Anúncio

Qual a diferença entre Diabetes Mellitus tipo 2 e Diabetes Autoimune Latente do Adulto? | Ligas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

O que é Diabetes Mellitus
tipo 2 (DM2)?

O diabetes tipo 2 perfaz cerca de 90% dos casos de
diabetes e é uma entidade heterogênea, caracterizada por distúrbios da ação e
secreção da insulina, com predomínio de um ou outro componente. A etiologia
específica deste tipo de diabetes ainda não está claramente estabelecida e a
destruição autoimune do pâncreas não está envolvida. Sua causa está diretamente relacionada ao sobrepeso,
sedentarismo
,
hipertrigliceridemia, hipertensão e hábitos
alimentares inadequados.

É também chamado de diabetes não
insulinodependente ou diabetes do adulto e ocorre geralmente em pessoas obesas
com mais de 40 anos de idade, embora na atualidade se vê com maior frequência
em jovens, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse da
vida urbana. Neste tipo de diabetes encontra-se a presença de insulina, porém
sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência
insulínica, uma das causas de hiperglicemia. Por ser pouco sintomática, o
diabetes na maioria das vezes permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem
tratamento o que favorece a ocorrência de suas complicações cardiovasculares e
cerebrais.

O que é Diabetes Autoimune
Latente do Adulto (LADA)?

A diabetes autoimune latente do adulto (LADA) é uma
doença autoimune (DAI), com deficiência de insulina por destruição progressiva
dos ilhéus pancreáticos. O diagnóstico baseia-se nos critérios de Fourlanos de
2006: idade inferior a 50 anos ao diagnóstico; presença de sintomas agudos, índice
de massa corporal < 25 kg/m2, história pessoal ou familiar de outras DAI. A
presença de pelo menos duas destas características clínicas justifica o pedido
de anticorpos anti glutamato descarboxilase (GADA). Na LADA os anticorpos
anti-insulina (IAA) são raros, enquanto os GADA são característicos (90% de
positividade), mas estes podem-se tornar negativos ao longo do tempo.
Clinicamente, os indivíduos com LADA representam um grupo heterogêneo de
doentes com títulos variáveis de anticorpos, índice de massa corporal (IMC) e
progressão para insulinoterapia.

É importante clarificar que a obesidade não exclui a presença de
LADA. Diabéticos, obesos com presença de auto anticorpos também apresentam
disfunção progressiva da célula β com deficiência de insulina. Comparativamente
com a DM2, os indivíduos com LADA tendem a apresentar um melhor perfil
metabólico, IMC mais baixo e tensão arterial mais controlada.

Na LADA a disfunção da célula β tem sido reportada como intermediária
entre os dois principais subtipos de diabetes. Fenômenos genéticos,
imunológicos e metabólicos parecem convergir com outros processos de doença,
como a insulinorresistência, condicionando a apoptose da célula β e
contribuindo para o aparecimento da LADA.

Diferenciando os sintomas

Sintomas da Diabetes Mellitus tipo 2

Também chamado de doença silenciosa ou doença
assintomática
, pois na maioria dos casos os pacientes demoram muito para
perceber ou identificar os sinais do diabetes, fato que pode gerar um impacto
devastador na qualidade de vida destes. Quando se deve suspeitar da
doença:

  • Polifagia;
  • Polidipsia;
  • Formigamento nos pés e mãos;
  • Poliúria;
  • Infecções frequentes na bexiga, rins, pele e
    infecções de pele;
  • Feridas que demoram para cicatrizar;
  • Visão embaçada.

