Ciclo Clínico

Qual a diferença entre Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica? | Ligas

Qual a diferença entre Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica? | Ligas

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O que é Asma?

É uma desordem inflamatória crônica das vias aéreas que causa episódios de chiado, dispneia, aperto torácico e tosse, com piora a noite. Caracteriza-se por obstrução intermitente e reversível das vias respiratórias, inflamação crônica dos brônquios com eosinófilos e aumento da secreção mucosa, com evolução acentuadamente variável tanto espontaneamente quanto em resposta ao tratamento.

Em casos de asma crônica o componente de obstrução respiratória é irreversível.

Paciente asmático apresenta um tipo especial de inflamações das vias respiratórias que os tornam mais sensíveis que os indivíduos normais á ampla variedade de estímulos desencadeantes.

O que é DPOC?

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição caracterizada pela limitação progressiva ao fluxo aéreo, irreversível em sua maioria e associada a respostas inflamatórias anormais dos pulmões à inalação de partículas nocivas, principalmente tabaco. A deficiência de alfa-1 antitripsina e exposições ocupacionais são causas menos comuns em pacientes não tabagistas. Ao longo do tempo ocorre declínio da função pulmonar, mesmo após retirada dos estímulos nocivos e utilização do melhor tratamento. Costuma aparecer a partir da meia-idade ou em idosos com histórico de tabagismo, podendo ou não ser atribuída a outras doenças específicas como bronquiectasia ou asma. Os pacientes com DPOC costumam apresentar em conjunto a bronquite crônica e enfisema.

A DPOC não acomete somente o trato respiratório, existem efeitos sistémicos devido a doença como a perda de massa corporal. É importante lembrar que pacientes com DPOC têm maior prevalência de IAM, angina, osteoporose, DM, infecções do trato respiratório, glaucoma, neoplasia pulmonar e distúrbios do sono. Representa um problema crescente de saúde pública mundial, sendo a quarta maior causa de morte do mundo, e a sexta causa do Brasil.

Diferenciando os sintomas

Sintomas da Asma

Sintomas dos pacientes asmáticos variam de acordo com a gravidade da doença. São eles:

  • Sibilos;
  • Dispneia;
  • Tosse com intensidade variável;
  • Dificuldade de encher os pulmões de ar;
  • Produção exacerbada de muco espesso e difícil expectoração;
  • Hiperventilação e utilização de musculatura acessória;
  • Hipercapnia, acidose e hipóxia, que quando associados são fatais;
  • Estreitamento excessivo das vias respiratórias;
  • Redução do fluxo de ar.

Sintomas da DPOC

As manifestações clínicas da DPOC geralmente acontecem quando a função pulmonar já está muito comprometida, com o VEF1 (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo) abaixo de 50%.

  • Tosse crônica com expectoração
  • Dispneia progressiva persistente

Devemos nos atentar para a dispneia e a tolerância das atividades.

O exame físico costuma ser normal em estágios iniciais. Os achados clínicos mais característicos na DPOC são:

  • Tórax em barril;
  • Fase expiratória prolongada;
  • Uso da musculatura acessória;
  • Sons pulmonares diminuídos;
  • Roncos, estertores e sibilos (sibilos costumam aparecer durante a exacerbação da doença, mas não servem como diferencial para asma);
  • Cianose;
  • Caquexia e perda de apetite.

Apesar das manifestações clínicas evidentes, a espirometria é necessária para se estabelecer o diagnóstico.

Tratamentos

Asma

Em pacientes asmáticos o uso de broncodilatadores é imprescindível, pois proporciona o alívio rápido dos sintomas e o relaxamento da musculatura lisa das vias respiratórias. Outro fármaco bastante usado, principalmente em associação com os broncodilatadores para essa patologia, são os controladores, como corticoides inaladores que inibem os processos inflamatórios subjacentes.

DPOC

Terapia Não-Farmacológica:

  • Cessação do tabagismo ou outro estímulo nocivo.
  • Vacinação: influenza, pneumocócica 23-valente (polissacarídica) e vacina pneumocócica 13-valente (conjugada).

A vacinação reduz sérias doenças e morte em pacientes com DPOC.

Terapia Farmacológica:

  • Broncodilatador de ação prolongada (Beta-2-agonista – LABA)
  • Droga antimuscarínica de ação prolongada (LAMA)
  • Antiinflamatórios, se exacerbação;
  • Corticoide inalatório.

A terapia se adequa as demandas do paciente e ao estágio ao qual se encontra.

Produzido por:

Liga: Liga Acadêmica de Medicina Generalista

Autores: Lizandra Albuquerque e Maria Luiza Cafezeiro

Revisor: Lorena Fagundes

Orientador: Mayara Leisly

Confira o vídeo:

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