto por parte das equipes de saúde,
de forma a oferecer suporte psicológico para os grupos de risco e para pessoas
que possam estar lidando com a depressão. O estímulo para que indivíduos e
familiares busquem ajuda se precisarem também é imprescindível. Discutir sem
tabu e tratar o TDM como uma doença séria e potencialmente grave é essencial
para que possamos evitar desfechos indesejáveis como o suicídio e garantir
maior qualidade de vida para essas pessoas.

A empatia e o cuidado com o próximo devem estar presentes em todas as práticas médicas, sobretudo quando nos referimos a pacientes com transtornos mentais, como depressão e até mesmo outros. A pandemia coloca em sofrimento toda a sociedade, por isso é legítimo que haja união, redes de apoio mútuas para que as pessoas não se sintam sozinhas, mas sim acolhidas, e busquem ajuda se preciso. As equipes de saúde mental devem estar preparadas para oferecer suporte emocional adequado para a população, agora e mais ainda a longo prazo, por isso é preciso que o setor de saúde esteja preparado para atender essa demanda com o máximo de cuidado e paciência que for possível.

Autoria: Gabriella Mares


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


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