Sintomas
da Diabetes Autoimune Latente do Adulto

Comparado ao diabetes tipo 1 juvenil, que frequentemente
começa com um episódio brusco de cetoacidose diabética, os
sintomas de LADA se desenvolvem muito mais lentamente durante um
período de pelo menos seis meses
. Enquanto os diabéticos tipo 2
costumam ter sobrepeso, a maioria do tipo LADA tem IMC normal
ou abaixo do normal
. É comum perder muitos quilos um ano antes do
diagnóstico, pela redução na produção de insulina, essencial para a captação de
açúcar. Importante ressaltar que os primeiros sintomas são semelhantes
aos de outros tipos de diabetes
:

  • Polidipsia;
  • Poliúria;
  • Polifagia;
  • Cansaço;
  • Visão turva.

Tratamentos

Diabetes Mellitus tipo 2

O Diabetes tipo 2 não depende da aplicação de
insulina e seu tratamento consiste na identificação do grau de necessidade de
cada pessoa, indicando, conforme cada caso, os seguintes medicamentos:

  • Inibidores da α glicosidase: impedem a
    digestão e absorção de carboidratos no intestino;
  • Sulfoniluréias: estimulam a produção
    pancreática de insulina pelas células;
  • Glinidas: agem também estimulando a produção
    de insulina pelo pâncreas.

Dieta
alimentar equilibrada é fundamental para o controle da doença, assim como a
orientação de um nutricionista e acompanhamento psicológico, que pode
contribuir muito para a redução do peso. Como consequência, cria-se a
possibilidade de usar doses menores de medicamentos. Atividade física também é
de extrema importância para reduzir a hiperglicemia existente na doença.

O Diabetes tipo 2 normalmente
vem acompanhado de outros problemas de saúde, como obesidade, sobrepeso,
sedentarismo, hipertrigliceridemia e hipertensão. Por isso, é essencial manter
acompanhamento médico para tratar também essas outras doenças. 

 Diabetes Autoimune Latente do Adulto

Em comum com o diabetes tipo 2, o tratamento do LADA
também tem início com medicamentos orais, mas a necessidade de passar para
insulina pode ocorrer mais rapidamente do que no tipo 2.

O processo de agressão ao sistema imunológico que
destrói as células β, responsáveis pela produção de insulina em nosso corpo, ocorre
de maneira bem mais lenta que no diabetes tipo 1, o que permite controlar a
glicemia com medicamentos orais por mais tempo.

Indivíduos com título elevado de GADA ou com
positividade para maior número de anticorpos, geralmente apresentam um IMC
inferior, menor secreção endógena de insulina e progressão mais rápida para
insulinoterapia. Assim, o título de GADA pode permitir identificar indivíduos
que respondem pior à terapêutica com antidiabéticos orais e que apresentam
maior risco de cetoacidose.

Algumas evidências indicam que os doentes com LADA
devem ser tratados com insulina como primeira escolha quando apresentem deterioração
do controle metabólico. A terapêutica com sensibilizadores da insulina poderá́
ter algum benefício, dado que alguns doentes com LADA apresentam características
de síndrome metabólica e algum grau de insulinorresistência. Estes fármacos
atuam melhorando a ação periférica da insulina e protegendo indiretamente a célula
β da hiperestimulação continua. No entanto, o papel específico da metformina
na LADA é desconhecido uma vez que não existem estudos acerca da sua utilização.
As tiazolidinedionas parecem prevenir a progressão da diabetes, pela proteção
do stress oxidativo da célula β e pelo efeito anti-inflamatório. Supõem-se
ainda que estes fármacos podem facilitar a proliferação das células β.

Ressalta-se que, apesar da eficácia inicial das
sulfoniluréias na LADA, existe uma redução progressiva da capacidade de produção
de insulina, conduzindo a uma deterioração do controle glicêmico ao longo do
tempo, o que sugere que seu uso deve ser contraindicado.

Qualquer terapêutica nos doentes com LADA deve ter como objetivo, não só a otimização do controle metabólico, mas também a preservação da função residual da célula β.

Confira o vídeo:

Produzido por:

Liga: LIEMS – Liga de Endocrinologia e Metabologia de Sobral

Autores: Letícia Maia Vasconcelos

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Garanta seu semestre em Medicina com R$ 200 off no SanarFlix 2.0

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